Notas iniciais
E agora estamos oficialmente dando adeus a REDENÇÃO. Eu quero agradecer a cada palavra de incentivo que recebi, não só com relação a esta fic, mas com relação a PROBLEM e honestamente a qualquer outra. Obrigada a todos que recomendaram e favoritaram essa fic, obrigada a aqueles que tomaram seu tempo escrevendo bonitas palavras seja em recomendações ou em comentários, obrigada a aqueles que eu sei sempre estão presente. E eu não poderia deixar de agradecer a (Muitos de vocês já a conhecem) Luna Lovegoode, por betar cada capítulo dessa fic, inclusive o de hoje, mesmo após a rasteira que goi o episódio de hoje,Apenas obrigada. Para esse final eu queria pedir gentilmente a vocês que antes de lerem vocês coloquem essa música para tocar: https://www.youtube.com/watch?v=aQTelixCs3Q Eu acredito que alguns de vocês vão se lembrar dela. Escutem ela enquanto leem o capítulo. Boa leitura e fica aqui meu Xoxo para vocês.

Acordei com a melodia se infiltrando levemente em meio ao meu sono, a música com tom alegre fazendo com que eu abrisse meus olhos e de imediato procurasse ao meu lado pela figura feminina, meu braço se estendendo no ato. Ela deveria estar na cama, mas se o som alto era um indicativo, era quase certo que quando eu caminhasse até a cozinha eu a encontraria movendo-se de um lado ao outro, o ritmo determinando a cadência dos movimentos, um sorriso em seu rosto.

Apenas imaginar isso fez com que eu chutasse as cobertas fora e me apressasse para chegar à cozinha. Eu não vestia mais do que minha cueca, a expectativa de surpreendê-la em meio a uma dança deixando-me ansioso para chegar ao cômodo. Quando parei no meio da porta senti meu coração falhar uma batida. Não de uma forma ruim, na verdade não poderia ser melhor. A beleza da cena em minha frente deixava-me sem fôlego.

Encostei meu ombro contra o batente e cruzei meus braços. Deixei um sorriso bobo cobrir meu rosto e limitei-me a abraçar a felicidade que me trazia o simples ato de observar Felicity dançar com nossa filha de seis meses.

Thea.

Ela me surpreendeu com esse seu pedido, exigência na verdade. Ainda grávida ela disse que estava pronta para brigar para escolher o nome se o bebê caso fosse menina. Eu estava tão bobo com a gravidez que aceitei antes mesmo de saber qual era. Ela me revelou apenas quando soubemos o sexo do bebê e o pedido me deixou emocionado e surpreso. Embora eu não entendesse por que Felicity mesmo com o passar dos anos ainda me surpreendia.

Ela é boa. A pessoa mais incrível que eu conheci. E de alguma forma eu havia conseguido fazê-la minha esposa. Antes dela eu não acreditava que merecesse a felicidade, eu não achava que um dia essa cena diante mim seria possível.

Eu nunca me imaginei sendo um pai.

Mas Felicity chegou, ela quebrou minhas barreiras. Demoliu minhas defesas, ela se tornou minha felicidade e me deu uma nova razão para ser ainda mais feliz. Eu tinha uma família agora, não apenas Sara. Eu tinha Felicity, nossa filha, Sara, Tommy , até mesmo Roy e Ra’s. Eu fazia parte de uma família de verdade.

Eu era feliz.

Felicity havia me ensinado ao passar dos anos a esquecer de meu passado, ela me ensinou a viver o presente e a sonhar com futuro. Nós tínhamos sonhos. Compartilhávamos os mesmos sonhos. Agora, eu não tinha apenas uma ou duas coisas boas em minha vida que poderia ser contada em apenas uma mão. Ela me apresentou uma caixa pequena com infinitas coisas dentro, coisas boas. Que quanto mais entrávamos nela mais coisas boas saía. E Deus, eu era tão agradecido a isso.

A elas.

Ainda segurando o pensamento em minha mente dei-me conta de que Felicity havia parado com sua dança. Que dois pares de olhos azuis me encaravam com expectativa. Minha esposa sorriu para mim e com um pequeno gesto de cabeça indicou que me aproximasse.

— Você não pode ficar parado aí. – Avisou. – Se você vê alguém dançando é falta de educação não se juntar a ela.

— Desde que seja minha esposa. –A provoquei.

— É claro. – Falou com aparente arrogância.

— Eu conheço essa música. – Falei buscando prestando atenção à letra. – A letra não me parece caber aqui. Um amor como esse pode sim durar para sempre.

— Eu tinha esperança que sim. – Retrucou entregando-me nossa filha, a aconcheguei em meu peito e cheirei sua cabeça. Era um ato irresistível e automático. Sempre que a pegava em meu colo eu percebia o peso enorme que havia em minhas costas, eu queria tanto protegê-la, de qualquer coisa que pudesse vir a acontecer pequena ou não. Eu só queria boas coisas para ela, maravilhosas. Ser pai trazia a emoções mais contraditórias possíveis, mesmo em meio à felicidade de segura-la havia o medo de alguma vez a deixar cair. – Oliver. – Felicity murmurou chamando minha atenção. – Vamos dançar. – Pediu. Exigiu era a definição certa.

— Eu não posso apenas segura-la? – Sugeri. – Eu posso observar você dançar e segura-la junto a mim.

— Ou você pode ter nós duas em seus braços. – Retrucou se aproximando e envolvendo minha cintura com um braço, a abracei de volta também com apenas um e limitei-me a observar seu rosto. Thea segurava alguns fios do cabelo da mãe exigindo sua atenção e Felicity sorria ternamente para ela. Limitei-me a segurar em meus braços as duas pessoas mais importantes para mim no mundo. E por esses breves segundo que nos foram permitidos eu pude sentir a real e tão desejosa sensação de paz.

— Oh Deus, você são tão fofos. – Exalei um suspiro de aborrecimento enquanto deixava meu olhar cair em Sara que entrou na cozinha com sacolas de padaria. Segundos depois Roy entrou e parou bruscamente.

— Oh, por favor, vista uma calça!! – Pediu.

— O que diabos vocês estão fazendo aqui? – Perguntei enquanto sentia Felicity se afastar com pura diversão em seu rosto.

— Foi você que lhe deu uma chave. – Lembrou-me.

— Era para emergência. – Lembrei encarando Sara diretamente.

— Eu considero a necessidade de pegar minha afilhada no colo uma emergência. – Falou dando de ombros, então para me deixar ainda mais irritado ergueu os braços pedindo que eu entregasse o bebê a ela. Eu estava quase bancando o pai ciumento, quando ela acrescentou. – Roy tem razão Ollie, vá colocar uma calça, seu sogro ficou de subir com o café.

— Oh merda. – Soltei entregando Thea a ela e correndo cozinha a fora. Infelizmente eu ainda pude escutar as risadas que meu ato desesperado trouxe. Em um novo recorde eu vesti a calça do meu pijama e uma camisa qualquer, mas tomei meu tempo na volta, não queria mostrar a Ra’s que sua presença havia me perturbado. Quando voltei ainda com o cenho franzido e pronto para jogar sobre eles toda minha irritação de ser surpreendido em minha própria casa, eu tive que me conter por que agora Ra’s abraçava Felicity e se voltava para pegar a neta em seus braços. Sara jogava um embrulho qualquer em Roy como resposta a alguma provocação feita por ele, e enquanto meu sogro fazia caretas para minha filha e Sara trocava farpas com Roy, eu encarava Felicity.

E Felicity encarava a mim.

Ela sorria para mim.

Ela me chamava com apenas um sorriso a fazer parte da cena caseira. Era dessa forma que dia após dia ela me ensinava a esquecer o passado. Agora, eu mal me lembrava dele. O meu passado não apenas me condenava ele tripudiava, meu futuro antes não era nada promissor. Não era algo do que eu me orgulhava, fiz coisas que tinha o poder de manter qualquer garota com um mínimo de bom senso assustada e longe mim, mas não ela, quanto mais eu a empurrei mais eu a quis por perto e mais ela resistiu a se afastar, quanto mais esperei que ela finalmente desistisse de tentar me entender mais ela me desarmou, erámos e sempre íamos ser totalmente opostos e de alguma forma somos complementares. Ela era o que eu queria, o que quero e que sempre iria querer. O que eu ansiava por ter, e agora eu tinha. Ela foi meu novo vício, minha salvação... Ela é minha redenção.

Notas finais
Espero que tenham gostado do epílogo. Eu aguardo vocês nos comentários, mas acho justo antes, já que deixei aquela pergunta aqui no capítulo anterior, responder a ela também aqui. Eu continuarei postando Problem, enquanto houver razão para isso, eu irei. E vocês me deram ótimas razões.. Xoxo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!