Red Snow
7 7. Don't need to be so noisy
Notas iniciais
E RS agora tem viadagens visuais! :D
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Cap especial pra @FantasticEunHae ♥
Boa leitura! ♥
7. Don't need to be so noisy
(7. Não precisa ser tão barulhento)
Abriu os olhos devagar, sentindo uma onda de dor percorrendo todo seu corpo lentamente. A sensação nascia em um ponto de seu antebraço, irradiando-se por toda a extensão de seu braço, atingindo o ombro e então o restante de seu corpo. Sua cabeça doía e não era capaz de mover-se, sentindo uma pressão enorme sobre si, empurrando-o cada vez mais contra o chão abaixo de seu corpo. Olhou em volta, desnorteado enquanto tentava se situar. A situação em torno de si era desesperadora. Vários de sua raça corriam de um lado para o outro, tentando socorrer aqueles que ainda estavam vivos e impedir que morressem, como já acontecera com alguns.
O que havia acontecido? Por que não conseguia se mover?!
Em meio ao desespero que tomava conta de si, foi entender o motivo de sua imobilidade apenas quando três dos seus aproximaram-se, retirando uma enorme peça de metal que lhe prendia entre inúmeros escombros. Depois de livre, pôde ver que o que lhe causava aquela dor era, realmente, seu braço. Posicionado de uma forma que não deveria estar, seu antebraço estava praticamente divido em dois em um grande ferimento. Olhou aqueles que o libertaram de forma assustada, sentindo sua dor apenas aumentar enquanto era erguido pelo mais forte deles e levado dali. Quando deu por si, estava deitado em uma grande pedra diante de uma vegetação que jamais havia visto e aquele que lhe carregara estava ao seu lado, encarando-o de uma forma que não conseguiu decifrar.
– Acalme-se, criança.
– O-o que houve? – Conseguiu sibilar baixinho, sentindo algo subir por sua garganta e um gosto levemente metálico invadir sua boca.
– Shhh. Está tudo bem, você vai ficar bem.
Não houve tempo de dizer mais nada. Sua visão foi invadida por uma luz amarela brilhante, vinda de um simbolo azul brilhante e conhecido pairando no ar sobre sua fronte, envolvendo seu corpo por inteiro e enchendo seu ser com uma sensação momentânea de bem estar.
Estava sendo curado...
– JongWoon?! Por favor, fala comigo JongWoon!! – A voz de KiBum soou baixa em uma suplica quase chorosa, enquanto apoiava o draenei em seu colo. – JongWoon...
– KiBum... – O shaman abriu os olhos com dificuldade, sentindo uma dor dilacerante correr por todo seu corpo, enquanto mal era capaz de se mover. – Aaah~ – JongWoon fechou os olhos, virando o rosto para o lado enquanto se encolhia em toda sua dor.
– Não! JongWoon! – O desespero que o blood elf sentia em si naquele momento não poderia ser mensurado.
No momento em que dera as costas ao grupo da Alliance, determinado em sair logo de Dalaran e chegar logo em um local seguro onde pudesse pensar melhor, KiBum sentiu uma pontada dentro de si. Não saberia explicar o que havia acontecido se lhe perguntassem por que olhou para trás após alguns passos, mas fosse lá o que tivesse lhe acometido naquele momento, o blood elf deu graças por não ter continuado a seguir em frente em seu caminho.
Como se o tempo no mundo tivesse começado a correr mais devagar, KiBum assistiu JongWoon cair lentamente para frente; o eco de seu murmurio baixo invadiu sua mente e a cor vermelho escuro do sangue do draenei tingiu completamente sua visão. Parecia não existir mais branco, amarelo, azul, roxo... Só existia aquele vermelho coberto por halos verdes que o rogue conhecia tão bem quanto lhe era permitido. Veneno. O blood elf soube na hora em que seus olhos pousaram sobre aqueles halos que JongWoon havia sido envenenado e correu desesperadamente até ele. Tomou-o em seus braços antes que terminasse sua queda ao chão, acolhendo-o contra si enquanto tentava inutilmente pensar no que fazer.
E vê-lo envolto em toda aquela dor lhe deixava cada vez mais desesperado.
– O que está acontecendo aqui?! – KyuHyun aproximou-se dos dois no chão. – O que você fez com ele?!
– Eu?!? – Sequer deu-se ao trabalho de encarar o night elf, mantendo seu olhar sobre o draenei como se estivesse tentando saber como ele se sentia. – Eu não fiz nada!
– Então o que houve?!
– Ele foi envenenado! – KiBum respirou fundo, só então olhando para KyuHyun. – E é um veneno forte... HeeChul... – Procurou o outro blood elf com o olhar. – Me diz que não é wound...
O loiro aproximou-se de KiBum, ajoelhando-se ao seu lado enquanto observava o sangue de JongWoon. Levou a mão até o ferimento, puxando com extremo cuidado uma adaga pequena que o outro blood elf não havia notado, ainda fincada no draenei. Levou dois segundos até que HeeChul erguesse seu olhar de volta para KiBum, soltando o ar devagar.
– Não, não é wound. Mas... Eu não sei que veneno é esse.
– O quê?! Como assim não sabe? Eu preciso saber ou não vou poder fazer um antidoto!!!
– Eu não sou obrigado a saber tudo, KiBum! Mas é algo realmente forte. Temos que andar logo, ou o garoto vai morrer.
KiBum sentiu uma nova pontada forte dentro de si, um desespero ainda maior nascendo em seu coração e tomando conta de sua mente. Parecia não conseguir mais pensar em nada além do medo de perder JongWoon, que lhe tomou por completado naquele momento. Não, não podia deixar aquilo acontecer! Não podia... Tinha que salvá-lo... Tinha que pensar em alguma coisa, rápido.
Uma conversa qualquer entre KyuHyun e RyeoWook, que planejavam tirar JongWoon de si e tentar ajudá-lo por si só, fez KiBum acordar de seu transe desesperado e ter um plano do que fazer em sua mente.
– Algum de vocês tem habilidades de cura?! Ou algo que possa mantê-lo?? – Olhou em volta, não parando o olhar apenas sobre HeeChul por saber que ele não teria nenhuma habilidade, assim como a si próprio. – Feitiços, proteções, poções... Qualquer coisa?!
– Eu sou mage... – RyeoWook aproximou-se mais dos dois, olhando para KiBum. – Posso ajudar...
– Ótimo!! Use o seu melhor poder para manter o JongWoon! Eu vou precisar de algum tempo... – Falou enquanto deitava o draenei no chão com cuidado, encarando-o. – Aguente firme, eu vou salvar você...
RyeoWook apenas assentiu ao que o blood elf havia dito, puxando KyuHyun e SungMin para perto de si enquanto lhes explicava o que fazer. O mage começaria um ritual para conjurar forças que pudessem manter JongWoon e, para isso, precisaria de duas pessoas lhe ajudando. Soube que HeeChul ajudaria KiBum quando observou-o aproximar-se mais do mais novo e começar a separar alguns vidros e ervas que ele trazia consigo, por isso puxou os outros dois.
Explicou-lhes o que deveria ser feito e, assim que assumiram a posição indicada pelo humano, RyeoWook começou a recitar algumas palavras, fazendo uma espécie de mesa esculpida em pedra escura aparecer entre eles. Sobre a mesa, pequenas esferas brilhantes de porcelana começaram a surgir e, de repente, sem que ninguém sequer se movesse, as esferas começaram a quebrar sequencialmente em uma pequena explosão contida. Seus fragmentos rapidamente pairaram no ar e foram até o corpo de JongWoon, tentando revigorá-lo ao máximo e mantê-lo naquele momento. Não era uma tarefa fácil para RyeoWook, afinal, apesar de ter habilidades healer, aquele que cuidava da saúde de seu grupo era o draenei, e não a si. Suas magias e encantamentos serviam apenas para machucados menores e curas à longo prazo, e por isso sentia tanto medo naquele momento. Não havia sido treinado para manter a vida de alguém beirando o outro mundo, aquilo era muito além das suas habilidades e temia não ser capaz de fazer aquilo durante tempo suficiente para que KiBum pudesse fazer o que quer que ele estivesse pensando em fazer.
– Você tem poções e bandagens, não tem? – O moreno começou a falar com seu trainer, enquanto pegava algumas folhagens e uma espécie de liquido roxo e os juntava em um potinho de vidro. – Você é melhor com cuidados do que eu, e eu tenho bons conhecimentos de alquimia. Use o que tiver em JongWoon e deixe o antídoto comigo, vamos precisar do máximo de tempo possível.
KiBum não sabia exatamente que veneno era aquele e, por isso, enquanto as folhas não curtiam o suficiente naquele liquido, o blood elf se encarregou de examinar o sangue do draenei. Pegando uma pequena quantidade do liquido vermelho escuro, o rogue criou uma reação química que lhe diria as propriedades do veneno no sangue de JongWoon. A reação durou uma fração de segundos, liberando uma fumaça esverdada após a efervescência causada pela mesma.
– KiBum... – HeeChul tentou chamar a atenção do mais novo após alguns instantes, mas foi completamente ignorado e respirou fundo, puxando a pequena bolsa amarrada em seu cinto e tirando de lá alguns frascos transparentes com um liquido vermelho intenso dentro. – Se acalme e continue com o que está fazendo. Eu entendo você, mas seu desespero agora só irá fazer com que as coisas piorem. Você precisa se concentrar se quiser realmente fazer esse antídoto.
– Eu sei, eu sei!
Sibilou, observando as folhas serem lentamente dissolvidas no liquido, que assumia uma coloração avermelhada. O desespero em seu tom de voz era cada vez mais evidente enquanto se perdia naquela sensação de impotência diante da morte iminente de JongWoon. Nunca havia desejado de forma tão forte ser de outra classe, que não rogue, quanto naquele momento. Por que não tinha sequer uma habilidade de cura?! Por que tinha que ter sido treinado... Não, por que tinha que ter sido feito para matar? Sua vida era ser um rogue, andar entre as sombras e matar e roubar aqueles a quem era mandado. E tinha orgulho daquilo. Não o fazia apenas por ser divertido ou porque lhe dava dinheiro, o fazia porque era uma forma de limpar o mundo de certas pessoas que poderiam ferir Azeroth mais do que já haviam feito.
Sua consciência sempre falava mais alto na hora de se dirigir àqueles que lhe davam missões. Sabia bem da índole de uma pessoa apenas por olhá-la, qualquer que fosse sua raça e classe, e por isso sabia bem com quem falar. Apesar de ser um rogue, KiBum tinha um bom coração... Que se apertava imensamente naquele desespero, por não poder fazer nada mais do que esperar aquele maldito liquido adquirir as propriedades necessárias para agir sobre o veneno que corroía lentamente o sangue de JongWoon.
Quando o liquido ganhou uma coloração quase preta, KiBum colocou um punhado de um pó amarelado, criando uma nova reação que demoraria mais um certo tempo até que ficasse pronta. Céus, por que tinha que demorar tanto?!
Enquanto o antidoto continuava a reagir, o blood elf olhou para JongWoon e arregalou os olhos, curvando-se mais sobre ele ao perceber o estado em que ele estava. A pele azulada do draenei ficava cada vez mais clara, indicando sua perda de forças. O intervalo das arfadas que dava ficava cada vez mais curto e sua respiração parecia estar cada vez mais pesada. Ele já não mais se encolhia de dor, mas parecia sofrê-la silenciosamente com o apertar de seus finos olhos fechados.
As bandagens de HeeChul pareciam curar lentamente o ferimento, enquanto as poções que o blood elf loiro lhe dava e as esferas luminosas de RyeoWook ainda agindo sobre si, pareciam conseguir manter um pouco de sua vivacidade, que se esvaia a cada segundo. Mas o draenei não parecia melhorar muito em seus estado, parecendo, na verdade, cada vez pior por conta dos efeitos rápidos do veneno que havia lhe atingido.
– Droga, vocês não podem fazer mais nada para ajudá-lo?! Ele está morrendo!!!
– Cale a boca e ande logo com esse antídoto! – KyuHyun praticamente gritou com o blood elf, ficando irritado com a própria impotência naquele momento. – Estamos fazendo o máximo que podemos, então por favor, Senhor Pele-clara-devoto-do-sol, cale a maldita boca e continue o que está fazendo!
– Não fale com ele assim, KyuHyun! – SungMin se intrometeu, não gostando nada da forma como KyuHyun se dirigia ao outro blood elf.
– Calem a boca vocês dois! Fiquem quietos e apenas me ajudem aqui! – RyeoWook falou alto, voltando a se concentrar em seu ritual, que precisava ser mantido com cem por cento de sua atenção.
A situação parecia apenas piorar cada vez mais. KiBum entrava ainda mais em desespero, mesmo que tentasse se manter o mais calmo possível para não deixar de lado nenhum ponto importante das reações que fazia, ou ao invés de salvar, acabaria realmente matando JongWoon. RyeoWook parecia realmente desesperado também, apesar de estar realmente concentrado no que fazia e não demonstrar muito o que acontecia dentro de si. SungMin e KyuHyun apenas se encaravam, ambos pensando no que que estava acontecendo e no que poderia acontecer depois.
HeeChul observava a situação, lamentando internamente pelo que acontecia enquanto se encarregava de continuar dando suas poções, que mal pareciam fazer efeito, para o draenei. Mesmo concentrado no que fazia, o loiro acabou se vendo cheio de pensamentos sobre como JongWoon havia sido atingido por aquele veneno. Geralmente, os únicos que poderiam envenenar suas armas eram aqueles que pertenciam à classe dos rogues. Mas aquela adaga que havia retirado do corpo do draenei, certamente, não pertencia à um rogue. Como mestre da classe, sendo elite no level mais alto e completamente versado em todas as habilidades rogue, HeeChul conhecia todos os tipos de venenos e armas que poderiam ser utilizados por alguém de sua classe, e aquela adaga e aquele veneno eram completamente desconhecidos para si.
Provavelmente eram artigos de fabricação especial, feitos sob encomenda. A adaga parecia ter sido forjada por alguém de Ironforge – a capital bélica da Alliance, regida pelos anões –, enquanto o veneno parecia ser obra dos famosos goblins alquimistas de Bilgewater Harbor – o porto de domino da Horde, comandada pelos goblins evadidos da Ilha de Kenzan. E o grande problema era: Quem teria uma arma da Alliance, equipada com um componente da Horde, e atacaria um draenei diante de grupos de ambas as facções?!
Os pensamentos do blood elf foram quebrados quando uma voz surpresa ecoou ao seu lado.
– O que está havendo aqui?! – Han Geng começou, olhando de um para o outro sem entender absolutamente nada. Seu olhar parou sobre o draenei caído ao chão, diante de KiBum cercado por vidros e folhas e de HeeChul, que continuava seu papel com suas poções. – O que houve com ele?!
– Ele foi atacado. – EunHyuk começou, soltando o ar devagar. Depois de ver a situação toda começar, o warlock havia saído do Inn e corrido por Dalaran em busca de Han Geng, levando-o até ali assim que o encontrou. EunHyuk sabia que se existia alguém que poderia ajudar JongWoon naquele momento, esse alguém era Han Geng – Ele foi envenenado e está morrendo.
– Ele o quê? – O worgen virou para HeeChul, incrédulo. – Vocês o envenenaram?!
– Não, seu idiota. – O loiro respondeu em um tom ácido, sem paciência para conversas com o worgen. – Se tivesse sido algum de nós, por que estaríamos aqui ajudando ele?! Não sabemos quem foi, mas estamos tentando ajudá-lo.
– Se estão ajudando-o, por que ele parece tão mal?! – Han Geng respirou fundo, aproximando-se mais de onde HeeChul estava. – Pare com isso, você só está gastando suas poções inutilmente. E você também, RyeoWook. Está gastando energia à toa.
– O quê? Se eles pararem JongWoon vai morrer!!
– Não, não vai. Acalme-se, blood elf.
O worgen sorriu de leve para um KiBum desesperado, abrindo os braços em seguida e murmurando alguma coisa. Uma fumaça cinza lhe envolveu e, no instante seguinte, Han Geng adquirira a forma de uma árvore. Ainda provido de pernas, braços e um rosto cobertos por uma camada grossa de casca de madeira, o worgen aproximou-se um pouco mais do draenei e esticou as mãos sobre ele, conjurando um feitiço que envolveu o corpo de JongWoon com uma espécie de raiz luminosa. Naquele mesmo instante, a respiração do draenei pareceu se acalmar novamente e seu semblante tranquilizou, como se estivesse apenas dormindo.
– Ele vai ficar bem por enquanto, mas ande logo com isso. – Han Geng falou com seu tom de voz completamente diferente, soando oco e envelhecido por causa da forma adquirida. – Você é um alquimista, certo? Tire algumas das folhas de minha copa e crie uma poção de cura. Faça uma reação entre elas e um pouco de rum, vai ser útil quando ele acordar. E eu não posso manter essa forma por muito tempo, então seja rápido.
KiBum demorou para assimilar o que exatamente estava acontecendo ali. Três longos segundos passaram-se antes que ele conseguisse levantar e ir até o worgen, retirando algumas de suas folhas enquanto o mesmo cuidava da saúde de JongWoon. Sua mente parecia estar funcionando lentamente demais diante do que sentia para assimilar que aquela árvore diante de si era um druid e que ele estava restaurando a vida do draenei.
O rogue voltou ao local onde estava antes, buscando uma pequena garrafa de rum que HeeChul lhe entregou, já despejando o liquido em um dos vidros vazios, juntando-o às folhas que havia pego. Desviou o olhar para o vidro com o antídoto, observando-o já praticamente preto e respirou fundo, pegando-o em suas mãos. Seu olhar se fixou no liquido cada vez mais escuro, sentindo seu coração palpitar como se fosse capaz de fazer a mistura ir mais rápido com sua reação. Quando o liquido finalmente ficou completamente preto, o rogue respirou fundo e buscou JongWoon.
O blood elf envolveu o draenei com um dos braços, puxando-o para apoiá-lo sobre seus joelhos flexionados com cuidado.
– JongWoon?! – Chamou-o em um tom baixo, encarando suas feições agora calmas e esperando algum tipo de resposta. Observou-o abrir os olhos apenas um pouco, mas aquilo já foi o suficiente para que KiBum soubesse que ele estava lúcido. – Vou precisar da sua ajuda, ok? Vou te dar uma coisa, e preciso que você beba isso, certo? – O draenei assentiu com a cabeça, já entreabrindo os lábios o máximo que conseguia, enquanto o blood elf aproximava o vidro dos mesmo. – Isso vai ser doloroso, mas eu sei que você pode aguentar isso... Vai te queimar por dentro, porque precisa destruir o veneno que há em você... Mas vai passar logo, eu prometo. Então aguente! Eu estarei aqui com você, apenas aguente...
Uma lágrima solitária correu o rosto desesperado de KiBum, enquanto tentava passar em sua voz uma calma e certeza que não havia dentro de si. Sabia que o antídoto seria quase tão ruim quanto o próprio veneno, queimando e destruindo JongWoon por dentro, e que aquilo seria praticamente insuportável. Mas era preciso. O antídoto o machucaria, mas tiraria de si todos os vestígios daquela substância que agora o matava. Isso se aquilo funcionasse...!
Por não saber exatamente que veneno havia sido usado, KiBum não era capaz de dizer com certeza que seu antídoto funcionaria. Ele tanto podia curá-lo quanto podia simplesmente terminar de matá-lo, e a apreensão e medo que lhe tomou por conta daquilo naquele momento foram tantos que o blood elf quase desistiu de dar o antídoto para JongWoon. Mas havia uma chance de salvá-lo, e não poderia desperdiçar aquela chance por puro medo! Precisava acreditar que daria certo... Pensando assim, tentando ser o mais positivo possível sobre a situação, o blood elf derramou o liquido preto brilhante entre os lábios do draenei, observando-o sorver o liquido completamente, até sua ultima gota.
E não demorou mais do que uma fração de segundos para que tudo começasse. Assim que o antídoto atingiu a corrente sanguínea do draenei, JongWoon se contorceu em uma dor insuportável. Cada parte de si parecia ser lentamente dilacerada enquanto o antídoto lutava dentro de si contra o veneno, fazendo-o sofrer algo que jamais havia experimentado em sua vida. Suas veias queimavam e o ferimento por onde o veneno havia entrado parecia alastrar-se por todo seu corpo. A sensação se intensificava a cada segundo e, sem que JongWoon percebesse, pequenas lágrimas começaram a escapar pelos cantos de seus olhos, desesperando ainda mais KiBum.
O blood elf, sentindo-se completamente impotente e fraco diante daquela cena, conseguia apenas manter JongWoon junto à si, cuidando da melhor forma possível para que ele não se machucasse ainda mais por se debater contra o chão em espasmos de dor. KiBum assitia a luta interna e solitária do draenei, sentindo seu coração se apertar em um medo insano de perdê-lo e não teve vergonha de deixar as lágrimas contidas em seus olhos escaparem. Ele podia suportar o que quer que fosse. Uma luta até a morte, ferimentos tão graves que se não cuidados logo poderiam matá-lo, ficar em cativeiro sob tortura. Ele conseguiria suportar qualquer coisa, mas não a dor que sentia naquele momento com a possibilidade de perder JongWoon de seus braços para a morte.
Aquela sensação era tão insuportável que KiBum sequer conseguia pensar e considerar que, se não fosse a hora de JongWoon, ele voltaria para o mundo dos vivos por meio do Valkyr de Dalaran – um espírito undead responsável por trazer de volta à vida aqueles que morriam antes da hora prevista para eles. O blood elf não conseguia simplesmente pensar que ele teria seu espírito salvo e poderia retornar ao corpo, a ideia simplesmente não lhe surgia na cabeça.
JongWoon se encolhia em meio aos braços do blood elf, sentindo o antídoto percorrendo cada canto de seu corpo em uma dança insuportavelmente dolorosa com o veneno em suas veias. Seu cérebro, exausto por tanta pressão física, parecia querer ceder cada vez mais à inconsciência enquanto o draenei se forçava a manter-se acordado, fazendo baixos ruídos com o fundo de sua garganta, como se estivesse chamando por alguém em meio ao seu sofrimento.
De repente, os murmúrios do draenei simplesmente pararam, assim como seus movimentos e, por um instante, sua respiração e seus batimentos cardíacos também cessaram por completo. Naquele exato instante, KiBum sentiu seu desespero explodir e teve a certeza de que o draenei havia morrido... Mas no instante seguinte, qualquer sentimento ruim que pudesse ter dentro de si foi completamente destruído ao sentir o calor do corpo em seus braços aumentar, enquanto seu coração voltava a bater.
– KiBum... – O blood elf loiro chamou o mais novo em um tom baixo pela milésima vez, enquanto caminhavam pelas ruas de terra batida da cidade de Orgrimmar, capital dos orcs. – Eu sei que você é naturalmente quieto, mas você não fala nada há três dias. Estou começando a ficar preocupado com você.
Novamente ignorado, HeeChul apenas respirou fundo e continuou seguindo ao lado do companheiro de grupo.
Sabia que ele estava preocupado e sentindo a falta de JongWoon, além de estar extremamente irritado consigo por tê-lo tirado de Dalaran antes mesmo que visse o draenei lúcido uma ultima vez, após salvar sua vida, mas não podiam simplesmente continuar ali com tudo que estava acontecendo.
Depois de ponderar um pouco sobre a situação e trocar uma porção de palavras com Han Geng, o rogue loiro havia notado que aquela situação estava estranha demais, mesmo para eles. HeeChul sabia bastante sobre alguns dos membros de ambos os grupos da Alliance e até onde poderiam chegar para conseguir seus objetivos, além de ter noções sobre assuntos que poderiam estar relacionados aos mesmos. Até mesmo sobre KiBum e SungMin existiam coisas à se ponderar, porém, nenhuma delas se encaixava no ataque que JongWoon havia sofrido.
Para começo de conversa, por que o ataque foi logo contra o draenei? Das raças existentes em Azeroth, os draeneis eram os menos vistos como ameaças e os menos caçados, apesar de seu grande poder e conhecimento. As brigas internas entre ambas as facções e as rixas entre raças falavam mais alto na maioria das vezes, e algumas questões eram esquecidas, por isso o povo forasteiro não ganhava tanta atenção. Os draenei seriam praticamente ignorados caso outra raça estivesse pensando em atacar, especialmente se houvesse um blood elf próximo a eles. Dentre os mais odiados no mundo, os blood elf estavam no topo da lista. Nem mesmo os próprios companheiros de facção eram amigáveis com guerreiros do sangue.
Então por que justo o draenei, se havia três blood elves ali?!
Foi a pergunta que HeeChul se fez inúmeras vezes, até perceber algo que estava diante de si, mas seus olhos cegos àquilo não foram capazes de enxergar até aquele momento. O ataque à JongWoon não havia sido para que o draenei morresse. Talvez aquele veneno nem mesmo fosse capaz de matá-lo, apesar de tê-lo feito sofrer de verdade durante os minutos em que esteve em contato com seu sangue. Mas na verdade, aquilo havia sido uma forma de provocar a ira de outra pessoa... O problema era, quem estava fazendo aquilo?
– Vamos lá, KiBum. Me xingue, despeje em mim suas mágoas. Me ataque! Mas por Sunwell e pelo que há de mais sagrado para você, fale alguma coisa! – HeeChul voltou a tentar falar com o outro rogue.
– Não tenho o que falar. – Respondeu secamente, adentrando pela tenda que Ormok, trainer rogue de Orgrimmar e amigo de HeeChul, havia conseguido para seu grupo dentro da Cleft of Shadow, instância dos rogues, warlocks e mages naquela cidade.
– Bom, isso já é um começo. Mas você tem sim o que falar... Essa sua cara não me engana. Você vem pensando em alguma coisa nesses últimos três dias, e é algo importante.
– Se é importante ou não, não faz diferença para você. – Sentou-se na cama rústica de armação de madeira forrada com pele de animal, soltando o ar devagar. – É uma coisa minha que eu não pretendo contar à você.
– Deixe de ser assim, KiBum! Quando você vai entender que nós somos um grupo agora?! Estamos juntos e devemos contar uns com os outros. Sei que sempre fomos amigos, mas sua atitude agora impede o andamento desse grupo. Nós precisamos confiar em você, e não sei se posso fazer isso do jeito que está agora.
– O que quer dizer com isso?
– Você sabe o que eu quero dizer. Você não está bem, psicologicamente falando. Tenho medo do que possa fazer...
– Está achando que vou trair vocês?! – Encarou-o, incrédulo no que ouvia do mais velho. – Você sabe que eu jamais faria isso! Posso ser várias coisas, mas nunca um traidor.
– Eu sei que não, e não coloque palavras na minha boca. Eu só disse que estou preocupado com você. A forma como tem andado desde que atravessamos o portal de Dalaran me deixa realmente preocupado... É como se estivesse faltando uma parte de você.
– Uma parte que ficou em Dalaran. – Falou, soltando um suspiro pesado. O blood elf virou-se de lado na cama, colocando as pernas sobre a mesma e sentando em posição de lótus. – Com JongWoon... Mas eu estou bem, só preciso me acostumar com a ideia de que se tornou realmente impossível eu e ele ficarmos juntos agora.
– KiBum... Não é bem assim.
– Você acha que eu não percebi? – Voltou a olhar para HeeChul. – Eu sei muito bem que aquele ataque ao JongWoon foi um aviso para mim. Não havia outro motivo... E se JongWoon foi atacado em uma cidade santuário, cheia de guardas, imagina o que não aconteceria caso nos encontrássemos em alguma cidade contestada por ai? Eu não posso colocá-lo em perigo dessa forma.
HeeChul ficou quieto, apenas observando KiBum enquanto ele falava, deixando que o mais novo despejasse tudo que pensava e sentia sem qualquer interrupção. Sabia o quão difícil estava sendo para ele admitir que não poderia ver o draenei durante algum tempo e sabia também que aquele tipo de dor corroeria o mais novo por dentro a cada segundo que guardasse aquilo para si, por isso esteve tão empenhado em fazê-lo falar. Quando passara por uma situação parecida, anos antes, o blood elf loiro não teve ninguém em quem se apoiar, e aquele momento transformou-o para sempre.
HeeChul jamais voltaria a ser a pessoa que era antes de conhecer Han Geng e ter que se separar dele daquela forma.
– Eu realmente só preciso de um tempo para aceitar isso... Eu sempre tentei protegê-lo, deixá-lo afastado de meus segredos... Sabe, eu sempre soube que ele correria perigo por estar comigo, mas eu nunca consegui abandoná-lo de fato. Eu cheguei realmente a pensar em me afastar e nunca mais voltar, mas era só pensar nele que eu queria voltar correndo e lhe abraçar, ficar e cuidar dele para sempre.
KiBum olhava o nada enquanto falava, sequer percebendo que SungMin havia chegado e acompanhava em silêncio todo seu relato.
O hunter havia ido comprar alguns suprimentos para o grupo e armaduras e armas novas para KiBum, já que seguiriam dali para lugares cada vez mais perigosos e ele não poderia andar por aí como um civil normal, e voltara à cabana a tempo de escutar o começo das palavras do outro. Ia interromper, tentando entender do que se tratava aquela conversa, mas um sinal de HeeChul lhe fez ficar quieto, apenas escutando o restante do discurso de KiBum.
– Eu sempre fui egoísta demais, querendo-o comigo sem contar nada sobre meus segredos, enquanto ele sempre foi um livro aberto para mim. Eu me arrependo tanto de nunca ter contado a ele quem eu era... Tanta coisa poderia ter sido diferente se eu tivesse dito a ele, se eu tivesse sido mais corajoso e enfrentado esse fato, ao invés de ficar fugindo da verdade como uma criança. – Respirou fundo, soltando um suspiro abafado em seguida. – Mas eu não vou fugir mais disso. Eu vou tentar arrumar essa situação e deixá-lo livre de qualquer preocupação desse tipo. Não sei como vou fazer isso ainda, mas vou. Só preciso de um tempo para pensar...
– Onde você esteve?
– Estava comprando algumas coisas para nossa viagem. – KyuHyun encarou o humano, pensando no que falaria. Sentia-se confuso demais naquele momento, mantendo seu semblante longe da ironia e do sarcasmo costumeiros à si. O night elf andava estranho consigo mesmo, desde a conversa que tivera com Han Geng, antes do worgen partir de Dalaran com companheiros de grupo. – Vamos esperar JongWoon terminar de se recuperar e vamos embora de Dalaran.
– Pretende continuar seguindo atrás de KiBum?
– Não agora. – O night elf sentou-se em uma das camas vazias do quarto em que estavam, observando o draenei adormecido na cama diante de si. – Vamos passar pelo portal até Stormwind, eu preciso falar com uma pessoa lá.
– Falar com quem?
– Não está se intrometendo demais em assuntos que não lhe interessam, RyeoWook?
O humano ofegou diante da resposta de KyuHyun, já extremamente cansado de suas pequenas alterações de humor durante os últimos dias. Ele andava mais instável do que nunca no que se tratava de seu humor e seu estado de espírito.
– Vocês poderiam, por favor, parar com toda essa conversa? Acho que minha cabeça vai explodir por causa dela. – JongWoon revirou-se na cama, abrindo os olhos devagar e encontrando os grandes blocos amontoados da parede diante de si.
– Finalmente!!! – RyeoWook soltou uma exclamação aliviada, aproximando-se do shaman e sentando-se ao seu lado na cama. – Eu estava tão preocupado com você! Como se sente?
– Com dor de cabeça, mas estou bem... – Sua voz soou mais fraca do que da ultima vez, enquanto se virava e ficava a encarar o teto sobre sua cabeça. – Ainda estamos em Dalaran...?
– Sim. – Foi KyuHyun quem respondeu a afirmação praticamente interrogativa do draenei, ainda com os olhos fixos nele. – Você estava desacordado e decidimos que seria melhor que não fossemos embora até que você acordasse.
– ...Por quanto tempo fiquei desacordado?
– Quatro dias. – KyuHyun levantou de onde estava, caminhando os poucos passos que precisava para acabar com a distância que estava da cama onde o draenei repousava. – Antes que pergunte alguma coisa, Han Geng e seu grupo já foram embora, bem como os blood elves.
– Hmm...
Um silêncio pesado se fez enquanto JongWoon sentia sua dor de cabeça diminuir lentamente e as lembranças do que havia acontecido quatro dias atrás clareavam em sua mente. Não sabia ao certo o que havia acontecido antes que fosse ao chão naquela dor insuportável que lhe atingiu, com suas lembranças daquele momento se misturando às cenas de sua chegada em Azeroth, de quando sua vida mudou por completo. No momento em que fora atingido sabe-se lá pelo que e o veneno entrara por sua corrente sanguínea, sem qualquer explicação, a lembrança da queda da nave de seu povo em Azeroth e do desespero que tomou conta de seu povo naquele dia invadiu sua mente como um baque surdo de algo caindo ao chão.
Não encontrava explicação para ter lembrado daquilo naquele exato momento, mas aquilo não importava muito para si, na realidade. A lembrança daquele dia era algo constante em seu pensamento, lhe assombrando em noites mal dormidas, especialmente nos últimos dois anos. O que lhe incomodava realmente agora era a lembrança de tudo que houve antes que perdesse a consciência nos braços de KiBum.
Lembrou-se do desespero que viu nos olhos do blood elf, quando tudo em que conseguia se focar eram aqueles orbes escuros mergulhados em um verde reluzente, que observava com sua visão desfocada; aquele tom de voz rouco e desesperado que ecoava baixo em seus ouvidos, e sentiu seu coração pesar tanto quanto pesou naquele momento. A dor que sentiu no blood elf havia sido tanta que sobrepujou a que o veneno lhe causava e, em certo momento, sofreu a dor de KiBum ao invés da sua. Um momento estranho e completamente sem explicação, do qual se lembrava com uma riqueza de detalhes assustadora. Havia sentido uma energia forte vinda do blood elf – ou talvez, quem sabe, algo tivesse fluído de si para o outro –, que mudou algo dentro de si e o fez sentir como se fosse o próprio KiBum; como se o coração dele batesse dentro de seu peito e toda a dor que sentia naquele momento não existisse mais, deixando um espaço em si para os sentimentos do blood elf, que lhe invadiram com força.
Havia acontecido alguma coisa naquele momento, uma espécie de ligação entre blood elf e draenei, que JongWoon não era capaz de explicar ou sequer entender.
E, em meio a todo aquele silêncio que se instalou no quarto, enquanto JongWoon pensava no que houve e RyeoWook lhe encarava ainda preocupado, KyuHyun fez algo que surpreendeu tanto o humano quanto o draenei.
– Você... – O night elf murmurou em um tom pesado, curvando o dorso até o draenei enquanto suas mãos agarravam a roupa que vestia com força, puxando-o em sua direção. O draenei havia sido levantado alguns centímetros da cama, completamente confuso, enquanto encarava KyuHyun. – Se ficar em perigo dessa forma novamente, eu juro que te mato.
E então, tão de repente quanto fez aquilo, KyuHyun soltou JongWoon e se afastou, dando às costas aos dois e saiu do quarto, falando com os companheiros de grupo sem ao menos se dar ao trabalho de olhar para trás.
– Voltarei dentro de duas horas. Estejam prontos para partir quando eu voltar.
JongWoon ficou observando KyuHyun sair do quarto sem entender absolutamente nada do que havia acontecido ali. Que tipo de reação havia sido aquela?! O draenei piscou algumas vezes enquanto tentava entender, sem muito sucesso, e voltava a se deitar direito na cama enquanto sentia uma pequena fisgada na lateral de seu corpo, por conta do ferimento já praticamente curado, porém ainda muito recente.
– O que aconteceu com ele agora?
– Não sei, mas... – RyeoWook se impediu de continuar a falar, com o semblante terrivelmente pensativo.
– Mas...? – Tentando fazer o humano continuar a falar.
– Por mais estranho que possa parecer... – Começou a falar, encarando o draenei. – ...Eu acho que ele teve medo de ver você morrendo.
Ao escutar aquilo, JongWoon travou. Como assim KyuHyun, o night elf que pouco se importava com qualquer um que não fosse ele próprio, teve medo de vê-lo morrer?! Aquilo não fez o menor sentido para o shaman, que ficou encarando RyeoWook pasmo enquanto tentava assimilar aquela hipótese que o outro formulara.
O draenei chegou a entreabrir os lábios, pensando em falar algo sobre o assunto, quando parou de súbito, sentindo uma onda forte de calor percorrer todo seu corpo como se estivesse em chamas. Mas, por maior que fosse o calor que lhe envolveu, JongWoon não sentia dor alguma.
Notas finais
Wound - É um tipo de veneno extremamente forte, talvez o mais forte que os rogues podem usar em suas armas. Sua propriedade é ser capaz de retirar a vida (health, no jogo) de quem foi atingido durante certo período de tempo. Em RS, ele mata lentamente.
"Senhor Pele-clara-devoto-do-sol" - Antigamente, os blood elf (ou, na verdade, os high elf de onde eles 'vieram') costumavam ser como os night elf. Criatura noturnas, devotos da Lua e de pele azulada. Como eles passaram a viver de dia, tornando-se devoto do Sol, sua pele clarerou, por isso a forma como KyuHyun chamou o KiBum. Isso foi uma ofensa, na verdade, porque os night elf odeiam o que houve.
Druid - É uma classe do WoW. É uma das classes mais versáteis do jogo, podendo tanto servir como forte ataque (dps), forte defesa (tank) ou como forte "curandeiro" (healer). É uma classe que pode mudar de forma, sendo essas forma felina, forma de urso, forma de Moonkin (um animal do WoW), forma aquática (uma espécie de leão marinho), forma de viagem (um guepardo) e forma de árvore. Cada forma tem suas habilidades especiais, e a que o Geng assumiu (forma de árvore), possui habilidades especiais de cura.
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Oi! Demorei mais dessa vez, né? Gomen D: ASLDADÇKLJASD
Não me matem ;-; Eu andei realmente ocupada esses ultimos dias, mas finalmente está aqui a atualização de RS~ ♥ Fiquei muito animada com ela nos ultimos dias, especialmente com a capa nova que a Yuu linda fez e com a @FantasticEunHae (que eu não sei o nome DDDDDDD:) que começou a conversar comigo sobre ela e ♥
Dai fui escrever e finalmente postei o/ Deveria ter sido ontem, mas ok, aqui está ÇLASKJDKSA ♥
Espero que gostem desse cap, apesar de todo o drama e tals, mas saibam que foi preciso! Daqui em diante, a coisa vai ser bem tensa~ D:
Sei que ando relapsa com os reviews, mas vou responder à todos daqui a pouco, I promise ♥
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Qualquer pergunta, reclamação, elogio etc. estou sempre no twitter (@ohfuckHyukJae ou @kibumsshi), no forms (http://www.formspring.me/ghosuto) ou no Nyah mesmo por MP~ É só me procurar :D
Espero que tenham gostado e que continuem acompanhado (e mandando reviews -q /apanha) ♥
Até a próxima :3 o/ ♥
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