Notas iniciais
Alguém ai ? Estou muito triste, se esse capitulo não tiver comentários irei excluir a fic, por favor comentem :)

Lentamente abri meus olhos, o quarto estava totalmente escuro, sentei na cama, tateie criado mudo em busca do meu celular, já era um pouco mais de nove horas. Naquele dia não haveria aula, contudo marquei de estudar com o Miguel.

As semanas que passaram, Anthony não deu noticias, isso era um alivio, já que não tinha que me preocupar em fugir, me esconder e mesmo mentir. Acabei me aproximando ainda mais do Gabor não que tenha sido por vontade própria, mas por causa que foi formado duplas fixas para todas as matérias e mesmo para o acampamento que acontece anualmente, o professor decidiu que seria melhor ficarmos na mesma dupla já que ele é meu orientador.

Intensificamos nossos estudos para podermos ficar livres nas férias, nos encontrávamos todos os dias. Quase não ia as aulas de musica ainda era difícil ter que encarar o erro que cometi contra a família do professor, embora ele sempre fosse gentil e me convidasse para beber um café após as aulas.

Aqui em casa as coisas estão bem melhor, Nou está completamente apaixonado por sua colega do trabalho, ela sempre vem aqui, a moça é extremamente gentil, a Mel esta tendo varias atividades durante a tarde então só a vejo a noite e pela manhã antes da escola.

Quando acabei o banho, me vesti e desci para tomar café. Peguei um pouco de leite e cereal e fui para frente da tv, passava um filme antigo sobre Alemanha então decidi ficar vendo. Pouco mais de vinte minutos a campainha tocou era o Gabor.

–Bom dia. — Ele disse entrando com algumas sacolas.

–Bom dia. — Respondi alegremente.

– Trouxe algumas coisas para comermos.

– Pensei que íamos fazer um picnic — Fiz uma expressão de tristeza.

– Outro dia, hoje vamos estudar pois, daqui a dois dias é a prova final esqueceu ?

– Infelizmente não. — Dei de ombros e fui para a sala.

– Então toma. — Ele me entregou um livro grosso de química. — Leia o capitulo seis e iremos discutir daqui a pouco.

– Já havia lhe dito que você é um professor muito carrasco?

– Bom, com essa totaliza 122334 vezes que a senhorita me chamou assim. — O castanho debocha.

– Claro... — Sentei na poltrona branca perto da janela enquanto ele sentou no chão perto do sofá.

Estava quase na hora do almoço e estava completamente entediada, já havia insistido varias vezes para pararmos de estudar, Miguel apenas ignorava as minhas reclamações, ele me fez lê o mesmo capítulos inúmeras vezes, já sabia cada palavra que o livro dizia embora ele me respondesse que ainda não estava pronta. O castanho falava sozinho tentando memorizar cada palavra do livro de historia que ele estava lendo e anotando cada frase que ele julgava importante, seu olhar era impaciente, definitivamente ele era muito esforçado. Olhava pro teto tentando arranjar forças para não sair gritando de tão farta que me sentia de ficar ali; Voltei a olhar para o Gabor só que o mesmo estava me fitando e dando um sorriso, rapidamente ruborizei e disse:

– Eu sei que sou bonita, mas por favor não precisa ficar assim vidrado em mim. — Sorri ironicamente.

– Bom então posso lhe dizer o mesmo, acha que não sei quando você fica ai me olhando?- Ele retrucou de uma forma tão calma que parecia está familiarizado com aquela situação.

– Ah claro, você é muito gostoso, por isso não tiro os olhos de você. — O encaro sugestivamente.

– Eu sei, por isso tem tantas garotas atrás de mim.

Eu arqueio a sobrancelha e logo me pronuncio:

– E a sua namorada, quase não fala dela... O namoro de vocês é serio?

– Engraçado, é a primeira vez que tocamos nesse assunto. — Ele fala receoso, depois de uma longa pausa o castanho continua. — Não estamos mais juntos, Lissy disse que eu tinha algo com você e bom... Ela preferiu não confiar na minha palavra.

– Que pena. — Suspiro e ele me encara. — Miguel... Você gosta dela ?

– Sim, mas nunca foi como eu gostei de... — Sua voz era quase inaudível. — Você.

– O que? — Pergunto baixinho.

– Está tarde, vou indo. — Ele se levanta e apanha sua mochila.

Fecho o livro, e caminho e sua direção, sem perceber tropeço em um brinquedo da Mel jogado no chão da sala, Gabor me apanha rapidamente, fazendo com que e eu não caísse na mesinha de vidro no centro da sala.

– Foi por pouco. — Murmurei com meu coração se contraindo mais rápido do que o normal.

– É... — Miguel respondeu sem tirar os olhos dos meus lábios.

Ele vertinosamente se aproximou, nossos corpos estavam colados, a única ação que tive foi sair dos seus braços.

– Bom desculpa. — Murmurei olhando o nós dos meus dedos.

– Eu que peço, já vou indo então, até amanhã. — Ele beijou levemente minha testa e foi em direção a saída.

O sigo e abro aporta, ele acena levemente suas mãos e vai embora, fico o olhando até ele desaparecer, decido sentar na varanda de casa para esperar meus irmãos. Logo aparece a Senhora Spencer segurando a mão da Mel, a pequena me da um beijo e corre para tomar banho.

– Encontrei o garoto Miguel descendo a rua. — Ela sorri curiosamente. — Estão namorando ?

– Não, ele apenas é meu tutor, ele esta apenas me ajudando nos estudos.

– Tudo bem minha filha, mas eu sei que no fundo vocês sentem algo um pelo outro. — A senhora passa a mão pelo meu cabelo e entra. — Vou preparar o jantar.

Sorrio balançando a cabeça negativa, senhora Spence quem dera fosse assim tão fácil as coisas. Balanço a cabeça de novo tentado espantar aquele pensamento. Volto meu olhar para a rua e vejo que um caminhonete estava parada do outro lado da rua, respiro lentamente, era o Anthony. Ele abaixa o vidro e me chama.

A muito tempo eu esperava por aquilo, se ele viesse me atormentar iria o entregar para policia. Levantei e dei passos firmes em direção do carro tudo aquilo iria findar.

– Olá. — Ele tira o óculos de sol e sorri cinicamente. — Tenho planos para você hoje, irei passar para lhe buscar as onze horas, esteja pronta. — Sua voz era calma.

– Claro que não. — Passei a mão pelo seu rosto. — Nunca mais eu irei fazer o que tu queres... Tony meu caro tenho provas que te faram ficar eternamente atrás das grades. — Dei um leve tapa em seu rosto.

– Engraçado como você passou a ter maus hábitos. — Ele segurou meu pulso. — Entra no carro e eu te mostrarei quantas provas eu tenho sua.

– Blefando de novo?

– Não, apenas me precavi. — Ele colocou os óculos de novo. — Entra no carro e vou te mostrar.

Dei as costas e fui embora, na porta de casa estava o Gabor. O castanho me olhava com nojo, ele desceu as escadas e estava indo embora.

– Espera. — Gritei.

– Para que Lewis ? — Seu semblante era de pura tristeza. — Me dizer que depois de tudo você ainda se encontra com esse marginal ?

– Não é isso, você esta errado... — Tentei me explicar.

– Ainda bem que voltei para buscar meu caderno. — Ele deu uma longa pausa. — Olha o lado bom pelo menos você não precisa mais fingir nada. Se era por conta das aulas, não se preocupe eu vou continuar lhe dando. — Gabor cuspia todas as palavras. — Será algo totalmente restrito aos estudos... Adeus você vai ficar em boa companhia agora.

Uma lagrima solitária escorreu pelo meu rosto, tudo estava caminhando tão bem, sem qualquer intercorrência. Bem no fundo uma voz gritava " Vai Olga, você sabia, você não nasceu para viver uma historia assim". Uma mão pousou no meu ombro, fazendo com eu me lembrasse que o Carter ainda estava ali.

– Foi melhor assim meu amor. — Ele segurava na minha mão. — Toma é para você vestir hoje, eu lhe espero ali no canto na hora combinada, sem brincadeiras ou mando um cd com todos os seus vídeos para policia, alias não tenho medo que você mostre os meus eu sei muito bem que antes que a policia me encontre eu corto o pescoço do seu ex-namoradinho.

Eu entro em casa, subo para o quarto, entro arremessando com a maior força possível a caixa que que Anthony havia me entregue, e me viro tampando meus olhos com a mão para não fazer alguma besteira, apenas escutei o baque de alguma coisa de metal cair no chão, continuei com os olhos tampados e desabei no chão o ódio me consumia, respirei fundo três vezes e me levantei se era isso que ele queria... Tudo bem, era o que ele iria ter, fui atrás do presente, era um vestido preto que ia até os joelhos, peguei o vestido o joguei no chão sentei na cama, avistei uma adaga de cabo vermelho brilhar no chão.

Notas finais
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