Red Pineapple Of Dead
9 Por favor, por favor, não me deixe cair
Notas iniciais
-Abacaxizinho? Que porra é essa, Naomi-chan?
-É... Abacaxi vermelho da morte. É o nome da fic, não é? Seu lindo. Você tem até uma camisa com essa estampa.
-Ahhhh é... Enfim, vamos deixar os leitores terminarem a fic! Boa leitura!
-Boa leitura! Tentem não chorar ehehheeh.
Os dias se passavam, e cada vez mais se falava no tão esperado casamento. Matsumoto Fukutaichou e Nanao Fukutaichou estavam organizando tudo, mesmo sem eu pedir a elas. Elas só disseram que estavam realizando um sonho, e que a única forma de pagamento seria jogar o buquê para elas. Agradeci do fundo do meu coração.
Eu só estava meio preocupada, pois elas tinham marcado o casamento no Mundo Real, assim Ichigo, Inoue e todo o resto dos meus amigos poderiam ir, e infelizmente eu não tinha dinheiro do Mundo Real para gastar, só o da Soul Society. Como presente de casamento, Yamamoto Taichou disse que bancaria tudo para nós. Renji ficou muito agradecido, e eu chorei de emoção. Em uma conversa com minhas organizadoras, Nanao-chan e Matsumoto-san me disseram que o presente de casamento do 6° Esquadrão seriam as flores, já que Kuchiki Taichou cultivava muitas delas nos jardins de sua mansão. A comida e bebida seria fornecida pelo 8° Esquadrão, já que a coisa que Shunsui Taichou mais gosta de fazer é beber. Ele concordou só se eu prometesse que não jogaria o buquê para Nanao-chan. Eu ri e concordei. Komamura Taichou seria o DJ e seu Esquadrão cuidaria da iluminação. Imaginava Komamura-san de fones de ouvido, e com isso eu ria.
Matsumoto escolheu um salão incrível no Mundo Real, relativamente perto da minha casa. Era grande e espaçoso, tinha várias mesas, um bar e uma pista de dança bem legal. E, para a minha maior surpresa, eu e Renji recebemos mais um presente incrível do restante dos Esquadrões e do Yamamoto Taichou: reformariam minha casa, e eu não teria que pagar nada por isso. Além disso, eu e Abarai viveríamos no Mundo Real. Ou seja, trabalharíamos na Soul Society, e depois voltaríamos à nossa casa lá, perto de nossos amigos. As coisas não poderiam estar melhores para os noivos do momento.
Dois meses haviam se passado desde a proposta de Renji. Tudo estava correndo super bem, o casamento estava marcado, os convites entregues e a decoração escolhida. Porém, faltando duas semanas para o casamento, eu ainda não tinha escolhido meu vestido. Eu tinha ido em várias lojas do Mundo Real e da Soul Society, mas não tinha gostado de nenhum. Queria algo simples, bem simples. Como a festa iria ser de tarde, queria um vestido curto, reto, sem babados ou algo do tipo. E eu não achava em lugar nenhum. Estava no Mundo Real com Unohana, Matsumoto, Nanao, Hinamori e Ikkaku.
-Hazaki-chaaaaaaaaan! — ouvi Inoue gritar enquanto corria na minha direção.
-Ahh! Inoue-chan! — nós nos abraçamos.
-Já escoheu seu vestido? Estou super ansiosa para ver!
-Não, não... Não achei nenhum legal ainda.
-Vamos na loja nova que acabou de abrir, é logo ali na esquina!
-Então vamos!
A loja era bem simples, tinha umas duas dúzias de vestidos pendurados nos cabides. Ikkaku estava emburrado num canto, reclamando sobre o que estava fazendo com um monte de mulheres. Mas eu tinha insistido que ele viesse, já que ele era meu melhor amigo e eu precisava de uma opinião masculina. Como Renji não podia ver, ele daria a graça dessa opinião.
Bati o olho em um vestido e pensei “É esse”. Corri até ele e o tirei do cabide. Era de um branco bem suave, a parte de cima tinha uma renda bem discreta, separada do resto liso de cetim por uma faixa preta que marcava a cintura. Tinha um decote coração, tomara-que-caia, e era aberto até o meio das costas. Lindo, lindo, lindo! Bem do jeito que eu queria!
-Gente! — falei, e a conversa parou. Peguei o vestido e juntei-o ao meu corpo – E esse? Não é lindo? Eu adorei! — e dei uma voltinha com ele.
-Que lindo! — disse Hinamori-chan.
-Nossa, eu amei! — disse Nanao-chan.
-Em mim não ficaria bem por causa dos peitos... — disse Matsumoto, meio chateada.
-Hm... — disse Unohana Taichou, pensativa. Todos pararam para ouvir o veredicto final – Vá experimentar.
-Tá. Ikkaku, o que você acha? — perguntei.
-Tanto faz.
-Idiota.
Corri para o provador, e fiquei espantada ao ver o quão bem o vestido caía no meu corpo. Ele era justinho em cima, e logo depois da faixa ele alargava, abrindo bem de leve. Batia um pouco acima dos joelhos, e realmente fazia com que parecesse que eu tinha mais peito. Não que eu tivesse pouco, mas eu não era uma Inoue ou uma Matsumoto da vida. Saí de lá, e todos elogiaram. Ikkaku até ficou meio bobo, e disse que tinha gostado muito. Fiquei superfeliz. E, de repente, bam!, mais uma surpresa: Unohana Taichou iria pagar pelo vestido, esse era o presente do 4° Esquadrão. O aluguel era meio caro, então fiquei com um pouco de peso na consciência. A moça do caixa disse que iriam lavar e passar o vestido direitinho, e ele seria entregue na casa de Inoue no dia do meu casamento. Perfeito!
Fazia uma semana que eu não tinha notícias de Renji. Esses últimos sete dias foram uma correria danada, ajeita aqui, ajeita ali, põe isso ali, põe aquilo lá... Estressante. Por sorte, no dia anterior ao casamento, Matsumoto e Nanao insistiram que eu ficasse em casa para descansar. Tentei dormir durante a tarde, mas não consegui de tanto nervosismo. Passei o dia na casa de Inoue, tentando decidir qual seria meu penteado e minha maquiagem. Eu e Inoue estávamos histéricas. Eu temia que Nel, aquela garotinha de cabelos azuis esverdeados que nós conhecemos em Hueco Mundo, não conseguisse levar direito os anéis até o “altar”, já que ela é uma criança muito atrapalhada e desastrada. Mas se Ichigo confiava nela, eu também confiava. Para minha infelicidade, Rukia compareceria à festa, mas só por causa de Renji. Ele disse que nós tínhamos que convidá-la, pois ela era sua melhor amiga desde sempre e blá blá blá. O importante é que ele esteja feliz.
Inoue fazia mil tipos diferentes de penteados no meu cabelo, mas eu estava distraída pensando no salão. Eu só havia decidido as cores, flores e tudo o mais, mas não tinha visto o produto final. Ao receber um cutucão da ruiva, me olhei no espelho. Estava com um rabo-de-cavalo no alto da cabeça, bem simples, com alguns fios soltos e a franja bem escovada. Perfeito. Combinaria com a simplicidade do vestido. Para a maquiagem, a mesma coisa: delineador, rímel, base, pó, blush rosado e um batom vermelho bem claro.
Naquela noite, eu não consegui dormir direito. Iria passar a noite na casa de Inoue, pois o dia seguinte seria muito cheio. Eu ficava pensando no que tinha dito à Matsumoto: “quero o casamento mais épico que a Soul Society já viu, então não meça esforços”. O que será que aquela louca tinha aprontado? Ela não seria capaz de arruinar tudo, seria? E onde estava Renji? Eu queria tanto falar com ele! Pelo que eu ouvi, ele estava em uma despedida de solteiro com Ichigo e alguns outros garotos não sei onde. Espero que eles não tenham ido à um strip club ou algo do gênero. Eu mataria Ichigo se eles fossem.
Quando preguei meus olhos, eram 4:30 da manhã. Parece que as meninas perceberam que eu tinha dormido mal, então me acordaram só meio-dia. Os vestidos já haviam chego, eu tomei um banho. Minhas mãos tremiam loucamente. Precisei de ajuda para me maquiar e me vestir, de tão nervosa que estava. Vomitei duas vezes. As meninas me forçaram a comer alguma coisa antes de ir, porque não sairia legal nas fotos eu vomitando de novo. Comi, escovei os dentes, retoquei o batom, peguei meu buquê e nós partimos para o meu casamento.
Todo mundo foi para o salão em outros carros, menos eu, que iria em um sozinha. Quem dirigia era Shunsui, ele entraria comigo na hora. Pensando nisso, senti falta dos meus pais e do meu irmão. Queria que eles estivessem comigo no dia mais feliz da minha vida. Quando deu 4:00, não consegui conter meu sorriso. Nanao me ligou, dizendo que estavam todos prontos e que era para nós irmos imediatamente. Meu coração quase pulou para fora do peito, eu estava quase chorando de tanta alegria.
-Não vá borrar sua maquiagem, Naomi-chan.
-P-Pode deixar – e respirei fundo. Ao ver a entrada do salão, fiquei boba – Ai, meus shinigamis. Vou desmaiar.
Shunsui já estava abrindo a porta do carro para mim e oferecendo sua mão. Peguei na dele, e percebi como a minha estava fria e úmida. Pisei no chão e quase tombei. Ele me ofereceu o braço, e eu o agarrei com força. Estávamos parados na porta de madeira, conseguíamos ouvir murmuros do lado de dentro. De repente, a música começou. Era uma melodia suave de piano. Meus joelhos tremeram loucamente.
-Por favor, por favor, não me deixe cair – implorei, secando umas poucas gotas de suor que escorriam pela minha testa.
-Não vou deixar – a porta foi se abrindo devagar – A propósito, você está linda.
-Obrigada.
A porta se abriu e eu fiquei cega por um instante. Meu estômago se contraiu. Tremi nos meus saltos. Era agora ou nunca, Naomi. Não estrague seu dia.
A primeira coisa que eu vi e o que me chamou mais a atenção foi justamente o tal do cabelo vermelho. Para minha surpresa, dessa vez estava preso em uma trança, e não em um rabo-de-cavalo. Oh, meus shinigamis. Como Renji estava lindo. Meu coração parou. Pelo visto, não era um casamento tradicional: ele estava de calças sociais, uma camisa azul clara e o paletó aberto, com uma gravata azul escura. Os olhos dele se arregalaram ao me ver, e a boca até abriu um pouco. Não consegui conter uma risada de felicidade. O salão estava cheio, todos olhando para mim, uns rindo, outros chorando. Shunsui me puxou para frente e nós começamos a andar. A música ecoava nos meus ouvidos. Na direita, bem escondida, pude ver aquela cabeleira negra e olhos verdes. Hime! Hime estava lá! Agora tudo estava completo.
De repente, a música parou, e com ela Shunsui. Olhei para os lados, tentando entender o que estava acontecendo. Uma coisa voou pelo meu lado esquerdo, e fechei os olhos para me proteger. Abri-os, e um novo ritmo de música começou a tocar, dessa vez forte. Na minha frente estavam dois malabaristas, um brincava com fogo, outro com argolas. Que legal! Renji riu, e nós nos olhamos. Deu para entender que ele não tinha planejado isso, muito menos eu. Dava para ver que esse casamento seria épico.
Quem fez toda a cerimônia foi, para a diversão de todos, Hitsugaya Taichou. Foi bem rápida, cerca de meia hora, uns quinze minutos só falando besteira. Foi superdivertido. Na hora das alianças, Nel entrou direitinho, linda no seu vestidinho. Ela veio sorridente, pululando, nos entregou a caixinha e correu para Ichigo. Dei uma piscadinha para ele. Colocamos os anéis, nos beijamos, e tchanam! Estávamos casados.
A festa foi incrível. Komamura estava arrasando de DJ, e ele até que ficou fofo de fones de ouvido. Dancei loucamente, sempre com Renji grudado em mim, comi bastante, bebi bastante, me diverti muito. Todos pareciam felizes. Na hora de jogar o buquê, quem pegou foi Rukia, que escalou Matsumoto e Nanao por ser pequena e conseguiu pegar o buquê. Ela agarrou no ar e depois correu para Ichigo. Ela comemorava feliz, e ele esboçava um sorriso simpático. De repente, ele a beijou na frente de todo mundo. Pensei que ele gostasse da Inoue! Que estranho... Então estaria marcado o próximo casamento.
Renji disse que eu estava simplesmente deslumbrante, e que ele sabia que eu seria dele desde o momento que nós trocamos os primeiros olhares enquanto eu ainda era Taichou substituta e estava no meu primeiro dia. Comentou também que tudo estava ótimo, e que nós seríamos muito felizes juntos. Nisso eu concordei. Nós nos beijamos, e eu acabei borrando todo o meu batom.
Definitivamente era o dia mais feliz da minha vida.
Notas finais
-Foi! Admito que estava com medo de deixar tudo nas mãos da Matsumoto e da Nanao... Mas deu tudo muito certo.
-Só eu acho que o Komamura ficou muito fofo de fones de ouvido?
-Também achei... Te amo, Naomi-chan!
-Te amo, Renji-kun!
Então, minna, foi muito bom escrever pra vocês. Adorei passar um tempinho com a Naomi e o Renji, e espero que vocês tenham gostado também. Quem quiser ler outra fic de Bleach, tem uma com o Grimmjow! O nome é Como Domar Uma Pantera Em Sete Dias! Obrigada por lerem! Deixem um recadinho se gostaram! Beijinhos! ^3^
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