Reencarnaciòn
6 Epílogo * Amor imortal

I loved and I loved and I lost you
And it hurts like hell
Eu amei e te amei e te perdi
E dói como o inferno
(Hurts like hell >— Fleurie)
♣ ÚLTIMO ATO ♣ Infinito amor ♣
|| Kasnia || Leste Europeu ||
Diana observou com horror quando o Batman fora atingido por Savage*(1). Ela olhou para figura do herói lendário lutando para manter-se dignamente firme após ser covardemente alvejado pela arma do sádico inimigo imortal – como último recurso antes de ser capturado.
O grito de dor da amazona, disparando em direção ao corpo em colapso, rasgara por cada canto do cenário da luta entre alguns heróis da Liga e aliados do Morcego contra Vandal e seu grupo de vilões recrutados da Legião do Mal.
O som prolongado de “Naaaaaaoooooo” doeria em qualquer um que tivesse um coração. Não era o grito de quem lamenta uma morte; de quem se revolta contra a violência ou a injustiça; de quem perde um amigo (mesmo o melhor amigo – ela não gritou quando o Superman se foi*2. Ela o honrara como herói, por dar a vida pela humanidade, em batalha). O grito de Diana foi doloroso e torturante, como se lhe arrancassem o coração; foi melancólico e infeliz, como o lamento de uma baleia.
Em poucos minutos, o resto dos membros da Liga a alcançara. Todos assistiram-na segurar o corpo do Cavaleiro das Trevas, que finalmente deixara-se cair nos braços de alguém em quem confiara.
— Ele ainda está vivo! Eu sei... – A Mulher Maravilha disse, derramando lágrimas grossas sobre as bochechas.
Shayera baixou os olhos, entristecida. Era como um déjà vu de Gorilla City, à exceção de que antes era o Batman quem havia se desesperado com a possibilidade da morte de Diana e, pior, que desta vez não haveria um final feliz.
J'onn e Clark caminharam até Diana, ajoelhada, segurando o corpo do herói caído, como La Pietá segurara o de seu amado filho, o maior dos heróis da Humanidade, que dera sua vida em favor da nossa, libertando nosso espírito do pecado, nos oferecendo a chance da salvação.
— Nós temos que levá-lo à Torre – Diana gritou. – Não fiquem parados. Não vamos deixá-lo morrer assim!
Uma mão reconfortante segurou a dela... Balbuciando em seguida “Di...a..na”.
— Estou aqui, Bruce. Você vai ficar bem... Não fale. Não se esforce! – Ela respondeu suavemente.
— Não desta vez, princesa – O Homem Morcego sentenciou, tossindo sangue.
— Você é teimoso demais pra morrer, Batman... Por favor... – Ela não conteve as lágrimas, mesmo sabendo o quão sofrível era para ele vê-la assim.
— Preciso... antes de morrer... dizer a eles... – O Caped Crusader respirava devagar – Dick!
Superman chamou Asa Noturna, Tim e Bárbara com um gesto. Batman balbuciou o quanto se orgulhava deles, pedindo que assumissem seu legado, cuidando da cidade (Gotham) e do homem (Alfred) que ele tanto amava.
Os três choravam abraçados: Bárbara, pela perda de um mentor, de seu primeiro amor, de um mestre amigo. Mas para Dick e Tim, a dor era mais profunda. Era como perder novamente um pai, que a vida já lhes havia roubado antes.
Se atrevendo a sondar o pensamento de Bruce, o telepata marciano entendeu que ele queria despedir-se dos demais leguears presentes e os convocou para se aproximar através de uma comunicação telepática.
A verbalização das frases em sequência, balbuciadas por Bruce, não Batman (depois que Diana retirara seu capuz para que ele pudesse olhar sua família e amigos nos olhos), soou como uma despedida especial de um homem igualmente impressionante.
— Queen... Bruce Wayne é um playboy melhor que Oliver Queen... Era muito melhor. – “Você quer dizer pior”, Oliver completou – E pare de envergonhar a si mesmo dizendo a alguns membros que o Batman teria apenas uma pequena vantagem em um combate corpo a corpo contra o Arqueiro Verde... – Era, no mínimo, estranho ver um sorriso discreto se formar nos lábios de um homem prestes a morrer – Nem que ele tivesse as duas mãos amarradas nas costas e uma venda nos olhos, Queen... Batman o derrotaria até nos seus sonhos!
Oliver Queen soltou uma risada que, não fosse o fato de ter terminado com um som de um riso lamentável, teria parecido desdém.
— Shayera, a Liga confia em você... Eu também! – A ruiva chorou, aceitando a dádiva de ouvir que ele (o mais desconfiado deles) e seus amigos a perdoaram. – J’onn... “cuide deles por mim... cuide dela!” – Bruce dirigiu-lhe o pedido mentalmente.
— Clark... Sinto muito... – Seus olhos encontraram as os olhos de joias como as turmalinas paraíbas azuis de seu amigo – Desculpe não poder ir ao seu casamento!
— Diana... – Quando ele pronunciou o nome dela, todos foram se afastando sutilmente. Não era preciso pedir privacidade para ambos. Todos entenderam que ele guardara seu último fôlego para a princesa amazona.
“Não me deixe, Bruce...”, ela suplicou com um sussurro fraco, quase inaudível, umedecendo o rosto e peitoral dele com suas lágrimas.
“Eu amo você, princesa... sempre amei... sempre vou amar”, foram as palavras declamadas em seu último respiro.
Permanecendo de joelhos, ela o trouxe para junto de si, envolvendo seu corpo agora flácido em um abraço. À distância – longe o bastante, em respeito à sua privacidade; e perto o suficiente para apoiá-la e confortá-la – seus amigos puderam confirmar, observando seu lamento cheio de dor, o que toda Liga suspeitava: que seus sentimentos pelo companheiro de equipe eram mais que fraternos.
Eles a deixaram chorar e tomar o tempo que fosse preciso para se recompor... Nenhum deles vira Diana de Themyscira, filha da rainha Hipólita, princesa das lendárias guerreiras amazonas, campeã dos deuses, heroína da Liga da Justiça, Mulher Maravilha chorar. Nem quando sua mãe a exilara.
E ela chorou... Até não restar mais lágrimas!
How can I say this without breaking
How can I say this without taking over
How can I put it down into words
When it's almost too much for my soul alone
Como posso dizer isso sem desmoronar?
Como posso dizer isso sem arcar com as consequências?
Como posso transformar isso em palavras
Quando é praticamente demais para a minha alma sozinha?
(...)
Quando o rio de lágrimas secou, a fúria revoltante a golpeou. “Isso acaba aqui, agora!”, ela gritou em silêncio, dentro de si. Vida após vida, século após século, ela suportara a separação, em respeito aos seus deuses. Mas desta vez, um sentimento de inconformidade a cercara e a fizera despertar para a ‘desobediência’, a não aceitação conformada das imposições do destino sobre sua vida.
Ela daria qualquer coisa para tê-lo de volta... E naquele momento, sabendo a quem deveria dirigir suas orações e pedidos. A única que poderia medir a imensidão do sentimento que a ligava a Bruce, ela abriu o coração em prece.
A conversa entre Diana, de pé, segurando o Batman em seus braços, e a mulher de beleza divinal que se materializara à sua frente, não pode ser ouvida nem pela superaudição de Kal, tampouco o Caçador de Marte teve acesso aos seus pensamentos.
Eles assistiram a conversa de ambas e ficaram abismados com o brilho do corpo de Bruce, tocado no coração pela divinal figura feminina.
Diana o herói em seus braços até os membros da Liga e lhes garantindo que seu amigo não estava morto. Quando a incredulidade os deixara, após a afirmação dela, eles viram o movimento sutil do abdômen de Bruce e a respiração fraca e lenta. Era como se ele estivesse dormindo.
Ele estava vivo... Mas como?
Ele havia morrido... Não era um engano.
Superman ouviu quando o coração dele parou de bater.
E J’onn decretou sua morte quando sua mente não detectou qualquer consciência ou atividade cerebral presente.
Diana o trouxera de volta à vida, com magia, mas a que custo?
Como dizia o Batman, “magia nunca é de graça. Há sempre um preço a pagar”!
Um preço que ela pagou de bom grado, sem titubear, sem vacilar.
Uma prova indiscutível do quão imensurável era seu amor pelo mortal, ao abrir mão, sem hesitar, de algo que poucos abririam mão se possuíssem, para quitar suas dívidas com os deuses.
(...)
O colóquio entre a amazona e a angélica criatura feminina – cuja exuberância de sua figura elevava os níveis de encantamento a um extremo que o conceito de belo não lhe cabia. Seria como demérito – não seria ouvido, porque era como uma prece... E, assim como nós, cristãos, uma oração dirigida a Deus só será ouvida por ele.
J’onn, Kal-El, Oliver, Shayera, Dick, Tim e Bárbara contemplaram, absortos, o brilho etéreo ao redor da deusa ficar mais intenso e pulsante. Era a luz que seu corpo emanava quando invadido com a força da energia do sentimento que a fortalecia. A emoção da qual era patrona... O amor.
De todos os ‘presentes’ dados pelos deuses à sua campeã, o de Afrodite era o mais subestimado – uma crença muito comum, mesmo entre os povos devotados aos deuses gregos, em virtude de sua regência sobre o que a humanidade considera desimportante, o amor e o sexo. Justamente por isso, as pessoas julgam como dons superficiais as bênçãos de Afrodite para Diana. “Poderes” que a maioria acredita desnecessários e desimportantes, quando comparados aos demais, ofertados por outros deuses.
Mas o presente de Afrodite é um dos mais significativos, se não o mais importante – e não se resume à beleza estética. O presente de Afrodite era abrir-lhe o coração para amar, sem medidas, sem medo, sem reservas. Um amor capaz de dar a vida para salvar outra. Amar com todas as forças... Amar em plenitude. Amar a ponto de abrir mão de tudo por amor. Amar de tal maneira que abdicar não é sacrifico, mas felicidade.
O amor de Diana salvou Bruce.
O custo: sua imortalidade.
♣ ♣ ♣
|| Gotham City || Mansão Wayne ||
Seus olhos emitiram um brilho intenso à medida que vagavam, contemplando as imagens e vídeos que se projetavam em 3 dimensões, como um holograma, em tamanho real, reproduzindo as cenas como se desse vida a elas por um instante.
Ele evitara qualquer imagem ou lembrança do passado há exatos 4 anos, 8 meses e 13 dias... Mas esta noite, a insônia trouxe como companhia a saudade. Uma saudade que fez a memória sedenta, obrigando-o a rever as lembranças que ele preferia afastar – como tudo e todos que amou na vida.
O coração inebriado por emoções que há muito não sentia o roubara as atenções e ele só percebera que tinha companhia tarde demais para esconder o que estava fazendo.
— Ainda acordado, velho? – O som da voz com a provocação bem humorada era robótico, como a voz de Darth Vader editada em Studio para deixá-la límpida, sem ruídos.
— Monitorando, garoto – Ele respondera com aparente indiferença – Além disso, prometi a sua mãe que ficaria de olho em você e cuidaria para que não fizesse nenhuma estupidez.
— Também sinto falta dela, pai – o jovem vestindo uma armadura preta, com o símbolo de um morcego vermelho no peito tirou a máscara e revelou o rosto bonito, olhando nos olhos dele.
Ele percebeu a breve hesitação de seu filho em retribuir-lhe o abraço. Mas ele entendia que a reação demorada era fruto da surpresa de sua iniciativa. Ele não era afeito a demonstrações de carinho entusiasmadas. Mas esta noite, ele estava disposto a dizer e fazer o que devia ter feito há tempos.
— Eu e sua mãe sempre tivemos muito orgulho de você e dos seus irmãos, Terry.
— Eu sei, pai... – Terry respondeu, derramando todos os sentimentos pelo pai em um abraço. Ele e sua mãe eram seus heróis. Seus exemplos.
O velho patriarca da família Wayne, equilibrou os passos com a bengala de apoio, caminhando ao elevador que agora levava à sua suíte – já que a idade o impedia de subir os três lances de escada. A caminhada lenta o fez relembrar o passado e pensar na vida que teve até aquele momento. Ou melhor, na vida a partir de seu recomeço...
Dreams fight with machines
Inside my head like adversaries
Come wrestle me free
Clean from the war
Sonhos lutam com máquinas
Dentro da minha cabeça como adversários
Venha lutar para me libertar
Purificar a partir da guerra
Há 54 anos, Diana sacrificou sua imortalidade como moeda para barganhar com os deuses em favor dele. Uma prova inegável de que os sentimentos da princesa amazona por ele eram mais que a ilusão de estar apaixonada por um herói que ela vê como um guerreiro, seu igual. Contudo, a ironia infeliz é que fora justamente a confirmação indubitável de seu amor, a causa de seu afastamento. Ele não queria que ela “desperdiçasse sua imortalidade com ele”.
Um ano depois, após um dos raros discursos de Alfred que o obrigam a pensar em suas escolhas, Bruce voou para Nova York a fim de encontrar Diana – convidada de honra do evento. Dez meses depois, eles celebraram sua união com uma cerimônia simples, entre amigos. Ela o fez feliz por 48 anos, até o dia que o deixou. Que o levaram dele!
Sua memória mostrou-lhe a imagem de sua esposa quando seu velho corpo cansado deitou na cama e suas pálpebras se fecharam. E logo depois, a imagem dela abrindo-lhe as portas de acesso às lembranças, exibindo seu sorriso gracioso e seus longos cabelos negros que emolduravam seu rosto bonito.
No começo, ele guardara seus sentimentos consigo. O Cavaleiro das Trevas, lendário pelo domínio e controle de suas emoções mais humanas e de seus instintos, decidira enterrá-los de vez – escusando-se de reviver mais uma experiência de um relacionamento desastroso.
Mas pouco a pouco, de alguma forma, Diana abrira caminho em direção ao seu coração, perfurando as paredes espessas da muralha de pedra que o mantivera inacessível por anos.
Quando sua mente parou de analisar sua vida, a memória começou a trabalhar:
Bruce viu-se décadas mais jovem, pastorando o sono de Diana, quando fizeram amor pela primeira vez. Ele não esperava que ela ainda fosse virgem. Seu ciúme paranóico já o havia convencido de que Clark foi o primeiro, quando dois anos atrás ele e Lois estavam separados e a relação dele com Diana ficou mais íntima e próxima. Batman poderia apostar que eles eram um casal que mantinha seu relacionamento em segredo.
Mas para sorte dele, ninguém poderia saber o quanto ele estava errado quanto ao tipo de relação que havia entre seus melhores amigos. Clark amava Lois e Diana o estava confortando e apoiando. Suas idas à fazenda dos Kent eram para algumas aulas de culinária com Martha.
Seu eu mais velho sorriu quando a lembrança de suas provocações durante o jantar causavam rubor nas bochechas de Diana, nos primeiros meses de namoro: "Princesa, você sabe o que está sob minhas roupas", ele se divertia atormentando-a na presença de Tim, Dick, Bárbara ou Alfred, fazendo comentários assim.
Eles já estavam casados há quase um ano, quando finalmente começaram a pôr em prática os planos de Bruce para convencer a imprensa, a opinião pública, vilões e heróis que não conhecem a identidade civil do Batman, de que o relacionamento entre a princesa de Themyscira e o príncipe de Gotham era – embora raro nos dias de hoje – o típico conto de fadas da vida real.
Diana admitira-lhe elogiosamente que a história que Bruce criara para forjar o romance deles era tão convincente que, às vezes, mesmo ela gostava de fantasiar que não era encenação. Algumas vezes, ela abandonou roteiro e personagem para ser ela mesma, dando-se o direito de desfrutar da companhia de seu marido/ namorado (para o público) perdidamente apaixonado, em encontros maravilhosamente românticos.
Não bastasse a cobertura midiática, acompanhando e noticiando todos os passos do casal, fazendo praticamente uma biografia do romance, ser visto pela opinião pública como verdade inquestionável – Afastando qualquer hipótese de que Bruce Wayne poderia ser o Batman – o plano a prova de falhas do grande detetive riscou para sempre o playboy da lista de nomes de quem poderia ser o Morcego, quando em três ou quatro ocasiões, ele e o Cavaleiro das trevas estavam no mesmo lugar – Bruce fez questão de entregar ao Batman (Dick) um cheque da sua empresa para Liga.
Após 8 meses de namoro público, Bruce Wayne fez a alegria da imprensa, com um pedido de casamento pomposo. Dois meses depois, TVs do mundo todo transmitiram a cerimônia na Catedral de Gotham.
(...)
No que diz respeito a Bruce, ela era insaciável. Não que ele se importasse nenhum pouco. Estar com ela era mais que suficiente para ele. Sua presença era afrodisíaca e ela o deixava louco. Ele tinha que manter o controle sobre si para não tomá-la em lugares inapropriados.
Eles quebraram a cama do dormitório dele na liga. O velho Bruce sorriu para o passado. As vezes ela tinha que trocar o uniforme, para esconder as marcas de amor entre ela e o esposo. E Bruce não se importava quando ela rasgava suas roupas.
Tanto quanto o Sr. Incrível e o J’onn informaram à Liga na semana der reconciliação após uma das raras brigas feias entre ambos, a maratona sexual era relatada como um caso de gripe do filho adotivo Terry ou da filha Antíope.
Não foram muitos os momentos de paz, mas em todos, ela estava lá com ele e por ele.
O mundo quebrara e se erguera inúmeras vezes... Mas lá estava ela!
Quando o mundo quebrou mais uma vez, ele não se importava. A mulher que ele amava estava morrendo...
Eris, a deusa da discórdia e do caos erguera um lança contra a jovem Antíope, que ficou firme, recusando-se a abandonar a avó Hipolita. Com um grito, Diana se atirou na frente de sua filha, com um golpe que teria matado o próprio Kal-El. Mas o golpe final custou a vida de sua esposa, que caiu aos pés da filha, com um gemido desumano.
Quando Terry trouxe o corpo dela até o batwing, o velho homem de 83 anos chorou, com o coração partido. A estrela que iluminava sua escuridão havia se apagado.
I loved and I loved and I lost you
And yah it hurts like hell
Eu amei e te amei e te perdi
Sim, dói como o inferno
Agora... tudo estava calmo.
Antíope ficou com sua avó e as amazonas, onde o corpo de sua mãe descansava nos lindos jardins de Athena.
“Minha princesa... estou pronto...”, ele sussurrou para a escuridão, que lentamente parecia começar a se iluminar.
Seu coração sangrou desde que ela se foi... até agora.
Ela sentiu o perfume dela novamente e sorriu.
Ele estava no paraíso.
“Pirncesa... eu senti tanto a sua falta... Eu sei que vou me juntar a você, meu amor. Eu sinto a vida se esvaindo de mim e a luz aquecida do seu coração me carregar. Eu ... sempre amei você e meu único arrependimento foi não ter lhe dito ainda mais o quanto eu a amo. Você merecia alguém melhor que eu”
A dor no peito foi sentida, mas não foi rejeitada.
Terry chorou, vendo sei pai morto, mas um sorriso em seu rosto mostrou que ele estava feliz.
(...)
Bruce a viu pelo canto de seus olhos, um anjo esperando por ele, seus olhos brilhando de alegria. "Está tudo bem, meu cavaleiro... Estou aqui. Eu estive esperando por você. Eu não poderia atravessar os portões do paraíso sem você”.
Ele sorriu amplamente.
“Vamos... John, Jim, Leslie e Alfred já estão lá. Seus pais estão esperado você, meu amor. Está na hora!!”
"Princesa... Eu te amo"
Eles atravessaram os portões que separam a vida material da verdadeira vida, onde o espírito é imortal. Onde os bons encontram seu descanso eterno.
♣ ♣ ♣
Almas gêmeas... Eu acredito nelas, meus amigos.
Sim, eu creio. Mas não como a maioria pinta: como uma ilusão que nunca alcançaríamos.
As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito.
Acham que amar é encontrar a metade da laranja, a tampa da frigideira. Nada disso!! A gente tem que aprender que não precisamos de outro(a) pra sermos felizes. Não precisamos de ninguém pra sermos completos.
Engano daquele que deposita a responsabilidade da sua felicidade no outro. Responsabilizar outro pela sua felicidade é o mesmo que plantar laranjas desejando maçãs. É inútil e não muda os fatos de que é você que escreve seu destino, através das suas escolhas.
Nessa busca insensata pela felicidade cria-se um círculo vicioso, pois viver com alguém que você "precisa" é o mesmo que viver uma vida de solidão longe do que você realmente merece. Esse alguém que você “precisa” é você. E se seu amigo ou companheiro te fizer sentir assim, ele não te merece.
Uma alma gêmea é como um melhor amigo, mas é mais que isso. É a pessoa que te conhece melhor que qualquer outra. Que faz de você alguém MELHOR.
Na verdade, é você mesma que se torna uma pessoa melhor, porque ser melhor deve ser nossa aspiração sempre.
A alma gêmea é alguém que você carrega com você, no coração. É a única pessoa que te conhece, te aceita e acredita em você antes dos outros, quando os outros não acreditavam, até quando você não acreditava em si.
E aconteça o que acontecer, você sempre vai amá-la.
Nada pode mudar isso.
Reencarnación foi uma história que eu escrevi sobre um amor que se foi, mas que eu haverei de reencontrar, quando minha hora chegar.
Até lá, amar e mudar as coisas, será minha sina, carolina!! ♥♥♥
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