Redemption - A Renascida do Inferno
32 Cannibal.
Notas iniciais
POV MELISSA
Niklaus me levou para um pub na cidade vizinha. Ele disse que eu poderia beber o quanto quisesse contanto que apagasse a memória das bolsas de sangue humanas depois.
Eu o fiz, mas não precisei apagar a memória de ninguém já que matei todos dos quais me alimentei. Niklaus parecia ao mesmo tempo receoso e orgulhoso. Eu não tinha medo de ser o monstro que nasci para ser, acho que isso o admirava.
—Você é uma canibal, littlest sistah. — Dizia ele sorrindo enquanto eu drenava o sangue de uma garota loira que me lembrara Rachel.
Tirei minha cabeça do pescoço da loira e deixei a mesma cair sem vida no chão. Olhava para Niklaus com uma cara divertida, minha face vampiresca á mostra, minhas presas, maiores que as de vampiros comuns, se destacavam.
—Você ainda não viu nada, irmãozinho.
Uma música tocava enquanto eu drenava o sangue de mais pessoas. Senti uma mão pousar sobre o meu ombro. Quando me virei dei de cara com Elena, sua expressão dizia o quanto ela não gostava de ver o que eu estava fazendo.
—Você não pode continuar fazendo isso com essas pessoas. — Falou furiosa.
Dei um sorriso de canto de boca enquanto segurava um rapaz loiro quase sem vida em meus braços.
—Aguarde e verá. — Disse, logo antes de abocanhar novamente o pescoço do loiro e drenar totalmente todo seu sangue.
Deixei o corpo cair no chão, perto dos pés de Elena, que assustada dera um pulo para trás. Ela parecia estar vendo um monstro, o que de fato eu sou.
—Você é pior que o Klaus! Se não parar com isso vamos achar um jeito de matar você! Não vou deixar que continue matando pessoas inocentes ao seu bel prazer.
—Isso é uma ameaça, Elena? Contra uma Original? — Perguntei sem acreditar no tamanho de sua petulância.
Dei uma risada incrédula e depois um sorriso maligno surgiu em meus lábios. Comecei a dar passadas pretensiosas em sua direção. Por sua vez, a cada passo que eu me aproximava ela tentava se afastar.
Usando minha velocidade vampiresca apareci atrás dela e mordi seu pescoço com força e vontade. Comecei a sugar seu sangue e não pretendia parar, porém fui empurrada antes de matar a doppelganger sonsa da minha irmã.
Olhei com um olhar fuzilador a quem havia me empurrado.
—Você está louca, Mikaelson? — Perguntou ele abrindo seu pulso com a boca, dando sangue à Elena e olhando para mim logo em seguida.
Passei a língua por todo o meu lábio inferior, que estava coberto com o sangue da Gilbert.
—Melhor não entrar no meu caminho hoje, Salvatore, estou me sentindo um pouco... Canibal. — Adverti dando as costas e cravando meus dentes no pescoço da primeira pessoa que vi na minha frente.
Nada estava me saciando, meu interior queimava com a necessidade de sangue. Isso nunca havia acontecido antes, pelo menos não com essa intensidade. O mais próximo que passei disso foi superado facilmente com uma boa dose do sangue da bruxa mais poderosa que existe.
Sangue realmente nutritivo, é disso que eu preciso. Preciso de sangue de bruxas e lobos.
—Niklaus! — Chamei.
—O que foi, littlest sistah? — Perguntou ele.
—Me desculpe, mas eu preciso da sua ajuda. — Falei antes de pular em seu pescoço e começar a sugar intensamente seu nutritivo sangue híbrido.
O choque fez ele paralisar. Provavelmente ele não conseguia acreditar que eu estava sugando seu sangue, mas essa queimação dentro de mim é tão desesperadora que faria qualquer coisa para que ela parasse.
Damon me puxou pelo ombro e olhou fundo em meus olhos.
—Você está fora de controle! Ele é seu irmão, você não tem coração?
—Eu tenho coração, juro que tenho, mas não quando se trata de você, baby. — Falei fazendo uma citação à música que tocava na hora e atacando seu pescoço logo em seguida.
De algum modo a queimação começou a diminuir. Acho que foi o sangue de Niklaus. Voltei à minha face humana e larguei Damon, que começara a me olhar cheio de fúria.
—Você é mesmo um monstro. — Ele falou com desdém no olhar.
Dei um sorriso de canto de boca e falei:
—Não se superestime, Damon, você não é nada diferente de mim.
Ele chegou com o rosto mais perto do meu, quase encostando nossos narizes e sussurrou:
—Eu te odeio, Mikaelson.
Em seguida virou de costas, pegou a mão de Elena e a levou consigo.
—Também te odeio, Salvatore! — Gritei de volta em tom divertido usando essa frase como um ‘tchau’ antes de voltar a beber sangue humano, porém fui abordada por uma voz conhecida.
—Eu sabia que se você e Niklaus viessem sem uma companhia responsável alguma coisa daria errada.
—Minha fome não passa. — Confessei.
—Eu sei, é por isso que trouxe duas bruxas comigo. Estão esperando no carro.
Todo bom vampiro sabe que sangue de bruxa realmente é muito nutritivo. Dei um largo sorriso e o segui até seu carro.
—Obrigada, Elijah. — Agradeci antes de começar a beber o sangue das bruxas.
Drenei as duas e jogamos os corpos na estrada. Estava finalmente começando a voltar ao normal, Elijah, um cavalheiro como sempre, me ofereceu seu sangue. Fiquei meio envergonhada, afinal compartilhar sangue com outro vampiro é algo meio... Pessoal.
Embora eu tenha acabado de beber do Niklaus e do Damon, eu os ataquei, foi diferente, Elijah está solenemente se oferecendo para doar sangue a mim.
Abaixei meu rosto tentando esconder a coloração rosada que minhas bochechas adquiriram e neguei educadamente.
Ao chegar em casa fui diretamente ao meu quarto, queria ficar um pouco sozinha depois de tudo isso. Estava prestes a me jogar na cama quando vi uma foto em cima da mesma.
Meu coração acelerou, ficou apertado. Não podia ser verdade... Ela não poderia estar viva...
Saí do quarto exasperada e fui para a sala da mansão. Parando no centro da mesma dei um grito o qual poderia ser ouvido do outro lado do mundo.
—EU JURO POR TUDO QUE HÁ DE MAIS SAGRADO QUE VOU ARRANCAR A CABEÇA DE QUEM QUER QUE SEJA QUE TENHA COLOCADO ESSA FOTO EM CIMA DA MINHA CAMA!
POV Damon
Levei Elena para casa e me desculpei pelo que aconteceu, por não ter protegido ela devidamente.
—Ela não pode ser a mesma garota dos meus sonhos, não pode! A garota com a qual eu sonhava era doce, boa, amável, ela é só uma arrogante, inconsequente, maldosa, independente, sem sentimentos e sádica.
—Elena... — Falei tocando levemente seu rosto. — Por favor, não fale mal dela. Eu não sou diferente dela, ela não é diferente de mim. Você mesma diz que eu insisto em esconder meus sentimentos atrás de uma muralha invisível. Tenho certeza que com ela é a mesma coisa. Ontem, por alguns segundos, ela pareceu tão frágil que...
Me detive antes de dizer aquilo... Eu realmente senti vontade de proteger ela? Eu, Damon Salvatore me encontrei querendo proteger alguém que exporia a vida de Elena a grandes riscos. O que está acontecendo comigo?
—Ontem? Depois de tudo o que ela fez você continua... AF, Damon!
—Hãm?
Ela, sem mais nem menos me deu um tapa. Eu fiquei estático, não estava entendendo mais nada.
—O que foi isso, Elena? — Perguntei furioso.
Ela não respondeu, simplesmente foi para seu quarto dando passadas furiosas.
Voltei para casa e Stefan, que já tinha voltado, começou a fazer milhares de perguntas sobre Elena. Eu estava mal humorado, então mandei ele se foder e subi as escadas.
Uma coisa não saía da minha cabeça desde ontem... Meu beijo com Melissa. Mesmo ao lado de Elena não consegui parar de pensar no quão delicioso seu beijo era... Merda.
POV Rebekah
Ouvi Melissa gritar do andar de baixo e fui até lá. Ao descer vi todos reunidos. Ela, Nik e Elijah. Acho que nunca a vi tão furiosa e perturbada em toda a minha vida, ela com certeza arrancaria o coração do primeiro que ousasse desafia-la agora.
Ela fez um inquérito, perguntou se algum de nós havia posto aquela foto na cama dela, perguntou se conhecíamos a garota da foto e perguntou se vimos alguém entrar na casa ultimamente.
Nenhuma das respostas foi útil a ela. Afinal, quem é a garota da foto?
Sem fazer perguntas a acompanhei até seu quarto e convenci ela a descansar, ela se exauriu hoje, ela vem se exaurindo há muito tempo.
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