Reencarnação
31 Amorzinho de férias
Notas iniciais
Levi
Suspirei profundamente. Estava no ápice do relaxamento. Era tão bom ficar um pouco no meio do vapor e sentir a água quente caindo sobre minha nuca, ainda mais nesse inverno. Estava bastante frio lá fora, um pouco de geada até começara a se formar nos cantinhos da janela, mas não creio ainda que vá nevar. De qualquer forma, eu não sentia tanto frio como a maioria das pessoas, eu gostava do frio. Não suportava era o calor... Suava demasiadamente, sentia mais sonolência e minha pressão costumava abaixar bastante.
Mas sentir o calor da água do chuveiro no inverno era muito prazeroso. Senti-me mais leve e com menos dores nos ombros. Terminei de enxaguar os cabelos e o corpo para logo desligar o chuveiro. Eu precisava controlar melhor meu tempo aqui, pois eu sempre acabava demorando mais do que pretendia no banho. Peguei minha toalha e dei uma pré-secada em todo meu corpo e cabelo antes de realmente sair do box. Enrolei a toalha na cintura indo até a pia e passei a mão no espelho, desembaçando-o. Aproveitei para já escovar os dentes, afinal não comeria mais por hoje, assim que voltamos do hospital, Eren e eu pedimos comida chinesa por drive-thru e jantamos aqui. Então agora não restava mais nada a fazer hoje a não ser dormir.
Dei uma olhada em meu celular sobre a pia, marcava onze horas da noite. Até que ainda estava meio cedo para dormir, visto que agora estou de férias. Pensando assim, dava tempo para fazer... muitas coisas com o Eren...tal como assistir um filme; jogar baralho; conversar; jogar Twister... ou fazer sexo!
– Argh! – Dei um tapa em minha própria testa. Que pensamento foi esse? Não! Não é como se eu estivesse necessitado ou algo do tipo, porque eu não estou... Penso que não... Aliás, o menino deve estar cansado, ficou praticamente o dia todo fora andando a pé, melhor deixá-lo dormir direto por hoje... Dei um último suspiro ao terminar de enxugar minha boca após a escovação. Mas não podia negar que eu sentia vontades desde o dia do festival na escola dele... Lembrar daquele seu cabelo bagunçado me deixava sereno, pois era um tanto adorável.
Ah... Não queria perder essa convivência nunca. Embora eu não demonstrasse muito externamente, Eren era uma das poucas coisas que me alegravam ou me distraíam da minha rotina estressante. E depois de começar uma relação romântica com ele, comecei até a ficar ansioso em voltar do trabalho para poder vê-lo, mesmo sendo um período curto separados. Por isso... espero que tia nenhuma acabe com esse laço.
Massageei as têmporas e logo lavei meu rosto com a água gelada da torneira pra ver se esfriava minha cabeça. Obviamente eu ainda estava preocupada com Martha e o que ela realmente planeja ou se está envolvida com Kenny. Aliás, esse energúmeno ainda estaria aqui nessa cidade me observando? Ou teria ido para algum outro lugar? Bem, não dá para se saber... e novamente eu não queria ficar pensando nesses problemas, por mais presentes que estivessem. Como havia dito a mim mesmo, para lidar com Kenny, eu devia estar mais calmo do que ele, pois a vítima sempre acaba sucumbindo às suas vontades por conta do psicológico abatido. Por isso, acho que vou me distrair por hora jogando baralho com Eren e deixar pra pensar em mais planos para investigar o Kenny pra depois.
Peguei minhas peças de roupas dobradas sobre a pia e comecei a vesti-las. No inverno eu sempre me trocava no banheiro após o banho, para não sofrer choque térmico com a temperatura mais fria do corredor até o quarto.
Devidamente vestido com uma calça folgada e uma blusa de gola cavada e mangas longas, saí do banheiro e fui ao meu quarto com a toalha sobre a cabeça. O apartamento em si estava mesmo mais frio, mas não tanto quanto lá fora a céu aberto, obviamente. Melhor seria fechar os vidros das janelas e a porta para manter o cômodo mais “aquecido”.
Assim que abri a porta, vi Eren deitado bruços sobre minha cama, com um livro em mãos. Ele logo me fitou ao ouvir o som da maçaneta.
– Ah, Levi! – Ele abriu um largo sorriso.
– O quê... já quer dormir? – Perguntei, vendo que ele parecia meio pronto para cair no sono. Mas sua expressão contradizia, pois ele ainda parecia aceso.
– Não. Só quis ficar aqui, seu quarto tá mais quentinho que o meu.
– Hm... Entendi. Está bem frio hoje, não...? – Pendurei minha toalha no cabideiro e sentei-me na cama ao lado dele. – O que está lendo aí?
– O livro que Armin me indicou. – Ele mostrou-me a capa. Havia a imagem da silhueta de um homem, com um enorme olho brilhando ao fundo. Possivelmente era um gênero de ficção científica.
– Oh, está começando a se interessar por literatura?
– É... mais ou menos... Armin me falou que eu iria gostar especificamente desta série, pois é de ação do estilo que eu gosto. Só que... eu ainda sou meio lento. Às vezes tenho que ler o mesmo parágrafo três vezes... Vou levar uma vida pra terminá-lo. – Ele dizia.
– Isso é porque você não está desconcentrado. Deixe a leitura rolar... mais pra frente quando ficar mais ativo, aí você se interessará mais e lerá tudo até o final num piscar de olhos.
– Será? – Ele riu. – Por enquanto ainda duvido um pouco. Bem, vou deixar pra ler depois então. – Ele apoiou seu livro sobre o criado mudo ao lado da cama.
– Ué, por quê? Pode ler agora, eu não ligo.
– Não, é que... – Ele colocou-se sentado e se aproximou. – ...quando você está perto, não consigo me concentrar direito... – Eren logo deitou sua cabeça em meu ombro esquerdo.
– Ah, é? – Perguntei irônico. – Por que será?
– Hum... não sei. – Ele segurou uma de minhas mãos e ficou brincando com meus dedos. Fiquei atento nessas suas atitudes... Isso normalmente era sinal que estava querendo atenção.
– Huhu... – Observei seu cabelo, agora bem penteado e não resisti a dar uma bagunçada leve nele com minha outra palma.
– O que está fazendo? – Eren riu, tentando afastar-se da minha mão.
– ... – Depois de deixar várias mechas castanhas em pé, pendi a cabeça de lado apreciando-o. – Fica bem com o cabelo assim... – Comentei.
– Bagunçado? Jura?
– É...
–Hehe, igual eu estava lá no festival?
– Isso.
– Hmm... Falando no festival... Sabe... eu queria outro show do No Name. – Pediu ele encabulado.
– É mesmo?
– Sim! Você estava tão legal cantando daquele jeito... Tão bonito... Queria poder ver de novo com mais calma.
– Hum... alguma outra oportunidade que der, podemos tocar novamente. – Afirmei. Na verdade, até que gostaria também de tocar com Hanji e Mike mais uma vez, pois lembro-me da sensação. Foi como se tivesse esquecido dos meus problemas e pudesse extravasar meu estresse em forma de canto, por isso escolhi tantas músicas do gênero de rock.
– Obaa! – Ele ergueu os braços. – Eu quero uma segunda chance de ficar com você em cima do palco... Não consegui aproveitar isso lá no festival... – Lamentou. Foi aí que refleti os acontecimentos, fazendo a ligação de seu nervosismo aos alunos mais velhos do colégio que tentaram persuadi-lo no corredor.
– Estava com medo de ser zombado por aqueles garotos, não é?
– Uhum... – Ele fez que sim com a cabeça timidamente. Parece que era um assunto que ele originalmente não queria compartilhar comigo.
– Pelo que eu vi, parece que eles já te perturbavam antes desse dia, não é?
– É... – Ele tentou dar uma contornada, ainda brincando com a minha mão.
– Por que nunca me disse nada?
– Você já tem coisas mais importantes pra se preocupar. E também, eu achei que resolveria tudo sozinho. – Disse segurando minha mão com mais força.
– E resolveu. – Falei simplesmente, o que o fez olhar-me surpreso. – Aliás, estou orgulhoso... Nunca vi você enfrentar um valentão daquele jeito. Normalmente você correria até o sujeito e tentaria enchê-lo de pancada... e acabaria sendo o único a apanhar. Mas ali... Você o enfrentou verbalmente. Isso é uma atitude bem madura. – Falei dando-lhe o devido crédito e um brilho em seus olhos logo surgiam.
– Sério?! – Essa foi a primeira vez que eu disse em alto e bom som que ele havia amadurecido do pirralho imprudente que era antes, isso de alguma forma o deixou feliz a ponto de se jogar sobre mim, fazendo ambos cairmos deitados sobre o colchão. Ele manteve-se abraçado ao meu pescoço. – Awww, Levi!!! Eu gosto muito quando você me elogia, sabe? – Sua voz ecoava estridentemente perto de meu ouvido.
– Eren, abaixa o volume, estamos a centímetros de distância...
– Opa, desculpinha... – Ele se afastou de leve, mas manteve-se em cima de mim, encaixado entre minhas pernas. Vi que seu rosto avermelhou-se e então desviou o olhar.
– Talvez não totalmente maduro pra muitas coisas... Mas gostei de tudo o que falou para aquele rapaz. – Passei as mãos em cada lado de seu rosto, fazendo-o fitar meus olhos bem de frente. – Por isso que... bem, eu disse aquilo logo em seguida...
– De sermos namorados? – Ele perguntou, mesmo mostrando já saber a resposta. Dera um sorrisinho bastante atrevido em seguida. Fiz que sim com a cabeça... Pelo que eu notava, Eren estava sem sono, assim como eu, e fazia demasiados carinhos em mim. Isso só podia significar que sentia vontade de fazer coisas mais carnais. Lambi os lábios.
Seu rosto esquentava cada vez mais pelo que eu sentia em minhas palmas. Aliás, todo o corpo dele parecia esquentar... estava até aquecendo-me do ar frio de inverno como se fosse uma coberta elétrica.
– Você está bem quentinho agora, hein...? Olha só... – Passei uma das mãos em sua testa e pescoço enquanto comentava. – Não está com febre, está? – Perguntei de forma brincalhona, mesmo no meu jeito sério e inexpressivo.
– Não... – Ele riu de forma encabulada. – É que eu... – Novamente fazia jeito de encabulado, mas notei que na verdade ele estava mais era atrevido mesmo. – ...estou cheio de vontades. – Ouvi sua voz mudar de tom, agora para um mais malicioso. Aproximou o rosto do meu e parou a milímetros de distância de nos encostarmos. As pontas de nossos narizes até encostaram. Esse garoto ficara afogueado rápido. Não esperava menos de um adolescente cheio de hormônios saudáveis. Isso de alguma forma também me deixara “animado”.
Por impulso, fechei os olhos e, ainda segurando seu rosto, fui trazendo sua boca até a minha... só que Eren pôs a mão sobre meus lábios, antes que eu completasse cem por cento do caminho.
– Espere... Quero saber por que está assim. – Ele falou repentinamente de forma mais séria, o que me fez arquear a sobrancelha. Bem, tinha que ser papo sério mesmo. Eren não era de impedir um beijo meu se não fosse...
– “Assim”...?
– Está preocupado com a minha tia, não é?
– ... – Revirei os olhos. Eu não queria falar nesse assunto logo agora, mas parece que ele reparou minha tensão, mesmo eu escondendo quase qualquer resquício de expressão. Tentei então apenas encerrar o assunto. – Não...
– Pare de esconder... Eu sei quando você mente! – Ele continuava firme. Esse garoto estava mesmo mais esperto. Bem... talvez não “mais esperto”. Eren simplesmente me conhecia e era acostumado com meu jeito. Mordi o lábio inferior... não queria demonstrar essa insegurança a ele, mas parece que ele já percebia e queria tirar satisfação de qualquer maneira...
– Ahh... – Dei um suspiro antes de dizer. – Eu não sei se ela tem direito à sua guarda ou não... Isso me preocupa. – Confessei. – Depois do teste, se for provado que ela é mesmo sua tia... talvez ela tenha o mesmo direito que eu sobre você... ou até mais. Se ela quiser, ela poderia muito bem ir à justiça agora pra...
– Não! – Ele interrompeu-me com seu tom estridente, fazendo bico logo em seguida. – Como eu pensei... Então é isso. – Ele acariciou meu rosto. – Seu besta... Relaxe... – Sorriu serenamente antes de ele inclinar-se e avançar o restante que faltava para nossas bocas se encontrarem. Eren iniciou um beijo férvido e ansioso, mas ainda não muito intenso, apenas um roçar de lábios. Eu correspondia-o de leve, mas mantive os olhos abertos, observando os seus fechados num quase transe... Ele não manteve o contato por muito tempo, separou vagarosamente para continuar a falar... – Vê...? Martha pode até ser minha tia... Mas quem me criou foi você. Eu sou sua responsabilidade! – Seu sorriso se alargava e seus olhos começavam a marejar. – De novo... Acha mesmo que eu conseguiria morar em algum lugar longe de você? Ainda mais agora... que você é meu namorado... Agora ficou meio impossível, né, Levi...! – Disse num tom óbvio e brincalhão, mas deixando tímidas lágrimas descerem pelo seu rosto e pingarem sobre minha bochecha.
Uni as sobrancelhas vendo sua expressão. Ele mostrava-se preocupado com essa possibilidade tanto quanto eu... Talvez só ficar pensando no pior não seja a melhor maneira de lidar com a situação. Nada aconteceu ainda e poderia continuar assim, certo? Carla assinara um documento passando a guarda do Eren exclusivamente a mim... Se ela fez isso, mesmo sabendo que havia os familiares de Grisha... é porque tem a certeza que sou eu quem tenho que ficar com ele, não Martha. Ver Eren ali com o rosto corado e deixando mais lágrimas descerem me fazia sentir uma pontada no peito.
Resolvi inverter as posições, virei-nos para o lado com bastante folga até que eu ficasse por cima se seu corpo, aproveitando o grande espaço do colchão. Afastei sua franja e enxuguei suas lágrimas com a ponta dos dedos, sem muita delicadeza.
– Você também... Não fique assim. Já passamos por tanta coisa estranha... Garanto que você continuará a viver comigo, mesmo que a justiça entre no meio. Eu vou dar um jeito de manter tudo do jeito que está. – Falei firme e desta vez com confiança plena. Era o que estava faltando... confiança.
– Sim...! – Eren sorriu com o olhar semiaberto para mim. – Eu adoro quando você é confiante assim...! Me sinto seguro... – Ele novamente se aproximou, beijando o canto de minha boca. Sua energia de preocupação logo fora sendo substituída por desejo.
– Bem, mas no fim das contas... você não veio para o meu quarto só pra falar sobre isso, não é? – Perguntei ironicamente.
– Er... Não. – Eren agora ficara todo manhoso. – Eu queria te desestressar de qualquer problema e... matar a minhas vontades também...
– Oh... Está com essas vontades desde quando, hein...? – Passei com as minhas mãos pelas laterais de seu corpo, mexendo suas roupas para cima e para baixo numa ameaça de despi-lo.
– Hmm... Desde o dia do festival. – Respondeu. – A gente não pôde fazer nada no carro do Mike por motivos óbvios, hehe... e quando chagamos em casa, você foi dormir direto. – Ele riu.
– É...Eu estava bem exausto naquele dia. Mas... agora eu estou bem acordado, vê?
– Hmm... – Eren logo estremeceu quando eu levei minha boca até a sua. Desta vez eu iniciei um lento beijo. Era bom começar de forma vagarosa, da última vez que fizemos, eu estava em clima de estresse e fiz as preliminares com muita pressa, mas agora era diferente. Tanto eu quanto Eren estávamos com a energia mais calma e aliviada, por isso faríamos tudo num bom ritmo para aproveitar com o máximo de atenção essas sensações físicas prazerosas que foram concedidas ao ser humano.
Estava bastante quente entre nossos corpos, misturava nossas respirações junto ao calor emanado da pele, formando um mormaço no meio de nós. Ao contrário de minhas costas, que ainda permaneciam frias, devido ao clima de inverno que ainda se mantinha no quarto. Mas mesmo nesse frio, nenhum de nós tremia...
Com movimentos repetidos de roçar de bocas, sentia o garoto se soltando mais e aumentando a intensidade da respiração. Em alguns momentos eu ficava pensando como pode ser tão bom assim sentir lábios de alguém nos seus? Era um estímulo tão simples, mas mexia com ambas as pessoas envolvidas. Eren dava até baixos e discretos gemidos quando sentia minha língua roçando dentro de sua boca. Realmente era algo inexplicável. Fora esse som erótico e molhado de beijo que deixaria qualquer um doido só de ouvir um pouco. Simplesmente era bom e aproveitaríamos desse prazer agora que finalmente tivemos tempo e pique.
Eren
Eu sorria inconscientemente durante nosso beijo. Sentia um grande alívio quando eu deixava assuntos pendentes claros. No caso, Levi pareceu finalmente confiar que não aconteceria nada de ruim com a gente, mesmo que minha tia tente algo.
Agora, para extravasar qualquer tipo de estresse de ambos, faríamos amor em plena segunda-feira, no primeiro dia de férias dele. Ele acabara de entrar no clima, então o jeito era aproveitar o quanto desse.
Seus lábios estavam mais gelados no começo, mas foram esquentando aos poucos por ficar em contado com os meus. Penso que eu é quem estava meio “quente” demais... Culpa dos hormônios, meu corpo costuma esquentar muito mais rápido do que o do Levi. Isso me deixava meio sem jeito. Bem, ao menos, eu conseguia aquecê-lo rapidamente com meu calor exuberante. Notava como a pele dele estava arrepiada pelo clima frio que o quarto estava.
O beijo continuava... e no durante, Levi não deixava as mãos paradas. Roçava-as por várias partes do meu corpo. Suas palmas também estavam meio geladas, mesmo depois de um banho quente, dava para sentir mesmo com a blusa por cima. Suas mãos só foram começar a esquentar mesmo ao entrar em contato direto com a minha pele por debaixo da camisa.
– Humm... – Sentia o beijo ficando cada vez mais molhado e intenso, quase acabara com nosso fôlego. Demos uma breve separada nos lábios para deixar o ar entrar, mas não separamos as línguas, continuamos a roçá-las uma na outra de forma bom obscena. Se tivesse algum expectador nos assistindo, poderia enxergar direitinho cada movimento de nossas línguas... Imediatamente senti uma vergonha alheia de imaginar alguém vendo a mim e ao Levi fazendo essas coisas. Estranho que ao mesmo tempo que me envergonhou, me deixou mais excitado... Pude sentir um crescimento no meu baixo ventre... Deixei um baixo gemido escapar assim que o topo da elevação encostou o meio das pernas do Levi.
Ele logo me fitou nos olhos enquanto levantava minha camisa até acima do peito. Estremeci e meus pelos se arrepiaram ao sentir o frio ambiente que permanecia no quarto. Realmente estávamos entrando no clímax do inverno... era um bom momento para trocar calor humano, eu pensei.
Ele separou qualquer contato com minha boca para agora se concentrar em meu pescoço e dali ir descendo até lugares mais interessantes...
– Humm... L-Levi... – Dei uma arqueada ao sentir sua boca em um de meus mamilos. Ele roçava bem de leve os dentes e lambia a pontinha de uma forma tão gostosinha... Eu dava pequenos suspiros e inconscientemente mexia o quadril à procura de mais contato consigo ali embaixo.
Pelo que eu sentia, Levi não estava excitado ainda, não havia nenhum volume muito aparente em sua calça, ao contrário de mim... Verificar isso me deixou um tanto sem graça... No fundo eu não queria parecer aquele tipo que se excita tão rápido assim. Fazia-me parecer um grande pirralho pervertido e com hormônios descontrolados... que no fundo eu realmente era.
– Ei... Você já está no limite...? Mal começamos. – Ele dizia, na maior malícia.
– Hm... – Apenas fiz bico e desviei o olhar.
– Jovens são mesmo interessantes... tão sensíveis...! – Levi mostrava-se admirado em ver minhas reações. Logo levou sua mão até o meu volume, dando uma apertada bem gostosa...
– Awwnn... – Arqueei as costas, gemendo leve. Por ato reflexo, já logo segurei o cós da minha calça e boxer juntos, pronto para abaixá-las. Eu estava agora era ansiando em deixar tudo livre para dar um mínimo de alívio naquele momento. Sentia meu membro pedindo por mais atenção. Mas antes que eu fizesse, Levi segurou minhas mãos.
– Ei, espere um pouco, ô apressadinho... – Pelo que eu via, Levi parecia gostar de me ver neste estado tão ansioso e necessitado. – Vamos fazer devagar. Da outra vez quase nem aproveitamos tanto de tanta pressa que tivemos... O mesmo quando estávamos no carro do Mike. – Ele acarinhava meu rosto enquanto dizia.
– É... – Eu sentia meu membro contraindo, mas, pelo moletom ser mais larguinho, até que não fora tão insuportável esperar o tempo do Levi. Então foquei novamente em seu rosto, que mostrava já um pouco de ofego e suor... – Hum... Falando nesse dia... você estava tão sensual cantando daquele jeito... Só de lembrar já fico todo aceso... – Ele logo olhou meu rosto, pendendo a cabeça de lado.
– Oh... um elogio...? E agora trocou o termo “bonito” por “sensual”? – Ele riu discretamente.
– Uh... Estava bonito e sensual.
– Hehe... – Levi acariciou minha cabeça, fitando-me com brilho nos olhos. – Ah, garoto... Está doido pra avançar, não é...? – Comentou, parecendo apreensivo.
– Tô... por favor, Levi... – Entrelacei meus braços em seu pescoço, já trazendo-o para mais um beijo, mas ele brecou-se.
– Ouça... Já dei a você... um beijo grego...? – Um sorriso de canto brotou em seu rosto. Eu fiquei pensativo diante da pergunta... Beijo grego? Não me lembro disso... Aliás, eu não tinha a menor ideia do que era... Seria parecido com beijo francês?
– Ah... Acho que não... – Falei ingenuamente. – Como que é...?
– Você não sabe?
Fiz que não com a cabeça, curioso.
– Um jovem que vive passeando em site pornográfico não sabe como que faz um beijo grego? – Disse com ironia.
– E-e-eu não fico em site pornográfico...!! – Tentei me justificar... mas óbvio que Levi não acreditaria.
– Mentiroso... – Ele aproximou seus lábios dos meus, parando milímetros de distância. – Quer que eu mostre como é? – Propôs. Eu, sem pensar duas vezes, logo aceitei. Fechei os olhos e mantive a boca entreaberta, esperando pelo tal beijo... do jeito que ele falava, parecia ser bem “atiçador”, então fiquei curioso. Enquanto isso, meu membro continuava desperto necessitando atenção...
Levi não me beijara. Na verdade pôs o dedo sobre meus lábios, isso me fez abrir os olhos.
– Fique de quatro...
– Hu...?! – Arregalei os olhos e fiz uma expressão interrogativa. – Hã?? M-mas por quê? Que beijo é esse...?
– Não se preocupe... não vou dizer que não é vergonhoso, mas sei que você vai gostar. – Levi tentava confortar. – Confia em mim?
– S-sim...! – O fato não era confiar ou desconfiar... o ponto é que... “de quatro”...?! Essa era realmente uma posição constrangedora... O que ele faria depois disso? Mesmo sendo Levi, alguém com quem já tive relações sexuais antes, eu ainda não me sentia muito confortável de me expor tanto assim visivelmente a outra pessoa. Mas, como boa parte do meu ser havia sido tomado pela necessidade, resolvi apenas virar-me e ficar de quatro sobre a enorme cama dele.
– Ah, isso aí, Eren... – Levi apreciara a posição, acariciando uma de minhas nádegas por cima do tecido do moletom. Eu mordi o lábio inferior, já tendo uma ideia do lugar que ele pretendia me beijar. Mesmo assim, deixando a enorme vergonha que de lado, resolvi tirar a dúvida.
– L-Levi... Você vai... dar esse beijo aonde...?
– Ainda não ficou óbvio...? – Sem perder mais tempo, ele segurara o cós da minha calça e roupa íntima juntos, abaixando-as até meus joelhos. Eu logo afundei meu rosto no travesseiro à minha frente, mantendo apenas o quadril empinado. Ah, cara... Com certeza era lá! Agora que eu não conseguiria mais encará-lo... Saber que a pessoa que você gosta está olhando cada cantinho do seu íntimo com tamanha atenção... Ahh, essa situação me deixou no ápice da vergonha... mas, ao mesmo tempo, deu um baita tesão... Mais ainda quando senti-lo passar o dedo ali. O contato estava meio seco, por isso não fora muito confortável, mas deu para me arrepiar. – Agora... Me permite, Eren...? – Eu sentia o sopro quente de sua voz chocar-se contra a minha entrada. Ele estava tão pertinho... ! Nem sei por que ele pedira permissão antes, ele já era de fazer e ponto. Talvez quisesse dar uma suavizada em sua personalidade...
– P-pode... – A ansiedade de querer prosseguir com esses atos promíscuos me consumiram no momento, junto à vergonha alheia.
Permaneci agarrado ao travesseiro, fitando a cabeceira da cama. Logo senti a língua dele roçar toda a minha entrada e gemi em reação... Sem querer, esse fora um gemido um tanto feminino... Mas agora não dava pra prestar muita atenção em controlar a forma como eu gemia. A língua dele se movimentando ali atrás me deixara totalmente desconcentrado de qualquer coisa. Eu não imaginei que fosse um estímulo bom assim. Levi movia sua língua pra cima e para baixo e ora alternava para movimentos circulares e até que ele resolvera tocar os lábios ali, dando então um beijo. Aquilo fez um pouco de líquido começar a escorrer da ponta de meu membro.
– Awwnn... Levi... Isso... – O mesmo movimento que faz em um beijo na boca, ele estava fazendo ali. Esse estímulo começara a me deixar doido... Meus gemidos foram ficando mais manhosos e finos. Meu próprio quadril começava a se mexer para senti-lo mais... Sua língua... tão quentinha... A boca dele deixara minha entrada bastante molhada... Estremeci mais ao senti-lo penetrar a língua em mim... Ah... Ainda bem que eu tinha tomado um banho bem tomado. Imaginar Levi, logo ele, fazendo essas coisas... Olhei por cima do ombro a fim de fitá-lo durante esse “trabalhinho”. Seus olhos permaneciam fechados e seus movimentos de beijo continuavam...
Essa visão me fez quase gozar, mas eu segurei. Não queria já me desfazer apenas com isso... Eu aguentaria mais. Até porque, o gostoso é sentir essa etapa pouco antes do ápice.
Continuei a gemer baixinho e deixar a respiração mais alta. Levi era mesmo um tirano, fazia questão de deixar os estalos e sons eróticos que fazia com a boca bem audíveis para mim... Esses sons eram tão... tão...
Estremeci as pernas e novamente segurei-me para não gozar.
Levi, então, fez uma pausa no estímulo.
– Oh... até que está aguentando mais tempo desta vez. – A voz dele saíra mais alterada agora. Parece que começava a se envolver no clima luxurioso que emanava entre nós.
Ainda ofegante e corado, virei-me para ver sua situação. A primeira coisa que notei fora o volume bem grande que se formara em sua calça. Arregalei os olhos e rapidamente abri um sorriso.
– Ahh... Me dar esse beijo grego te deixou excitado, Levi...? – Falei um tanto tentado com essa sua reação. Como resposta, ele apenas mordeu o lábio e coçou a nuca.
– Tsc... seu tentadorzinho... – Ele olhava meu traseiro empinado com desejo. Parecia se segurar para não avançar rápido demais.
Na hora eu lembrara que devia me preparar bem antes de recebê-lo, para evitar demasiadas dores. Mas eu percebia também o quanto Levi ficara excitado tão rapidamente hoje. Esse beijo grego realmente mexera bem com sua sanidade... Gostei de saber disto! Quando eu tiver a chance, gostaria de poder fazer nele também. Mas por hora, para não ficar perdendo tanto tempo com impasses. Vi que Levi já estava para levar os próprios dedos à sua boca, á fim de lubrifica-los para me preparar... Resolvi então levantar-me da posição e me virar de frente para ele.
Claro, ele não era o único fora do ar. Aliás, eu era quem estava mais excitado ali, por isso agia quase totalmente por impulso. Vê-lo ficar duro tão rapidamente me atiçou e logo agarrei sua mão antes de alcançar seus lábios e levei seus dedos, indicador e médio, até a minha boca, onde comecei a sugar e lambê-los. Isso o pegou de surpresa.
– Ei, garoto...! O que é iss...?? – Ele arregalara seus olhos observando tanto meu movimento de sucção quanto minha outra mão que já se movia até o cós de sua calça. – Eren! Ei..!! – Levi com certeza ficou bobo com meu lado mais ativo se manifestando. Antes que ele dissesse qualquer outra coisa, abaixei sua calça. Não tudo, pois a posição que ele estava não favorecia, mas o suficiente para deixar seu íntimo à mostra. – Wow...! Está espertinho hoje... – Comentou, logo interrompendo-se para morder o próprio lábio ao senti minha mão segurar seu falo e fazer movimentos vagarosos para cima e para baixo.
Eu estava adorando, pois via que ele não impedia nenhuma das minhas ações. Ao contrário, parecia curioso para vê-las. Eu só estava sentindo falta de ouvi-lo gemer... Sério! Não dava nem um mínimo gemido e não fazia muito esforço para tal, entretanto eu sentia muito bem o líquido saindo da ponta de seu membro e escorrendo até a minha mão, deixando o movimento mais escorregadio. Isso ao menos provava que ele respondia ao meu estímulo. Enquanto isso, eu não parei de lamber e chupar seus dedos, deixando-os bem molhados.
– Nossa, Eren... – Ele dera seu sorriso de canto e deixara um pouco de sua respiração descompassada escapar. Eu então fitei seu rosto com um olhar bastante manhoso e aproveitei para dar uma leve rebolada. – Garoto, não faz isso... – Agora eu via suas bochechas ficando mais rosadas. Finalmente reações mais aparentes, isso fora um grande incentivo a mim. Logo, ele retirou seus dedos de minha boca e acariciou desde meu pescoço até o meio de minhas costas com sua outra mão. – Acho que já está bem lubrificado. – Disse com ironia. – Pode se virar de novo, deixa que eu cuido do resto...
– Tenho uma ideia melhor...!
– Hum...?
Levi
Fiz um olhar interrogativo. Embora eu tenha ficado mais excitado do que de costume desta vez, eu conseguia não demonstrar muito... Mas cada atitudezinha que esse garoto estava fazendo... Ahh... Estava deixando a situação meio difícil para mim. E agora? O que ele pretendia?
Bem, resolvi deixá-lo. É bom ele praticando ser mais ativo até o dia em que eu lhe permitir... Argh, eu ainda não tinha a mesma coragem que ele de fazer isso... Acho que não era nem questão de coragem, era vergonha mesmo. Ser o passivo me remetia a submissão, e eu nunca gostei de me sentir submisso à outra pessoa, pois bem... Por enquanto, estava melhor para mim Eren continuar sendo o passivo...
O garoto, sem dizer nada, apenas segurou meus ombros e veio pra cima, sentando-se em meu colo, praticamente colando seu abdômen ao meu.
– Oh... Você quer fazer os movimentos então? – Segurei seu quadril para mantê-lo no lugar, isso fez com que nossas intimidades roçassem uma na outra. Estremeci levemente ao sentir. Eu estava mais sensível do que imaginei.
– P-pode me preparar...? É que... Vo-você faz melhor do que eu... – Pediu enquanto abraçava meu pescoço mantendo o rosto escondido ao lado do meu. Empinou levemente o traseiro, para facilitar meu manuseio.
Deslizei as mãos por toda a lateral de seu corpo até descer ao encontro de sua rechonchuda bundinha. Afastei suas nádegas e introduzi meu indicador lubrificado em seu ânus. Ele estremeceu.
Até que não estava tão tenso como nas primeiras vezes. Eu sentia seus músculos mais relaxados, mas ainda assim contraíam em torno de meu dedo conforme ia adentrando mais profundamente. Seu próprio membro também pulsava levemente entre nossos abdomens.
– Hmm... – Ele soltou o peso de seus braços e cabeça sobre meus ombros, abraçando-me com mais força. Com a proximidade, pude ouvir os mínimos sons que saíam de sua boca, por mais que ele segurasse. Vendo que ele se acostumara, adentrei mais dois dedos de vez. – Ahhmm...!! – Deu seu languido gemido com o aumento da invasão, mas não pareceu super incomodado. Sendo assim, fiz movimentos de vai-e-vem vagarosos.
– Uhh... Eu te saquei, garoto. “Você faz melhor do que eu”... É só uma desculpa, não é? – Aticei-o com minha fala, ele apenas gemia. – Você só pede pra eu te preparar porque gosta de sentir os meus dedos. – Ele gemeu mais em resposta.
– N-não diga isso... – Novamente procurei por aquele lugarzinho especial que Eren gostava... Somente com o dedo médio que consegui tocá-lo, como reação o garoto gemeu mais alto e moveu o quadril, como se pedisse para estocar o local novamente. Bem, assim fiz. Não só fazia o vai-e-vem, como também movia os dedos dentro dele de forma ondulatória, circular e tentava abri-los para alargar mais seu interior. – Ohh, Levi... L-Levi...!! – Numa dessas, ele simplesmente não se aguentou e atingira seu orgasmo, ejaculando uma boa quantia de sêmen em nossos corpos. Seu gemido de alívio foi bem gostoso de ouvir, me deixou mais aceso.
– Hum, até que aguentou bem julgando o quanto você é rápido... – Retirei meus dedos e levei a mão até meu próprio membro.
– Hmm... – Eren nada respondera, e não pude ver sua expressão por estar com o rosto escondido em meu ombro, mas pelo seu murmúrio, parecia que ainda não estava satisfeito. Pelo que eu sentia em minha pele, seu pênis ainda se mantinha bem rijo.
– Uh... Jovens são interessantes, hã... Vocês gozam rápido, mas demoram para abaixar o fogo, não é? – Comentei enquanto segurava a base de meu membro, posicionando-o na entrada dele.
Antes que o penetrasse, Eren virou sua boca em direção ao meu ouvido e ali começou a beijar... Fui meio que pego de surpresa nessa atitude e, como reação, eu apenas fechei os olhos e dei vários suspiros. Estremeci ao sentir sua língua. Aqueles sons eróticos e molhados de sua boca ficaram bem altos e eram um tanto bons de se apreciar. Sem perder muito a concentração, toquei a ponta de minha glande em sua entrada e ali dei uma leve roçada para lubrificar mais a área, afinal, não existia melhor lubrificante natural do que o próprio líguido pré-gozo que produzíamos.
Assim, facilmente consegui adentrar o estreito ânus do Eren. Este arqueou-se e cravou as unhas em minhas costas, atitude que me deixou arrepiado. Logo parei, resolvi deixá-lo se acostumar mais antes de introduzir tudo, pois senti-lo todo contraído lá dentro ao receber meu membro.
– Tudo bem aí...? – Perguntei num sussurro. Me pareceu que ele ficara tenso de repente.
– Aham... – Sua resposta saiu um tanto gemida. – É que... é muito grande...
– Oh... – Sorri de canto. Massageei todas as partes macias de seu corpo que eu conseguia alcançar, na tentativa de relaxá-lo. Suas nádegas, obviamente, foram meu principal alvo. Não sei se ele fazia exercícios em casa quando eu não estava, mas de alguma forma, ele conseguia deixar sua bundinha cada vez mais redonda. Era muito tentador. Depois de resistir um pouco, acabei dando-lhe um tapa forte na hora, daquelas de deixar os dedos marcados.
– Ainn!! – Sua voz gemida continuava tentadora. – Que é isso? O que foi que eu fiz? – Reclamou, aparentemente indignado.
– Você deixou sua bunda mais atraente, foi isso que você fez. – Ri logo em seguida ao notar que ele pensara que o tapa fosse alguma punição ou bronca.
– Ahh... – Foi aí então que ele pareceu entender. – Ahnn, estou mais atraente pra você, então...? – Ele logo continuou a beijar e lamber meu ouvido enquanto acariciava meus cabelos. Logo, também resolvi prosseguir e adentrar o restante dentro dele. Eren arranhou mais minhas costas ao sentir a ponta tocar-lhe bem fundo. Mas não fora diretamente no ponto em que eu e ele queríamos. Podia parecer moleza para quem só ouve falar, mas conseguir acertar o alvo de alguém não era lá muito simples, até porque eu não tinha tanto controle de fazer curvas como tinha com os dedos. No caso, tive que segurar o Eren de maneira que eu pudesse adentrar e ir diretamente ali, em sua glândula prostática. Dava para senti-la bem. Uma pequena área com o músculo mais saliente.
Eu não estocava exatamente com a ponta ali, mas a roçava a glande na pequena elevação e isso fazia Eren gemer bastante. Mesmo o garoto sobre mim, eu é quem fazia os movimentos. Era meio difícil, mas eu dava conta, até porque ele é mais leve do que eu, apesar de sua altura.
O garoto era de gozar rapidamente, mas foi aguentando bastante tempo, apenas gemendo. Em alguns momentos eu percebia que fazia esforço pra se segurar. É... sei que ele não queria mais ser tão rápido assim, queria era curtir o momento. Creio que ele sabe que a sensação boa de ficar é aquela pouco antes do orgasmo. Eu sempre conseguia aproveitar bem esse momento. O roçar das intimidades, tanto a minha lá dentro, como a dele entre nossos abdomens; a sensação das suas paredes internas se contraindo em torno do meu falo. Oh... Era tudo muito delirante. Esse garoto realmente se tornara um pedaço de mau caminho, adquirindo esse corpo tão provocador...
Aumentei a velocidade do movimento e Eren gemeu mais intensamente. Era ótimo ouvi-lo tão de pertinho assim e senti-lo arranhar minhas costas, mas eu não conseguia ver seu rosto. E eu queria muito...
– Eren... Me deixe vê-lo...
Assim, levei as mãos até seus ombros e o afastei de leve, até que fosse possível eu vê-lo. Estava todo corado, ofegante, com os olhos fechados e as sobrancelhas juntas. Uma expressão bastante embriagada, eu mesmo já ficava fora da razão de vê-lo desse jeito.
– Awwnn, Levii...! – Ele então inclinou-se mais pra trás, apoiando as mãos em meus joelhos para se equilibrar. Logo deitou a cabeça para trás também ao sentir-se quase em seu limite. Seus gemidos misturavam um pouco com a respiração descompassada, seu corpo suava a ponto de escorrer, e mais líquido saía da ponta de seu membro, até que ele realmente não conseguiu segurar mais e acabou se desfazendo todo, dando seu gemido mais longo e erótico.
Eu também não demorei muito a chegar no ápice, ejaculando dentro do garoto, que estremeceu ao sentir o líquido quente.
Eren quase vacilou os braços, mas não se deixou cair. Eu rapidamente passei os meus em suas costas, sustentando-o, e por fim retirei meu genital de dentro. Finalmente o garoto abriu os olhos e passara a trocar olhares comigo. Ainda mostrava um brilho desejoso... pelo visto ainda não parecia satisfeito, mas ficou quieto por um momento, tomando fôlego. Eu também retomava o meu e conversava com ele apenas por olhares até nos recuperarmos.
Ele levou uma das mãos até meu rosto e acariciou.
– Está mais rosado... gosto de ver você assim. – Comentou com um sorriso.
– Ah, é...? – Dei um sorrisinho de canto. – Você está mais vermelho ainda. – Com a palma da mão, joguei sua franja para trás, pois, como estava bagunçada, cobria um pouco de seus olhos.
– Eu quero mais...! – Pediu ele manhosamente, roçando as mãos em meus braços, fazendo charminho. – Por favor...
Não lhe respondi com palavras, apenas agarrei-lhe as coxas e o fiz de deitar de costas na cama de forma não muito delicada. Logo, me inclinei sobre ele e apoiei as mãos uma de cada lado de sua cabeça, então abaixei-me para beijar sua boca novamente. Ambos fechamos os olhos para aproveitarmos a sensação. Então, o penetrei novamente... desta vez, fizemos a clássica posição “papai e mamãe”, pois não era dava muito trabalho, mas o prazer era sempre o mesmo.
~*~
Agora, mais de uma da manhã, mesmo depois de tanta agitação na cama, eu ainda continuei acordado. Acabara de sair do banheiro. Claro que eu havia tomado um segundo banho. Não gostava de dormir suado, a menos que o cansaço fosse extremo.
Ao adentrar meu quarto novamente, vi que Eren já mudara de posição, ocupando quase toda a cama. Rocava alto. Eu achava impressionante como ele caía num sono pesado em questão de segundos, especialmente após o sexo. Era como se seu corpo todo desligasse após uma explosão de estímulo hormonal. Bem, mas não era de se admirar que ele esteja tão cansado. Não fizemos apenas duas, mas cinco vezes! Primeiro no “papai e mamãe”, depois de quatro, e no final, como eu já estava esgotado, me coloquei deitado para que o próprio garoto fizesse os movimentos sentado sobre mim. Esta noite ele estava bem enérgico, mas depois dessa quinta vez, ele finalmente sossegou.
Sendo assim, não o obriguei a tomar um segundo banho também. Deixei-o na cama, dormindo como uma pedra. Aliás, creio que nada o acordaria agora, por isso eu não estava ligando de fazer barulho com a porta, mexer nas gavetas ou manter as luzes acesas.
Aproveitei para trocar o lençol por um edredom lavado. Só agora depois de passar a excitação e deixar o calor do corpo abaixar é que eu sentia o quanto estava frio. Eren ainda estava nu e eu não queria que ele sofresse choque térmico, por isso retirei o lençol e o cobri com o edredom em questão de nano segundos. Também empurrei-o mais para o lado e abrir uma espaço para mim na cama.
Sentei-me na beirada do colchão e me enfiei debaixo do edredom junto ao Eren, chegando o mais perto possível de seu corpo. O garoto ainda estava quente, logo, agradável de ficar próximo numa noite de inverno como esta. Estiquei o braço para alcançar o interruptor ao lado da cabeceira da cama e apagar as luzes. Assim, virei-me para o Eren, pois ele mesmo também estava virado para o meu lado, e eu gostava de pegar no sono vendo seu rosto tão tranquilo adormecido. Quando eu finalmente me acomodei, ouço meu celular vibrar sobre a superfície lisa do criado-mudo.
– Tsc... – Por sorte não era uma ligação. Essa vibrada única significava mensagem. Sendo esse o caso, fiz o esforço de pegar o aparelho e ver quem era o serzinho mandando coisa há esta hora para mim. Abri a gaveta para pegar meus óculos e enfim conseguir ler.
Era o loiro...
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[Erwin]:
Levi, acabei de tirar o resultado do teste de DNA. Deu positivo.
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Apertei os olhos encarando a tela do celular.
Então está confirmado... Martha é de fato tia do Eren. Acho que o resultado estava mais do que óbvio. Mas por algum motivo, fiquei inquieto com a confirmação... Por quê?
Talvez, bem no fundo, eu desejava que essa mulher fosse uma impostora. Queria acreditar que Eren não tinha nenhum parente por aí. Pode parecer um pensamento egoísta, mas era inevitável, pois me vinha a ideia de que o garoto poderia ser tirado de mim a qualquer momento enquanto existisse algum parente seu. Isso me preocupava...
Virei-me para o garoto adormecido ao meu lado e acarinhei sua cabeça. Ele estava tão tranquilo, em paz, saudável, a agora até sexualmente satisfeito. Eu gostava de tê-lo comigo todos os dias. E agora saber que tem uma Jaeger legítima por aí aparentemente interessada em tomá-lo... Droga...
Se não fosse o sexo, creio que eu teria ficado bem mais estressado com essa mensagem. Mas Erwin não tem culpa, eu é quem pedi para ele me mandar o resultado assim que saísse e no caso, fora agora. Resolvi respondê-lo...
–-----------------------------------------------------------
[Erwin]:
Levi, acabei de tirar o resultado do teste de DNA. Deu positivo.
[Levi]:
Obrigado, Erwin, de verdade. Desculpe fazê-lo ficar até tão tarde aí no hospital, vou recompensá-lo depois.
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Então, saí do aplicativo, bloqueei a tela do aparelho e deixei meus óculos sobre o criado mudo. Respirei bem fundo antes de me acomodar novamente pertinho do pirralho. Como sei que ele não acordaria com nada agora, dei-lhe um beijo de boa noite nos lábios, apenas um selinho demorado, para depois ir fechando os olhos aos poucos até finalmente pegar no sono. Ainda bem que ver seu rosto de pirralho virgem me tranquilizava...
~*~
Martha
Já era de madrugada, quase duas da manhã, e eu estava quase chegando na estação que desceria na minha pequena cidade, quase em fronteira com a Áustria. Levei menos tempo para chegar devido ao horário, o trem não fazia tantas paradas. O meu vagão estava bem vazio, contando apenas com um homem de chapéu côco lendo um jornal, um trio de adolescentes bem agitados e mais uma mulher com duas crianças pequenas, que acredito serem seus filhos... “Ahh... Que prazer poder ser uma mãe”, eu pensava observando-a...
Assim que chegamos à estação, todos nos movimentamos calmamente. O senhor guardou o jornal e apanhou sua bagagem; os adolescentes, contando apenas com mochila nas costas, deixaram o trem mais rapidamente; enquanto a mulher com os dois filhos, um menino e uma menina, carregavam todas as suas malas com um pouco de dificuldade, mas o faziam felizes.
Eu observava de longe, e não podia negar a inveja que eu sentia ao vê-los. Minha vontade de ter filho nunca diminuíra... Eu há esta altura do campeonato daria tudo para realizar este sonho.
Foi aí que, ao sair do vagão com minha bolsa e virar-me para a direita, pude ver ao longe, encostado num dos enormes pilares da estação, o sujeito de chapéu e sobre-tudo. Estava com um dos pés apoiado na parede, aparentemente tragava um cigarro pela visível fumaça perto de sua boca. Com certeza era ele.
Engoli seco... Por mais que ele estivesse me passando algumas informações, não podia negar que o homem era um tipo suspeito, de deixar qualquer um cismado ou com medo de ter qualquer contato. Mas, acredito que ele não estava ali por acaso. Mais provável que esteja querendo conversar um pouco mais...
Sendo assim, caminhei com naturalidade até ele, escondendo o mínimo de nervosismo que eu sentira.
– Boa noite, senhora Jaeger. – Cumprimentou em meio à tragadas, soltando mais uma baforada de fumaça no ar.
– O que está fazendo aqui? – Perguntei, já indo ao ponto.
– Hum... – Ele sorria de canto. – Ainda não trouxe o menino com você, pelo visto. Está tendo dificuldades?
– Não... – Mordi o lábio, assim passando reto pelo homem e seguindo meu caminho para fora da estação. Mas ele logo me seguiu, até andar lado a lado comigo.
– É por isso que está temperamental assim?
– Não preciso ter pressa... Hoje fizemos o teste do DNA.
– Oh, isso é ótimo. Vai ser uma grande ajuda para fazê-lo vir morar contigo. Uma confirmação médica para eles! – Ele deu mais uma tragada. — Afinal né, você já sabia o resultado, graças a mim.
– Sim... Aliás... Acho que ainda não lhe agradeci por isto, então... Obrigada.
– Ora, não se incomode. – Ele tirou o chapéu em gesto educado. – Não foi muito trabalhoso pegar um fio de cabelo daquele garoto. Numa simples trombada com uma pessoa, consigo apanhar muitas coisas, eu lhe disse, não?
– Hunf...
– Aliás, eu precisava fazer esse primeiro teste de DNA aqui para lhe convencer que eu dizia a verdade sobre o moleque.
– É... Eu sei... e foi bom. Eu não teria ido atrás do Eren se não visse essa prova sua. – Embora tivesse certeza do resultado, não estava confiante de que teria aquele garoto vivendo comigo algum dia.
– Por que esta depressão? Não está mais empolgada de finalmente poder ter o garoto ao seu lado?
– Não. Eu passei o dia todo com o Eren. Fui o mais gentil que pude com ele, mas mesmo assim ele não parece querer vir para o interior comigo... Fora que aqui não faz nem parte do país dele... São muitos bloqueios que o farão não querer se mudar...
– Oh... Com mil perdões, mas não vejo obstáculo algum aí. Basta a senhora querer...! Perdão, a senhorita...
– Senhor Ackerman! O senhor já me ajudou bastante só de me informar que eu tenho um sobrinho e onde ele estava... Mas... Não posso forçá-lo a morar comigo. Por mais que eu quisesse... Ele prefere morar com aquele rapaz... – Mordi o lábio inferior ao lembrar-me daquele punk.
– Levi? Oh... e você acha que isso é bom para o garotinho?
– Pelo que Eren diz... – Comecei a fitar o chão enquanto caminhava.
– Oh... Devo dizer que está redondamente enganada, senhorita Jaeger...
– Hã...? – Olhei interrogativa para o homem.
– Eu conheço o Levi de anos atrás, já lhe contei isso, não?
– Sim...
– Pois então, não acho que ele seja uma boa influência ao pequeno Jaeger. Você mesma não viu? – Ele fitava meu rosto quase sem piscar enquanto falava. – Levi é um sujeito frio... Faz qualquer coisa pelo que quer. Faz atuações impressionantes que enganam até ao enganador. Ele sempre foi sozinho, só pensa em si mesmo...
Fiquei quieta por um momento imaginando se tudo que o senhor Ackerman dizia era verdade. Bem, era evidente que eu não tinha gostado nada de saber que Eren cresceu com um adolescente sem estrutura alguma e condição psicológica inapropriada para tomar conta de uma criança.
– Torno a dizer... Levi não é quem aparentemente parece. – Ele dizia. – É um maníaco... um pedófilo...
Nesse momento parei de andar para lançar-lhe um olhar perplexo.
– O que disse...?!
– Exatamente o que ouviu... Aquele sujeitinho sempre fora um viciado e mostrava fetiches bastante avançados para a idade. Eu não confiaria uma criança a ele, ainda mais sabendo que essa criança é um familiar meu perdido...
Apertei os punhos ao ouvi-lo dizer essas coisas.
– O que... Você está dizendo que... Esse rapaz Levi, que está com a guarda do Eren, é um... pedófilo...?
– Ele já lhe disse sua idade, não? Apesar de não parecer, Levi já passara dos trinta... enquanto que o pobre menino tem apenas seus quinze, dezesseis anos, estou errado? Isso me parece um abuso. Pra você não?
– Isso... Não acredito...
– Se não crê, então veja com seus próprios olhos. – Ele enfiou a mão dentro do bolso de seu sobre-tudo, tirou algumas fotos dali e as entregou a mim.
Fiquei pasma ao ver as imagens. Estavam escuras pelo fato de terem sido tiradas de noite e sem flash... mas dava para ver duas pessoas deitadas sobre uma colina gramada, próximo a um lado. Uma em cima da outra... e a pessoa de cima, pelo cabelo, podia confirmar ser... o Levi. Vendo as outras fotos, que foram tiradas em sequência, vi que o que estava ali em baixo era o Eren...
– O que... Não me diga...
– Sim! Oh, sim... Pude flagrar uma cena um momento do nosso querido pedófilozinho em ação. Digo no diminutivo por ele ser pequeno.
– Como que você conseguiu...? Há quanto tempo está os observando?
– Bem, vamos dizer que há um bom tempo...
– E por quê? Qual sua relação com este Levi, afinal? Você sempre contorna essa minha pergunta. – Fui direta, pois estava confiando num sujeito que não me falara tudo de si ainda, por isso não dava para confiar.
– Moça... Digamos que eu já tive uma história ruim com esse rapaz há muitos anos atrás. Ele me prejudicou de uma maneira terrível... Agora, eu só quero retribuir-lhe o favor tirando qualquer coisa que o deixe feliz. E o brinquedinho sexual dele é o primeiro da lista.
– Hã?! Brinquedinho...? O Eren?! – Fiquei indignada o ouvir esse termo. – Esse Levi... – Apertei mais ainda os punhos. Não acredito que ele se fazia de indiferente assim para esconder quem realmente é.
– Bem, acho que já disse coisa demais a você. – Ele ajeitou seu chapéu, fazendo um gesto de despedida. – Deixo as fotos com você, para pensar bem se é ou não uma boa ideia continuar deixando um garotinho órfão, sangue do seu sangue, com um maníaco aleatório. Afinal, com o perdão do insulto, mas creio que o próprio menino Jaeger seja tapado demais para perceber o abuso que está sofrendo nas mãos de Levi. Cabe a você então, salvá-lo. Tens o direito legal sobre ele, não tem? – Assim, dizendo de forma maliciosa e sarcástica a figura do homem de sobretudo foi sumindo nas sombras da estação de trem. Não o segui e também não respondi nada, apenas fiquei encucada com essa história do Eren...
Ele é meu sobrinho. Ele é de minha guarda por direito...
No final das contas... A culpa disso tudo é sua, Carla! Camponesa infeliz... Fez a cabeça do meu irmão; tirou-o de nossas vidas; agora negou entregar uma criança que era minha por direito e a deixou nas mãos de um estranho.
Eu ainda vencerei essa... e realizarei meu sonho de ser mãe.
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