Notas iniciais
Chaos o/ Primeiro que tudo queria agradecer às pessoas que comentaram ^^ Elas alegraram muito o meu dia e me motivou bastante. Tanto quem comentou como favoritou tem um lugar no céu XD Ah, também tenho uma capa nova feita pela Cassiane Prado ^^ Então meus potinhos de chocolate, deixo-vos a sós com o segundo capítulo desta fic :)

Mas que raio é que se estava a passar ali! Blossom não conseguia acreditar no que os seus próprios olhos tinham à frente. A sua viva imagem estava bem ali alguns centímetros acima da sua cabeça. Ela tinha um divertido sorriso no rosto. Não! Não era a sua própria imagem, agora que observava em melhor detalhe, notava que havia algumas diferenças, como o seu laço que estava todo bagunçado, mas de uma forma que lhe ficava estranhamente bem, ou a cor dos seus olhos, que possuíam uma intrigante cor vermelha. Outra das suas diferenças era o cabelo. Enquanto Blossom o tinha liso e impecavelmente penteado, o da garota tinha um jeito irremediavelmente rebelde de ser. Portava um ar desafiadoramente indomável.

— Tal como esperado da autoproclamada líder das meninas superpoderosas! — Disse num tom trocista enfatizando a palavra “autoproclamada”, ao qual a ruiva original levantou uma sobrancelha.

Tecnicamente o que ela tinha dito era verdade, as suas irmãs nunca tinham dito exatamente por palavras que a consideram a líder do trio, mas ela gostava de pensar, que o motivo apesar de subentendido estava mais que óbvio. Buttercup, apesar de ter capacidade para isso, era um espirito livre e não gostava de arrecadar com todas as responsabilidades, já Bubbles era precisamente o contrário.

Era capaz de ser responsável, no entanto não achava que a sua personalidade doce conseguisse ter a firmeza o suficiente, para muitas vezes, ter que por o ponto final em conversas pretensiosas e manipuladoras. Algo que muitas vezes ela tivera que presenciar. Muitas delas por parte dos veteranos que queriam implantar as suas ideias antiquadas e assim controlar a cidade, claro que para isso nada melhor que manipular as meninas com mais influência na mesma.

No fim, Blossom sempre tinha que jogar com as palavras e fazê-los calar, afinal seria isso, ou ir por caminhos que eles definitivamente não gostariam de seguir. Ela era inteligente o suficiente para retirar informações que normalmente as pessoas não revelariam de maneira tão simples. E claro teimosa o suficiente para não se deixar derrotar por aqueles arrogantes homens.

— Então você é realmente eu! — Ainda não acreditava em toda aquela história mas ao ver a garota, que estava sentada num dos losangos alguns metros acima de si sorrir, obteve a sua resposta. — Mas como é que isso é possível. Que lugar é este? — E como em um passe de mágica a sua mente criou uma teoria tão mirabolante como toda esta situação em que se encontrava. — Por acaso você não será fruto daquele liquido estranho que me injetaram? Eu estou a alucinar?

A garota ainda sentada inclinou o seu corpo para a frente apoiando a cabeça no seu braço direito. Ela contemplava com alegria, a confusão na cara da ruiva.

— Vamos por partes, pode ser! Em primeiro lugar, sim eu sou você, mas não uma copia como já deve ter reparado. Eu sou o seu oposto! Alguém guardado no mais profundo da sua mente. Alguém que você deseja ser! — Ela falava com a firmeza que o que dizia era a verdade absoluta. — Supostamente aquela vacina deveria ser letal, mas o veneno não deveria estava acabado e assim que o líquido entrou em contacto com o seu corpo criou uma reação que provocou o meu despertar. — Cada vez se divertia mais. Agora a confusão passava a descrença. — Pode me chamar de Berserk, se preferir!

— Não acredito… — Berserk fez o sinal para que se calasse, o que a ruiva mesmo a contragosto obedeceu.

— Segundo, este lugar certamente não é o céu, mas como já disse, vai adorar a sua estadia aqui, afinal não é como já cá não estivesse estado antes. Sim! Este lugar é a sua mente, querida. Alias, nossa mente. — Vendo que agora tinha toda a atenção da ruiva desceu alguns centímetros ficando cara a cara com ela. — Sabe? Você poderia fazer um pacto comigo. Eu sei o que tem passado. Eu poderia ajuda-la.

— Pode parar ai mesmo! — Blossom interrompeu ao mesmo tempo que gesticulava para que parasse. — O que eu tenho passado? Garota, que eu saiba não tenho nada em que você me possa ajudar. Que você é o meu outro eu? Besteiras! E vamos ao caso que fosse, acha mesmo que eu iria aceitar ajuda de algo que foi criado por uma substancia que nem sei o que é? Penso que não me conhece assim tão bem como diz.

Berserk suspirou.

— Não! Eu já sabia que este primeiro contanto não ia dar em nada. Mas não me preocupo, mais tarde ou mais cedo você vai vir a mim! Eu sou a insanidade da sua consciência. É como uma droga viciante. Assim que tem uma pequena experiencia dela não consegue parar. E quer saber uma coisa? Você já está infetada.

A ruiva ia contestar quando as figuras geométricas foram gradualmente perdendo o brilho e a garota foi desaparecendo com elas à medida que dizia “ até breve”.

E tão repentinamente como começou, assim desapareceu diante dos seus olhos. Sentiu-se como se tivesse adormecido horas em cima dos seus braços. Foi necessário um pouco de concentração para mover a ponta dos dedos que pareciam adormecidos. Depois como instinto abriu os olhos o mais lentamente possível. A sua visão estava desfocada, porém conseguia distinguir uma sombra á sua frente. Ela estava agitada.

Sentia-se um pouco zonza, mas ainda assim os seus olhos começaram a focar a imagem à sua frente, e pouco tempo depois a sombra revelou-se ser Buttercup que segurava firmemente a sua mão. Blossom não pode evitar sorrir um pouco. Mesmo com a personalidade competitiva e briguenta da sua irmã, estas situações mostravam o quanto ela se preocupava com os seus seres queridos. Bubbles que provavelmente tinha adormecido, acordou com toda aquela agitação e assim que se deparou com a irmã acordada correu para um abraço apertado.

— Você está bem? Não sabe o quanto nos preocupou! — A loira cada vez apertava mais o abraço como se ela pudesse escapar de seus braços a qualquer instante. Bubbles com o passar dos anos tinha mudado bastante. As suas feições tornaram-se mais maduras sem perder aquele aspeto doce. E o seu corpo tomou proporções que faziam qualquer garoto babar só de olhar. E era em parte devido a isso, que todos os dias quase que chove convites de agências de modelo, as quais ela recusava educadamente. Naquele abraço conseguiu sentir o seu delicado perfume de rosas. Era sem dúvida algo com combinava com ela. No fim explicou que a encontraram inconsciente e branca como cal na fronteira. Que não abria os olhos e ficou naquele estado até agora. Três dias no total.

— Ela está certa, sabe? Assim que os viu, deveria nos ter logo chamado para a ajudar. — Buttercup, não tinha sofrido uma transformação tão drástica. Na verdade tal como a ruiva, pouca coisa tinha mudado. Ainda mantinha o seu curto corte de cabelo e as suas roupas de estilo esportivo. Magra na medida certa, era a mais alta das três. — Mas agora desembucha, o que aconteceu naquela noite?

A pergunta a apanhou de surpresa. Pensou por onde haveria de começar e um tempo depois já lhes estava contando tudo com pormenores. Se haveria uma coisa que ela tinha a certeza, isso era que ela descobriria quem eles eram, quem era o chefe, e que os faria ter uma morte lenta e dolorosa. Eles tinham mexido com a pessoa errada e ela assegurar-se-ia que eles soubessem disso.

Só depois de lhes contar a história toda, se apercebeu que não estava em casa. As paredes brancas e o típico cheio a álcool denunciavam o lugar, que ela conhecia muito bem. Foi por muitas vezes que ela veio ao hospital com o professor, que ela ganhou um certo carinho aquele lugar. Gostava de ver os profissionais em ação ajudando os seus utentes. Eles eram de certa forma como elas, super heróis ajudando as pessoas que precisavam.

— Bem, e o que pensa fazer? — Ouviu a morena dizer enquanto a olhava nos olhos. A ruiva sorriu com a pergunta.

— Obter a minha vingança, claro! — As duas tomaram um susto ao ouvir estas palavras. O fato da sua irmã falar em vingança, significava que as coisas estavam muito mal. O seu orgulho tinha sido ferido, quando deixou aqueles dois escapar quando a sua missão estava particamente completa. Claro que elas entendiam o motivo, mas não tentaram a dissuadir. Afinal se havia algo que todas tinham em comum era a teimosia. — E já sei exatamente o que vou fazer, para o conseguir.

— Você por acaso não está a pensar em ir naquela zona está? — Perguntou a loira já sabendo a resposta. Estava na cara qual seria a resposta e por isso não se surpreendeu quando viu a sua irmã concordar.

Bc também não disse nada perante a resposta. No lugar dela teria a mesma ideia, e o faria mesmo que a impedissem. Nem que para isso tivesse que sair às escondidas. Então a única coisa que poderiam fazer para ajudar seria ajudá-la com todo este estranho plano, entretanto reparou numa coisa estranha.

— Blossom, você está bem? — Ela concordou, para depois questionar o motivo da pergunta. — Os seus olhos! A iris está ligeiramente vermelha. — Sim, ela não contou o estranho sonho que tivera às irmãs, nem muito menos o incidente com o estranho liquido. Não precisava que elas pensassem que estava a endoidecer.

— Sim, não precisa se preocupar! — Respondeu com um sorriso. — Na verdade, eu bem que poderia ir para casa agora.

— Mas isso nem pensar! — Bravejou o professor entrando na sala. A sua roupa estava bagunçada mostrando que ele tinha pressa na hora de se vestir. Muito provavelmente quando soube da notícia estava dormindo.

O pai das meninas esteve fora da cidade durante a semana por motivos de trabalho, então quando lhe contaram o sucedido, ele quase teve um ataque. Por muito que elas crescessem, sempre seriam as suas pequenas crianças!

Foi com a insistente persuasão de Blossom e a sua incrível capacidade de cura que os médicos a liberaram passado duas semanas. Tempo que ela aproveitou para pensar como atuaria assim que saísse daquele lugar. Não tinha que se preocupar com o professor, pois ele teria de retornar para sua reunião, porém o que mais a preocupava era as irmãs. De maneira alguma que ela as envolveria nisto. E foi ao fim de alguns dias pensando que chegou a um plano infalível.

Assim que lhe deram alta, com a supervisão do professor levaram-na para casa. Os médicos recomendaram que ela ficassem em repouso por mais uns dias, apesar de já conseguir fazer as atividades normais. Não entendeu o motivo de tanta preocupação, mas ainda assim cumpriu as ordens. Dois dias tortuosos que ela revirou na cama. Apesar de se tentar entreter com os vários livros que tinha dispostos no seu quarto rosa clarinho, estava demasiado ansiosa para que algum lhe captasse a atenção.

Apenas quando conseguiu sair de casa e finalmente por o seu plano em prática descansou. Era algo simples de se fazer, mas o mínimo deslize faria as suas irmãs perceber o que ela planeava, e se havia algo que elas não eram, isso seria estupidas.

Voou o mais rápido que conseguiu para a camara municipal com o fim de falar com o prefeito. Só ele a poderia ajudar numa altura destas. E tal como esperava, foi como uma inteligente jogada de palavras, que conseguiu que ele lhes pedisse para procurarem o máximo de informações sobre organizações, que desconfiassem estar a produzir venenos. Tecnicamente, se elas fizessem isso estavam a ser de grande ajuda, mas acima de tudo não queria que elas se envolvessem diretamente nesta historia como ela estava a ponto de fazer.

Não foi complicado o convencer, e elas também não desconfiaram quando o pequeno homem lhes ligou pedindo por este assunto, afinal pedidos destes era o ptrado to dia para elas. Agora tinha o caminho livre.

Elas separar-se-iam indo para diferentes lugares, pois teriam um maior alcance de pesquisa e teriam a vantagem de levantar menos suspeitas. A ruiva também partiria com a desculpa que faria o mesmo que elas. Teoricamente era verdade, apenas não faria unicamente isso.

A despedida foi simples, afinal, também não demorariam muito tempo. Dentro de uma semana estariam em casa.

Para a garota, esta viagem não poderia estar mais lenta. Tinha milhares de notas mentais a cumprir, e muitas informações para obter em Estville. Todo o tempo era pouco, então para que se pudesse abstrair de tudo isso colocou os seus fones de ouvido e fechou os olhos, com a esperança que em pouco tempo chegasse à paragem pretendida.

E felizmente assim aconteceu. Ficou admirada com o poder da música. Por algumas horas conseguiu que ela não pensasse em mais nada senão em banalidade, tais como o que faria para o jantar na sua nova e provisoria casa. Mas essas divagações não poderiam continuar para sempre.

Rapidamente deixou as suas poucas coisas no pequeno apartamento e saiu em direção à zona com pior reputação naquela zona. Algumas pessoas a avisaram para não se aproximar mais, pois ali só havia gente infame. Mas esses avisos de nada lhe serviram. Ela já sabia o que aquela zona era. Sabia que tipo de pessoas lá havia, e não era por isso que ia correr assustada, como uma coelhinha medrosa.

Há medida que avançava as ruas ficavam com menos gente e conseguia perceber olhares indesejados fixos em si. Pelos vistos a sua fama já tinha chegado aquela zona também. Continuou sem hesitar até chegar a uma porta de madeira habilmente esculpida. Sim! Era exatamente ali onde ela queria estar. Bateu firmemente até ouvir uma voz.

— A palavra passe? — A voz perguntou rude.

— Se não me abrir a porta agora mesmo, vou partir tanto esta porta como essa sua cara verde.

A voz rude começou por fazer uma piada ignorante, até ser calada, pelo que ela deduziu um soco certeiro na cara. Momentos depois um garoto de pele esverdeada e longos cabelos negros partidos ao meio apareceu.

— Longo tempo sem ver, não é Ace? ­— Um sorriso torto e um tanto forçado apareceu em seu rosto.

— E a que devo a sua honra? — Desta vez foi ela que sorriu. Agarrou num papel que já tinha preparado para a ocasião e mostrou a imagem nele. A mesma que ela viu no pescoço do homem naquela noite. Ao ver sua cara de surpresa, soube de imediato que ele sabia alguma coisa. — Pode se sentar!

A reunião demorou por volta de meia hora e ainda não tinham chegado a nenhuma informação relevante. Ele sabia alguma coisa, mas por algum motivo estava com receio de contar.

— Posso saber, porque não me diz nada em concreto? Ouça, eu realmente preciso desta informação, e se me continuar enrolando não terei problemas nenhuns em usar a força para as obter. — O esverdeado lembrando-se de algumas memórias estremeceu.

— Ouve, não é que eu não queira contar. É que eu não posso. Eu já lhe expliquei que se eles souberem que houve uma partilha indevida da minha parte de informações, então eles farão a minha vida negra.

— Então, não tem medo que eu lhe faça a vida negra? — Apesar do seu tom calmo, ele conseguia sentir a sua aura ameaçadora a metros de distância. Engoliu em seco, ao ver que os seus olhos se tornaram um tom mais escuro.

— Muito bem, você ganhou! A organização se chama “Obscure”. A maioria é composta por pessoas da catástrofe de Townsville. Eu só posso dizer que eles procuram vingança. O resto terá que descobrir sozinha. — Ele fez uma pausa. — Mas pode descobrir, neste sítio. — Ele entrega o papel com um endereço escrito e a ruiva agradece.

— Foi um prazer negociar consigo! — Ele assentiu e pediu que ela fosse embora. Nem ligou para o jeito seco como falou com ela. Estava feliz demais para isso.

Saiu do local e foi diretamente para a zona que indicava o pequeno papel. Já era fim de tarde, mas a curiosidade falava mais alto. Foi uma sorte ouvir nas reuniões que a gangue gangrena tinham instalado uma base nesta cidade. De alguma forma, a sorte estava a favor dela.

E foi perdida nestes pensamentos que chegou no local. Ninguém estava na rua, o que ela achou estranho, mas o silêncio foi quebrado quando repentinamente o som forte de uma porta se fez ouvir. Segundos depois, dois homens fortes apareceram e com eles um garoto estranhamente familiar, que aparentava ter a sua idade nos braços. Não demorou muito até o jogarem no chão com uma notável brutalidade.

— E nunca mais volte. — Disse um dos homens, antes de fechar bruscamente a porta.

Blossom mesmo sabendo que aquela pessoa no chão era provavelmente um vilão não conseguiu não fazer nada perante aquela situação. Ele poderia estar ferido. E que raio de super heroína ela seria caso deixasse aquilo passar. Agachou-se perto do rapaz o cutucando com os dedos.

— Você está bem? — Perguntou, porém não houve resposta. Ao ver que ele não se mexia decidiu virá-lo. Será que ele tinha desmaiado? Quando finalmente conseguiu, a sua cara de espanto não podia estar maior. Estes dias estavam a ser muito estranhos. Será que seria alguma conspiração? — Brick?

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^