Red Lipstick

4 Capítulo 4 Heading for Revenge


Notas iniciais
Capítulo 3 esse...

Sangue, sangue. Ele não existe mais. A morte dele é apenas a condição da minha existência, eu não deveria estar culpada. Eu não sou a culpada.

Eu me encolhi, cada vez mais. A polícia virá aqui amanhã pelo meu depoimento, o que eu posso fazer? Eu estraguei tudo. Todo o cuidado que tive de levar minha vitimas a bosques sem que ninguém soubesse. Mas todos os colegas de trabalho dele haviam o visto sair comigo da boate.

Por que eu não consigo me controlar? É só mais uma hora no dia!

Meu cérebro continuou girando sem respostas.

– Me desculpe – Eu sussurrei para o nada – Eu juro que não queria te matar.

Eu deitei em minha cama, mesmo sabendo que isso não ajudaria. Fechei os olhos como se eu fosse dormir, o que é obvio, não acontece. Notei que meus olhos estavam ardendo e abri-os andando até o espelho.

– Então é assim... Chorar – Eu tinha olhos vermelhos como se quisessem se derramar, mas nenhuma lágrima caia, é claro que não.

De repente, como se fosse um raio, simplesmente aconteceu. Eu me lembrei.

Flashback On.

Ali estávamos em um café chamado “Caffè Florian”.

– Você não tem medo? – Um homem incrivelmente bonito me perguntou.

– Eu nunca vou ter medo de você – Eu falei.

– Mas o quê eu posso fazer com você... Eu posso te matar, ou te transformar em um monstro... – O homem falou

– Você não é um monstro – Eu falei com lágrimas escorrendo pelo meu rosto. – Por favor, não vá.

– Mas é perigoso, aqui. Com você humana – Ele me respondeu.

– Então me deixe ser como você! – Exclamei e ele avançou.

Flashback Off.

Tudo que eu senti foi raiva, e desprezo. Ele me transformou, mesmo sabendo a maldição que é viver desse jeito. E ele simplesmente me abandonou sozinha, para descobrir minha existência. Eu vou o destruir, e depois destruir a mim mesma. Eu avancei para o escritório da casa, ligando o computador. E pesquisando por Caffè Florian.

Até que outro fato me atingiu, eu estava com a mesma aparência de quando eu era humana, mesmo depois de todas as metamorfoses, isso tem que significar alguma coisa. Isso significa que eu devo vingança.

O tal Caffè era um de Veneza, que reclamava o título de primeiro Café da Europa. Eu irei esperar a polícia e em seguida estarei em Veneza.

Fui para o banheiro me lavar e pensar. Eu quero vingança, por tudo que ele me fez, e também pelo Caio.

Fechei os olhos ao pensar no nome dele. Eu o havia matado, e segundos depois de notar o quanto preciso dele.

Saí do chuveiro enxugando meus cabelos e vestindo um vestido azul escuro rodado.

Esperei os policiais enquanto comprei minhas passagens pelo computador e arrumei as malas.

Eles finalmente chegaram e abri a porta cuidadosamente, sem entrar em contato com o sol. Eles entraram e perguntaram sobre as janelas fechadas, e eu apenas lhes respondi que eu estava com uma doença de pele, que se agrava com o contato ao sol.

Eles me fizeram um milhão de perguntas sobre o animal que supostamente o atacou e eu só lhes disse que estava escuro.

– Eu não sei se nada sobre o animal – Falei com vontade de gritar para me destruírem ali mesmo. – Eu... Virei o rosto, não consegui ver.

– Entendo que se sinta mal – Disse um policial corpulento.

– Não sei de nada... Só não quero mais falar sobre isso, nem pensar – Falei, e suspirei teatralmente. – Por isso vou passar alguns meses em Veneza.

– Irá? Bem boa sorte, e não se preocupe... Iremos capturar o animal – Falou sorrindo.

“Aposto que irão”, debochei por pensamento.

– Pode abrir a porta? – O policial perguntou.

– Claro – Levantei-me calmamente.

Abri a porta, mais uma vez cautelosa em relação ao sol. Fechei com cuidado atrás de mim. Fiquei andando de um lado para o outro, pensando em como infernos se destrói um vampiro e como infernos vou encontra-lo somente pelo Florian. Bom caso eu não o encontre, vou me destruir, e caso encontre... Nós dois conheceremos o fim dessa maldição.

Meus pensamentos continuaram frenéticos, até que a noite chegou. Peguei minha malas e fui até o carro.

Bem... A passagem é só para uma da manhã, então rumo à caçada.

Fui dessa vez para perto do aeroporto. Um barzinho por ali. Escolhi o primeiro homem que vi e despejei minha conversa de sempre... Revirei os olhos. Homens, tão fáceis de caçar. Assim como...Não pense sobre ele. Isso dói.

Continuei com a interpretação até que deram onze horas, e o convidei para um passeio no bosque. Bom... O que aconteceu é óbvio não é? Pelo menos não preciso esconder o corpo... Uma vez que acreditam que há um animal solto... O mesmo que supostamente matou... Não pense sobre ele, você não tem esse direito.

Limpei minha boca me olhando em um espelho. Peguei calmamente um batom vermelho e o passei com um leve sorriso. Tão vermelho quanto o sangue.

Passei por cima do corpo e fui para meu carro. Segui para o aeroporto impaciente. Achei que o bar era mais perto.

Revirei os olhos ao chegar e fazer o check in. Coisas de humanos são tão complicadas, olhei ao redor. Thomas em todo lugar. Você está perdendo o controle, Nyah!

– Gostei das botas – Falei para uma moça que me encarava no elevador.

– Obrigada – Ela agradeceu, mas continuou me encarando.

– Os óculos também são lindos, mas não escondem que você está me encarando – Grunhi.

– Desculpe – Ela falou. – Era você no noticiário não?

– Era sim – Respondi friamente. – Sabe de uma coisa? Não existe animal. Eu mesma o matei, o que acha disso?

– Não acredito em você – Ela falou suando frio.

– É verdade! Eu poderia te matar aqui mesmo, antes do subsolo chegar – Falei com ferocidade.

Ela apertou cada vez mais o botão do subsolo.

– Se contar, sofrerá as consequências – Sorri. – Mas eu estava brincando, você sabe certo?

– Claro! – Ela riu nervosamente.

Revirei os olho e o subsolo finalmente chegou. Embarquei calmamente. Meu rumo não é Veneza. Meu rumo é um homicídio, seguido de um suicídio. Um sorriso perverso se formou em meus lábios. Nunca mais nessa existência. A ideia parece um tanto promissora.

Notas finais
Bom esses capítulos que eu postei agora são todos da antiga autora. Então daqui para frente os capítulos vão ser todos meus. hihi, então é isso.
Beeijos Amoras!, não esqueçam de comentar! Seus dedinhos não irão cair, se cairem colamos com super bonder ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.