Red Fox
2 Então, seu nome era Dakota
Notas iniciais
Quando acordei me deparei com aqueles olhos azuis da pequena ruiva que estava ajoelhada ao meu lado.
– Arya, ele acordou.
Sussurrou a menininha, como não obteve resposta ela se levantou e foi caminhando em passos silenciosos até a outra ruiva que estava sentada um pouco mais distante com a cabeça entre as mãos.
– Arya... – a pequena tocou de leve a cabeça da mulher, fazendo com que a mesma levantasse o rosto para olhar pra ela – Ele acordou.
A mulher se virou para mim. Ficou me olhando um tempo, se levantou devagar e ficou de pé em minha frente.
– Como se chama? – perguntou, com autoridade.
– Tim, Tim Lewis. – respondi, me levantando.
Quando fiquei de pé, minha visão escureceu, cambaleei um pouco e fui escorado pela mulher, seu toque era frio.
– Eu sou Arya Hyde. E aquela, — disse isso apontando para a pequena que estava parada ainda onde a mulher estava antes – é minha irmã, Dakota.
A menininha sorriu pra mim, e eu a retribui.
– Obrigado por salvá-la. – Arya disse isso enquanto me abraçava.
Um abraço sem calor, diferente da pequena, o tocar de Arya era frio e aflito, o de Dakota era quente e convidativo.
Quando Arya se afastou pude ver onde estava, parecia uma caverna, porém com a entrada tampada, era úmida e muito escura. A única iluminação que tínhamos era a de uma fogueira. Arya pegou um pedaço de madeira, rasgou um pedaço de sua blusa e enrolou na ponta colocando-o na fogueira.
– Temos que ir. – ela disse com a tocha pronta na mão – Temos que chegar em Cable antes do amanhecer.
Ela seguiu pelo fundo da caverna, Dakota pegou minha mãe e me puxou para alcançarmos a irmã.
– O que é Cable? – eu tinha muitas perguntas na minha cabeça, mas era melhor deixar as outras mais importantes pra quando estivermos em um lugar seguro.
– Uma vila, não muito longe daqui. – Arya me respondeu, sem olhar para mim, e continuou – Flint não poderá nos ajudar se amanhecer, então temos que ir logo.
Andamos por mais algum tempo em silêncio até que avistei o fim do túnel. Passamos por ele e entramos numa floresta, Arya se adiantou e seguiu para a trilha. Lá estava mais claro, a lua iluminava o lugar, então Arya apagou a tocha e continuamos. Olhei para a pequena que ainda segurava minha mão e ela me olhou com olhos sorridentes. Andamos mais um pouco, caminhamos até a beira de um morro, não muito alto, e avistei o vilarejo de um pouco mais de três dúzias de casa em volta do que parecia ser uma igreja. Descemos uma pequena escada feita pelo próprio morro, sem relva, e chegamos onde queríamos
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