Redemption - A Renascida do Inferno
42 Mais ou menos um mês.
Notas iniciais
POV Rebekah
Wow, já se passou um mês desde que a Melissa foi embora e mesmo assim eu pareço não ter superado. Ótimo.
Volta e meia eu mando mensagens para ela, ela manda para mim também, mas não é a mesma coisa, eu queria ela aqui...
Faz também bastante tempo que eu não vejo o Drake, desde que ele... A gente... Brigou, traduzindo, mais ou menos um mês. Sinceramente eu acho melhor assim, ele não é apaixonado por mim nem nada, então eu só iria me iludir e me machucar, não preciso disso.
O Nik deu um jeito de conseguir os caixões de volta... Quase todos. Kol e Finn voltaram! Nossa família está quase completa. Eu sei que ainda está faltando um caixão, mas o Nik nunca me disse o que tinha nele... Quem estava nele.
Ah, quer saber? Foda-se.
Me levantei, fui tomar um banho e botei uma roupa, em seguida desci as escadas e peguei uma bolsa de sangue. Comecei a secar a mesma quando Nik veio me incomodar.
—Como vai, little sistah?
—Pior agora. — Respondi seca.
—Então, ao que devemos esse mal humor matutino?
—Ao mesmo motivo de um mês atrás, Nik.
—Se refere à partida de Melissa ou à briga com seu... Hm, namorado? — Perguntou ele com um sorriso sínico e maldoso no rosto.
Levantei rapidamente meus olhos esperando pelo pior:
—O que você fez com o Drake? — Perguntei já alterada.
—Ah, não se preocupe, só dei um jeitinho para que ele saiba tomar suas decisões corretamente.
—Nik, o que isso quer dizer?
—Você verá em breve.
Eu revirei os olhos levantando da mesa e indo em direção à porta. Tenho que ir à mansão Salvatore ver se Drake ainda está vivo. Eu juro, se Niklaus encostou um dedo sequer nele eu...
—Até breve, little sistah.
—Vai pro inferno, Nik. — Bradei antes de sair porta afora.
POV Damon
Merda, já faz um mês desde que a Original se foi! Um mês cheio de mau humores e mau humorados, de foras da Elena e de demonstrações de carinho, ela é bipolar, só pode!
Um mês sem ter notícias do Stefan, sim, o meu amado irmãozinho resolveu desaparecer. Um mês com o meu melhor amigo retardado desaparecido e um mês do Ric dizendo "agora não, Damon", ele só quer saber de sair com a tal da Meredith. Nem para se prestar a me ajudar a procurar o Drake.
Me levantei, tomei um banho e fui pegar uma bolsa de sangue lá em baixo, no porão. Estava só com uma toalha enrolada na cintura, mas assim que eu comecei a subir as escadas para o primeiro andar a toalha caiu. Eu fiquei com preguiça de me abaixar e pegar, estava sozinho em casa mesmo, Drake e Rachel desapareceram. É, eu estou preocupado com o filho da puta, mas não com a vadia. Já falei que não gosto dela, né?
Assim que pus os pés no primeiro andar a porta de entrada se abriu e Elena entrou. Ela fechou a porta e assim que olhou para mim ficou me fitando, sua boca fazia um perfeito "O" e ela não conseguia parar de olhar para o meu comparsa.
—Grande, né? — Eu falei, tirando ela daquele transe e sorrindo pela cara que ela fez.
Assim que ela percebeu que estava encarando, se virou rápido de costas e botou a mão na frente dos olhos.
—Você ouviu a porta abrindo! — Ela falou. — Podia ter ido colocar uma roupa.
—Você devia aprender a bater, imagina se eu estivesse... Indecente.
Eu usei minha velocidade vampiresca para voltar e pegar a toalha que tinha caído. Assim que voltei Elena continuava parada do mesmo jeito. Ela nem percebeu que eu havia saído.
—Vai botar um roupa!
—Calma, pode abrir os olhos.
—Não! Você só quer que eu veja mais.
Eu ri. —Não, Elena... Tá, eu quero, mas já to de toalha.
Ela se virou e destapou os olhos devagar, logo depois suspirou.
—Se quiser ver mais eu tiro a toalha.
—NEM PENSE NISSO!
Eu revirei os olhos, ainda sorrindo e comecei a beber minha bolsa de sangue.
—Então, o que quer? — Perguntei.
—Vim ver como você esta.
—Elena, você 'vem ver como eu estou' quase todo o dia a mais ou menos um mês. Traduzindo, desde que o Stefan desapareceu. Não se preocupe, porque se ele voltar eu não vou fazer questão de te esconder isso.
—Damon, não ouse pensar que eu venho aqui porque eu tenho esperanças que o Stefan volte, sim, eu tenho, mas eu venho por você, para ver como você está, porque a mais ou menos um mês você anda mau humorado, ranzinza, meio assassino, sombrio E EU NÃO GOSTO DISSO!
—Quer ter certeza de que eu não vou matar ninguém? Sinto te informar, mas eu ainda sou um vampiro, Elena, e vampiros matam pessoas. E, quer saber, eu TENHO O DIREITO de estar mau humorado porque A MAIS OU MENOS UM MÊS meu melhor amigo desapareceu, A MAIS OU MENOS UM MÊS meu companheiro de bebida começou a namorar e esqueceu da minha existência, A MAIS OU MENOS UM MÊS meu irmão sumiu da face da terra sem dar notícias, A MAIS OU MENOS UM MÊS A MELISSA FOI EMBORA... — Suspirei, desconcertado. — E a mais ou menos um mês você vem me tratando como se eu fosse seu porto seguro, e isso dói, Elena, porque eu te amo e sei que você não sente o mesmo por mim.
—TALVEZ EU SINTA, DAMON, TÁ LEGAL, TALVEZ EU SINTA!
—Hãm?
Pera, ela disse isso mesmo, eu devo ter ouvido errado, ela... Ela não...
—Eu não sei... Eu to confusa... Eu não sei o que eu sinto por você, eu só sei que é forte e eu tenho medo disso! Mas... Eu nunca deixei de amar o Stefan, eu... Eu... Eu só to confusa, Damon, não me pressiona, por favor.
Eu andei até ela e a abracei forte. Ela encostou a cabeça no meu ombro e apertou as mãos contra o meu peito. Assim que ela levantou a cabeça os nossos olhos se encontraram e eu levei a minha boca devagar até a boca dela. Ela aceitou, retribuiu, a gente se beijou lenta e docemente até que ela se afastou meio ansiosa.
—Eu... Eu tenho que ir. — Ela disse, andando rápido até a porta.
Ela saiu em passadas pesadas enquanto eu fiquei estático encarando a porta.
Acabei de ouvir da mulher que eu amo que talvez ela esteja finalmente começando a me amar, então por que ainda me sinto tão sem ânimo?
POV Elijah
Estava nos jardins da mansão quando vi um vulto passar rapidamente. Usei toda a minha velocidade vampiresca para o seguir.
Ao prensar o vulto contra a parede pude perceber quem era.
—O que quer aqui? — Perguntei secamente.
—Ainda tenho esperanças de que a toda poderosa volte.
—Você não vai chegar um centímetro que seja perto de minha irmã, entendeu?
—Ah, Elijah. — Disse, pondo a mão levemente sobre o meu rosto. — Nós somos muito mais próximas do que você imagina.

Segurei sua mão com força e olhei no fundo de seus olhos ao perguntar:
—O que realmente você quer aqui, Katerina?
—Não se preocupe, docinho, não pretendo matar seu irmão, eu sei que isso te magoaria e a última coisa que eu quero é te magoar, Elijah, eu nunca deixei de te amar.
Meu coração apertou, como Katerina pode ser tão mentirosa? Soltei sua mão rapidamente e falei, me virando de costas:
—Vá embora daqui antes que eu resolva alertar Niklaus sobre suas visitas.
Antes que percebesse ela já havia desaparecido. Katerina nunca deixou de mexer comigo, mesmo embora eu odeie Katherine Pierce.
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