Red Night

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Este capítulo será mais estendido, então voltarei a escrever nele. Fique de olho!

Estou escrevendo isso durante a aula de matemática e espero que a Srta. Emma não me veja.

Estou escrevendo isso porque não consigo me concentrar em nada sendo que Jay aparece em quase tudo que faço ou penso. Ele não merece passar por tudo o que eu passei, mil anos de sofrimento que eu não desejo a ninguém.

Me pergunto, o que deu errado? Eu tinha o meu canto, escuro como deve ser, com meus amigos pálidos e até que era divertido, mas em um piscar de olhos tudo mudou tão rápido, ele apareceu como uma tempestade que chega de mansinho e destrói tudo que encontra pela frente. Não que ele tenha me "destruído", é um tanto quanto irônico para mim o termo "destruído", mas ele fez com que eu me sentisse viva novamente, ele me fez feliz... ah tão feliz.

Mas eu fiz o que era certo, durante séculos fiz isso, me apaixonei e mudei de cidade, nunca pensei em parar pra "viver". Por que com Jay é diferente? Por que eu não consigo sair de Story Falls?

– Vamos Maggie! — Gritou Candice já dobrando a esquina do cemitério — A escuridão nos espera!

Maggie deu um sorriso malicioso e correu.

A cada passo folhas secas estralavam, a névoa encobria grande parte do cemitério, o vento era intenso e desesperado como a respiração de uma vitima.

Gritos, choros, pessoas implorando, pedindo misericórdia, nada disso vale de nada quando se está com fome. Não tente se defender, não grite, não chore, não peça misericórdia, isso só deixa eles mais irritados. Fique calmo, o seu desespero é o que eles querem, eles querem uma desculpa para arrancar a sua cabeça.

Mas nem todos são assim, ela não é. Ela era e se envergonha disso, agora só se transforma quando é realmente necessário.

– Você não parece muito animada, qual o problema? — Disse Zack.

– Estou bem, só um pouco cansada. Acho que vou pra casa, preciso de uma boa noite de sono.

– Eu estou entendo você, é aquele garoto de novo não é? — Zack tinha fúria em seu olhar. — Chega Maggie, nós não fomos feitos para amar, não negue o que você é, a pior mentira é aquela que contamos a nos mesmos.

– Eu sei disso, eu sou a mais velha daqui esqueceu? Não ouse me dizer o que é certo para mim, isso é momentâneo, vai passar, mas eu não preciso de um bando de babacas me dizendo o que devo fazer. — Maggie percebeu que a fúria no olhar de Zack se transformou em medo ao ver os olhos verdes da garota se transformarem em vermelho sangue, eles diziam cuidado. — Me desculpe zack! — Os olhos voltavam ao verde original — Eu só estou tendo uma semana difícil, como disse estou exausta. Vou para casa, nos vemos na escola. — Disse Maggie dando as costas para Zack.

– Você é minha irmã Maggie, não me entenda mal, eu só quero o melhor para você.

– Até amanhã, Zack. — Maggie saiu como um vulto, deixando para trás apenas o vento e o cheiro de maçã verde que exalava de seus cabelos.

Maggie ia para casa em passos lentos, pensativa, triste. Via pessoas felizes com suas famílias, outras sozinha porém felizes, algumas com famílias e tristes, outras sozinhas aparentando ser felizes, mas tristes. Ouvia conversas do tipo: "Você é o amor da minha vida" até "Sua vadia, não me procure nunca mais!" e pensava o quão o ser humano é triste.

O seu pensamento foi interrompido por um odor, um cheiro tão familiar, tão doce. Maggie seguiu seus instintos e perseguiu o doce cheiro de rosas.

Não encontrou nada, mas sentiu uma sensação estranha, tinha alguém conhecido por perto, alguém a observava.

Maggie continuou sua caminhada para casa quando uma lata de lixo é arremessada contra ela.

– Qual é, achei que os seu olfato era mais aguçado, querida. — Uma risada irônica sai em meio a escuridão das ruas. — Está diferente desde a última vez que nos encontramos.

Boston, século XV.

Na época todos estavam desesperados em busca do Elixir da Longa vida e transformar metais em ouro, muitos chegam com mentiras em busca de dinheiro e fama como um vidrinho de água com sangue e juravam: "Apresento-lhes o Elixir da Longa vida!". Tão patéticos, acreditam em qualquer baboseira contada por um pobre camponês.

– Iremos sair ao anoitecer!

– Encontrarei você na colina. — Disse Maggie admirando-se em frente ao espelho e escovando os longos cachos.

Maggie ficou sentada na colina esperando durante horas, mas já sabia que ela não era muito pontual. Sente mãos quentes em seus olhos.

– Adivinhe. — Ela sorri.

– Cora! — Ela retribui o sorriso.

Se abraçam e partem em direção a estrada.

– Esse seu plano é louco, Cora! — Ri

– Só quero vê-lo uma última vez, ele disse que uma surpresa me aguarda. E você sabe, é perigoso uma dama sair a noite sozinha. Lá está ele, não é estonteante?

– Realmente é um belo rapaz, esperarei você aqui, seja breve Cora, não demorará muito para os nossos pais descobrirem que fugimos.

Cora correu direto para os braços do belo rapaz.

Trinta minutos se passam quando Maggie ouve gritos.

– O QUE? NÃO, PARE! PARE COM ISSO JOSEPH! ESTÁ ME MACHUCANDO... ME SOLTE! — Grita Cora desesperada.

Maggie corre, mas já era tarde demais, encontra a irmã deitada na grama lisa. Sangue escorria por seus pescoço, nenhum sinal de respiração. Cora estava morta.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.