Red Lipstick
9 Zayn pergunta sobre um assunto ruim.
Zayn's POV
Beep Beeeep
Minha vontade de levantar da minha cama era a mesma de sempre. Nenhuma. Eu seria a pessoa mais feliz do mundo intenro se eu pudesse ficar ali por uma manhã inteira. Bati a mão no despertador e voltei a tentar dormir. Fechei os olhos por uns cinco minutos, até Harry entrar no quarto.
--Levanta Zayn!--Ele disse. Usava uma cueca do Bob Esponja. Ele adora andar pelado por ai. Dessa vez, ele teve uma misera consideração por mim, e vestiu uma cueca. E acredite, eu sei bem como é desconfortavel ser acordado pelo Harry pelado.
--Não, eu to bem aqui!--Eu disse. Minha voz soou um pouco sarcastica.
--Eu vou te deixar aqui de novo. Levanta!--Ele jogou no meu rosto, o que poderia ser, o travesseiro mais duro da face da terra.
Eu levantei o rosto para ver ele melhor.
--Harry, você tem algum problema com calças?
--Zayn, você tem alguma dificuldade sobre-humana em levantar da cama?
--Se eu disser que sim, posso ficar aqui?
--Pode, mas só para avisar, não é todo dia que uma garota gata dirigindo uma moto chega para te levar pra onde você quer.
Ele saiu do quarto.
Rolei por quase a cama inteira, até chegar na ponta dela. Eu meio que cai da cama, e teria ficado lá, se não estivesse tão frio no chão. Me levantei com um pouco de dificuldade e fui até o banheiro. Demorei uns vinte minutos para me vestir, arrumar o cabelo e escovar os dentes.
Desci as escadas. Fui até a cozinha. Harry passava a mão no cabelo, provavelmente para tentar arruma-lo. Louis estava falando com alguem no telefone. Niall comia um prato cheio de waffles com melado. E Liam olhava para Niall com uma cara de "não acredito que ele come tudo isso!", enquanto tomava um copo de agua. Me sentei ao lado de Niall. Liam me ofereceu suco e eu aceitei.
-- A Eleanor esta preocupada com você, por causa daquela menina. Anna?
--Anne, e por que ela esta assim?
--Ela disse algo sobre um garoto que era amigo da Anne e... --Ele pareceu tentar usar, ou melhor, evitar a palavra errada.
--E...
--Ele desapareceu, e depois foi encontrado... morto.
Todos pararam. Niall parou de comer e ficou com gosrfo parado no meio do caminho até a boca. Liam quase deixou cair o copo, e Harry ficou com aboca aberta olhando para mim, como se... como se eu fosse esse amigo.
-- Pode ser apenas uma conhecidencia.
--Uma terrivel e macabra conhecidencia.--Harry disse olhando para mim, tentando entender o que estava acontecendo.
--A qual é, coisas assim acontecem o tempo todo! É a vida. Existem pessoas nem tão boas, que fazem mal para os outros. Não é culpa da Anne.
--O jeito que a Els falava no telefone parecia que ela estava muito preocupada.--Louis disse.
--Quais são as reais chances de que a Anne esteja envolvida nisso? A Eleanor esta exagerando.
--Não sei, Za...
--Tá, o assunto esta encerrado! Vamos embora logo.--Eu disse inpaciente, interrompendo o que Louis iria diser.
Me levantei e andei até a porta.
--Vamos.--Repeti.
Harry assentiu e pegou as chaves. Niall deu mais umas tres garfadas nos waffles dele. Liam pegou o celular dele que estava jogado no sofá. Louis continuava me olhando com cara de "esse assunto ainda não acabou."
Quando eu sentei no meu lugar da sala, eu vi Anne arrumar a manga da blusa dela sobre o braço dela, que parecia estar enfaixado. Eu andei até o lado dela.
--Oi, Anne.
--Oi.--Ela disse no mesmo tom seco de sempre. Pegou o livro que estava na bolsa dela. O livro que ela estava no começo ainda. Ela não deve passar muito tempo lendo-o em casa. Ela nem me olhou mais, e ficou lendo.
--O que ouve com seu braço?—Perguntei num tom amigável, ignorando o fato de que ela nem queria falar comigo.
--Nada.
--Ninguem enfaixa o braço por nada.
--Posso ler meu livro em paz, por favor?
--Desculpa. Eu só estava...—Ela levantou os olhos do livro. Ele me olhava querendo saber o que eu diria. –Esquece.
-- Desculpe.—Ela disse fechando o livro.
-- O que? –Eu nunca ouvira Anne pedir desculpas. Eu mal ouvira dez frases de Anne, que eram diretamente para mim. Ela parecia o tipo de pessoa não muito sociável, do tipo que não fala muito. Achei incrível que ela me pedira desculpas.
--Eu não vou repetir. Você ouviu o que eu disse.
Eu sorri para ela. Eu posso jurar que ela quase retribuiu, mas algo pareceu impedi-la. Ele abriu o livro e começou a lê-lo de novo. Então voltei ao meu lugar.
Durante a aula, ela levantava os olhos do livro, para me olhar, eu acho. Uma vez eu fiz meio que uma careta, e ela quase sorriu, mas ela não o fez. Eu normalmente não a entendo. Ela é realmente muito difícil de decifrar. Ela deve esconder muitas coisas. E, por algum motivo, eu quero descobrir o que ela esconde.
Depois da aula, eu disse a Liam que não voltaria para casa com ele e os outros garotos. Disse que teria “assuntos importantes para resolver”. Acho que ele entendeu que eu falava de Anne, mas não discutiu. Ele também não ia com a cara da Anne.
Andei até a arvore no pátio, onde Anne costuma ficar lendo depois da aula. Não acredito que ela realmente leia o tempo todo. Lá estava ela, parada. Sua cabeça mexia leve mente quando passava de uma pagina para outra.
--Anne.—Chamei, para que ela não pensasse que eu estava espionando. Ela levantou a cabeça que estava quase enterrada no livro. Os olhos verdes dela brilharam com a luz do sol e pareciam feitos de vidro. “Nossa.” Pensei quando vi os olhos dela. Me sentei ao seu lado.
--Quem disse que pode sentar comigo?
--Que eu saiba, essa arvore aqui é, basicamente, publica. Então eu posso sentar onde eu quiser.
Ela pareceu me analisar lentamente com seus olhos verdes. Ela passou uns dez centímetros para o lado, e fez um sinal para eu me sentar do lado dela. Eu sorri e passei mais pro lado dela do que eu estava antes. Nós estávamos lado a lado, meu ombro estava colado no dela. Não sei porque, mas isso me deixou com um pouco de vergonha. Mesmo eu tendo me sentado do lado dela, ela não parou de ler o livro. Em algum momento, ela olhou para mim e deu um sorriso rápido.
--Ei, você...—Quando percebi a idiotice que eu ia falar, fiquei quieto.
--Eu o que?
--Nada.—Então, por algum motivo, eu me lembrei do amigo de Anne que Louis tinha me dito naquela manha.—Queria te perguntar uma coisa.
--Fala.
-- Quem era seu amigo que... morreu?
Ela parecia tentar lembrar de quem eu estava falando.
--Não se lembra? Você tinha uns quatorze anos. Ele foi meio que...
O rosto dela ficou pálido. Ela deve ter lembrado. Eu conseguia ver a dor da lembrança em seus olhos. Ela se levantou e disse
--M- me desculpe. Eu estava... Você não... Eu não deveria... Tchau.
Ela saiu correndo dali, deixando seu livro para trás. Eu não consegui dizer nada. Na verdade, eu devo ter piorado a situação quando eu acenei para ela. Ele me olhou com um olhar de “faça isso de novo, e eu te mato!”. Eu não entendi se ela se referiu a acenar para ela, a sentar do lado dela, ou a falar do amigo dela. Provavelmente a ultima opção.
Eu estava planejando voltar para casa com ela, mas vi que eu precisaria arrumar outro jeito.
Notas finais
Eu to cheeeia de provas!
Mas vou tentar ao maximo postar!
Xxx
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