Reencarnação

12 Primeira vez


Notas iniciais
Ok como era um capitulo só, fiquei meio sem ideia de titulo para este. Estão deixemos esse clichê mesmo. E então, já tomaram o remédinho? então podem prosseguir. Achei o capitulo meio extenso. Mas deve ser por eu ter lido umas 40 vezes. E eu queria postar de qualquer jeito antes do jogo do Brasil, pq se não só a noite que eu ia poder. Enfim, boa leitura amores ♥

Levi

Depois do jantar, Eren sentou-se no sofá e começou a ver a televisão enquanto eu ainda terminava de lavar a louça. Logo preparei um suco para nós dois, de laranja, pois era a única coisa que tínhamos. Assim, me juntei a ele para assistir qualquer coisa que ele estivesse vendo. Pouco me importava a programação, eu estava mais de olho, de forma discreta, no próprio garoto. Ele estava sentado um pouco longe de mim no sofá, mantinha as pernas juntas ao corpo, abraçando os joelhos, mesmo depois de aceitar o copo e dar a primeira golada no suco.

Eren não tocou no assunto do beijo até agora. Eu até estava sentindo a garganta bem seca de vontade de esclarecer esse ocorrido de ontem, mas eu não darei iniciativa. Era um teste. Eu queria ver o Eren iniciar a conversa, perder logo a vergonha e falar abertamente comigo. Até porque, tenho certeza, ele deve estar se remoendo mais do que eu de vontade de falar sobre o beijo, mas alguma coisa o impedia. Ele deve ter criado algum bloqueio com base em algumas ações mal interpretadas de ontem.

Dei uma boa golada no meu suco. Ao que eu observava, era evidente que Eren não falaria no assunto hoje. Seja como for, continuarei na minha, agindo normalmente. Não vou apressá-lo, ele deve fazer as coisas no tempo dele. Sendo assim, passei a prestar mais atenção no programa que passava. Era um documentário. Um programa que, a cada episódio, mostrava suas construções históricas de determinado país. Nesse episódio, o assunto era focalizado a China... até que era mostrado umas coisas interessantes de sua cultura...

– Levi... – Eren timidamente me chamou, fazendo minha atenção voltar para o seu lado.

– O que foi? – Perguntei já com uma ansiedade interna... será que ele ia falar agora?

– Er... Olha... Desculpe de novo, Levi... Me perdoe pelo... O que eu fiz ontem foi meio impensado. – Finalmente ele tomou iniciativa. Tá virando homem, garoto. – E-eu... eu não queria... Me desculpe! – Via o quanto ele estava embaraçado, mas foi bem corajoso da parte dele retomar o assunto que já estava, bem dizer, meio ignorado hoje.

– Hum... – Eu cocei a bochecha com o indicador. – Lembra de quando você era criança, Eren? Você sempre se escondia pela casa, fazia umas armadilhas... sempre dizendo que queria me pegar de surpresa um dia...

– Uh... – Ele levantou mais o rosto, prestando atenção na minha fala.

– Ontem você conseguiu. Me pegou totalmente de surpresa. – Comentei, meio rindo de canto.

– Ah... desculpe...

– Pare de se desculpar. – Falei, mantendo a tranquilidade, fui percebendo que Eren ia ficando mais vermelho. – Eu não estou bravo. – Esclareci.

– Hm... mas deve estar enojado. – Ele fazia um olhar bastante desiludido. Provavelmente já esperando uma resposta de rejeição da minha parte. Mas... por mais que eu me sinta com o pé atrás em... tentar algo com ele... “rejeição” estava fora da minha lista de respostas para aquele beijo. Eu ainda tentava achar um jeito de resolver essa situação sem precisar magoá-lo.

– Eren... Não estou com nojo, não estou bravo e não vou odiar você por causa disso. Não foi nada de mais. – Tranquilizei-o.

– M-mas... Não era pra eu ter... te beijado... Foi impulsivo. Eu me senti tão estranho. – Comentou, o que me chamou mais atenção. Estranho...?

– O que quer dizer com “estranho”...? – Perguntei. Na hora, Eren, com o rosto bastante ruborizado, se arrastou um pouco mais para o meu lado no sofá.

– Ah... Você também sentiu, não sentiu? – Ele aumentou seus enormes olhos verdes, agora com um brilho diferente, enquanto me fitava.

– “Sentiu”...? – Arqueei uma sobrancelha, dando uma leve recuada.

– Er... eu quero dizer durante o... beijo. – Eren fazia todo um jeitinho de encabulado, semelhante a uma garota. – Você... não achou que foi uma sensação familiar?

Quando ele disse isso, fui eu quem deu uma arregalada nos olhos.

– Você também sentiu isso...? – Perguntei, num tom incrédulo.

– Aham... Na verdade, não é a primeira vez que tenho essa sensação... – Confessou. – Às vezes eu... e-eu sonho com você, coisas que parecem já ter acontecido. – Eren falava meio refletindo ao mesmo tempo.

– Você quer dizer... como se fossem lembranças?

– É... mas, na verdade elas não aconteceram... durante minha vida inteira elas nunca aconteceram. Por isso acho estranho ter essa sensação...

Eu, por um momento, fiquei com os batimentos cardíacos mais acelerados. Eu particularmente me identifiquei com tudo o que ele acabou de dizer.

– Com o quê você sonha, Eren...? – Perguntei curioso.

– Hum... com você, já foram várias coisas... coisas simples como estarmos almoçando juntos; ou treinando luta corporal num local gramado; até andando a cavalo... – Comecei a ficar bastante inquieto com tudo o que falava. Parecia até que esse garoto havia entrado em minha mente e recolhido informações que eu nunca nem comentei com ninguém... Eren deu um discreto riso. – He, o mais estranho é que... em quase todos eles...

– ...nós usávamos traje de exército... – Completei, o que o fez me olhar com uma expressão surpresa, mas ao mesmo tempo satisfeita.

– É... isso mesmo! – Ele deu um sorriso, vendo que o que falava, por mais louco que parecesse, era compreendido e até correspondido por mim. Eu ainda estava achando isso muito estranho... Seria possível mesmo eu e Eren estarmos compartilhando dos mesmos sonhos? Impossível... pelo menos era o que eu achava.

– Mas que... Que coisa doida. – Passei a mão em minha franja, jogando-a para trás. Eu estava muito confuso com isso tudo. O garoto e eu sentíamos uma familiaridade meio anormal um com o outro... o beijo causou a mesma sensação estranha a nós dois... e ambos tínhamos os mesmos sonhos. Sonhos que eram quase como lembranças... – Ah, Eren... você só me dá dor de cabeça mesmo. – Falei, meio sorrindo enquanto massageava as têmporas... Por que eu estava sorrindo?

– Ah, me perdoe... – Olhei de canto e notei que Eren também sorria... Sorria sem motivo aparente. Só parecia estar satisfeito com algo que provavelmente nem ele saiba o que seja. Logo ele voltou seus grandes olhos verdes e brilhantes para mim, o que me fez desviar para o outro lado. Parece que quem estava embaraçado agora era eu. – Nee, Levi. – Ele me chamou, mas continuei olhando para o outro lado, apoiando o queixo sobre a mão. – Levii...! Er... Se não sentiu nojo... nem ficou bravo... isso quer dizer que você gostou do beijo? – A pergunta me fez dar uma leve arrepiada. Sua voz ainda se mantinha num tom tímido, mas ele mostrava uma certa astúcia por trás.

– Se gostei ou deixei de gostar, não importa. – Tentei manter meu jeito indiferente, mas senti um movimento no sofá indicando que Eren vinha sorrateiramente se aproximando mais de mim.

– Ah, Levi... Eu ia ficar tão feliz se dissesse que gostou. – Ele estava sendo bem manhoso agora, roçando de leve seu indicador em meu ombro. Aparentemente tentava fazer um charminho pra mim. Mas continuei na minha postura indiferente, ainda achava isso tudo muito estranho pra prosseguir...

– Não. – Respondi seco.

– Por favor... – Eren foi mais ousado e chegou bem pertinho do meu rosto. – Levi... hum? – Ele, no maior golpe baixo, levou sua boca até minha bochecha, num breve selinho. – Levi não gosta disso...? – Eu mordi o lábio inferior e até fechei mais os olhos ao sentir Eren dar outro beijo no local... seguido por outro... e mais um... e depois outro... e a cada contato, seus lábios desciam de leve, indo para meu pescoço.

– Garoto... não faz isso... – Dei uma leve contorcida nos ombros e logo apoiei minha mão em seu peito, tentando, meio sem esforço, empurrá-lo. Eu fiquei desconcentrado. Eren não foi faminto o bastante para já... dar uma chupada em meu pescoço, ficava apenas em selinhos tímidos, mas que já estavam me deixando cair em tentação de novo... – Eren, não... – Minha voz deu uma leve alterada na última palavra, o que fez Eren continuar com seus beijos ali. No pescoço, no queixo, no rosto de novo até chegar à orelha.

– Nee, Levi... – Ele sussurrava. Do mesmo jeito que fiz com ele ontem. – Eu lavei cada cantinho do meu corpo no banho hoje... – Ele sussurrou de uma forma tão... tão tentadoramente agradável e gostosa...

– Moleque... Agora você pediu! – Num movimento brusco, virei-me para o Eren já o empurrando com certa brutalidade até ele se deitar no sofá. Logo fiquei de quatro por cima dele, encarando-o de forma bem intimidadora e irritada. Vi que ele tomou um susto, pela cara que agora fazia. Que coisa... Estava todo querendo ser o dominante pra cima de mim e agora faz essa carinha?

– Ahn... Lev...

– Basta! Você tava todo submisso a um momento atrás, de repente ficou agindo como se dominasse a situação, agora já está todo submisso de novo? Você é um garoto bem bipolar, Eren. – Comentei num riso irônico.

– Hum... a culpa é do Levi. Dessa vez eu não aguentei de novo... Você fez uma cara tão... bonitinha enquanto eu te contava sobre as meus sonhos... Eu quis te beijar de novo. – Disse, bastante corado, brincando acanhadamente com a gola de minha blusa com a ponta dos dedos.

– Ah é? A culpa é minha então? – Continuei em meu tom irônico, só agora falava bem baixinho, devido à proximidade de nossos rostos. – Eren... não é tão simples como vocês, jovens imaturos, veem o mundo. É bem mais complicado...

– Dá pra descomplicar... – Eren também falava bem baixinho, olhando de um jeitinho...

– Garoto, você está a fim de um homem.

– Isso não importa pra mim...

– Um homem que tem o dobro da sua idade... – Fui abaixando cada vez mais o tom da voz, no ritmo que diminuía a distância entre nossos rostos.

– Eu não ligo... – Eren começava a descompassar sua respiração e deixar os olhos semicerrados, praticamente entrando em transe.

– Um homem com o dobro da sua idade e que cuidou de você como se fosse o próprio filho. – Abaixei mais e mais meu rosto sobre o dele, permitindo a pontinha saliente de nossos lábios se tocarem a cada palavra pronunciada.

– Mas não sou seu parente de sangue... – Depois disso ele ousadamente, lambeu meus lábios com um olhar nada inocente agora. Essa foi a última gota.

– Tsc... Então foda-se o mundo! – Foi a última coisa que eu disse antes de simplesmente fechar os olhos e atacar a boca daquele garoto com bastante sede. Eren logo de início já deixou escapar um gemido abafado.

Esse garoto... Como conseguiu fazer isso comigo? Eu bem saí do meu controle agora. Ele estava todo agindo como as garotas com quem que já fiquei. Não tinha ideia de onde ele aprendeu a seduzir alguém dessa forma... Pode ter sido a lontra da quatro-olhos que deu suas dicas perturbadoras a ele, como pode ter aprendido vendo esses filmes impróprios de madrugada. Mas isso não era lá muito importante agora. Já era tarde, fui pego. Eu acabara em transe, assim como o garoto. Ambos mergulhados naquela tentação.

Eu controlava o beijo agora. Confesso que comecei de um jeito bem intenso, coisa que deixou Eren meio perdido na hora. Sendo assim, diminuí o ritmo dos movimentos, fazendo tudo bem lentamente, aproveitando já para sentir com mais calma seu par de lábios, que moviam-se timidamente contra os meus.

Mesmo já tendo me beijado ontem, Eren mostrava sua curiosidade hoje de novo, já logo querendo fazer sua língua se encontrar com a minha. Nesse caso, abri um pouco mais minha boca permitindo que ele a adentrasse e matasse sua curiosidade agora com mais calma. Mas, era engraçado ver sua inexperiência, ele ameaça entrar, mas nunca entrava. Limitou-se apenas a lamber meus lábios quando dava. Talvez ainda estivesse tímido.

Sendo assim, resolvi eu mesmo fazer minha língua adentrar sua boca. Ele deu outro gemidinho ao senti-la. Finalmente entrelaçando seus braços em torno do meu pescoço para maior contato. Ele mostrava claramente que suas mãos estavam meio sem ação no momento, paradas no lugar apoiado à minha cabeça, o que indica como não conseguia ainda se concentrar em fazer as duas coisas ao mesmo tempo naquela situação. O negócio então era eu continuar guiando-o.

Segurei-me no começo para não assustá-lo, mas agora resolvi passear minhas mãos pelas laterais de seu corpo, apenas pra cima e para baixo, junto ao movimento, mexia o tecido se sua camisa da mesma forma.

Abri um pouco os olhos para ver suas expressões. Ele continuava em transe. Acho que não prestava atenção em mais nada a não ser no beijo. Agora ele pegou melhor o ritmo, o que me permitiu dar uma intensificada. Eren tentava ao máximo me acompanhar, imitando tudo o que eu fazia. Até que aprendia rápido... Além do que... algo me deu uma encucada. O beijo que havia me dado ontem não pareceu ser o primeiro da sua vida... Já havia beijado alguém antes de mim, Eren? Essa dúvida me veio em mente no momento, ignorei-a por hora, mas depois quero esclarecer essa dúvida. Voltei a me desconcentrar de pensamentos ao ouvir outro sutil gemido escapar de sua boca. Esse me fez ficar arrepiado... saiu mais demorado e mais ‘gostoso’...

Sobre sua camisa, fui acariciando calmamente seu corpo, apenas da cintura pra cima. Movimentos que pareciam uma boa massagem. Apertava uns lugares ou outros, tais como os lados de sua cintura, onde é mais macio. Ele deu mais contorcidas ao senti-las. Ri de canto em meio aos beijos lembrando que era bem nessa região, junto à sua barriga, que ele mais sentia cócega, por isso mostrava uma reação mais aparente.

Bem, já que ficou me atiçando, agora queria que ele prestasse total atenção nas coisas que eu faria. Sendo assim, separei minha boca da dele e fui descendo meus beijos por seu pescoço.

– Vou te mostrar... como é que se faz, Eren... – Dito isso, grudei minha boca no lado esquerdo de seu pescoço e dei-lhe uma chupada com gosto. Coisa que fez Eren dar um gemido mais alto e claro, agora que sua boca estava desocupada. Isso só me incitou a sugar sua pele mais intensamente. O garoto passou seus braços pelas minhas costas, tateando até onde conseguiu alcançar. Ainda mostrava timidez em seus toques, mas expressava claramente o quanto estava gostando e prestando atenção em cada estímulo.

Movi minhas mãos pra baixo, passando por suas coxas, não deixando de dar uma apertada aqui ou ali. Eren se mexia de leve, mas só com isso já deu pra perceber o quanto ele, e mesmo eu, estávamos achando aquele sofá pequeno demais para nossa atividade.

Assim, parei de beijar seu pescoço para fitá-lo. Eren já mostrava leves sinais de excitação em seu rosto. Estava com o rosto todo mais ruborizado do que antes e se mostrava ofegante. Agora, embora ainda agisse timidamente, sua expressão não mostrava mais tanta vergonha e sim desejo.

– Levi... – Ele chamou por mim numa vozinha tão deliciosa...

Eu novamente, por impulso, voltei a beijá-lo na boca e ele correspondia no ritmo. Simultaneamente, apoiei-me melhor no chão e passei um dos braços por de trás de suas costas e o outro sustentando uma de suas coxas, para assim poder levantá-lo. Fazia tempo que não o carregava assim, por isso estranhei seu tamanho peso e quase dei uma vacilada, mas me mantive firme, sem parar de beijá-lo. Notei que Eren ficou meio cismado quando percebeu que eu planejava levantá-lo e já logo se agarrou ao meu corpo, enlaçando suas pernas ao redor do meu tronco para não cair.

– Hum... Levi... Não me carregue assim... – Ele murmurou em certo momento que separamos.

– Hunf... O que? Achou que eu não fosse te aguentar...? – Fiz um tom irônico. Logo Eren apenas deu um riso e voltou a me beijar. – Hm... só queria ir a um lugar... mais confortável... – Sussurrei em meio ao beijo. Ele apenas deu uma murmurada em resposta. Sustentando melhor o garoto pelas coxas, fui caminhando calmamente até o meu quarto, pois... bem, eu não tinha cama de casal, mas para uma de solteiro, a minha era bem maior que a do Eren.

Adentrei sem nem acender as luzes ou fechar a porta, apenas queria chegar logo à minha cama. Cuidadosamente fui deitando o garoto no colchão até apoiar sua cabeça nos travesseiros. Não paramos de beijar, ainda mais agora que Eren mostrava sua sede.

Distribuí carícias em seu corpo por baixo de sua blusa. Minhas mãos estavam bem mais quentes agora, por isso Eren mostrava estar gostando de senti-las roçar em sua pele. Ele ainda dava seus abafados gemidinhos entre beijos. Isso, de novo, começou a me deixar louco. Eu não era muito acostumado a isso, ouvia mais gemidos finos de mulher durante minha vida. Por isso achava esses gemidos de menino bem chamativo... era diferente. Não conseguia explicar direito, só sei que, por não ser lá um som muito comum para mim, acabava por despertar meus desejos pela curiosidade. Esses gemidos de menino...

Separei um segundo nossas bocas para que eu pudesse retirar sua camisa. Eren automaticamente ergueu os braços para facilitar o serviço. Mostrava sua carinha desejosa, mas ainda com leve constrangimento.

– Que foi...? – Continuei no sussurro enquanto inclinava-me sobre ele pra beijar todo seu lado do rosto. – Tá com vergonha...?

– Hum... m-mais ou menos... – Respondeu com uma voz mais tremida.

– Ué... Não era você quem estava querendo...? – Perguntava sem parar de espalhar beijos por ali.

– É... M-mas... acho que... não achei que eu fosse conseguir chegar tão longe... – Eren gemeu ao final de sua frase, visto que agora eu descia de seu pescoço e até seu peito. — ...Le...Levi... Er... – Eren fechou os olhos e deu uma leve arqueada ao sentir minha boca beijando sensualmente um de seus mamilos. Sua voz ficara mais fina depois disso, seus gemidos mais audíveis, e ele começou a acariciar meus cabelos, passando os dedos por entre as mechas. Passei a sugar seu mamilo, simultaneamente fazendo movimentos circulares com a língua em torno de seu biquinho, isso sem deixar de usar minhas mãos livres para atiçar seu corpo e brincar com seu outro mamilo. Eren é que estava na folga. Apenas recebia o prazer dos estímulos. Por ele ser inexperiente, resolvi não cobrar muito, afinal mostrava-se sem saber direito como agir durante a situação, então ele se limitava em ficar parado, apenas acariciando meu cabelo e passando levemente a mão em meus ombros. Eu nem liguei, melhor pra mim, poderia dominar a situação à minha maneira.

Minhas mãos passearam pelo seu corpo até sua barriga, quando resolvi dar uma descidinha inocente pra baixo de sua cintura. Chegando ao meio de suas pernas, já pude sentir uma elevaçãozinha ali. O fino tecido de sua calça não ajudava nada a disfarçar, não só já estava ficando maior e mais rijo, como bastante molhado...

Assim que fiz movimentos provocantes com a mão em sua elevação, foi que Eren deu seu gemido mais deleitoso até então. Ouvi-lo me fez ficar todo arrepiado e me ansiou em descer minha boca de seu mamilo em direção àquele alvo, no mesmo ritmo que abaixava o cós da sua calça. Tudo bem devagar até arrancá-la fora. O garoto mal conseguia olhar pra mim direito, sentiu-se totalmente embaraçado ao ver que sua boxer já estava molhada. Mais ainda por notar que eu estava descendo com os beijos exatamente para lá.

– Hmm... L-Levii... o que... er... – Ele não sabia direito o que falar no momento. Eu nada respondi, o melhor era continuar só agindo até ele perder a vergonha. Fui descendo bem devagarinho até meus lábios fazerem contado indireto com seu íntimo. – Ahmm... Levi...!! – Ele arqueou-se no primeiro movimento de sucção que eu fiz com a boca, roçando de leve os dentes sobre o tecido de sua boxer. Minha língua sentia claramente cada reação de seu membro e o quanto ficava mais molhado. Eren tentava olhar para todos os lados, menos para minha direção. Ele gemia mais deleitosamente a cada vez que minha boca passava bem na pontinha de seu... – Ahn... L-Le...vi...! Tira...! – Foi o que conseguiu murmurar. A frase saiu incompleta, mas eu consegui entender o que ele queria... Tirar, hein. Finalmente ia perdendo a vergonha, agora só queria era sentir as sensações diferentes.

– Hum... Muito bem, então... – Abaixei totalmente sua boxer até retirá-la fora e jogar num canto aleatório. Agora sim, olhava com olhos curiosos para a tentadora visão à minha frente. Não era muito grande, mas já se mostrava bem ereto e com um líquido que escorria da ponta. Engoli seco. Nuca eu havia colocado um pênis na boca, por isso não tinha ideia de como era... Lambi os lábios, faminto de curiosidade.

Eren

Eu ainda não conseguia olhar pra ele. Isso tudo é muito embaraçoso, acabara todo o mistério para ele agora... Bem, tá certo que ele já trocara minhas fraudas e me deu banho durante um tempo de sua vida, mas só agora... agora era a primeira vez que ele via meu corpo depois da puberdade. Crescido e desenvolvido. O corpo que eu ainda não havia mostrado a ninguém, pelo menos a parte da frente. A parte de trás... já houveram alguns acidentes na educação física que acabaram fazendo-a ficar visível pra muita gente, mas isso era irrelevante... Pra quê pensar nisso agora? Eu estava era tentando desviar atenção do olhar penetrante que Levi me lançava agora. Era um olhar que me deixava todo caído por ele...

Vi-o lamber os lábios antes de abri-los, introduzindo apenas a ponta do meu membro em sua boca. Não segurei de novo, gemi manhosamente ao sentir, dando sequencia a uma série de murmúrios de prazer. Contorcia braços e pernas à medida que ele ia colocando mais fundo em sua boca. Aquele calor... aquela sucção... aquela lambida... era demais pra mim. Tanta sensação nova de uma vez. Momento ou outro, Levi dava uma leve roçada com a ponta dos dentes. Isso me arrepiava e ao mesmo tempo me deixava meio receoso... Quero dizer... Será que Levi já fizera isso com outro rapaz? Qualquer outro rapaz? Eu só o vi com mulheres. A menos que ele tenha dado escapadinhas pelas ruas à fora sem eu saber, era provável que eu esteja sendo sua primeira experiência homossexual... Uh, pensar isso me fazia ficar meio nervoso... Quer dizer que haviam coisas novas para ele também.

Deixei escapar um gemido muito mais erótico ao sentir o membro inteiro dentro de sua boca. Levi fazia movimentos de vai e vem com a cabeça, não deixando de dar uma lambida em torno da glande a cada chupada feita. Isso era... incrível... era maravilhoso. Meu corpo todo sentia as ondas de prazer que partiam daquela região até as extremidades. Inconscientemente cruzei as pernas nas costas do Levi, por cima de seus ombros. Ele ficou bem encaixadinho entre elas, apenas intensificando o estímulo. Alguma arranhada ou outra de seus dentes me faziam morder o lábio inferior. Era meio incômodo, mas ao mesmo tempo, causava uma sensação boa logo em seguida. Levi segurava minhas coxas com firmeza. Ele não parava de aumentar o ritmo da sucção... Eu... não ia aguentar muito tempo...! Eu sentia aquela sensação de ápice chegando... ficando mais próximo...

– Oh... Le... vi!! – Dei uma arqueada. Eu não pude segurar, me desfiz inteiro dentro de sua boca. Senti o líquido saindo em jatos... Precisei de uns segundos para retomar o fôlego. Foi muito bom. Acho que foi a maior onda de prazer que tive em toda a vida.

“Com certeza, melhor do que fazer sozinho com a mão...”.

Vi que Levi levantou a cabeça, lambendo os lábios. Um pouco do meu sêmen escorria do canto de sua boca... essa visão fez minha vergonha voltar a tona... O tão higiênico Levi... com a boca melada com meu líquido branco...

– Eren... – Ele chamou.

– Hã...? Oi? – Ainda ofegante, parei um pouco para ouvi-lo.

– Você está bem? – Ele acariciou meu rosto ao perguntar.

– Ah... aham... sim! – Respondi, saindo um pouco do transe. Excitação sexual faz mesmo você ficar fora do ar na hora, como Anka havia comentado na palestra.

– Hum... E... acha que já está satisfeito...? – Perguntou num tom casual enquanto se ajoelhava no colchão e retirava sua camisa. – Ou você estaria a fim de mais...? – Levi fez um tom super provocador, jogando a camisa pra longe. Ele ainda estava com um olhar...

Antes que eu respondesse qualquer coisa, ele já veio subindo em cima de mim novamente, ficando cara-a-cara comigo. Eu o fitava com os olhos bem abertos, imaginando o que ele faria em seguida... Simplesmente se inclinou e me beijou de novo... Mas agora... eu sentia aquele gosto. O gosto do meu próprio sêmen impregnado em sua boca. Levi aproveitou para roçar-se em meu membro no durante.

Essa fricção foi me excitando novamente. Senti uma leve elevaçãozinha ali entre suas pernas que me fez gemer deleitosamente. Saber que ele também estava tendo reações comigo me deixava com muito tesão.

Quando ele me beijava eu perdia boa parte dos sentidos, exceto o paladar... Eu tentava, mas não conseguia me concentrar direito em outra coisa que não fosse o próprio beijo. Não queria parecer bobo demais pra ele, dava o meu melhor para acompanha-lo e fazê-lo ter mais reações. Levi dava uns suspiros baixinhos muito gostosos de ouvir, além de continuar tateando meu corpo. Suas mãos estavam tão mais quentinhas agora... Tudo isso me atiçava aos pouquinhos de novo.

Minhas pernas estavam meio encolhidas ainda. Mantive-as semidobradas e bem juntas ao quadril do Levi. Foi aí que ele novamente descia as mãos até perto de meus joelhos, separando-os lentamente. Sentia todo meu corpo queimando, principalmente meu rosto e mais ainda as orelhas. Estava ainda constrangido de imaginar o que ele faria em seguida...

Levi desceu novamente seus beijos pelo meu pescoço. Desta vez ele estava sendo mais bruto.

– Hm... e-espera...

– O que foi...? – Ele continuou beijando ali e parece até que fazia questão de me fazer ouvir sua respiração pesada.

– Er... hm... há q-quanto tempo... hmm... v-você não faz isso...? – Perguntei em meio aos suspiros, pra falar a verdade eu estava curioso. Pelo que eu já ouvi por aí, se uma pessoa que tinha a vida sexual ativa de repente ficar muito tempo sem fazer, na sua próxima vez ele já atacaria com toda sua sede acumulada de uma vez. Acho isso coisa de maníaco. Mas mesmo assim... queria saber se o Levi ficou na abstinência pra ter esse tipo de recaída agora comigo... Afinal, sei que já estraguei muitos encontros dele...

– Hunf... Há muito tempo... Muito mesmo. – Ele chupou meu pescoço novamente. Eu deitei a cabeça pra trás não deixando de gemer. Levi, desta vez, deixou seus estalos com a boca bem audíveis a cada chupão dado. Parece até que fazia de propósito. – E você sabe de quem é a culpa... não é pirralho...? – Agora eu via como ele saíra de si, parecia tomado pelo êxtase. Ele sugava meu pescoço com muita força.

– É minha culpa...?! – Eu não queria falar muito na hora, minha voz estava saindo um tanto gemida.

– Hunf, quem mais ficava acabando com meus encontros...?

Quando dei por mim, senti as pontas dos dedos do Levi passarem só na minha glande. Dei leves choramingadas, sentia meu membro todo pulsar pedindo por mais toques, mas ele só mexia na ponta... parece que só... queria melar seus dedos...

Foi exatamente o que ele fez. Lubrificou-se com meu próprio líquido que continuava a escorrer e já os levou até mais embaixo... na minha entrada. Nesse momento até arregalei os olhos para ele, não crendo que ele realmente introduziria ali.

– Levi!! – Apertei forte seus ombros. Fiquei novamente com vergonha. Imaginar que ele pretendia me tocar daquela forma... Bem, na verdade imaginar até que já imaginei, mas... Ver acontecer era outra história...

– O que foi...? Você não sabe como é que se faz quando são dois homens...? – Ele perguntou num tom irônico apensar da sua alteração na voz.

– É claro que e-eu sei... como é que faz...!

– Oh... é mesmo? Onde aprendeu...? – Perguntou curioso, agora voltando a me olhar nos olhos.

– Er... Internet. – Respondi, curto e direto, o que fez Levi dar um riso.

– Hum, você é gozado, Eren...! – Levi novamente enterrou seu rosto na curva entre meu pescoço e ombro. – Então conta pra mim, como é que se faz...

– Hã...?! – Olhei-o incrédulo. Sério mesmo que ele me obrigaria a falar essas coisas embaraçosas... logo na minha primeira vez. Que malvado... – Não...

– Vai, diga, Eren... – Ele sussurrava de forma manhosa, num tom que ele sabe que me desestabilizava. Enquanto isso, lá no baixo ventre, eu sentia a mão dele apenas rodear a área, mas não tocava o “alvo”. – Não precisa ter vergonha... Só tem eu aqui... ninguém mais vai te ouvir...

– Mas mesmo assim...!

– Fale, Eren... Por favor... – Esse “por favor” dele saiu de forma tão sexy... mais sexy do que eu esperava. Ah, assim não dá, Levi! Meus hormônios de adolescente não aguentam uma coisa dessas.

– T-tá... – Resolvi concordar. Mas eu não queria falar muito alto, mesmo só tendo nós dois ali no quarto, aliás, em todo o apartamento eu sentia mais confortável falando baixinho só pra ele... Sendo assim, segurei o rosto do Levi e vim trazendo seu ouvido pra mais perto da minha boca, para enfim começar a sussurrar ali. Fui dizendo tudo o que eu sabia sobre sexo entre homens...

– Hunnm... – Ouvi Levi gemer baixinho enquanto eu falava. Ele então começou a fazer seus toques de acordo com minhas palavras, foi levando seu dedo até minha entrada de novo, contornando-a com seu indicador lubrificado. Senti até dar uma contraída ali, a região era mais sensível do que imaginei. Torci os dedos dos pés. Até que ele finalmente resolveu adentrar um dedo. Eu dei um grito. Foi mais doloroso do que imaginei. Será que isso estava certo...? – Oe... tudo bem aí, Eren...? – Levi perguntou meio preocupado.

– Ah... isso... dói. – Disse, com uma ponta de indignação comigo mesmo. Por que eu estava sentindo tanta dor assim apenas com um dedo...? Levi, com sua mão livre, acarinhou meu rosto.

– Relaxe. Solte mais os músculos... Você está muito tenso. – Ele falava.

– M-mas... já estou relaxado... – Respondi.

– Não está não... – Constatou. – Você tá tão contraído aqui dentro... quase não deu nem pra enfiar um único dedo...

– Levi!! – Ele falava normalmente coisas que me deixavam embaraçado.

– Relaxe mais... – Levi espalhava mais beijos em mim e começou a me masturbar de novo com sua mão livre, no intuito de me distrair da dor. Mas estava um tanto difícil. Estava uma passagem estreita demais pra ele... Eu dava muitas choramingadas, mais ainda quando senti-lo tentar enfiar o segundo dedo. Deixei até uma lágrima escapar. Isso estava doendo demais, eu não entendia porquê. Notei que Levi me olhava com uma expressão preocupada e um tanto chateada. – Está doendo tanto assim...?

Só fiz que sim com a cabeça, mordendo os lábios. Vendo isso, Levi retirou seus dedos de dentro, o que me fez olhá-lo meio confuso.

– P-por que parou...? – Minha voz saiu bem ofegante.

– Acho que... hoje ainda não vai dar. – Ele afirmou.

– Hã? M-mas... e-eu aguento!

– Eren, olha. – Ele me mostrou seus dedos, melados com um pouco de sangue. Eu por um momento fiquei assustado vendo isso. – Você ainda não está pronto pra isso...

– Mas... – Mordi o lábio inferior de novo. – Por favor... tenta de novo, Levi... – Abracei suas costas e afundei meu rosto em seu ombro.

– Hum... – Ele deu um suspiro. – Tem certeza...?

– Tenho...! – Falei mais firme, mas meu corpo tremia.

– Ok... Então tente não ficar tão tenso... Relaxe todo o corpo... – Vi perfeitamente por cima de seu ombro Levi abaixar as calças de moletom até o meio das coxas. Já fiquei nervoso novamente. Ele não iria mais usar os dedos...? – Se você relaxar seus músculos, não vai doer, Eren... – Ele falava em tom mais confortador. Até que ajudou. – Se sentir incômodo, pode falar... – Levi introduziu apenas a ponta, mas já bastou pra me fazer gritar. Ainda doía. E doía muito! O dele era bem maior do que eu esperava. Acho que até maior que o meu...

– N-não... espera, Levi!! – Senti-me completamente alargado, parecia até que alguma coisa rasgaria lá dentro e jorraria sangue pra todo lado. – Ahn!! Assim... I-isso dói!! Levi, é muito grande! Tá doendo muito!! – Entrei num certo desespero desnecessário, mas foi a primeira reação que pude ter na hora. Eu gritava muito alto a cada milímetro que fora introduzido dentro de mim. – Ahh, Levi não vai dar!! – Em meio aos meus gritos de dor, subitamente Levi segurou minha cabeça e fez seu “Shhhhhhh...” em meu ouvido, que ia diminuindo o volume aos pouquinhos. Isso estranhamente me deu uma boa acalmada... Lembrei que Levi costumava fazer isso quando eu chorava, e sempre me acalmava. Mas isso só quando eu era criança...

– Hunf... Não fique negando agora depois de ter pedido pra eu fazer... seu pirralho bipolar... – Ele novamente ficara com a voz descompassada. – Você... não tem ideia... do quanto estou me segurando pra não te atacar do jeito que eu quero. – Confessou, e suas palavras deixaram todos os pelos do meu corpo arrepiados. Começava a ter a sensação de excitação de novo, mais ainda quando sentia-o me masturbar novamente e espalhar beijos pelo meu ombro... Aos poucos fui relaxando mais e mais meus músculos, todos, inclusive minhas paredes internas. Com isso, a penetração foi ficando mais fácil... – Tudo bem, Eren... Agora vai ser só prazer... – Ele sussurrou numa voz tão deliciosamente erótica, que eu poderia ter gozado só de ouvi-la.

Era o finalzinho da dor, mas eu sentia melhor agora como era gostoso ter seu membro roçando dentro de mim. Era diferente... lá parecia ser até mais sensível do que o próprio genital. Levi, inclinado sobre mim e bem encaixado entre minhas pernas, movimentava seu quadril lentamente. Eu já estava me acostumando mais à invasão. Tanto que meus gemidos se tornaram de deleite. Isso parece ter atiçado o Levi, pois ele me agarrou deu uma forma mais bruta, dando umas apertadas fortes nas minhas nádegas.

– Ohh, Levi... oh! – Voltei a entrar no transe. Estava cheio de tesão de novo, e Levi fazendo todos aqueles estímulos... estava me deixando louco. Ele estocava com mais velocidade em mim. Até que uma delas acertou um lugarzinho em mim que me fez delirar, arquear as costas, quase chegar ao ápice. Quase. Levi vendo isso, apenas deu um riso maldoso.

– Oh... Você gosta aqui, hã... – Sem mais demoras, ele começou a movimentar seu quadril com mais velocidade ainda. Ainda mantinha seu rosto próximo ao meu, mas agora não beijava mais, ele também gemia... de forma mais controlada do que eu, mas gemia... Levi estava gemendo de prazer... por minha causa... Pensar isso me deixava mais louco de tesão ainda. Eu abracei-o mais forte. Agora que ele estava sem camisa, não tinha exatamente no quê eu fechar minhas mãos, acabei por arranhar suas costas. Eu nem estava percebendo nada direito, na hora. Estava tudo embaralhado. Ele estocava direto naquele ponto... naquele mesmo ponto... e era tão bom...! Eu não aguentaria... não muito mais...

Gemi mais agudamente sentindo o orgasmo. Mais jatos de sêmen espirraram de mim e eu me contraí todo... Levi também pareceu não aguentar. Ele mordeu os lábios assim que meu corpo se contraiu. Devo tê-lo apertado muito... Foi então que senti seu líquido também sair e invadir meu corpo. Dei uma revirada nos olhos ao sentir... Aquilo era tão quente e bom...

Eu fiquei com a visão levemente embaçada. Meu coração batia muito rápido, não parecia que desaceleraria tão logo. E meu corpo entrou numa fadiga muito estranha. Eu me sentia tão cansado de repente... que mal conseguia manter os olhos abertos.

Levi

Ficamos um tempo ainda esperando normalizar nossas respirações. Eu suei bastante. Vi como Eren já mostrava seus sinais de cansaço, muito cansaço. Suas bochechas ainda estavam avermelhavas e seus olhos pareciam pesar de tanto sono. Eu sei bem que nessa idade a tendência é ter uma fadiga enorme logo depois do sexo. Parecia adrenalina demais para um mero jovenzinho, ainda mais em sua primeira vez, pior ainda se foi ele que tomou atrás. Com certeza estaria mais do que esgotado.

Mesmo eu também estava mais alterado do que quando fazia com mulheres. No caso dele, foi num lugar muito mais estreito, tanto que quase achei que ele me esmagaria. Mas... posso dizer que é... até que é prazeroso sentir essa forte contração em torno do genital.

Assim que retirei-me de dentro dele e ajeitei minhas calças novamente, eu me joguei ao seu lado no colchão. Eren virou o rosto pra mim, com os olhos praticamente fechados.

– Levi... – Ele não disse mais nada, apenas se aproximou e apoiou seu rosto em meu ombro, logo caindo no sono. Eu apenas virei-me um pouquinho para olhá-lo. Ele já parecia em sono pesado. Dei um suspiro. Ele foi logo dormir nessa condição...? Estávamos deitados, mas ambos em cima do edredom. Sem falar que Eren ainda estava nu.

Sem sair do lugar, fui me mexendo até ajeitar o edredom para cobrir a nós dois. Normalmente eu era contra dormir sem tomar uma ducha depois de transar. Mas abri uma exceção para hoje, pois... estava com dó de acordar o garoto. Nem o carregaria até seu quarto. Deixei-o aí mesmo, tinha espaço na cama.

Agora coberto, Eren veio se aninhando cada vez do meu lado.

– Levi... é... quentinho... – Ele murmurou.

– Tá acordado ainda, garoto? – Não houve resposta. Mostrava estar mesmo em sono pesado. Às vezes ele fala enquanto dorme, isso era meio normal. É que fazia tanto tempo que eu não dormia com ele que acabei esquecendo. Dei um riso de canto e comecei a fazer um cafuné em sua cabeça. Isso foi bem nostálgico. Quando Eren vinha correndo para o meu quarto de madrugada dizendo que teve pesadelo. Ele sempre se acomodava pertinho de mim e eu lhe acariciava até pegar no sono... Hoje estava sendo a mesma coisa. A diferença foi que... eu havia feito coisinhas meio impróprias com ele antes.

Agora que eu saíra do transe, fiquei me sentindo meio culpado... Não tinha arrependimentos, mas sentia culpa. Eu olhava para o rosto jovem do Eren e engolia seco... Como será que Carla reagiria... se soubesse que eu estava fazendo essas coisas com seu filho?

Notas finais
E aí?? *w* O que acharam gente? Como era a primeira vez do Eren, não podia pôr lá muitas coisas avançadas, por enquanto foi só só "papai e mamãe" mesmo xD E tbm eu estava louca pra escrever um lemon *3* (sou muito depravada, quem precisa de remedinho sou eu) Detalhe: notaram que era domingo aí, né? ou seja, Eren tem aula no dia seguinte. Belo dia pra se fazer sexo pela primeira vez, só pra facilitar mais ainda seu trabalho de disfarçar o ocorrido no dia seguinte. xD aushauhsuahsu Beijinhos e até o próximo! Nikki ♥