Reencontrando O Amor.
8 Capítulo 8: Um novo começo.
Notas iniciais
Era isso, Finn estava perdido. Não tinha para onde ir, muito menos aonde ficar. O que lhe restou foi viver em albergues, onde a condição sanitária de cada quarto era em estado de calamidade publica. Abandonou seu empregou no McKinley. Sua mãe, Burt. Tudo, agora tinha ido para a parte pobre de Nova York, o único lugar onde poderia viver com o resto do salário que lhe sobrará.
Ele achou um albergue simples. Talvez fosse o mais limpinho daquela região. Chegou a recepção. Havia uma senhorinha de óculos sentada em uma cadeira. Ela lia o jornal do bairro e tomava uma caneca de café solúvel.
— Boa tarde! Minha senhora. — A senhorinha não escutou. Ele repetiu em um tom mais alto:
- Boa Tarde minha senhora! — Ela olhou para cima, tomou um velho susto ao ver um homem de quase 2,00 metros de altura parado à sua frente. Após o susto, ela colocou um pequeno sorriso em seu rosto enrugado. Deixou a caneca de lado e falou com o rapaz:
- Pois não ?
- Ahn... eu gostaria de saber quanto é o aluguel de um quarto simples. — Finn disse com um leve sorriso em seu rosto.
- Ah meu jovem, o menor preço que tenho é 15 dólares diários. — Ela disse com bondade em seu olhar.
Finn gostou do preço, gostou do lugar, e aquela senhorinha era tão simpática. Ele resolveu alugar um quarto:
- Bom gostaria de alugar um quarto, mas sem previsão de saída.
- Tudo bem! Temos vários quartos sobrando pode ficar o tempo que quiser meu filho. — Ela assentiu com a cabeça, virando em seguida para um quadro pregado na parede, onde tinham algumas chaves penduradas, ela pegou a chave do quarto 05.
- Venha me acompanhe meu jovem — A senhorinha disse a Finn fazendo um gesto com a mão para que ele a seguisse.
Ela era uma senhora idosa já, ia se movimentando devagorosamente. Ela provavelmente tinha metade do tamanho de Finn. E pouco a pouco ela subiu os poucos degraus até chegar ao segundo andar. Caminhou até o quarto escolhido, abriu a porta e mostrou o quarto simples para Finn, ela entregou as chaves nas mãos enormes do rapas e se dirigiu novamente à recepção. Finn entrou dentro do quarto, trancou a porta e tentou se acomodar.
O Quarto era simples, havia uma minuscula janela ao lado da cama velha e enferrujada. A cama era pequena se comparada ao tamanho de Finn, de frente para a cama havia uma pequena e velha comoda empoeirada. No canto esquerdo havia uma pia, toda velha e com alguns rachados. Ao final da pequenina cama havia uma cadeira com um estofado rasgado. Finn colocou suas malas em cima da comoda. Saiu do quarto e caminhou em direção à recepção para acertar as contas. Pediu a senhora:
- Por acaso a senhora não sabe onde há algum estabelecimento oferecendo vagas de emprego?
Ela ficou feliz com a pergunta do rapaz. Logo respondeu:
- Claro, nós estamos à procura de um faxineiro. O senhor parece um boa rapaz Sr.Hudson, não gostaria de trabalhar aqui conosco?
Finn ficou feliz com o convite da senhora, esse seria um ótimo subemprego. Ele aceitou. Deu os documentos necessários para a senhora. Ele estava disposto a esquecer tudo o que lhe acontecera. Estava disposto a recomeçar.
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