Rediscovering Love
7 Eu... Te amo, ok?
Notas iniciais
POV Manu
Tudo estava tão perfeito! Não tem como ficar melhor, não mesmo. Parece que quando o Nico está perto de mim, tudo se completa, tudo se encaixa, fica simplesmente perfeito.
O fato de todas as garotas ridículas e estúpidas ficarem me enchendo, o fato de eu estar no lugar que eu menos gosto e o fato do Percy querer me matar agora não importam mais.
Estava sentada em um dos bancos do colégio, eu estava deitada no colo do Nico enquanto ele mexia no meu cabelo. Nós conversávamos sobre coisas idiotas, como sempre, rindo e ignorávamos os olhares de todos os ciumentos ao nosso redor.
Pousei meus olhos em uma pessoa que nos observava. Ele estava um pouco longe, mas já estava me irritando com esse lance de ficar nos observando e encarando 24 horas por dia.
–Eu já volto – eu disse sorrindo e dando um selinho no Nico – Fica aqui.
Nico me olhou estranho, como se quisesse souber o que estava acontecendo, sorri para ele com a intenção de dizer que não era nada e fui até o ser que nos olhava, mas a minha intenção era outra.
POV Percy
Manu veio até mim. Sua cara estava normal, mas eu sabia que por dentro ela queria me matar. Mas o que eu posso fazer? Preciso vigiar minha irmã, não quero que ela sofra como já sofreu pelo mesmo garoto.
Eu precisava de alguma coisa para me defender, já que eu não podia usar minha espada no meio da escola. Ela iria me bater, gritar, xingar ou alguma coisa do tipo, e você não sabe o que é ver uma garota com raiva, digo isso pois tenho experiência própria com a Annie.
–Olha Manu — eu comecei a dizer quando ela estava perto de mim – Eu sei que você esta brava comigo, mas eu não posso deixar você sofrer de novo, você não sabe como isso dói...
Fui interrompido por uma coisa que me surpreendeu. Manu me abraçou. Sim, ela apenas me abraçou. Não sei o porquê, eu pensei que ela iria me bater, mas eu acho que eu estava errado.
Retribui o abraço dela, depois de perceber o que estava acontecendo, com toda a minha força. Ela podia ser irritante e minha irmã caçula, mas eu a amo demais.
Ela é tão pequenininha, sua cabeça batia um pouco abaixo do meu ombro, e ela afundou a cabeça em meu peito. Tão delicada e pequena. Eu sinto que eu devo protegê-la, que nada pode acontecer com ela, ela não pode sofrer, eu não posso deixar.
Fiz carinho nas costas dela com uma mão e com a outra mexi no seu cabelo, eu ato que eu sei que ela adora. De longe eu vi Annie sorrindo para nós, sorri de volta.
–Eu sei que está preocupado comigo – Manu disse ainda me abraçando – Você está totalmente certo de pensar assim, é meu irmão mais velho, precisa me proteger. Mas eu já sofri uma vez, não vou sofrer de novo.
–Como sabe? – eu disse me separando dela e me ajoelhando, para ficar na altura dela, e colocando as mãos no ombro dela. – Como tem tanta certeza disso?
–Eu tomei decisões erradas – ela disse olhando para o lado, como falar sobre isso a machucasse – Já que foi a primeira pessoa que gostou de mim, eu não pensei na hora de tomar atitudes, dando nisso. Mas agora eu sei. Não precisa se preocupar, eu sei me defender. Caso eu precise de ajuda, eu te falo. Só que agora não precisa, ta?
Demorou um pouco, mas eu assenti para ela e ela sorriu me abraçando de novo.
–Só por que eu te perdoei – eu disse – E não vou mais pegar no seu pé, não quer dizer que eu aceite o relacionamento de vocês, eu ainda não gosto dele.
Ela deu um sorriso forçado, mas assentiu.
–Eu entendo – ela disse e se virou, voltando para onde estava, mas parou subitamente e se virou – eu, eu te amo ok Percy? – ela disse se virando. Eu sorri feito idiota e fiquei a observando caminhar para seu namorado. Só que dessa vez eu não me preocupei.
POV Manu
Depois da conversa com Percy, que deu certo, por incrível que pareça, voltei para o meu namorado, só me checando mais uma vez que Percy não estava me vigiando, e ele não estava!
Nico sorriu para mim, percebendo o que eu tinha feito. Sentei ao lado dele, sem dizer nada e o mesmo não perguntou nada, o que me tranqüilizou, não queria ficar explicando que meu irmão não aprova o nosso namoro, mesmo ele tendo uma idéia.
–Quer andar? – ele perguntou. Afirmei com a cabeça e nós saímos andando de mãos dadas pelos corredores do colégio.
Vi uma placa, de longe, que me interessou. Puxei Nico até a placa, porque eu não estava conseguindo ler nada.
A placa era toda colorida, mas eu não conseguia ler, por conta da dislexia.
–O que está escrito? – eu perguntei.
Nico se esforçou um pouco para ler, mas depois sorriu e disse:
–“Baile anual. Arrume seu par e venha se divertir dançando.” – ele disse.
–Vai ter um baile? – eu disse toda feliz.
–Sim, depois de amanhã às 20 horas – ele disse.
–Opa... Acho que vou arrumar um par pra mim...- falei fingindo procurar alguém no corredor, que por incrível que pareça, passou um garoto, no qual eu apontei – bonitinho aquele ali não é?
Ele pegou minha cintura, e me apertou com um pouco mais de força em sua direção, me olhando com um olhar meio duro.
–Não, você vai comigo! – eu ri da irritação dele.
–Claro é seu bobo! – disse isso e o beijei.
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