Redemption - A Renascida do Inferno
54 A Face da Morte - Parte II
Notas iniciais
—SOLTA O MEU IRMÃO! — Gritei.
—Irmão? Vocês NÃO SÃO irmãos, não dividem o mesmo sangue.
—Não me importa, nada disso importa, Niklaus é meu irmão, agora solte ele sua vadia desalmada!
Não acredito que disse isso, mas... O simples pensamento de perder o Nik me mostra que, sim, eu me importo com ele. Que apesar de tudo, apesar de todas as brigas, dos importunos e do fato de realmente não compartilharmos o mesmo sangue, Niklaus é, realmente, meu irmão.
Espera... EU CONSEGUI! Distraí a Esther o suficiente para ver a barreira vacilar, corri para passar pela mesma, mas... Um baque. Voei longe novamente.
MERDA! Ela ainda estava de pé. Pelo menos o Nik conseguiu se soltar e correu para quebrar o pescoço da Esther. Com o susto ela caiu sentada no chão, porém a vadia tinha outra barreira invisível em volta dela, então quase instantaneamente o Nik correu em direção à Rebekah, pegou ela no colo e jogou ela com força em minha direção.
Peguei minha irmã nos braços e em seguida comecei a sentir uma leve dor na cabeça...
A barreira não deveria permitir a saída dos vampiros, mas ela é mais reforçada por fora do que por dentro, o objetivo principal dela era manter você longe. Além do mais, a concentração da Esther foi quase totalmente quebrada. Continue fazendo de tudo para impedir ela, nós já estamos chegando.
Essa voz... Olhei para Rebekah, que estava desmaiada em meus braços, olhei em volta, mas não vi ninguém. Eu conheço essa voz... Pele morena, cabelos lisos, irritantemente confiante nas próprias habilidades... A BRUXA BENNETT!
Corri tão rápido que perdi a casa das bruxas de vista em menos de um segundo, deixei Rebekah em um lugar seguro e voltei quase imediatamente para lá. Eu ainda tenho que atrasar a Esther; por mais inútil que uma bruxa novata possa ser tenho que admitir que a Bennett tem potencial.
Chegando lá, vi Esther já de pé, o Nik flutuando, o Finn e o Vincent tentando, com pouco êxito, segurar ele. Ela recomeçava o feitiço, oh, por favor, não, o Nik não pode morrer.
—Esther, PARA! — gritei.
—Phesmatos bestiam tuum erit in maculis infernalis.
—Para agora mesmo!
Corri em direção à barreira de novo, mas ela não estava mais me repelindo, era apenas como uma parede invisível. Uma parede invisível muito filha da puta que não deixava eu salvar as pessoas mais importantes para mim.
—Phesmatos bestiam tuum erit in maculis infernalis.
Comecei a dar socos com toda a força que eu tinha, a barreira vacilou muito, mas ainda não dava para atravessar.
—Phesmatos bestiam tuum erit in maculis infernalis.
Os olhos do Nik assumiram a forma hibrida e os dentes ficaram a mostra, parecia que ele estava prestes a se transformar em lobisomem, Esther começou a recitar o feitiço com mais convicção. Retrocessão era isso que parecia estar acontecendo. Os olhos do Nik voltaram ao azul esverdeado de sempre, os dentes ficaram normais e ele ficou ali, parado, sem forças.
Eu tentava de todas as maneiras possíveis quebrar aquela barreira, mas parecia que nada adiantava, eu já não sabia mais o que fazer.
O Nik começou a ficar sem ar, a Esther ria feito uma maníaca.
—Você vai pagar por isso. — dizia o Nik, com dor.
—Eu venho pagando há mil anos, Niklaus.
Ele gritava mais e mais enquanto ela recitava o feitiço, a pele dele começou a murchar, eu chorava e batia desesperadamente na barreira. O Kol já foi, não posso deixar o Nik ir. O coração dele começou a pulsar forte, tão forte que era quase capaz de ver ele sob a pele. Não... Ele não estava pulsando. ELE ESTAVA SENDO ARRANCADO!
Esther estava usando uma magia para arrancar o coração de Niklaus, assim como ele fez com ela da primeira vez que a matou.
—Phesmatos bestiam tuum erit in maculis infernalis!
—NÃO! — gritei.
Era tarde, o coração de Niklaus fora arrancado bem na minha frente, ele ficou completamente cinza... Não... Não pode ser... Se o Nik morrer... todos os vampiros da linhagem dele morrem... Incluindo...
Caí de joelhos no chão, chorando desesperada, ainda tentando inutilmente destruir aquela barreira.
—Não se preocupe, ele não vai morrer. — disse a Bennett, finalmente chegando.
—Bonnie! — Gritei, me atirando nos braços dela, chorando rios de lágrimas. — Me diz que ele não vai morrer, Bonnie, e me diz que o Damon não...
—Calma, Melissa, vamos acabar com isso para salvar os seus amigos.
—Por que está me ajudando?
—Porque a Elena me pediu para salvar o Damon... Só o Damon.
Olhei para ela sem saber se ela ia simplesmente tirar ele dali e ir embora ou se ela ia me ajudar a salvar o Elijah e o Drake também.
—Não se preocupe, não deixaria o Drake morrer... Nem o Elijah.
Abracei ela de novo, ela me abraçou de volta e começou a fazer um feitiço para quebrar a barreira.
—O QUE ESTÁ FAZENDO, BONNIE? — Gritou Esther, furiosa.
—Você não era para machucar o Damon, Esther, não estava no combinado!
A bruxa Bennett estendeu a mão e a barreira começou a vacilar mais e mais, uma outra bruxa apareceu atrás da Bennett, muito parecidas, na verdade, acho que são parentes.
Não, o que elas estavam tentando fazer não era enfraquecer a barreira, era fortalecer os vampiros que ainda estavam lá dentro! Damon começou a adquirir mais cor, Drake parecia respirar melhor e Elijah já conseguia se mexer. Vincent começou a acordar do transe, os olhos dele estavam mais brilhosos.
—VINCENT! — Gritei. —Desamarra o Elijah!
Quando ouviu minha voz ele pareceu despertar, correu até o Elijah e conseguiu cortar umas poucas cordas antes do Finn segurar ele, mas deu certo, Elijah se soltou e começou a lutar contra o Finn. Socos para todo o lado, tentativas de arrancar corações, era uma briga em que não haveriam vitoriosos, pois o Finn nunca conseguiria matar o Elijah e o Elijah não mataria o irmão. Enquanto isso o Vincent soltava o Drake e o Damon, que estavam quase melhor.
Eu já deveria esperar, Damon Salvatore é a criatura mais teimosa e persistente da face da terra, assim que ele foi solto, ele correu em direção da Esther, que mal acreditava no que estava acontecendo. Assim que ele chegou perto foi paralisado e os dois sumiram no ar.
Meu desespero aumentou, eu olhei para os lados sem entender nada, corri em direção à casa e cravei minhas mãos na barreira com tanta força que ela se despedaçou quase instantaneamente. Comecei a vasculhar a casa desesperada. NADA!
—DAMON!
Assim que gritei, o Elijah se virou pra ver o que havia acontecido, então o Finn cravou as unhas no peito dele. Corri em direção aos dois com uma fúria imensa, meus olhos infernais à mostra, empurrei o Elijah pra trás com tanta força que ele atravessou a parede, peguei o Finn pelo pescoço e o prensei contra a parede.
—Onde. Está. A. Esther. — Falei, pausadamente com um tom muito ameaçador na voz.
—Não vai conseguir deter ela, criança indesejada.
Enfiei minha mão e agarrei o coração dele com força, ele gritou de dor, mas eu não mataria ele. Não agora, vou matar ele bem na frente da Esther, por hora, tenho que descobrir onde Damon está!
Usei minhas unhas para começar a arranhar o coração dele, ele estava quase chorando.
—Me diz onde eles estão se não eu mato a Esther bem na sua frente!
Ele enrijeceu e virou o rosto para o lado. Tirei minha mão do coração dele e o nocauteei. Em seguida o peguei e comecei a procurar pelo Damon.
Olhei por todos os lados daquela casa maldita, que era bem grande, ele não estava em lugar nenhum.
—DAMON! — Gritei mais uma vez, sem resposta.
Saí da casa arrastando o Finn pelo colarinho da camiseta, comecei a olhar em volta daquele mesmo terreno, nada, nenhum sinal de feitiço, nenhum sinal de Esther e nenhum sinal de Damon, sério, se eu não achar ele eu... Eu...
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