Redemption - A Renascida do Inferno
29 Coração mole?
Notas iniciais
POV Rebekah
Eu e Matt saímos do Grill, minutos depois chegamos nas cachoeiras místicas. Descemos do carro e fomos para a beirada, onde haviam aquelas barras de ferro...
Matt olhou bem no fundo dos meus olhos e disse:
—Pensa em uma tarde agradável pra você, do jeito que você quiser.
—Como assim? —Eu ri, o que ele queria dizer com aquilo?
—Só faz o que eu to dizendo, e não me diz nada, só pensa nisso e fecha os olhos.
Fechei os olhos e comecei a pensar, uma tarde bonita, eu, sem o meu anel da luz do sol, debaixo de uma arvore, os pássaros cantando. Me lembrei dos meus tempos de humana...
—Agora abre os olhos. —Ele disse.
Eu abri e vi uma linda névoa azul bebê saindo da cachoeira, meus olhos ficaram encantados.
—A cachoeira reflete em cores a pureza do seu pensamento. — Ele disse.
—E o que isso quer dizer? —Eu perguntei.
—Azul é a cor da tranquilidade, da serenidade, da paz, harmonia, calma, sabedoria... Agora, pensa em alguma coisa que te inspira.
Eu o fiz, não sei porque, mas borboletas me inspiram, eu tenho inveja da liberdade delas, da beleza...
—Abre os olhos.
Eu abri, agora a névoa estava amarela. Um amarelo bonito, vívido.
—Amarelo é a cor da criatividade, da inspiração, da concentração, do bom humor... Agora pensa em algo que você gosta.
Eu fechei os meus olhos, mas não precisaria, tem uma pessoa que eu gosto bem na minha frente. Os olhos azuis dele vieram na minha mente, depois vislumbrei os olhos azuis acinzentados da Melissa, em seguida eu vi o sorriso do Elijah, depois vi...
Eu abri os olhos rápido e olhei para o Matt.
—Por que a gente ta fazendo isso afinal?
—Do rosa ao vermelho. — Ele disse, calmo. —Rosa é a cor do romance, do afeto, da amizade, da sensibilidade, a cor de um amor quase inocente; Vermelho é a cor do amor ardente, do sexo...
—Matt! Pra que eu to fazendo isso?
—Pra você ver que você não é uma pessoa ruim, Rebekah. Quando eu te disse pra pensar em uma tarde agradável, você podia ter pensado em sangue, em matança, poder. Quando eu pedi pra você pensar em algo que te inspira, você poderia ter pensado em dinheiro, fama, bens materiais e... Quando eu te pedi pra pensar em algo que gosta, você pensou no amor.
—Eu...
—Você é uma pessoa melhor do que eu podia imaginar.
Nós olhamos para o lado ao mesmo tempo e percebemos que a cachoeira estava transitando de branco, devido a minha confusão, a um rosa, mais puxado para o vermelho.
—Acho que isso quer dizer que você gosta de mim. —Eu falei, voltando a olhar para ele e dando um leve sorriso.
—Posso dizer o mesmo. —Ele disse, dando um sorriso cativante.
Bem na hora o meu celular tocou, era a Melissa. Pedi para o Matt me levar para casa e assim ele o fez... Depois de um longo tempo.
Assim que cheguei me deparei com um lindo quarto novo, porém minha irmãzinha não se encontrava mais lá e nem atendia o celular.
Por algum motivo eu me sentia calma, não estava mais braba pelo que a Rachel disse e... Me sentia meio culpada por Nik ter quebrado o pescoço do Drake. Resolvi ir na mansão Salvatore para pedir desculpas, porém quando cheguei lá foi a Rachel que abriu a porta.
—O que você quer? — Ela perguntou.
—O Drake ta aí?
—Pra você? Não.
—Draaaaaaake. —Gritei ignorando-a.
—Rachel, sobe. —Ele disse parando na minha frente.
—Não mesmo.
Ela viu que ele estava sério e resolveu subir, afinal, qual o problema dele?
—O que foi? — Ele perguntou, frio.
—Ok, eu IA pedir desculpas pelo meu irmão ter quebrado seu pescoço, mas você ta brabinho, então não vai rolar. — Eu disse, dando um sorriso falso e dando meia volta para ir embora.
—Tá! Pode voltar a ter uma tarde perfeita com o seu príncipe encantado. — Disse ele, com a voz elevada, mas não gritando.
—O que você disse?
—Você ouviu! Vai lá com o Matt, vai.
—Você é mesmo um idiota. O Matt é meu amigo!
—“Acho que isso quer dizer que você gosta de mim”; “Posso dizer o mesmo.” — Zombou, imitando nossas vozes.
—Você nos seguiu? —Perguntei, incrédula.
—Não, eu fui atrás de você, mas já percebi que eu não devia ter feito isso.
—Eu digo o mesmo, não devia ter vindo pedir desculpas e quer saber? Meu irmão disse que gosta de você, acho que é porque os dois são egoístas manipuladores, narcisistas que só olham pro próprio umbigo.
POV Melissa
Depois de ligar para a Rebekah fui fazer compras para uma rápida mudança em nossos quartos, mas não iria esperar para ver a reação da minha irmãzinha. Resolvi então dar um pulo no apartamento do Vincent.
—Olá, senhorita. —Disse ele quando abriu a porta.
—Olá, senhor.
Eu entrei e me joguei no sofá.
—Ahhh, to cansada.
—Por quê?
—Bom, eu tive uma DR com a minha irmã, o que foi bem exaustivo, depois fui com um inimigo da família tentar salvar meu irmão, chantageei um estripador, fiz compras, compeli umas 200 pessoas a redecorarem meu quarto, e agora to aqui.
Ele se sentou no sofá e passou o braço sobre meus ombros.
—Sabe. —Ele disse. —Já tava ficando com saudade.
—Não vamos ser melosos, eu odeio isso.
—Ta bom, nada mais justo.
Eu suspirei, de alguma forma eu estava aliviada, estava feliz... E sabia exatamente o porquê.
—Ah, Vincent, eu to feliz, finalmente vamos ter o Elijah de volta.
—Você ama mesmo o seu irmão, hein.
—Não exatamente, não vejo ele como irmão, é que tipo, quando eu cheguei o Elijah me tratou melhor que todo mundo, ele foi um verdadeiro príncipe. Ele não me julgou, não me criticou, ele foi simplesmente... Bom. Fora o fato de que ele é inteligente, culto, honrado, nobre, elegante...
—Ei, vai com calma, assim eu vou ficar com ciúme. Eu sei como os homens olham pra você, ele não deve ser diferente.
Eu arregalei os olhos e arqueei as sobrancelhas. Como ele OUSA insinuar isso? Elijah honra a família mais que tudo, eu posso não ver ele como um irmão, mas sei que para ele eu sou apenas sua irmãzinha mais nova.
—Ok, agora você foi um completo idiota. — Eu disse, me levantando e andando até a porta e batendo a mesma com força.
POV Neutro
O que aparentava ser uma pequena nuvem de fumaça pairava à sua frente o mostrando o que acabara de acontecer com Melissa. Ele cerrava os punhos com força enquanto seus lindos olhos verdes cintilavam de ódio.
—Vadia. — Disse a ruiva ao seu lado. —Ter sentimentos pelo próprio irmão? Isso é nojento.
—Cale a boca. — Disse o homem. — Ela não sente nada por ele além de gratidão. Vai dizer que em todos seus anos de convivência com ela você nunca percebeu que ela tem coração mole?
—Uma garota de coração mole não mataria o suposto amor de sua vida.
—Você tem uma parcela de culpa nisso.
—Não posso dizer que me orgulho. Eu realmente amava Gianni... Hey, quando irá cumprir sua parte no acordo?
—Assim que você cumprir a sua e Melissa estiver em minhas mãos.
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