Redenção- Afonsarina
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Catarina andava de um lado para outro de seu quarto. Não podia acreditar em tamanha humilhação. Não acreditava no que tinha acontecido. De fato se perguntava se aquilo tinha acontecido com ela.
POV ON CATARINA...
— Pronto Catarina! Conseguiu o que queria agora se retire dos meus aposentos. Isso não se repetirá. Fala Afonso de forma fria pegando a rainha de surpresa, pois a mesma pensou que as coisas mudariam agora.
— Eu pensei... Falava Catarina quando foi interrompida pelo marido.
— Pensou errado. Eu amo Amália. Isso foi um erro. Agora saia. Antes que eu a retire! Fala ele apontando a porta e deixando uma Catarina estupefata.
POV OFF CATARINA...
— Não é possível ele gostou. Eu sei que ele gostou. Eu sentir que ele gostou. Cada parte do meu corpo sentiu que nós nos pertencíamos. Ai que ódio. Tudo culpa daquela plebeia dos infernos. Ela vai me pagar. Como Afonso ousa fazer isso comigo?
Catarina andava mais e mais pelo quarto parecia que um buraco sairia no chão. As lágrimas saiam enfurecidas pelo rosto, Queria quebrar as coisas, mas não podia. Tinha que manter a compostura. Não podia deixar que saíssem falando dela. Já tinha alguns comentários no castelo. Não poderia haver outros.
Catarina se perguntava que amor era aquele... Que tu pode, que tudo suporta? Até onde ela ainda iria por aquele amor. Sabia que amava demais aquele homem. Já tinha feito coisas demais para tê-lo. E agora o tinha! Mas, a que preço. Ficava se fazendo essa pergunta. Pensou que tinha ganhando a guerra. Mas, viu que foi derrotada em seu próprio jogo. Mas, como ela mesma disse seu jogo. Faria novas regras, reajustaria esse tabuleiro. A peça mais importante voltaria a reinar. A rainha voltaria mais firme e forte que nunca. Essa humilhação seria sua mola propulsora para fazer Afonso rastejar por ela. Sabia que Afonso sentia ciúmes por ela. E seria por ali que ia vencer esse jogo amor e ódio andam juntos.
Faria esse homem perder as estribeiras por ciúmes. Deixaria ele louco de ciúmes. Faria com que ele ficasse pensando e se? Essas dúvidas o deixariam no seu estado primitivo e com isso. Ele começaria a fazer e falar coisas que quando ele se deixa dominar pela razão ele não faria.
Estava na hora da emoção no rei entrar em favor ao seu jogo. O baile para inauguração da mina estava chegando. E sabia que vários príncipes e reis viriam. Alguns que já demonstraram bastante interesse nela e seu plano ia começar. Chega de lágrimas. Ela era Catarina de Lurton- Rainha de Artena e Montemor.
POV ON AFONSO...
—Meu Deus! Porque fiz isso com Catarina. Sei que amo, Amália, mas não deveria ter agido dessa forma. Mas, porque dormi com, Catarina? Aquela mulher me deixa louco! Sempre me deixou. Desde que nos conhecemos que sinto uma coisa diferente quando estou na presença dela. Ela me atiça com um simples olhar. Deus me perdoe, mas só eu sei quantas coisas eu já pensei em fazer e me repreendi. Amália nunca pode sonhar o que aconteceu aqui. Mas, que noite! Para, Afonso! Que coisa louca! Que pensamentos confusos! Meu corpo ascendeu de um jeito que nunca tinha ascendido nem mesmo com Amália. Eu me senti em casa. Parecia que finalmente tinha achado meu lugar no mundo. Ai eu preciso é de um banho. Sei que fui um canalha com Catarina, mas preciso me distanciar ou não respondo pelos meus atos.
POV OFF AFONSO...
Afonso foi tomar banho com os pensamentos fervilhando em sua cabeça. Seu corpo ainda estava aceso por tudo que tinha vivido com a esposa no quarto. Mesmo que sua cabeça quisesse negar tudo que tinha sentido, seu corpo e coração já começavam a demonstrar que aquela história estava só começando e que o final seria totalmente diferente do que o rei imaginava.
RETORNANDO A CATARINA...
Depois, de colocar suas ideias em ordem Catarina finalmente deixou que finalmente as lágrimas descessem com gosto pelo que tinha acontecido. Em um momento se sentia a mulher mais feliz e realizada do mundo. Em outro se sentia a pior pessoa do mundo. Sentia uma tristeza tão grande no peito. Parecia que seu corpo estava sendo rasgado de dentro para fora. Deitou na cama e deixou aquelas lágrimas rolarem por bastante tempo. Até que no meio daquele pranto e sofrimento pegou no sono.
Amanheceu e Lucíola foi acordar Catarina e encontrou a rainha deitada toda desengonçada na cama.
— Vossa majestade. Acorde. Chamava a dama de companhia, pois já tinha passado da hora da senhora levantar. Vossa majestade! Tentava novamente Lucíola.
— Lucíola. Que horas são? Levanta depressa Catarina sentindo uma terrível dor de cabeça.
— Vossa majestade, por Deus! O que houve com a senhora?! Que cara é essa? Pergunta a dama assustada ao olhar o estado que se encontrava a rainha (com os olhos vermelhos e inchados, o rosto inchado de chorar até tarde).
— Minha noite não saiu como planejei Lucíola, mas foi apenas uma batalha perdida. A guerra está apenas começando. Fala Catarina levantando. Prepare meu banho. Preciso me recompor. Melhorar esse rosto. Fala Catarina se olhando no espelho.
— Certo, vossa majestade! Fala Lucíola indo providenciar as coisas.
— Os amigos de Afonso já foram? Pergunta a rainha.
— Sim, saíram agora a pouco e o rei já foi resolver as coisas pelo reino. Comenta Lucíola seguindo o caminho que ia e deixando uma rainha pensativa.
Com o passar dos dias Catarina e Afonso pouco se comunicaram, apenas falavam e resolviam assuntos que fossem de naturezas reais. Ele bem que queria puxar o assunto daquela noite. Porém, percebeu que a rainha estava distante e não o procurava mais e achou que era melhor assim, mas em seu interior mesmo que não admitisse em voz alta sentia falta das investidas e dos sorrisos e toques da sua esposa. Pois, esta agora malmente o olhava.
Catarina, por sua vez, sabia que o rei continuava se encontrando com a feirante, mas se mantinha distante. Estava mantendo o plano de fingir indiferença. Percebia que tinha momentos que o rei tentava uma aproximação e esta cortava.
Com isso, os dias foram passando e chegava o dia do baile em comemoração à reinauguração da mina de Montemor.
Afonso esperava a rainha na escada para que pudessem seguir para o salão quando a mesma vem descendo as escadas. Quando seus olhares se encontram o mesmo perde a fala por instantes.
— Como estou? Pergunta, Catarina.
— Está maravilhosa, Catarina! Está belíssima. Faz jus ao título de mais bela de toda Cália. Fala Afonso sem conseguir se conter.
— Obrigada, Afonso. Fala Catarina sem graça e aceitando o braço do marido.
Seguem de braços dados até que chegam ao salão de festas, ao qual todos param comentando sobre o casal. Eles seguem cumprimentando a todos. Até que chegam ao rei de Alexandria, um reino próspero que ficava ao sudeste de Artena, que finalmente tinha dado o ar da graça em uma festa.
— Boa noite, Rei Robert é um prazer recebê-lo em nossa festa. Fala Afonso.
— Boa noite. O prazer é todo meu! Fala Robert olhando diretamente para Catarina o que não passa despercebido por Afonso, o qual não gosta nem um pingo disso e olha o homem com os olhos faiscando de raiva.
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