Notas iniciais
'Isso é guerra' uma música do TSTM que combina perfeitamente com esse cap, recomendo que ouçam durante a leitura :3 Bom, só pra avisar, vou voltar a postar normalmente a partir da terça-feira 11, vou esperar vocês, hein.

POV Melissa

Fui cercada por pelo menos 30 vampiros, ao perceber o primeiro se aproximando usei minha velocidade vampiresca para parar atrás dele, o pegar pelos longos cabelos e o girar como uma hélice, derrubando mais da metade dos vampiros que se aproximavam.

Quando percebi que um vampiro havia se esgueirado pelo chão e agarrado minha canela soltei o vampiro o qual eu segurava e pisei com força no pescoço do que se encontrava aos meus pés, separando a cabeça do corpo em um piscar de olhos.

Mais 20 corriam em minha direção, eu desviava de socos, escapava de rasteiras e me esquivava de chutes enquanto arrancava o máximo de corações que conseguia. Cerca de 15 segundos depois eu havia arrancado os corações dos 20 e de mais alguns que se encontravam perto de mim.

Senti alguém me prender pelas costas, era Marcel, seus braços faziam o contorno desde a parte inferior de meus ombros à base posterior do meu pescoço. Thierry corria em minha direção, meus olhos se estreitaram ao ver o que ele carregava em suas mãos:

Uma estaca de carvalho branco.

Arregalei meus olhos eu perceber que eu não estava louca, aquilo realmente era a estaca de carvalho branco. Desesperada, inclinei meu corpo para frente, fazendo Marcel voar sobre minhas costas e ir de encontro a Thierry, que rapidamente tirou a estaca do caminho para não matar seu precioso ‘amigo’.

Ao ver que o perigo ali era relativamente real revelei meus olhos vampirescos.

Senti algo pesar sobre meu pulso direito. Me virei rapidamente e percebi uma pesada corrente amarrada em mim. Ao tentar remover a mesma percebi que ela não saía, estava de algum modo grudada em mim... Mágica. Com certeza havia bruxos ali no meio... Merda.

—Malditos... VOCÊS VÃO MORRER GRITANDO! — Bradei furiosamente.

Puxei a corrente com força a fazendo voar tão rapidamente pelo enorme salão que deixara uma gigantesca trilha de vampiros decapitados no chão.

Minha mão esquerda começara a pesar também. Merda... Outra corrente. Essa, porém, estava presa em um largo e alto pilar de mármore. Puxei-a com força, mas nada aconteceu, o mármore não cedeu, não rachou, sequer balançou.

Mais vampiros vieram em minha direção, agora seria mais difícil desviar de seus golpes, porém eu continuava tentando matar o máximo possível.

Não muito tempo depois senti as duas correntes serem puxadas em direções opostas. Fiquei suspensa no ar enquanto vários vampiros me acatavam...

POV Neutro

Sua pele branca se encontrava completamente manchada de vermelho, violada pelo que em suas veias corria. Ela ainda sustentava um sorriso desdenhoso, arrogante e superior.

Centenas de vampiros atacavam a original sem dó ou piedade, alguns passavam as mãos sem pudor algum por suas curvas. A raiva transbordava de seu ser, ela jurou a si mesma que mataria todos, com exceção de um: Marcel.

Seu mais novo plano era deixar o vampiro vivo para que assim ela pudesse fazer ele viver uma miséria eterna. Incontáveis anos de dor e sofrimento.

Marcel e Thierry se aproximavam lentamente exibindo orgulhosamente a estaca de carvalho branco que possuíam.

—Não se preocupe. — Falava Marcel. — Temos alguns planos pra você antes de te matarmos.

Melissa dera um sorriso de canto de boca e cuspira no rosto do vampiro moreno, que começara a olhar sua expressão petulante cheio de raiva.

—Não vou dizer onde Brooke está. — Falou ela, divertida.

—E quem disse que era isso o que queríamos de você? — Perguntou Marcel zombeteiro enquanto limpava o cuspe da original de seu rosto.

—Posso fazer as honras? — Perguntou Thierry.

Marcel assentiu silenciosamente enquanto Thierry se aproximava do corpo da original. Todos os outros vampiros ao redor dela se afastaram ao comando de Marcel. Thierry ficara há poucos centímetros do corpo de Melissa, que se encontrava suspenso 30 centímetros do chão com seus pés também acorrentados.

O vampiro de olhos azuis, que havia entregado a estaca para Marcel, tocara levemente a coxa direita da original. Melissa estreitara os olhos, furiosa, e bradou:

—O que pensa que está fazendo?

—Ora, ora, gracinha, acontece que a morte não é uma punição boa o bastante pra você. Além de não revelar o paradeiro da bruxa maldita, você matou centenas dos meus homens e pior, desonrou a imagem de Davina. — Explicou Marcel.

—Agora vamos desonrar a sua. — Completou Thierry apertando os mamilos de Melissa sob a blusa.

A original fechou um dos olhos devido a dor da força que Thierry utilizara, o vampiro de olhos azuis começara a puxar letamente o short de Melissa para baixo, porém fora detido ao ouvir o som de algo explodindo. Meio segundo depois ele estava no chão com as calças ensanguentadas. Seu membro literalmente explodira. Ele gritava de dor pousando as mãos onde antes ficava o símbolo de sua virilidade.

—Thierry! — Gritou Marcel.

—Lição de vida para vocês, idiotas: Não. Toquem. Nela. — Disse uma voz melódica e arrogante com um tom extremamente ameaçador.

Melissa levantara os olhos, incrédula, sem palavras, sem reação. Ela vira uma lindíssima mulher recostada no marco do grande portão de entrada.

—Então, quem vai ser o próximo?

POV Melissa

Eu não acredito, ah meus Deuses, obrigada! A cavalaria sempre chega na hora certa.

Meus olhos estavam brilhando, mais uma vez ela me salvou, ela sempre salva, minha nem tão doce irmã.

Brooke! — Gritei exultante.

Ela olhou para mim com um sorriso de canto de boca e estendeu a palma da mão em minha direção. As correntes de repente se soltaram e eu me vi novamente no chão.

Uma multidão de vampiros correu em direção à Brooke para atacá-la, porém ela jogara sua mão para o lado, arrastando todos os vampiros como em um vendaval, em seguida disse, orgulhosamente:

—Incendia.

Todos os vampiros arrastados por sua mágica começaram a pegar fogo, menos 240 para nos preocuparmos. De repente me vi cercada por vampiros, comecei a arrancar cabeças, braços, pernas, tudo o que podia ser arrancado eu estava arrancando, queria vê-los sofrer.

Brooke segurou o próprio pulso e, com a mão restante, imitou uma arma, deixando apenas o polegar e o indicador eretos. Ela apontava para a cabeça de vampiros e ‘atirava’, explodindo a cabeça do alvo. Ela repetiu essa ação com vários vampiros, como se estivesse brincando de arminha... Uma arminha bem explosiva.

Me surpreendi ao vê-la fazendo algo muito comum aos vampiros: Arrancar corações. Ela fez uma centena de vampiros flutuarem e disse:

—Time for a heart attack baby.

Em seguida todos os vampiros que se encontravam no ar simplesmente tiveram seus corações arrancados de seus peitos.

Poucos minutos depois só restavam dois vivos: Marcel e Thierry.

Brooke se aproximou de Thierry, que continuava no chão, e falou em tom piedoso:

—É uma pena, Thierry, eu gostava de você.

—Não, você nunca gostou.

—Ora, isso não é verdade, eu não te amei do jeito que você me amou, na verdade eu não te amei, mas eu gostava de você.

Um sorriso de canto de boca surgiu no rosto da minha vadia pouco antes de Thierry começar a tossir sangue. Brooke fez ele botar pra fora todo o sangue que tinha consumido em sua vida como vampiro. Ela ressecou o cara totalmente e depois deu leve toque em sua testa, o que sobrava dele se transformou literalmente em pó.

Marcel nos olhava cheio de temor e ódio. Eu me posicionei a sua frente e olhei fundo em seus olhos.

—Eu não vou te matar, Marcel, porque a morte não é uma punição boa o bastante para você. Você vai viver o resto da eternidade enfrentando o fato de que ela matou sua preciosa Davina, de que nós destruímos completamente seu exército de vampiros, que você ignorantemente chamava de família, e de que você não pode fazer nada quanto a isso porque Eu. Sou. Imortal.

A estaca de carvalho branco que antes se encontrava nas mãos de Marcel fora desintegrada pela minha vadia. Tudo o que ele pôde fazer foi dar meia volta e ir embora.

Eu e Brooke nos olhamos e depois de alguns minutos em silêncio não me aguentei e pulei nos braços dela.

—Estava com saudade, vadia.

—Também estava, little bitch.

Nos soltamos e eu olhei para ela indagativa:

—Por que the bloody hell você matou a minha cópia? Afinal, por que eu tinha uma cópia? Você tem muitas explicações para dar.

—Calma, calma, vou te explicar tudo. É o seguinte: Davina não era uma doppelganger, sim, ela era sua cópia, mas ela não nasceu, ela foi, literalmente, criada por um bruxo, a filha da magia, era assim que chamavam ela.

—Que bruxo?

—Não faço a mínima ideia. Mas o importante é que eu descobri que a cópia era uma bruxa e a cada ano que se passava ela sugava um pouco do seu poder vampiresco e o transpassava para si mesma em forma de magia, tudo isso inconscientemente. Ela nunca quis ser uma bruxa, mas não havia meios de salvá-la, se isso continuasse a magia que ela adquiriria ao longo dos anos seria o suficiente para criar um novo universo... Ou simplesmente destruir esse. Foi doloroso pra mim, mas eu tive que matá-la.

Suspirei e disse:

—Bom, ela realmente foi uma garota sortuda enquanto viveu, afinal não é todo mundo que nasce com o privilégio de ter esse rostinho. De qualquer maneira, eu tinha que te falar... Brooke... Eu... Eu descobri que Tatiana está viva.

Notas finais
Então, o que acharam da luta, o que acharam da minha Brooke diva divosa? Só pra constar, ela é uma das personagens principais, ok? Curtiram, adoraram, amaram... Ou não? Ah, estamos aceitando críticas, então podem comentar, juro que não mordemos (~le indireta para leitores fantasmas) XoXo, até sábado que vem!