Red Eyes
1 My Lord
Notas iniciais
Algumas cenas da fic são baseadas no filme Crepúsculo
Obrigada.
Red Eyes
Caminhava em passos rápidos pelas ruas já totalmente escuras de Londres. A neblina densa impossibilitava sua visão; somente se escutava as badaladas do grande e histórico Big Ben.
O vento soprava frio fazendo com que as árvores se balançassem num tipo de dança macabra. Até mesmo as belas cerejeiras sempre tão cheias de vida mostrando toda a beleza das pequenas e delicadas flores róseas naquele momento pareciam árvores de cenário de filme de terror.
A jovem senhorita não se incomodava com aquilo, a imaginação de um ser humano pode criar cenários e visões bem assustadoras quando se está perdida em um local escuro e desconhecido.
Estava desorientada sabia que deveria ter bebido menos, mas era halloween, ou melhor, véspera dele e como sabia que não teria tempo para comemorar resolveu antecipar as coisas.
As incessantes badaladas se esvaíram deixando no ar um silêncio perturbador; tentava observar com calma o local onde estava, não sabia descrever direito ao certo. Sua visão um pouco turva dificultava qualquer tipo de análise.
Álcool poderia ser bom para comemorações só que bebido em grandes quantidades pode te levar a um delírio profundo, era o que sempre sua mãe dizia. Sua cabeça latejava e se sentia tonta.
Já não tinha mais noção do tempo, na verdade já não tinha mais lucidez para nada nem mesmo para saber quem era. Se perguntassem seu nome agora diria qualquer um menos o seu próprio.
Deixou-se cair pelas paredes do beco sujo onde se encontrava, com sua visão embaçada e a neblina cobrindo tudo não conseguiria achar tão cedo o caminho de volta para casa. Sentiu a cabeça doer mais e mesmo contra sua vontade seus olhos foram ficando pesados e talvez ela tivesse caído no sono.
–---------------(***)-----------(***)----------(***)---------------(***)---------------
Os olhos atentos e observadores analisavam tudo a sua volta, a grande torre do relógio era perfeita para suas caçadas noturnas. Entretanto não gostava do habito já costumeiro, parecia uma antiquada rotina anual.
Desde que fora transformado no monstro que era agora não conseguia mais achar graça na vida. Na verdade nunca achou que estava vivo, viver? O que era viver para si? Há muito tempo já não sabia o que significava isso.
A “morte” para si talvez tenha vindo como uma solução, só talvez porque mesmo com seus problemas e conflitos gostava da antiga vida. Para muitas pessoas a morte é a solução dos problemas, acreditam que com ela tudo vai embora e assim podem descansar em paz, mas essa era apenas uma ilusão criada por pessoas insignificativas.
A verdade era que pelo menos para si a morte foi algo dolorido, tortuoso, frio e ao mesmo tempo quente, era como se tivesse entre um mar gelado e uma floresta em chamas. De repente todo o ar em seus pulmões foi sumindo e a coloração ônix dos marcantes olhos de sua família foi se tornando um vermelho escarlate, vibrante a nova marca de sua linhagem.
Aquilo para si se tornou uma maldição, mas na verdade era bem isso uma maldição que só poderia ser quebrada com o sangue de uma moça pura de coração, tão clichê pensou consigo mesmo, mas ainda sim acreditando que isso seria apenas uma ilusão satisfatória, todos os anos na noite de halloween ele ia atrás daquela que poderia ser sua salvação.
Os gritos ensurdecedores daquelas mulheres ao sentirem a dor agoniante de seus dentes em seus pescoços acabaram se tornando uma melodia aos seus ouvidos com o tempo, mas era inútil, pois mesmo tomando o sangue de tantas nunca até agora encontrou a sua “cura”.
Uma doença aquilo poderia ser provavelmente, mas até mesmo uma doença seria menos dolorosa de conviver do que aquilo.
Enquanto observava a cidade em busca de sua primeira vitima o jovem moreno fixou seu olhar em uma moça jogada no meio de um beco, deveria estar desmaiada. Sorriu e pensou “essa vai ser fácil” pegando o relógio em seu bolso viu que faltavam dez minutos para a grande caçada começar, sorriu presunçoso assim o mais remanescente vampiro foi em busca da sua possível cura.
–---------------(***)---------------(***)------------(***)---------------(***)--------------------
Com certeza havia desmaiado de tão bêbada, mas mesmo estando inconsciente sentiu seu corpo ser erguido do chão onde estava, sentiu também estar envolvida por algo frio, extremamente frio.
Com certa dificuldade foi abrindo seus olhos lentamente, ainda estava desorientada o efeito exagerado da bebida demoraria a passar, mas mesmo estando assim pode perceber que não havia mais neblina; muito menos escuridão.
Tudo estava muito bem iluminado, a decoração com aboboras, aranhas e até mesmo asas de morcegos a faziam entender que estava na cidade outra vez. As lojas repletas de fantasias, os enfeites tudo chamava atenção dos belos olhos esmeraldinos.
Quando conseguiu se estabilizar notou que não estava andando, seus pés não tocavam o chão, a sensação de algo gelado estando perto de si chegava a ser incomoda, afinal de contas o que se passava?
Atreveu-se olhar para cima e deu de cara com um lindo, não um perfeito par de olhos negros envoltos por um brilho escarlate. Hipnotizador, envolvente era assim que poderia descrever aquele olhar tão diferente, tão exótico.
Nunca vira algo parecido era totalmente surreal. Juntamente com aquele olhar estava presente nos lábios um pouco avermelhados um sorriso encantador, um pouco sombrio, mas ainda sim encantador.
Pensava se estava tendo uma visão, um sonho, ou se a bebida já tinha afetado todos os seus neurônios.
A pequena viagem nos braços de um total desconhecido havia acabado, foi colocada no chão, por incrível que pareça estava em frente ao seu apartamento. Totalmente curiosa olhou para trás na tentativa de ver se seu “salvador” se poderia descrever assim estava ali, mas não havia ninguém além de si mesma.
Ainda um pouco tonta foi subindo os quatro degraus do simples apartamento onde morava, fitou a porta por alguns instantes e tentou se lembrar onde colocou a chave. Vasculhou os bolsos da calça e nada então só restou à jaqueta e como era esperado lá estava ela, mas juntamente com a chave ela sentiu algo a mais em seu bolso.
Pegou o objeto em mãos, retirou do bolso e para sua surpresa era um relógio. Abriu a tampa que cobria seu interior e o relógio funcionava normal com seu tic-tok. Com a cabeça confusa guardou o mesmo dentro do bolso de novo e colocou a chave na fechadura, virou a mesma e logo a porta foi aberta.
Mas antes de entrar Sakura sentiu um vento gelado passar por si e não sabia se estava tão bêbada ao ponto de ouvir coisas, mas jurava que ouviu uma voz rouca lhe sussurrar.
– Dez minutos.
Balançou a cabeça espantando essas ideias e entrou em sua residência. Tudo que precisava agora era um bom banho e uma ótima noite de sono em sua cama.
Só que bem ao longe o seu salvador a observava atentamente esperando o tempo restante passar para poder concluir sua missão.
– Só dez minutos rosada, só dez minutos.
Algumas horas depois...
O quarto foi invadido por um vento gelado, Sakura sentiu um arrepio lhe subir pelo corpo, levantou-se da cama e foi fechar a janela e não entendia porque ela estava aberta sendo que a havia fechado.
Virou-se para voltar a se deitar quando sentiu um hálito quente sobre seu pescoço. Seus olhos foram vendados e a mesma voz rouca que ouvira mais cedo soprando meio ao vento sussurrou em seu ouvido.
– Já se passou os dez minutos, rosada. – Sakura arrepiou-se com o som daquela voz, ao mesmo tempo em que sentia medo, corria certa adrenalina em suas veias. Com os olhos cobertos seus outros sentidos se aguçavam na tentativa de saber quem era que estava ali consigo em seu quarto. Abriu os lábios e resolveu arriscar a perguntar quem estava ali.
– Quem está ai? Quem é você? O que quer?
Sakura sentiu dois dedos tamparem seus lábios, uma mordida no lóbulo da orelha esquerda, não pode evitar soltar um baixo gemido. Se ela pudesse enxergar veria o sorriso malicioso no rosto do invasor. Mais uma vez ouviu a voz lhe sussurrar.
– Sabia que você faz muitas perguntas!? Mas como você não poderá mais fazê-las vou ser bonzinho e responder, porém só vou responder duas delas a outra você mesma me dirá a resposta.
– Isso é um jogo?
– Quase isso rosadinha, eu sou um pouco viciado em jogos. – O homem deu uma breve pausa e continuou- Eles me excitam. – Mais um arrepio, Sakura não fazia ideia quem ele era, mas sem dúvidas seu invasor sabia como seduzir alguém apenas com a voz. – Quem está aqui é alguém que vai muito além da imaginação do ser humano, o que eu quero é você, ou melhor, seu sangue. Agora me responda quem eu sou rosadinha?
Sakura sentiu um grande calafrio lhe percorrer a espinha, aquelas respostas pareciam vir de alguém que não fazia parte do mundo real, parecia uma figura lendária digna de noites de Halloween.
Sua cabeça latejava, sua mente trabalhava rapidamente tentando encontrar a resposta final da pergunta, era como a peça de quebra-cabeça que faltava para completa-lo. Por mais que se espantasse com a possibilidade que sua mente processava.
Internamente se perguntava se ainda estava sobre o efeito do álcool. Como podia aquela voz tão perturbadora conseguir mexer tanto com seus sentidos...
– Já sabe o que eu sou rosada?
–Primeiro meu nome é Sakura e não rosada, segundo sim eu imagino o que você seja.
– Prazer em conhecê-la Sakura. Já que você sabe o que eu sou diga-me S-a-k-u-r-a, está com medo?- Sakura respirou fundo e mesmo que fosse uma tentativa boba virou-se ficando de frente para seu sedutor invasor.
– Não- Sakura disse com tanta convicção e firmeza que mesmo essas três letras formando uma simples palavra conseguiu surpreender o moreno a sua frente. Sakura sorriu presunçosa. – Eu disse meu nome a você, você poderia pelo menos me dizer o seu não acha?
O jovem vampiro sorriu com a petulância de sua vítima. Ele se sentia estranho estando tão perto dela. Nunca ele havia conversado com uma de suas presas antes era somente morde-las e vê-las secando e esperava que o sangue de alguma o trouxesse de volta a forma humana, mas com Sakura era diferente não queria que ela fosse mais uma de sua lista, mais uma de sua coleção de vítimas. Era estranho o que sentia no momento não poderia descrever.
Ficou observando-a e reparou em como ela era bela mesmo estando vendada. Sua pele branca lembrava os finos e delicados flocos de neve que costumava ver cair pela janela de sua sala quando era menor, os lábios rosados juntamente com o cabelo o lembrava das flores de cerejeiras, Sakura era extremamente perfeita.
Aproximou-se um pouco mais da jovem e deixou que seus lábios tocassem os dela ao pronunciar seu nome.
–Desculpe minha falta de educação, eu me chamo Sasuke.
O corpo de Sakura se arrepiou por inteiro ao sentir os lábios dele sobre os seus. Mesmo que o que pensasse fosse verdade ela realmente agora não sentia mais medo, pelo contrário queria ter um contato maior se iria morrer pelas mãos, ou melhor, pelos dentes de um vampiro que pelo menos tivesse o último direito concedido.
Foi se aproximando um pouco mais até que sentiu seu corpo ser colado ao dele. Seus cabelos foram envoltos por seus dedos e ela tocava o rosto gelado de Sasuke. Ela nem precisou fechar os olhos apenas se deixou levar e se entregou ao momento quando sentiu ser beijada.
Por mais que os lábios dele fossem frios Sakura não conseguia achar viciante beija-los. Drogada, entorpecida naquele momento se sentia assim completamente drogada pelo beijo daquele vampiro.
Sasuke nunca provara de lábios tão doces e quentes como os de Sakura. Seu interior queimava e mesmo que sua consciência gritasse para ele parar simplesmente não conseguia, pois se sentia ligado àquela rosada.
Inconscientemente Sasuke foi levando Sakura até sua cama, seu corpo queimava em chamas ardentes. Nunca havia se sentido assim, vampiros não sentem calor, era assim que pensava até encontrar Sakura.
Maldita rosada era isso que gritava para si mesmo, mas não conseguia acha-la maldita, irritante talvez, mas maldita não; ela era especial, diferente, amável.
Não sabia mais diferenciar realidade de fantasia naquele momento o ósculo que dividiam o estava levando a um delírio profundo, era como se ela fosse uma heroína criada especialmente para si.
Quando se deu conta já estava deitada em sua cama com um corpo muito bem definido pelo que podia sentir sobre o seu. Ela poderia pedir para parar com tudo aquilo, podia tentar afasta-lo, mas simplesmente não queria, não queria ser apenas a presa dele queria ser algo a mais, algo muito, além disso.
Queria pertencer a ele mesmo Sasuke sendo um total desconhecido ela não se importava, pois se iria morrer que pelo menos morresse feliz.
O beijo foi encerrado pelo ar que lhes faltaram, Sakura se sentia incomodada com aquela venda queria tira-la então foi levando suas mãos até a mesma só que mãos mais rápidas que as suas a pararam.
– O que pensa que está fazendo?
– Eu quero te ver, preciso olhar nos seus olhos.
– Você não vai querer isso.
– Você não sabe o que eu quero, eu quero muita coisa, mas nesse momento só desejo olhar nos seus olhos enquanto me entrego a você. – As palavras de Sakura fizeram o frio e orgulho Sasuke ruborizar. – Já que vou morrer mesmo deixe-me vê-lo. – Sasuke não pode negar isso, mas também ao ouvir a palavra morte sentiu algo em si incomodar, não sabia o porquê, mas não queria mata-la mesmo que ela fosse sua cura preferia viver o resto da eternidade como um vampiro do que tirar a vida daquela garota. Devagar foi desatando o nó da venda até que a mesma caiu pelo rosto alvo. O quarto estava totalmente escuro, mas algo no ambiente se destacava e era o brilho escarlate dos olhos de Sasuke. Hipnotizada assim que se sentiu ao olhar dentro daqueles olhos, era estranho mais já tinha visto olhos assim e então se lembrou da pessoa que a levou até em casa e sorriu.
– Por que está sorrindo Sakura?
– Só me lembrei de que há algumas horas antes eu estava jogada em algum lugar e alguém me tirou de lá, me salvou e essa pessoa tinha o mesmo olhar que o seu. Agora olhando bem são os mesmos olhos do meu salvador e são esses mesmos olhos que vi ao abrir os meus que vou ver quando fecha-los.
Sasuke sentiu um aperto com aquelas palavras e sem pensar em mais nada voltou a beijar os lábios doces e viciantes de Sakura. Não queria perde-la, não queria mata-la, não queria ver o brilho dos olhos esmeraldinos se ofuscarem por sua causa, definitivamente não queria ficar sem ela ao seu lado.
O que sentia nesse momento não poderia ser considerado amor, mas talvez paixão, carinho, ternura. Como poderia privar alguém tão bela e jovem de viver? Assim ele seria o mesmo monstro que aquele que tirou sua vida não queria que ela passasse o mesmo que ele.
Sasuke foi desatando o laço da camisola que Sakura trajava e foi a retirando com cuidado até que a mesma estivesse no chão. Lentamente seus dedos passeavam entre o corpo da rosada, sentia a textura macia que a pele dela possuía. Sasuke pegou na mão livre de Sakura e entrelaçou seus dedos aos dela.
Sakura arrepiava-se com o contato dos frios dedos em sua pele quente. Apagou qualquer resquício de lucidez de sua cabeça e deixou-se entregar por completo aquele total desconhecido que naquele momento aos seus olhos não era um vampiro, mas sim o homem perfeito para si.
–--------------(***)----------------(***)---------------(***)----------(***)---------
O tempo já não existia mais naquele momento para ambos, abraçados esqueceram-se até mesmo quem eram. Sasuke fitou mais uma vez as belas esmeraldas queria guardar dentro de suas lembranças o brilho que elas possuíam.
Suspirou triste ao ver a rosada afastar as mechas róseas do pescoço o expondo a sua mercê. Os caninos afiados se fizeram presentes e Sasuke os aproximou da pele alva. Mas ao sentir o doce e inigualável perfume o mesmo desistiu e afastou-se dela.
– Eu não posso fazer isso, não posso mata-la, não posso.
– Por que não? Você precisa saber se sou sua cura não é? Então me morda eu não me importo.
– Você não me entende não posso privar você de viver, não você, você não merece isso. Eu prefiro viver eternamente assim, a saber, que tirei sua vida. Não quero ser seu assassino.
Sakura abraçou seu invasor, amante, vampiro, salvador e o olhou ternamente o que fez o coração frio de Sasuke se apertar ainda mais. Beijou os lábios rosados carinhosamente provando pela última vez o sabor daqueles lábios. Afastou-se dela e foi vestindo suas roupas, ela não entendia o que ele pretendia fazer. Sasuke terminou de se vestir e dando um rápido selinho em Sakura despediu-se da mesma.
Não conseguiria conviver com a culpa de mata-la então mesmo que ela o tirasse dessa vida solitária preferia continuar assim, pois Sakura com certeza não era uma simples presa, ou vítima ela se tornara algo muito mais valioso que isso. Aos seus olhos ela era a mulher perfeita para si se ainda fosse humano.
– Aonde vai?
– Já que não posso viver com você e nem mata-la irei embora.
– Não Sasuke espera não vá eu preciso de você aqui comigo. Eu não posso dizer que te amo, pois estaria sendo precipitada demais, mas eu sinto um imenso carinho por você e depois do que aconteceu entre a gente nessa cama não posso simplesmente deixa-lo ir. Já que você não quer me matar, me transforme em uma vampira, me transforme.
Sasuke ouvia tudo atentamente sem acreditar nas palavras de Sakura. Ela com certeza não sabia o que dizia viver como uma vampira era pior do que não viver.
– Eu jamais faria isso.
– Eu não estou pedindo estou implorando deixe-me viver junto ao seu lado Sasuke e tenho certeza que juntos poderemos descobrir um sentimento chamado amor.
Sakura levantou da cama e aproximou-se de Sasuke, ela expos mais uma vez o pescoço a ele e o pobre moreno não conseguiu negar dessa vez. A ideia de tê-la para si vivendo consigo por toda a eternidade era tentadora demais. Aproximou seus dentes do pescoço dela e antes de fazer o ato final perguntou a ela.
– Tem certeza que é isso que deseja?
– Com toda minha alma.
Sem mais exceções Sasuke cravou os dentes no pescoço de Sakura. Era uma dor perfurante, mas nada tão incomodo como pensava. Logo sentiu seu corpo queimar ao mesmo tempo que ficava frio, uma dor como se laminas a perfurassem foi a invadindo. Sentia seus olhos queimarem e quando se viu livre dos braços de Sasuke olhou seu reflexo no vidro da janela e pode contemplar sua nova eu.
As esmeraldas se tornaram belas rubis, os cabelos róseos estavam ainda mais vibrantes e vivos, sua pele pálida e completamente fria, eram todas as características de sua nova linhagem.
Virou-se para trás e ao ver Sasuke para sua surpresa o mesmo não era um humano ainda permanecia um belo e sanguinário vampiro. Sorriu com isso.
– Então afinal de contas eu não era sua cura.
– Não você não era, mas eu não me importo mais em ser um vampiro, pois agora eu não estou mais condenado a ter uma vida solitária e vazia porque tenho você comigo.
– Eu não escuto mais nada agora Sasuke, pois não importa o que digam eu estou me viciando em você.
Sasuke sorriu satisfeito, não estava triste por não ouvir um eu te amo de Sakura, pois isso eles diriam com o passar do tempo afinal teriam toda a eternidade para se apaixonarem. Tomou os lábios rosados agora um pouco frios, mas ainda com um leve calor num beijo luxurioso e intenso.
Sakura afinal de contas não era sua cura, sua salvação para a vida humana, mas ela conseguiu se tornar algo muito mais importante. Ela se tornou sua luz que o tirou da sua sombria escuridão.
Ela não conseguiu ser a cura dele, não conseguiu ser a salvação dele, mas ele também não era o príncipe encantado que esperava encontrar, mas ele era algo melhor. Sasuke não era somente um vampiro, ele era seu Lorde dos olhos vermelhos.
Não importa o tipo de caminho escuro que você tenda a trilhar, o que importa que sempre no final dele existirá a luz que iluminara sua escuridão.
(Black Swan- Red Eyes)
Fim....
.
Notas finais
Happy Halloween a todas.
Kissus e até uma próxima Black Swan
Fale com o autor