Redemption - A Renascida do Inferno
35 I'm here without you, baby.
Notas iniciais
POV Rebekah
Acordei no outro dia me sentindo no fundo do poço. Afinal, estou mais braba comigo mesma ou com a Melissa?
Ela é minha irmã e, não que eu goste, mas, ela se tornou uma das minhas melhores amigas. Eu fico me perguntando quem seria tão importante para fazer Melissa largar tudo e todos aqui em Mystic Falls.
Me levantei, enchi a banheira e resolvi tomar um longo banho. Assim que saí do banho penteei meu cabelo, me enrolei na toalha e fui para o meu quarto procurar uma roupa. Me vesti e desci para almoçar.
Assim que eu cheguei na cozinha o Nik e o Elijah me olharam meio deprimidos.
—Ela dava vida pro lugar, eu sei. — Eu disse, indiferente, me sentando a mesa e não olhando diretamente para eles.
—Como você está, Rebekah?
—Eu to ótima, Elijah, por que não estaria?
—Talvez porque sua melhor amiga, vulgo irmã, foi embora e você nem sequer se despediu dela. Você é mesmo uma ótima irmã, little sistah.
—Ninguém pediu sua opinião, Nik. —Eu disse, ainda sem olhar diretamente para nenhum deles, olhando sem vontade a bolsa de sangue que a empregada colocara em minha frente.
Em um acesso de fúria joguei a bolsa de sangue longe e bati as mãos na mesa, me apoiando para levantar.
Andei em passos pesados até a porta quando o Elijah apareceu na minha frente do nada. Ele pôs a mão atrás da minha cabeça fazendo eu me encostar em seu ombro. Eu não aguentei e comecei a chorar enquanto ele me abraçava. Comecei a bater de leve em seu peito para extravasar.
—Eu odeio ela, Elijah, ODEIO, ODEIO, ODEIO! — Eu dizia, chorando e batendo no peito dele.
Ele apertou o abraço mais forte, o que me fez chorar ainda mais.
—Eu também não queria que ela fosse, Rebekah.
Nik se aproximou da gente e me olhou com lagrimas se formando nos olhos dele.
—Como ela se atreve a fazer isso conosco?
Eu me soltei do Elijah e nós olhamos pro Nik com cara de desentendidos.
—Eu vou dar uma lição nela. — Bradou.
Dei um passo a frente com o olhar claramente perturbado.
—O que você disse, Nik?
—Eu vou fazer ela se arrepender, Rebekah, foi isso o que eu disse.
—Niklaus, se você tocar na minha irmã eu te mato com as minhas próprias mãos.
—Presumo que Rebekah esteja certa, meu irmão, não posso permitir que faça algo contra a pequena Melissa.
—Não sejam tão dramáticos, alguns séculos em um caixão vai bastar pra botar ela em seu devido lugar.
Eu ia parar na frente do Niklaus para dizer claramente para ele não machucar a Mel, mas eu me assustei ao perceber o olhar do Elijah.
Em fração de segundos Elijah prensou o Nik contra a parede, pressionando seu braço contra o pescoço dele. Elijah raramente perde a compostura, é assustador ver ele assim. Seus olhos estavam começando a assumir a forma vampiresca.
—Receio dizer, Niklaus, que se você encostar um dedo sequer na garota eu não responderei por mim mesmo.
Nik o empurrou de leve para ele se afastar, Elijah o encarava como se fosse o matar a qualquer momentos. Nik bufou e saiu da mansão em passadas pesadas.
—Obrigada por defender a Mel.
—Não precisa me agradecer, Rebekah, eu só fiz o que qualquer irmão faria pela irmã mais nova.
POV Damon
Depois que a Original foi embora não consegui dormir direito, me deitei e fiquei encarando o teto.
Quando era meia noite percebi que eu não conseguiria mais ficar em casa então fui para o bar beber. Eu não estava nos meus melhores dias, o mau humor parecia ter tomado conta de mim, não convidei nem o Ric nem o Drake para irem comigo, fui sozinho, não estava a fim de conversar com ninguém. Não muito tempo depois uma garota linda começou a dar em cima de mim.
Eu e a tal de... Como é mesmo? Ah, sim, Lizie, passamos a noite juntos, mas por algum motivos o sexo foi horrível, eu não estava excitado, nem animado, eu estava completamente indiferente. Depois da transa eu cochilei um pouco, mas acordei poucas horas depois. Não me acordei por vontade própria, a Lizie me acordou beijando o meu abdome e descendo os beijos devagar.
Neguei um segundo round e fui tomar um banho. Enquanto a água caia morna sobre meu corpo comecei a lembrar de quando eu cheguei em Mystic Falls, queria acabar com a vida do Stefan, depois lembrei da volta da Katherine, o que marcou bastante já que meu primeiro beijo com Elena fora... Falso. Então lembrei da chegada do maldito do Elijah, depois do Klaus, aí a Barbie Klaus e quando eu achava que não podia piorar apareceu a Melissa. A primeira original, sociopata, metida, arrogante, sádica, sarcástica, irônica, poderosa, divertida, inteligente, gostosa e extremamente sexy.
Balancei a cabeça para espantar esses pensamentos, terminei meu banho e fui para o meu quarto, sem cueca, só com uma toalha enrolada. A Lizie me olhou de cima a baixo e deu um sorriso safado.
—Você foi a melhor transa de toda a minha vida. — Ela me disse, mordendo o lábio inferior.
—Eu sei. — Respondi frio.
—Ai, Damon, você podia ser mais amoroso.
—Não, Lizie, eu não podia.
—É LINDSAY!
—Tanto faz, dá o fora daqui.
Ela me olhou boquiaberta, se vestiu e foi embora o mais rápido que conseguiu.
Eu me vesti e resolvi ir pro Grill beber. Chegando lá eu vejo o Drake, também meio pra baixo, porém num estado bem melhor que o meu.
—Que foi? — Perguntei, me sentando ao lado dele.
—Incrível como uma única pessoa faz uma cidade inteira parecer mais viva.
—O irônico é que essa pessoa está, tecnicamente, morta.
—Sabe... A gente conversava muito...
—Saudade, já?
—Vai dizer que não tá?
—Vou. — Respondi cabisbaixo fitando o chão.
Ele me olhou com uma cara de ‘não me venha com essa’ e ficou me fitando.
—Tá, talvez só um pouco.
Ele continuou a me fitar e eu senti o sangue subir a minha cabeça.
—Tá legal, cara, eu to com saudade! Ok?
Nossas bebidas chegaram e comecei a beber. Sinto como se hoje eu não fosse ter hora para parar.
Nós viramos os copos e pedimos mais logo em seguida, eram Rum, a Original adora essa bebida, bom, acho que ela adora qualquer coisa que seja mais forte que Whisky.
Antes da segunda rodada chegar eu olhei para o Drake com cara de duvida, estava sentindo que a qualquer momento ele voltaria a falar da Original e eu não estava afim de entrar nesse assunto. Pensei em algo que pudesse prender seus pensamentos e perguntei:
—Cara. Você voltou mesmo com a Rachel?
Ele me olhou meio espantado, acho que não estava esperando que eu fosse perguntar isso. Depois de um longo suspiro ele disse:
—Dam, vou te falar a real, a Rachel foi o amor da minha vida, ainda é... Eu acho. Tipo, o que eu sinto por ela não é mais o que eu sentia antes, mas eu ainda sinto algo... É que eu tava meio que começando a gostar da Rebekah, mas... AFF! Quer saber? Que se dane, esquece o que eu falei, eu não sinto merda nenhuma e eu e a Rebekah nunca iríamos dar certo.
—Ah, saquei, então você sentiu ciúmes dela com o Matt aquele dia porque não sente merda nenhuma? — Perguntei inexpressivamente fitando meu copo.
Ele me olhou com um olhar fuzilador e disse:
—Eu não devia ter te contado isso.
—Tarde demais, Pocahontas.
—Vai se fuder, Damon. Você é o pior melhor amigo do universo.
—E mesmo assim você me ama, vai negar?
—Nossa, que gay. —Disse uma voz sarcástica vinda de trás de mim.
Essa voz, esse comentário, não pode ser, será? Ela voltou?! Eu me virei com expectativa, jurando que iria ver a Original ali parada, com as mãos na cintura e um sorriso no canto da boca, mas assim que eu vi quem era eu senti uma imensa vontade de enfiar uma estaca em meu próprio coração.
—O que ta fazendo aqui, Katherine? —Perguntei, revirando os olhos.
Como eu posso ter esquecido que as vozes delas são tão parecidas?
Ela olhou o Drake com malicia e disse:
—Você deve ser o melhor amigo gato.
—E você deve ser a ex-namorada vadia.
—Vejo que já me conhece.
—Como não conhecer Katherine Pierce?
Ela deu um sorriso de canto de boca e disse:
—Gostei de você, garoto. — Logo em seguida ela ficou seria de novo e se virou pra mim, colocando uma mão na cintura. —Temos que conversar.
Depois de uma conversa sobre 'Klaus vai matar o Stefan por ele ainda ter o caixão do Kol e temos que salvá-lo' Katherine mencionou algo sobre ela conhecer a Original melhor do que eu pensava. Ela deu a entender que algo horrível aconteceria. Saí de lá furioso com ela, fui para a rua e fiquei parado sob a chuva.
—Você não pode dar ouvidos à Katherine, Damon. — Disse Drake vindo atrás de mim.
—Você acha? — Eu disse, finalmente abrindo os olhos e olhando para ele.
—Tenho certeza, ou você acha que vale a pena escutar vadias manipuladoras com a chavasca de ouro?
Uma risada saiu contra a minha vontade enquanto eu levantava minhas mãos para sentir melhor a chuva.

—Realmente, ela foi a melhor que levei pra cama até agora. — Eu disse em tom divertido olhando para o céu nublado.
Ele rui também dando tapinhas em minhas costas, sem mais nem menos andei até meu carro e ouvi ele dizer:
—Aonde vai?
—Dar um tempo de tudo aqui.
POV Drake
Acordei meio para baixo pela partida da Baixinha, eu e ela ficamos amigos, a gente conversava todo dia e, por incrível que pareça, isso só acontecia porque ela me obrigava. Ela queria ‘botar um pouco de juízo na minha cabeça oca’ com ela mesma dizia. Na verdade ela só tentava me mostrar o quão incrível é a irmã dela. Bom, ela conseguiu.
De qualquer maneira: Fui para o Grill beber e Damon chegou depois, conversamos, conheci a vadia da Katherine e tentei animar Damon depois que ela deixou ele ainda mais para baixo...
Depois que ele foi para sei lá onde eu olhei para o lado e vi ao longe uma loira muito, muito gostosa com uma garrafa de vodka na mão, andando devagar e meio depressiva sob a chuva, bebericando a garrafa aos poucos.
Eu corri pra alcançar ela e a puxei pelo braço, ela se virou bruscamente e me olhou com um olhar assassino.
—O que você quer? — Ela perguntou, alterada e claramente bêbada.
Estava chovendo, mas dava para ver que as gotas no rosto dela não eram só da chuva.
—Te ajudar. — Eu disse, serio.
—Acho que você já me ajudou muito até hoje, não é mesmo, Drake?
Ela tentou soltar o pulso dela, que eu ainda segurava, mas apesar de ela ser uma original, ela estava sem força, acho que a força dela se esvaiu a medida em que ela bebia, isso sempre acontece comigo, me pergunto quantas garrafas ela já secou hoje.
Ela pisou no meu pé e tentou ir embora, mas estava cambaleando. Eu fui rápido e a peguei no colo. Ela começou a bater em mim, mas estava fraca demais. Botei-a no meu carro e a levei para casa... Minha casa.
Ao entrar levei Rebekah para o meu quarto, peguei uma toalha e tirei a roupa dela. Deixei ela só de lingerie, que por acaso era muito sexy. Comecei a secar o corpo dela e ela começou a fazer uns gemidos baixinhos enquanto dormia à medida que a toalha tocava algumas partes do corpo dela. HEY, EU NÃO FIZ NADA INDECENTE!!
Eu estou me segurando para não agarra-la e ela resolve gemer? Ta pedindo pra ser estuprada. OK, para, Drake, se controla...
Não me aguentei e deitei do lado dela. Ela praticamente se enroscou em mim, deitou sobre o meu peito enquanto eu acariciava o cabelo dela. Eu queria fazer alguma coisa pra ajudar ela, mas não sabia o que... Acabei pegando no sono.
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