Notas iniciais
Então ninas, eu não tenho juízo e já foi comprovado. Estou com Felicity's Secrets, Fuckin' Perfect, Ela é Demais, e agora chego com Redenção.
Minha mente simplesmente não consegue ficar quieta. Quero dar uns avisos antes de vocês partirem para a leitura:
1 - Por hora Redenção não é regular, mas vai ser quando eu finalizar FP.
2 - Vai ter uma pegada de FS, mas acho que vocês vão gostar.
3 - É um teste, se for aprovada eu continuo.

Lembrando que até dia 29 desse mês estou em hiatus, esse capítulo já estava pronto e resolvi quebrar um pouco o jejum de vocês... Agora vamos ler!

- Levante essa caixa. – Escutei a voz de Diggle soar atrás de mim. Parei de socar o saco de pancadas e me virei pensando que ele estivesse falando comigo, porém suas palavras ditas em tom autoritário haviam sido ditas para o novo integrante do grupo, Roy Harper, ele era bom no que fazia, mas era muito afoito e não tinha muita disciplina ou experiência, Diggle estava tentando mudar isso, por que segundo ele se colocasse Roy em uma luta o garoto sairia ótimo apanhando, isso é tudo. John pareceu notar que eu os estava observando, pois virou-se para me encarar, com um aceno me chamou para que me aproximasse dele, assenti tirando minhas luvas e pegando em seguida uma toalha para enxugar o suor em meu rosto.

- O que aconteceu? – Perguntei me apoiando em um dos equipamentos de musculação. Havia muito destes aqui. Essa é uma academia que ensina várias modalidades de luta, muitas das quais eu domino, mas evito ensinar mesmo a pedido de Diggle. Diggle era um amigo, havia me ensino uma outra coisa e havia me recebido aqui, ele era um dos treinadores mais respeitado por aqui, ele era rígido, mas justo, ele sabia guiar com pulso firme.

- Nada ainda. – Murmurou. Então acenou a cabeça para Roy que se afastava levando a caixa para o deposito. – O que você acha dele? – Perguntou.

- Ele é bom. – Respondi. – Possui muita fúria. Seria algo bom se ele soubesse controla-la e conduzir para o adversário. Talvez com mais alguns treinamentos ele possa entrar em alguma luta, apenas para juntar experiência. – Voltei a encara-lo e franzi o cenho percebendo que ele não prestava realmente atenção em minhas palavras. – Você não me chamou para perguntar sobre o garoto.

- Não. – Concordou. – Eu realmente precisava ouvir sua opinião sobre Roy...

- Vem um “mas” por ai. – Falei cruzando meus braços sobre meu peito desnudo. Era uma boa coisa que a academia ainda não havia sido aberta, as mulheres que frequentavam a aulas com Sara tendiam a ser um pouco óbvias, elas não podiam ver um lutador em pleno exercício sem camisa, eu não poderia dizer com certeza de com quantas eu já havia trepado, eu precisaria lembrar de seus nomes para isso.

- MAS... – Enfatizou com um sorriso. – Eu preciso conversar com você.

- Sobre?

- É mais um alerta. – Continuou. – É sobre a filha do dono desse lugar.

- Ra’s tem uma filha? – Franzi o cenho. Era uma surpresa, eu não achava aquele homem qualificado para a paternidade, mas quem era eu para julgar?

- Duas. – Corrigiu-me. – Ambas moram em Nova York. – Deu de ombros. – Moravam na verdade, é sobre isso que quero falar com você, a mais nova esta vindo para cá. Está vindo morar aqui.

- Eu ainda estou tentando entender que merda eu tenho haver com isso. – Confessei.

- Acontece que por aqui eu quero dizer no apartamento de cima. – Falou. – Ela vai passar apenas seis meses, não sei o porquê, ele não foi claro, tudo o que sei é que a garotinha de Ra’s vai morar bem em nossas cabeças e eu acho que vai frequentar a academia...

- Certo. – Meneei a cabeça. – Ainda estou sem entender no que isso mudaria minha vida.

- Ela tem 20 anos Queen, nós dois sabemos que você transa com qualquer uma que tenha assumido a maioridade, então estou te alertando, mantenha suas mãos longe da filha de Ra’s, ele não foi chamado de “Cabeça de Demônio” nas lutas a toa.

- Eu não estou interessado em uma criança. – Dei de ombros voltando a calçar minhas luvas. – Não se preocupe Diggle, a princesinha está à salva deste ogro.

- Apenas lembre-se disso quando ela chegar. – Pediu. – Eu não quero problemas com Ra’s Al Ghul. – Ri com seu comentário.

- Não preocupe. – Sorri. – Não gosto das filhinhas do papai, eu gosto daquelas que sabem como lidar com um... – Ele ergueu a sobrancelha esperando que eu finalizasse a frase. -... Um homem. O quê? Estava com medo que eu falasse a palavra com “p”? Está com os ouvidos sensíveis hoje Diggle? Eu acho que Lyla precisa lhe ensinar uma coisa ou outra que envolva sacanagens.

- Você é um pedaço de merda Queen.

- Eu sei. – Concordei. – Está no meu currículo, bem abaixo de qualificações, após a sentença em que diz que sou ótimo com a língua. Ops! Eu quis dizer línguas.

- Volte para seu treinamento. – Mandou cansado de minhas provocações. – Você tem uma luta para daqui a dois dias.

- E está me dizendo isso agora?

- Eu te falei ontem. – Argumentou. Fiz um esforço tentando me lembrar do momento em que ele havia falado comigo, talvez tenha sido durante sua última ligação, mas eu estava ocupado demais com uma garota ajoelhada diante mim, de forma nenhuma que eu teria prestado atenção no que ele tinha dito. – Então?

- Sim, eu lembro. – Menti. Pelo seu rosto eu podia dizer que ele sabia que eu estava mentido e que ia falar exatamente isso se a voz suave não tivesse o interrompido.

- Desculpe. – Pediu se aproximando hesitante. Ela era linda, eu não usava essa palavra para descrever uma mulher, usava gostosa na maioria de vezes, era assim que eu as via, como um pedaço de carne, eu não me sentia mal sobre isso, afinal era dessa forma que elas me viam também. Mas essa garota possuía algo de diferente, ah sim ela era gostosa, mas não era apenas corpo, seu rosto tinha uma simetria quase perfeita, seus olhos deveriam ser de um azul comum, mas eles me fascinavam, já seu cabelo minha vontade era de com um movimento de pulso enrola-los em minha mão inclinando sua cabeça para trás para que dessa forma eu pudesse tomar posse de sua boca perfeitamente desejável. Inferno, eu estava encarando a garota por míseros segundos e já estava excitado. Seu olhar foi de encontro aos meus braços cruzados e eu automaticamente os descruzei deixando-a me analisar, poderia ser um pouco exibicionista, mas eu tinha garantir que essa garota que provavelmente queria se inscrever nas aulas de Sara estivesse em minha cama esta noite. Ela desviou o olhar parecendo envergonhada por estar me encarando. – Qual de vocês seria Sr. Diggle? – Perguntou por fim.

- Você pode me chamar de Sr. Diggle. – Sorri. – Na verdade, você pode me chamar do que quiser. – Ela não pareceu gostar da resposta por que franziu os lábios em um claro sinal de irritação, fazia a difícil então, melhor ainda.

- Eu sou Diggle. – John falou me lançando um olhar de advertência. Ela soltou um suspiro de alivio, eu me senti profundamente ofendido com isso. – Do que você precisa senhorita...

- Smoak. – Completou. O nome pareceu ser familiar a Diggle, por ele rapidamente endireitou sua postura ao ouvi-lo. – Felicity Smoak, espero que não se importe, mas meu pai pediu que eu conversasse com você...

- Quem é seu pai? – Perguntei com uma leve suspeita em minha cabeça, Diggle permanecia a encarando sério. Por favor, que ela não dissesse quem eu estava pensando, por favor, que não fosse...

- Ra’s Al Ghul. – Respondeu. – Eu acho que agora você pode guardar seu charme para você mesmo não é?

Notas finais
Espero que tenham gostado e aguardo os comentários de vocês! Xoxo LelahBallu.