Reencontrando O Amor.
4 Capítulo 4: Pequenas palavras.
Notas iniciais
Rachel estava espantada em ver Finn ali. Ele estava tão diferente. Deixou de ter aquele rosto infantil. Agora era um homem de traços másculos e barba mal feita. Rachel não acreditava que era o mesmo Finn que ela tivera conhecido no colégio. Ficou perdida por alguns segundos no olhar do rapaz, um olhar que lhe transmitia, conforto, alegria e amor. Logo saiu do devaneio e perguntou ao moço:
-Finn? O que faz aqui? — Ela dizia com uma expressão séria.
-Bom, como eu te disse naquele telefonema, eu trouxe os garotos para a competição amadora — Ele disse tentando criar um clima descontraído.
Rachel logo se lembrou do telefonema de Finn. Sua expressão facial mudou, agora ela estava mais sorridente:
-Ah! É mesmo. Nossa! Finn você está tão... tão...
-Diferente? — Ele a interrompeu. Logo continuou:
-Bom acho que ficamos bastante tempo sem nos ver, todos amadurecem algum dia. E você esta uma moça agora. Tão bonita e responsável.
As bochechas de Rachel coraram com as palavras do rapaz. O assunto ficou vago, tudo o que ambos faziam era olhar um para o outro. Finn ia se aproximando cada vez mais de Rachel, até que a segurou pela cintura, a morena logo colocou as mão frágeis na nuca do rapaz e o silêncio foi cortado pelo som de um beijo. Talvez, fosse o beijo mais intenso do mundo. Havia puro sentimento ali. Pena que ele foi interrompido por um grito "Rachel!". Era Brody do outro lado da rua. Ele havia passado no prédio de NYADA para ir busca-la, como não a encontrou lá, decidiu ir averiguando os caminhos possíveis que a morena poderia tomar. Em um instante se deparou com aquela cena. Ele se sentia mal, foi traído. Tudo o que Brody fez foi uma expressão negativa, e logo as lagrimas desceram pelo rosto do rapaz, que não aguentou ver a cena. Era muito desgosto para ele. Tudo o que fez foi entrar no carro e dizer um "Adeus!" bem baixinho, olhando para Rachel com uma cara de desprezo. Saiu tão rápido que até cantou o pneu.
Aquela atitude dele, já tinha sido o pior que ele podia fazer à ela. Ela acabara de magoar o homem que amava, ou pelo menos pensava que amava. As lágrimas desciam por seu rosto. Ela levantou a cabeça olhou para Finn, que agora tinha uma expressão confusa em sua face. Rachel tinha que seguir seu rumo e as vagas palavras saíram de sua boca:
- Finn tenho que ir! Vou para o apartamento do Kurt! — A morena se virou e apressou seus passos em direção ao apartamento do amigo que ficava a poucas quadras dali. Finn ficou lá, parado, estático. Gritou:
- Rachel! Espere! — A Morena parou, virou seu rosto para Finn. Seu olhos estavam lacrimejando. Finn logo continuou:
- Eu te amo!
A garota, voltou-se em direção a casa do amigo e seguiu seu caminho. Finn ficou desolado. Não sabia o que fazer naquele momento. Não sabia se ter gritado aquelas palavras que são tão fortes e transmitem tanto sentimento, tinha sido uma boa ideia. Tudo o que pode fazer naquele momento foi sentar-se na guia da calçada e chorar.
Após um certo tempo pensando em tudo o que havia acontecido, levantou-se, tomou forças e foi rumo ao hotel. Amanhã era a primeira fase da competição, tinha que estar forte e transmitir confiança aos garotos. Quando chegou ao seu quarto, deitou-se na cama, aos poucos ia caindo no sono, mas o olhar de Rachel não saia de seus pensamentos. Adormeceu.
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