Reencontrando O Amor.
20 Capítulo 20: No final do dia.
Notas iniciais
Rachel acabara de ter um ataque cardíaco, certo que ela já era uma idosa, e que algumas severas consequências vem com a idade, mas Finn não acreditava no que havia acontecido. No instante que Rachel foi embora naquela ambulância, o mundo dele havia parado, ele não sabia o que fazer sem a querida esposa que ele tanto amava. Foi como um filme na sua cabeça. Se lembrou de quando viu Rachel pela primeira vez, o que sentiu ao vê-la pela primeira vez, lembrou de seu primeiro beijo com ela, lembro de seu primeiro abraço, da primeira noite juntos. Ele sabia o que estava acontecendo, sabia que Rachel estava morrendo e consequentemente ele também. Ele não queria que ela falecesse longe dele, quando chegasse esse momento ele queria estar os lados dela, para ela poder expressar o que sentia por ele.
Saiu de seu devaneio, voltando a situação real, tomou o telefone que estava a sua esquerda e imediatamente ligou para sua filha, Marley, a noticiou do que acontecera com Rachel, esperando o concelho e supostamente a solução da filha. Mas nada ela disse, ela ficou apenas em um estado de choque, ela não poderia acompanhar o pai quanto a isso, ela estava em Bariloche para uma apresentação com os filhos e o marido.
Finn se sentia sozinho, não tinha a a quem recorrer, seus amigos do ND, provavelmente ainda moravam perto do casal de idosos, mas assim como eles, eram fracos e franzinos devido a idade. Ele estava sozinho desamparado não tinha a quem recorrer o que lhe restava era rezar e pedir pela esposa.
Ele só queria que ela ficasse bem para que ele pudesse vê-la mais uma vez. Apanhou seu casaco que estava pendurado na porta, deixou a casa seguindo para a rua e chamando um táxi. O hospital estava silencioso, havia poucas pessoas no mesmo. Ele seguiu até a recepção.
– Boa noite! Minha mulher acabou de dar entrada aqui. Ela teve uma parada cardíaca.
– A senhora RachelBerry?
– Exato, elaesta em condições de receber visitas? — Perguntou receoso.
– Neste momento os médicos estão trabalhando no caso dela, mas seu estado já é instável. Pode aguardar na sala até o fim do procedimento?
– É claro, já que não tenho outra escolha.
Finn caminhou lentamente aos sofás que havia lá. Sentou-se e esperou pacientemente. Era uma espera interminável. A agonia tomava conta de seu corpo, e sem notícias da esposa as lágrimas iam tomando conta de seu rosto.
Ao longe escutou o barulho da porta se fechando e em seguida passos de alguém. Consequentemente o doutor. Ele o chamou:
– Senhor FinnHudson?!
Ele se levantou com o rosto receoso, aguardou por um momento, até que o médico fez um sinal com a mão para que ele o acompanhasse. Ele se levantou e lentamente caminhou acompanhando o doutor. Ele abriu a porta do quarto com gentileza para que Finn pudesse entrar, logo a fechou e foi dizendo o quadro clinico de Rachel, que dormia.
– Bom senhor Hudson, sua esposa teve um ataque cardíaco, que com essa idade é bastante comum, bom, controlamos a pressão dela, e devido a todo o estresse e cansaço que ela passou ela esta dormindo, pode ficar aqui na sala e acompanhar a melhora dela.
Finn assentiu com a cabeça compreendendo as informações que o doutor lhe passara. Ele deu um sorriso em seguida deixando a sala. Ali estavam novamente Finn e Rachel a sós em um quarto do hospital.
Ele observava tranquilamente a esposa e seu corpo frágil e franzino.
Andou em direção a ela. E parou diante de seu rosto. A observou por alguns minutos, apenas lembrando do tempo da juventude, da época em que ambos eram fortes, da época que viveram "aventuras". Rachel virou sua cabeça levemente para Finn, e abriu os olhos vagarosamente:
– Oi! — Ela disse com uma voz fraca.
– Oi. — Ele retribuiu, com um sorriso lateral.
– Que bom que vocêesta aqui, ao seu lado me sinto segura.
Ele deu um leve sorriso, e segurou com força e delicadeza as mão franzinas e enrugadas de Rachel. Ela continuou.
– Finn, você sabe que sou uma senhora de 68 anos, e que não sou mais como antes né?
– É claro que sim Rachel, todos vamos envelhecendo, eu também não sou mais como antes...
– Finn, eu estou morrendo — Disse Rachel o interrompendo.
O rosto de Finn se entristeceu, ele logo ficou cabisbaixo. Ela segurou com força a mão do marido, que também a segurava.
– Eu sei que não sairei viva daqui, sei que eu não tenho muito tempo.
– Rachel não diga isso... — Ele dizia em um tom solene e com os olhos cheios de lágrimas.
– Mas Finn não há problema com a morte, ela vem para todos, estando preparados ou não, e a cada hora, cada minuto, cada segundo que passa, eu sinto que a minha hora vem se aproximando.
– Rachel não diga estas palavras, você deve estar confusa ou algo do tipo, vamos conseguir contornar a situação, ver a Marley, o Ryder, os nossos netos...
– Eles estão bem agora. Não precisam mais de mim, de nós. Marley tem sua própria vida, não depende mais de nós, elaesta feliz onde esta, e você sabe disso.
Finn sabia o problema daquela conversa, sabia a situação futura que enfrentaria. Mas eleesta velho também, não sabe até quando aguentara. Ele respirou fundo.
– Rachel vá um pouco mais para lá. — Disse Finn fazendo um gesto com a mão.
A cama era grande, espaçosa. Rachel se moveu vagarosamente para o lado, deixando espaço suficiente para que Finn pudesse se deitar ao seu lado. Ele, subiu a pequena escada lateral vagarosamente, em seguida se sentando na cama, ao lado da esposa, deitando-se.
Ela se virou levemente para o lado de Finn e ele fez o mesmo, se virando levemente para o lado dela. Ele olhou para a mão da esposa, em seguida envolvendo sua mão nas pequenas mãos gélidas dela. — Finn, lembra aquela noite no meu velho apartamento que eu perguntei se vocêcontinuaria me amando mesmo velhinha?
– É claro que eu lembro Rachel.
– Você me ama, mesmo assim, do jeito que eu estou.
– Eu te amo, eu sempre te amei e eu sempre te amarei. Você foi, é, e sempre será a coisa mais importante que já me aconteceu, e eu estarei com você pela eternidade, aqui e aqui. — Finn disse a ela, ao final fazendo um gesto com o dedo indicador que apontou para a testa e o coração deRachel.
– Eu também te amo Finn, eu sempre te amei. Vou estar com você para sempre aqui e aqui. — Rachel disse sorrindo repetindo o gesto do marido.
– Lembra do nosso primeiro beijo, la na época da juventude? — Disse Finn, que agora olhava para o teto.
– É claro que eu me lembro, minha memória não é tão ruim assim, me lembro até da primeira vez em que te vi. — Ela disse risonha, também com o olhar direcionado ao teto.
Finn, desviou seu olhar do mesmo, focando no rosto de Rachel, que também fizera o mesmo. Eles se acomodaram virando um de frente para o outro. Ele segurou firmemente a mão da esposa. Se aproximando dela e dando um leve selinho em sua boca, em seguida ele se afastou e continuou admirando o olhar dela, que fazia o mesmo.
Ele sussurrou:
– Eu te amo Rachel!
– Eu também de amo Finn! — Disse ela também sussurrando.
Finn ia vendo o rosto de Rachel cada vez mais claro, uma alegria enorme tomou conta de seu coração. Rachel também via o rosto de Finn cada vez mais claro e aquela mesma alegria tomando seu coração. Aos poucos a visão de ambos foram ficando cada vez mais esbranquiçadas. Um fleche de luz se foi, Rachel e Finn estavam agora na sala do coral, assim como nos velhos tempos de Glee, estavam com roupas brancas, todos estavam a sua frente os admirando, cada integrante do ND os olhava com um olhar de ternura, todos de roupa branca. Rachel e Finn nunca estiveram mais felizes naquele momento, eles andavam, e era como se caminhassem em algodão, eles correram em direção aos amigos e se juntaram a eles. Tudo havia voltado, tudo estava perfeito, tudo estava maravilhoso para eles agora.
Finn e Rachel pareciam estar dormindo no quarto, mas a hora deles havia chegado. Eles estiveram juntos até o ultimo momento de ambos em vida. Nada pode separa-los, porque o amor é maior que todas as barreiras que puderam enfrentar. A saudade ficara, mas o que valerá serão os bons momentos, as risadas, as brincadeiras, a música e a paixão um pelo outro. Tudo se fora ali, com eles, naquele momento. Finn e Rachel, estarão sempre reencontrando o amor que sentem um pelo outro. Sempre.
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