Rediscovering Love
4 Tentativa Falha
Notas iniciais
Beijos esse cap eu dedico a autora linda e maravilhosa dessa fic fantástica: leticia_scoton
Espero que voces gosteeeem!
POV Annabeth
Estava indo na direção do chalé de Posseidon , quando ouvi gritos.
- Mas eu te proíbo de ver ele.- escutei a vós de Percy meio abafada pela distancia.
- Você cala a tua boca.- agora foi a vós da Manu- você não é ninguém para mandar assim em mim muito menos no meu coração. Você se ausentou da minha vida durante ela inteirinha e eu me virei muito bem. você e o Posseidon, ou o “papai”, não tem o direito de me controlar! Se fosse a Annabeth que tivesse ido em bora, eu estaria te apoiando, não sendo um idiota igual você esta sendo agora Perceu! Será que é muito difícil aceitar que o garoto que eu AMO se foi por minha culpa, e agora eu estou sofrendo? PORRA Percy! Eu só queria um abraço, não mais alguém para briga comigo.
- Manu...- escutei o Percy chama-la, mas logo vi ela saindo do chalé com lagrimas nos olhos e uma expressão erraivecidamente triste no rosto.
Ela foi pra o lado oposta a minha direção, por isso não conseguiu me ver, vi o Percy saindo do chalé na hora que ela estava adentrando na floresta. Eu sabia que ele iria atrás dela, mas sabia também que isso não era exatamente conveniente. Corri até ele e abracei fortemente sua cintura.
- Deixa ela – eu sussurrei com minha boca colada ao seu ouvido- ela precisa de um tempo pra ela.
Ele não falou nada apenas ficou olhando para o nada onde a Manu havia sumido. Ele me abraçou mais forte como se quisesse que eu ficasse ali para sempre, como se tivesse medo de que eu me afastasse dele neste momento.
Eu o empurrei de leve fazendo-o entrar no chalé e sentei em sua cama com ele ao meu lado. Ele ainda estava com o olhar perdido, mas vi lagrimas brotando nos olhos verdes que eu tanto amava. Aquilo para mim, abalou toda minha estrutura, porque de algum jeito, eu nunca tinha o visto chorar.
- Percy- eu sussurrei colocando minhas mãos em seu rosto no momento em que uma lágrima caiu de seu olho esquerdo, molhando a ponta dos meus dedos. Aquilo realmente foi muito doloroso pra mim. Não sei porque nem como mas quando percebi meus rosto já estava inundado de lágrimas.
Ele pegou minhas mãos que estava ao redor do seu rosto, e com suas mãos fortes que se encaixavam perfeitamente nas minhas, colocou em seu peito bem em cima do seu coração.
- Annie- ele disse serio- promete pra mim que não vai embora? – ele falou olhando diretamente nos meus olhos, com um olhar doloso- promete pra mim que vai estar sempre do meu lado, que não vai nunca me abandonar?
- Percy...- eu tentei responder mas ele me interrompeu.
— Por favor, Annie- ele suplicou desesperado- olha eu.... eu te amo. Amo mais que a mim mesmo. Conseguiria viver nem um instante se você. Por favor....
Aquilo realmente mexeu comigo. Senti mais lagrimas escorrerem livremente pelo meu rosto. Eu apertei minhas mãos, que ele estava segurando em seu coração e falei
- Claro que eu não vou te abandonar seu bobo! Eu também te amo muito e não aguentaria passar um segundo longe de você.
Dizendo isso o beijei, mas foi um beijo desesperado, como se nós precisássemos disso para viver. Ele envolveu seus braços em minha cintura e colocou meu corpo sobre o seu. Ficamos la por um bom tempo.
POV Manu
Eu já não estava mais aguentando aquilo. Eu estava fazendo todo mundo sofrer, porque eu estava mal e estava fazendo mal a todos que eu amo. Primeiro Nico, agora Percy... não pra mim já chega. “acabe logo com isso” falou uma voz na minha cabeça. Aquele ideia até que não era lá tão ruim.
Eu estava cansada. Sim, cansada de sofrer, cansada de não ter minha mãe comigo, cansada de fazer tudo sem ter motivação alguma. Estou simplesmente cansada da vida. Cansada dessa vida.
Ali sentava debaixo da árvore, olhei para o meu pulso e pensei “Será que alivia a dor?” não tenho nada a perder mesmo, então porque não? Peguei minha espada e coloquei em cima do meu pulso. O metal gélido fez com que os pelinhos ali em volta se arrepiassem, mas logo voltassem ao normal. Fiz um pouco de força, que fez com que a espada entrasse em meu pulso. Senti a pele se abrindo e o sangue escorrendo em meu braço. Fechei os olhos e me senti um pouco mais leve, mas isso durou pouco, pois logo me senti tonta, como se eu fosse desmaiar. Abri lentamente meus olhos e visualizei meu pulso. É o corte, realmente havia sido profundo. Com uma grande dificuldade, eu tirei minha espada dali e tornei a fechar os olhos. O cansaço havia me corroído. Me sentia, a cada segundo que passava, mais e mais fraca. Me forcei a abrir os olhos outra vez quando senti um ar gelado rodeando minhas pernas, levantei meu olhar e tive uma surpresa. Vi o meu Nico parado na minha frente. Eu sorri. Concerteza aquilo não passava de uma alucinação. Ele me encarava serio, e parecia muito bravo.
- Adeus meu amor – falei sorrindo, mesmo sabendo que aquilo era só uma miragem.
Percebi seu olhar mudar de bravo, para desesperado.
- Manu... – ele falou angustiado se abaixando e rocando de leve sua perna, coberto por uma calça preta, na minha.
Ai eu me confundo. Ele estaria ali mesmo? Será que era ele mesmo, isso não passava de uma miragem da minha cabeça?
- Nico... – minha vós saiu baixa, mas espantada e ao mesmo tempo desesperada – é você? É você o meu Nico?
- Sou eu sim – falou ele, e pelo o que eu pude ver, pegando algo em seu bolço – sim, seu Nico. Ande, coma isso – ele falou colocando algo na minha boca – é ambrosia, coma! Não desmaie, fique aqui, aqui comigo.
Com a ambrosia na boca, senti o resto que sobrava da minha força, voltando ao meu corpo.
Ele me pegou no colo, e wow, como ele está mais forte, mas eu não fiquei reparando nisso não. Quando percebi que ele ia viajar pelas sombras, fechei os olhos, pois eu sabia que essa era uma sensação péssima. Quando voltei a abri-los, eu estava num banheiro. Para ser mais exata, num banheiro todo preto, que julgo eu ser o banheiro do chalé de Hades. Nico me sentou na pia do banheiro e começou a cuidar do meu pulso. Ele cuidava com tanto cuidado, parecia que tinha medo de machuca-lo ainda mais. Mas eu não conseguia falar nada, apenas o encarava sem ainda acreditar no que acontecia ali.
Olhei minha blusa, ela estava, toda manchada, com uma coloração meio rosada, por causa do sangue que escorria do meu pulso. Subi meus olhos para ele outra vez. Ele não me encarava, nem falava nada, e isso estava me incomodando profundamente. Ele estava com os olhos fixos no que ele estava fazendo. Seu cenho franzido e isso, pelo o que eu o conhecia, o que não era muito pouco, ele estava zangado.
Então em um momento de insanidade, eu puxei minha mão quando ele ia colocar a faixa. Então ele levantou a cabeça e me encarou. Sabe, é bem difícil encara-lo. Seu olhar é pesado e intimidador, mas por incrível que pareça é o único que me acalma. Não aguentei e me inclinei em sua direção e rocei de leve meus lábios nos teus, mas dessa vez quem não aguentou foi ele, pois logo que coloquei meu lábio sobre o seu, ele colocou as mãos em minha cintura e aprofundou o beijo.
Eu estava com muita saudade dele, são sei como eu fiquei tanto tempo sem seus beijos, sem seu cheiro, sem ele. Eu me separei de seus lábios, em busca de ar, mas não sai de perto dele. Continuei ali. Ao seu lado, com os nossos rostos a centímetros de distancia, com seu hálito de menta batendo em minha bochecha. O verde no negro, encarando profundamente.
Nesse momento eu me dei conta que do que estava acontecendo.
- Porque heim — ele perguntou serio – porque fez isso?
Virei a cabeça e parei de encará-lo, mas não por muito tempo porque ele logo pegou meu rosto com seus dedos, virando minha cabeça, obrigando-me a olha-lo.
- Porque hei, minha linda, porque você fez isso?
- Porque você me abandonou – minha vós não passava de um sussurro.
Seu olhar, que antes estava bravo, agora tinha feições de culpa e dor. Ele começou a balançar a cabeça negativamente, se virando e andando de um lado para o outro do banheiro, passando as mãos com força pelo seu cabelo negro, e o puxando sem o mínimo de delicadeza. Eu o conhecia muito bem para dizer, que ele fazia isto quando estava extremamente nervoso.
- Não... Não está certo... – ele murmurava – não devia ser assim...
- O que não está certo Nico? – perguntei já angustiada, com tal atitude. Segurei sua mão e o parei na minha frente – o que não devia ser assim?
Ele colocou cada mão ao lado do meu corpo e me encarou.
- Não Manu! Não devia ser assim! Era para você estar feliz, não desse jeito – ele falou apontando com uma das mãos, para o meu pulso que agora se encontrava estendido em meu colo – era para você estar bem, era para você ser feliz, para você ser uma caçadora e viver bem melhor! Você disse... – ele fez uma careta e abaixou o olhar – você disse que me odiava. Então se eu fosse embora isso seria o melhor pra você!
- Primeiro – eu falei pegando seu rosto com uma mão – eu não fiquei bem, nem vou ficar, longe de você. segundo: não, eu não entrei na caçada, na aguentei. E terceiro: porra eu estava com raiva. Muita raiva Nico. Não eu não te odeio! Eu não tenho capacidade pra fazer isso. Olha Nico eu ... – eu fiz uma pausa – Eu te amo, caralho. Enfia isso na sua cabeça e NÃO tira, idiota.
Dizendo isso eu o beijei, mas não foi calmo. Foi agressivo e selvagem e ele correspondeu na mesma intensidade.
- Eu também te amo muito, mais do que você imagina! – isso realmente me fez muito bem. ele me deu um leve selinho, selando suas palavras. Mas logo vi lágrimas se acumulando em seus lindos olhos.
- O que foi? – perguntei preocupada.
- Manu, me desculpa? – ele perguntou angustiado.
- Sim, claro. – e tornei a selar nossos lábios, num beijo rápido.
Mas logo se afastou e pegou meu pulso com cuidado para não encostar na ferida .Ele pegou a faixa e passou um pouco mais de néctar, cobrindo a ferida. Quando ele já havia acabado de fazer o curativo, ele tornou a me pegar no colo.
- Ei, Nico — eu sussurrei em seu ouvido – sabia que eu consigo andar? – perguntei divertida.
Ele riu gostosamente.
- Eu sei – ele falou me sentando em sua cama e se sentando ao meu lado – é que é divertido te carregar, é tão levinha...
Eu corei.
- Nico – falei ficando seria de novo – promete que não vai embora? – eu perguntei, mas ele ficou serio.
- Olha Manu – ele falou e olhou dentro dos meus olhos – eu não posso ficar, vai ser pior. Eles estão bravos comigo e por enquanto é melhor que eu fique longe.
- Mas eu quero que você fique... – eu comecei a falar, mas fui interrompida.
- Olha meu amor, não dá para eu ficar no acampamento por enquanto mas eu juro que nós vamos ficar juntos, o mais próximo que você imagina. Eu também tenho que resolver umas coisas com o meu pai... – ele deixou sua frase morrer – logo, logo, poderemos ficar juntos.
- Mas Nico, eu quero você aqui comigo, agora – falei mimada, mas você tá querendo o que? É o meu namorado que esta indo, não o seu então fica quieta! (na/// aaaaaaai grossa!!!!!! Se ciúme matasse tu já tava morta sabia manola???)
-Mas nesse meio tempo, você vai perceber que eu estou aqui – ele disse isso colocando uma mexa do deu cabelo, que pendia perto do meu olho, para trás da minha orelha – você vai ver, logo, logo nós vamos estra juntos outra vez. Mas eu quero que você me prometa que nunca mais vai fazer isso – ele disse, e eu entendi que ele se referia ao corte no meu braço.
Eu encarei suas lindas órbitas negras que demonstravam preocupação, me aproximei e toquei sua boca.
- Eu prometo – disse contra a sua boca, e o beijando outra vez.
Ele se separou de mim, e foi até sua cômoda, e pegou uma camiseta e me entregou.
- Manu, já esta tarde – ele disse apontando para janela, e era verdade, a céu já estava negro ele veio até mim e me entregou uma camiseta preta, relativamente grande para mim – veste isso, você não vai voltar pro chalé agora, e você também não vai ficar com essa roupa toda suja. Eu vou buscar algo pra você comer, porque eu soube que a senhorita não anda comento. – e ele falou se fingindo de bravo.
Eu abaixei a cabeça envergonha, mas ele apenas me deu um beijo na testa e saiu do chalé.
Ōȫōȫōȫōȫōȫōȫ (na/// fazer isso é legal não reparem...)
Eu já tinha terminado de comer, e me bateu um cansaço, meu olho foi pesando... e acho que ele percebeu, porque logo tirou a bandeja que antes estava cheia de comida, agora estava vazia, do meu colo. Ele levou a bandeja até a mesa e deixou ela la, veio até mim, e se deitou ao meu lado, me puxando para cima de seu peito. Ele começou a fazer cafuné e meu olho acabou pesando cada vez mais.
- Boa noite anjinho – foi a ultima coisa que escutei antes de ser entregue ao mundo dos sonhos...
Notas finais
Caixetinhaa
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