Redenção
3 Cap 2-Nada a temer
Notas iniciais
Segurei o braço dela firmemente.
–Temos que ir.-Disse eu,olhando para todos os lados,nervoso.
Ela não pensou duas vezes.Pegou a sua bolsa e saiu correndo,e eu segurando na mão dela.Um dos agentes apontou a arma pra ela,mas eu fui mais esperto.Me dissipei e fiquei atrás dela,dando uma joelhada na costas e ele caiu no chão,impossibilitado de se levantar.Minha namorada me olhou,como se eu fosse uma aberração.Continuei correndo pela praia com ela atrás de mim,me acompanhando.Cheguei em um quiosque,mas os funcionários apontaram as armas.Funcionários não......Agentes do UPA.Minha visão estava embaçada,não sei porque.Senti uma dor que eu nunca senti na minha vida nas minhas costas.Cai no chão,e consegui ver Thamires com uma arma de choque e uma Glock g25 na mão dela.
–Você esta preso.-Disse ela,com um tom de autoridade e seriedade.-
–Você só pode estar brincando.-Disse,me levantando.Mas um dos agentes me deu um golpe no estomago,e dei um grito de dor.Minhas costas sangravam.-
–Eu não estou,João.-Disse ela,me botando uma algema,mas tinha uma placa de titânio no meio e vários espinhos.
Essa era a hora.Me dissipei,mas eu não consegui.Um choque percorreu ao meu corpo.Não conseguia me mover.
–Pobre João,acha que pode escapar de mim.-Disse ela,fechando os meu olhos com dois dedos da mão direita.-
Enquanto eu não via nada,uma coisa passava na minha mente”Porque eu fui confiar nela?”Ai que caiu a ficha:Ela que tinha mandado os agentes primários me matarem no meu aniversario.Por isso....ela praticamente tinha matados os meus pais,amigos e familiares.Ela.....Porque ela?Minha namorada?
============2h depois........==============
Eu consegui mover meus músculos.Abri os meus olhos,mas pisquei varias vezes por causa da luz.Uma voz saiu do nada:
–João Oliveira?
–Eu.-falei,mesmo não querendo falar.-O que foi?
–Você se lembra como parou aqui?-Disse a voz,calmamente.-
–Só que a sua agente disfarçada,Thamires,me capturou.-Disse eu,irritado.-
–Sabe onde você esta?-Disse a voz,em pausas curtas entre as palavras.-
–Sim.Na sede do UPA.
Era fácil saber isso.Eu estava em uma mesa de cirurgia.Parede de aço e um vidro complementavam a sala de interrogatório.
–Bom.-Disse ela,mas em um tempo ela parou de falar.Parecia preocupada.Mas depois de uns 3 minutos,ela disse.-Choque nele.
A mesa de cirurgia deu um choque leve em mim,para que eu ficasse com os olhos abertos.E subtamente a mesa deu um tranco.Ela se moveu passando de quarto em quarto,ate parar em um Salão Principal.A mesa me soltou,mas as algemas não.Parei para observar o local.Era lindo.Um telão com gráficos apareciam.Funcionários com pastas e ternos davam em volta da sala.Parecia a sede do MIB-Homens de Preto.So que era 3x maior e tinha uma mesa principal.Me arrastei ate la,e a atenção parecia a mim.Todo mundo olhava pra mim e sussurava:”E ele.O preferido.”
Olhei para mesa principal.Olhei para os lados.Tinha janelas.Mas Thamires estava atenta.Ela deixou a sua arma na mesa.Ao lado dela estava.....Meu melhor amigo,Gabriel.Eles estavam com as mãos dadas.Fiquei furioso.Colegas de trabalho e meus amigos,como puderam?Com toda a calma do mundo,andei ate a mesa.Olhei na outra ponta tinha......Meu padrasto.Serio?Era isso?Todos da minha vida familiar,amorosa,eram agentes disfaçados?Não suportei.Pulei na mesa,deslizei nela e peguei a arma de Thamires em cima da mesa.Corri ate a janela e pulei nela.
Deus,eu não gosto de altura.Quando eu toquei no chão rolei nele para não quebrar a minha perna.Corri ate um carro,o abri atirando na janela e abrindo ele por dentro.Thamires apareceu a atirou em mim,mas não conseguiu.Sai dirigindo por ai,ate achar um posto.Comi na lanchonete do mesmo e sai do posto.Vi um carro preto me seguir.Olhei e chego na Avenida Brasil.Dirigi em alta velocidade,e o carro também.Tirei as algemas e peguei a minha arma.O carro ficou no meu lado e revelou Thamires na direção e ela pegou a arma dela.
–Como pode?Namorar o Gabriel?-Disse eu,apontando a arma pra ela.-
–E o meu trabalho te matar.Não pude deixa-lo.Eu amo o Gabriel.-Disse ela,pegando a arma reserva dela e o carro dela em movimento.-
Aquelas palavras doeram em mim.Olhei pra frente e bati em um carro violentamente.Fiquei com a visão embaçada.Ela olhou dentro do meu carro e pegou a minha arma.Minha visão escureceu.
Acordei em um hospital,isso era obvio.Tentei me levantar,mas eu estava sangrando na minha cintura.Me levantei com dificuldade e notei um pedaço do carro na minha cintura.Tirei ele e fiz uma faixa com o papel higiênico.Andei para a fora do hospital.Andei pela rua.Tinha mendigos pedindo trocados.Peguei um ônibus para a minha casa e cheguei nela.Subi ate o meu apartamento,o abri e tranquei.Olhei para a TV,a liguei e o telejornal dizia:
“Mais um ataque do BioTerrorista.E agora?”
Me deitei,com a TV ligada.Olhei para cima,mas ainda estava de tarde para eu dormir.Meus olhos estavam cedendo.Antes de dormir,disse:
–Porque?Porque a minha vida tinha que ser assim?
E dormi.
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