Red Destination
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Atualizações serão semanais honeys
espero que gostem ♥
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FUTURO
Louis
Me movia lentamente em cima dele, o sentindo entrar e sair de dentro de mim, firme, forte.
— hmm, isso amor! ahn — ele gemeu sôfrego
Sua cabeça estava jogada nos lençóis, seus olhos fechados enquanto eu cavalgava nele lentamente. Suas mãos se moviam desde a minha cintura até as minhas coxas, hora ou outra deixando leves apertos.
Levei minhas mãos que estavam no seu peitoral até os seus braços passando-as por seus bíceps subindo ate o pescoço. Emaranhei meus dedos em seus cabelos e puxei o fazendo abrir os olhos e me encarar.
O puxei para um beijo e ele se apoiou nos cotovelos para poder sentar, rodeou minha cintura com seus braços colando nossos corpos suados que se esfregaram, meu membro preso entre nossos abdomens fez um atrito gostoso que me fez revirar os olhos de prazer.
Nosso beijo era calmo, lento e sensual. Mordi seu lábio inferior e ele deixou um gemido baixo escapar por sua boca. Direcionei meus lábios para o seu maxilar deixando beijos molhados até o seu pescoço, passei minha língua ali e abri um pouco a boca para poder pressionar meus dentes na sua pele.
"Deus, como eu queria marcá-lo"— Lamentei
Comecei a fazer movimentos circulares em cima dele, ele deixou sua cabeça descansar no meu ombro suspirando a cada vez que eu descia e o fazia entrar mais dentro de mim.
Continuei com os movimentos subindo e descendo nele fazendo sua glande roçar levemente minha próstata. Gemi em agonia e levei meus lábios até seu ouvido.
— Amor, por favor eu... hmm, eu preciso, eu precis...
Não consegui terminar, ele apertou minha cintura e virou nossos corpos ficando por cima de mim, me prendendo no colchão.
Trouxe sua boca até a minha e me beijou, sua língua me invadindo enquanto eu sentia seu membro sair de mim lentamente. Foi parando o beijo calmamente até separar nossos lábios mantendo-os perto o suficiente para que nossas respirações fossem uma só.
Então voltou com tudo pra dentro de mim acertando minha próstata com força fazendo todo meu corpo tremer. Saiu e entrou outra vez, e outra vez, e outra vez, estabelecendo um ritmo gostoso que me fez gemer alto.
— Mais forte! — Soltei entre suspiros
Praticamente gritei quando ele me estocou mais forte e mais rápido fazendo nós dois delirarmos no prazer. Balancei meus quadris junto de suas investidas e estabelecemos um ritmo constante, não tão rápido mas gostoso o bastante para nos deixar com respirações entrecortadas. Continuamos assim por longos minutos até que ele apoiou seus braços ao lado da minha cabeça e eu levei minhas mãos até suas costas arranhando meus dedos por sua pele tentando cravar minhas curtas unhas na mesma.
— Ahn... e-eu vou, amor eu vou...
— Dentro, dentro de mim por favor! — disse apertando os olhos com força sentindo meu orgasmo se aproximar também.
Ele aumentou o ritmo de suas estocadas e levou uma de suas mãos até meu membro preso entre nossos corpos, me masturbando no mesmo ritmo de suas investidas.
Levou sua boca para o meu pescoço chupando forte para abafar um gemido. Com mais algumas estocadas seu corpo retesou e ele grunhiu enquanto gozava dentro de mim, seu corpo tremendo enquanto me preenchia com seu sêmen. Gemi alto arqueando as costas gozando forte logo em seguida sujando sua mão e nossas barrigas.
Ele deixou seu peso cair sobre mim e continuou se mexendo lentamente, me beijando calmo enquanto ia parando os movimentos.
Separou nossos lábios e me olhou profundamente. Nossas mentes enevoadas viajando numa espécie de "limbo orgásmico" enquanto nossas respirações arfantes gradualmente voltavam ao ritmo normal.
Senti-lo assim, tão perto de mim, tão dentro de mim, era provavelmente a melhor sensação que eu algum dia irei experimentar.
Um sorriso bobo preencheu meus lábios, apertei os olhos quando o senti lentamente saindo de mim.
— Eu te amo tanto, tanto, que... — fechou os olhos como se estivesse ponderando o que dizia.
— Dói. — completei por ele, suspirando.
Ele abriu os olhos para me encarar, suas feições expressando dor como se para concordar.
Trouxe uma de suas mãos até meu rosto para acariciar minha bochecha e sorriu fraco. Tantas coisas não ditas, mas compreendidas num simples olhar.
"Vai passar" - era o que ele provavelmente queria dizer
Sorri em resposta e levei minhas mãos até seus cabelos pegando alguns fios que caiam por seu rosto e os pondo atrás da orelha.
— Você foi tão... — comecei a falar mudando de assunto, minha voz soando cansada.
— Viril? — ele perguntou brincalhão pondo um sorriso sacana no rosto.
— Romântico? — respondi receoso com um pequeno sorriso nos lábio.
— Você não gostou? — ele devolveu com o cenho franzido.
— O que? — disse confuso — Não amor, não é nada disso! — falei deixando um risinho escapar.
Vi alivio em seu olhar, mas ele continuou com o cenho franzido esperando que eu continuasse.
— É só que, bem nós não nos víamos a algum tempo e... — parei quando vi sua cara de deboche
— O que? — indaguei confuso
— "algum tempo" Louis? Sério?
— O quê? — voltei a indagar sorrindo, tentando soar inocente.
— Três meses Lou! Malditos noventa dias! — ele soltou exasperado
—Você estava contando? — perguntei rindo
— Você não? — ele retrucou irônico levantando uma sobrancelha
Mordi o lábio tentando segurar o riso e ele apertou os dele numa linha fina para não sorrir.
— Isso importa? — retruquei — estamos juntos agora! — falei contente e aproximei nossos rostos para deixar um selinho rápido em seus lábios.
Sorrindo ele saiu de cima de mim e deitou ao meu lado pondo uma de suas mãos na minha cintura. Virei de lado para poder encará-lo e levei uma de minhas mãos aos seus cabelos enquanto a outra descansava no meio de nós tocando seu peito.
— A questão é — continuei — nós estamos fazendo sexo há... — levantei o rosto para encarar o relógio digital atrás dele e arregalei os olhos fingindo espanto. — Oh meu Deus! — exclamei — Três horas! Você tem noção? Três longas horas de sexo lento. Isso provavelmente vale por uma semana de exercícios. — conclui pensativo.
— Primeiro — ele começou tentando controlar o riso — isso se chama fazer amor e não "sexo lento" — disse tentando imitar minha voz. — Segundo — juntou ar nos pulmões e ficou sério — três horas? Você acrescentou uns bons quarenta minutos aí!
— Isso é relativo — interrompi — você provavelmente não está contando com o tempo que gastamos nas preliminares ou...
— Fala sério! Você não tá mesmo contando isso! — ele disse estreitando os olhos
Tentei segurar o riso mas acabei gargalhando na cara dele. Eu sempre ajo assim depois de transar com ele, fico divagando falando coisas desconexas com a realidade ou rio de qualquer bobagem como se fosse a coisa mais engraçada do mundo quando ele me faz ficar cansado demais.
Fechei os olhos e suspirei tentando me controlar, voltei a abri-los para vê-lo me encarando sério. Engoli em seco e respirei fundo algumas vezes antes de deixar um selinho em seus lábios para tirar a falsa carranca que estampava seu rosto.
— Tudo bem — disse devagar, suspirando — continue — incentivei dando mais um selinho em seus lábios.
— Então — começou — você acrescentou uns bons quarenta minutos — deu ênfase nos "quarenta minutos" e me olhou como quem diz "concorde ou apanhe".
Balancei a cabeça em concordância e pisquei os olhos tentando soar inocente, o que só o fez revirar os olhos e sorrir.
— E terceiro — continuou — você fala como se realmente não tivesse gostado! — terminou fazendo bico.
Dessa vez eu revirei os olhos e fiz minha melhor expressão de "Fala sério!".
— Você sabe que não é nada disso.
— Na verdade eu não sei de nada! — respondeu sorrindo.
— Olha — comecei — é só que, como você mesmo fez questão de ressaltar, não nos víamos a "três malditos meses", e em outra ocasião com menos tempo que isso teríamos fodido como coelhos no cio a tarde toda!
— Se o seu problema é que não estamos fodendo como coelhos no cio, podemos resolver num instante. — me olhou sugestivo arqueando as sobrancelhas.
Sorri levantando as sobrancelhas, sabendo que ele está tão exausto quanto eu e só disse isso para fazer piada. Nós provavelmente cairíamos no sono antes mesmo de conseguir ficar excitados.
— Eu não tenho nenhum problema com isso, só fiquei surpreso com o jeito que me tratou. — ele abriu a boca e eu sabia que sairia algo como "você fala como se te tratasse mal".
— Não que você me trate mal ou algo assim — acrescentei rapidamente — É só que, você não costuma demonstrar que sentiu saudade sendo carinhoso na cama, muito pelo contrario! — constatei.
— Entendi — disse lentamente enquanto fechava os olhos, o cansaço do "esforço" que fizemos chegando. — Você queria que eu tivesse te fodido sem piedade hum?
Sorri bobo e fechei os olhos também, me aconchegando mais perto dele.
— Não, eu gostei de "fazer amor" — disse suspirando — Só queria saber se tem algum motivo especial pra isso...
— Na verdade — ele começou cauteloso — tem sim, mas eu não queria te contar até ter certeza.
— É sobre a Katherine? — perguntei baixinho. Meu subconsciente gritando "Não crie esperança, não crie esperança!".
— Sim. — ele respondeu receoso.
— Como ela está? — perguntei antes que pudesse me controlar.
— Será que podemos não falar dela agora? — ele retrucou soando triste e um pouco irritado — Sabe, não enquanto estamos aqui e não depois de fazer amor. Por favor? Eu só... — pausou um pouco ponderando as palavras- só quero ficar com você agora, só você! Sem pensar no resto do mundo. — concluiu.
— Tudo bem, podemos conversar sobre isso depois.
Ele se apertou mais contra mim e deixou um beijo em minha testa.
— Obrigado. — disse simplesmente. Um silêncio constrangedor se espalhando entre nós.
— Deus, estamos nojentos! — constatei quebrando o silêncio, sentindo meu esperma secar nos nossos abdomens.
A risada dele fez seu corpo vibrar e ecoou pela minha mente.
— Podemos deixar o banho pra depois também?
— Sim. — respondi sorrindo, sentindo o sono me invadir e meu corpo começar a amolecer.
— E quem levantar primeiro faz chá! — ele disse e bocejou.
— Ok. — concordei bocejando também.
Tenho certeza que o ouvi dizer mais alguma coisa, e tenho certeza que devo ter concordado outra vez, mas minha mente já estava muito perdida no sono para poder prestar atenção.
~•~
Acordei algumas horas depois com a voz dele cantarolando alguma coisa pela casa e o cheiro de chá invadindo minhas narinas. Um sorriso bobo apareceu em meu rosto.
"Deus, como fico idiota quando estou com ele".
Me espreguicei nos lençóis e inspirei fundo, abri os olhos e virei o rosto para poder olhar pela janela ao lado da cama. Estava chovendo. O céu estava cinza com nuvens carregadas que me diziam que ainda ia chover por boa parte do final de semana. Gotas escorriam lentamente pela janela de vidro me fazendo pensar em como o dia não estava contrastando com o meu humor, pois embora eu amasse chuva e dias cinzentos eu estava feliz demais para apreciar a nostalgia que um dia como esses causava.
Resolvi levantar e ir tomar banho, tirar os resquícios do sexo dessa manhã que ainda estavam em meu corpo. Fiquei um tempo debaixo da água quente, mais pensando que tomando banho. Ele tinha sido tão romântico e carinhoso, beijando todo meu corpo, me chupando e me deixando cavalgá-lo lentamente como ele sabe que eu gosto.
"Você não consegue manter uma promessa nem por um dia"— pensei.
Não importa quanto tempo eu fique longe dele, eu sempre acabo voltando, e sempre acabamos assim. Por mais que eu tivesse dito que seria diferente dessa vez, eu simplesmente não consigo controlar a maneira como meu corpo responde à ele.
"Pelo menos eu tentei"
Três meses! Três meses fugindo e o evitando, o fazendo pensar que eu estava ocupado fazendo algo realmente importante para nós, quando na verdade eu estava fazendo exatamente o oposto.
Pus minha mão direita no vidro do box e encarei o fio escarlate amarrado ao meu dedo mindinho, esticado, ele sempre fica assim quando estou perto dele. É assim com todo mundo, quanto mais perto da pessoa que ama, mais o fio se estica, quanto mais longe, mais ele fica frouxo e emaranhado.
"Como nossas mentes!"— pensei. Quando não estão bem, ficam emaranhadas, "frouxas", como o fio que liga nossas vidas.
Afinal, quem eu sou quando estou longe dele? Alguém sem alma, sem coração..., pois todo meu ser pertence à ele e está com ele.
"Não sou ninguém!"— constatei.
Levei minhas mãos ao rosto em frustração e bufei. Tenho que parar de pensar sobre isso, estou aqui agora, já era, já foi, já me entreguei a ele de novo. Pensar sobre o tempo longe dele só me fará ficar de mal humor.
Terminei o banho e vesti uma roupa qualquer antes de ir procurá-lo pela casa. O encontrei na cozinha, sentado num banco alto em frente ao balcão comendo biscoitos e tomando chá. Ele abriu um sorriso quando me viu e eu me aproximei do balcão, me apoiando no mesmo e esticando as pernas para poder beijá-lo do outro lado.
— Boa tarde. — ele disse sorrindo na minha boca.
— Boa. — respondi antes de dar um selinho em seus lábios.
Saí da minha posição e dei a volta no balcão para poder sentar num banco ao seu lado. Ele pôs chá em outra xícara que já estava ao lado da sua e me ofereceu. Agradeci com um aceno de cabeça e levei a mesma aos lábios, depois a apoiei no balcão para poder pegar um biscoito.
— Podemos conversar? — indaguei sem olhar em seus olhos.
— Senti sua falta. — ele disse como se não tivesse me ouvido e se inclinou para me beijar.
— Eu também. — sorri — Como ela está?
Ele mastigou o biscoito que tinha na boca lentamente e depois levou a xícara aos lábios para tomar um longo gole. Estava começando a me irritar, mas eu sei o quanto falar dela o machuca então relevei.
— Ótima, tem uma consulta importante amanhã, algo sobre parar o tratamento. — ele soltou como se não fosse nada demais.
— O quê? — indaguei animado — Fala sério? Tipo, de verdade?
— Sim! — ele respondeu feliz.
— Você estava me assustando com aquela cautela toda! — disse fingindo irritação, mas sem conseguir tirar o sorriso dos lábios.
— Só queria brincar um pouco com você! — disse sorrindo.
Dei um leve soco em seu ombro o que só o fez rir mais ainda. O fitei e imediatamente ele devolveu o olhar me encarando profundamente como só ele fazia, como se pudesse ver minha alma.
Era isso, finalmente, eu não precisaria mais fugir, não precisaria mais tentar escapar, não precisaria mais sentir meu coração rasgar sempre que ele sair pela porta.
Ele virou a cabeça para o balcão e eu segui seu olhar para vê-lo fitando minha mão. Aproximou a sua da minha e entrelaçou nossos dedos mindinhos, o fio vermelho não passando de um pequeno laço os amarrando juntos. Ele não podia vê-lo, mas eu sei que no fundo ele conseguia senti-lo, nos prendendo como um corda prende uma âncora, como as tatuagens que temos.
Ele levantou lentamente e veio até mim ficando em pé no meio das minhas pernas, rodeou minha cintura com suas mãos e eu levei meus braços aos seus ombros passando minhas mãos por sua nuca.
— Por isso você foi tão gentil? — comecei lento — pra comemorar ou algo assim?
— Não. — ele disse provocante alternando seu olhar dos meus olhos para os meus lábios, mordendo os seus levemente logo em seguida.
— Não? — retruquei, engolindo em seco e lubrificando os lábios com a língua.
— Não. — ele sussurrou, antes de diminuir a distância entre nossos rostos e prender meus lábios aos seus, me beijando calmo, mas se afastando antes que eu pudesse aprofundar o beijo.
— Eu fui gentil só porque amo você.
— Nenhum motivo especial além desse? — retruquei sorrindo.
— Você é chato sabia? — ele respondeu rindo.
— Fala logo!
— Ok! — ele disse suspirando e revirando os olhos — Amanhã, depois da consulta as amigas da Kate vão pegá-la pra passarem o final de semana juntas, comemoração de um ano de formatura ou algo assim.
— Oh... — disse compreensivo — você queria me fazer uma surpresa? — sorri enquanto ele assentia com a cabeça.
— Desculpe — disse soltando uma risada. — Você já me surpreendeu hoje de manhã amor — disse quando percebi que ele ficou triste por eu ter estragado a "surpresa". — E eu adorei — acrescentei dando um selinho rápido nele.
— Falando nisso, porque você não me ligou pra avisar que estava em Londres? — ele disse me surpreendendo.
— Eu ia ligar. — disse desviando os olhos para o balcão, a mentira saindo rápida.
— Quando? — ele indagou, não estava convencido.
— Eu queria fazer uma surpresa também. — menti outra vez.
Senti seus dedos em meu queixo e ele levantou meu rosto para que eu pudesse encará-lo. Ele provavelmente sabia que eu estava mentindo, mas só suspirou e me beijou outra vez.
Depois disso fomos para o quarto outra vez. Deitamos abraçados, ligamos a TV, mas não prestamos atenção realmente no filme que botamos, ficamos só conversando pelo resto de tempo que ainda tínhamos juntos.
"Um dia teremos todo o tempo do mundo só pra nós" — pensei esperançoso.
— Harry? — falei manhoso, estava ficando com sono e o cafuné dele não estava ajudando a me manter acordado. Já estávamos calados a algum tempo e a noite já tinha chegado lá fora, e eu sabia que ele iria embora em pouco tempo.
— Hm? — ele respondeu.
— Você pode trancar tudo quando sair, por favor?
Ele ficou em silêncio, ponderando minhas palavras. Ele sabia que o que eu realmente queria dizer era: "Não me acorde quando for me deixar outra vez, por favor!".
O ouvi engolir em seco antes de responder.
— Tudo bem.
— Eu te amo. — disse apertando os olhos com força.
— Eu te amo também. — Ele respondeu com a voz embargada.
Continuou mexendo no meu cabelo até que eu caísse no sono, e quando acordei algum tempo depois ele já tinha ido. Estava sozinho, outra vez, olhando pela janela como hoje de manhã antes que ele aparecesse, só que dessa vez estava escuro, e por mais que a chuva já tivesse passado, as estrelas brilhantes no céu não foram o suficiente para me alegrar, e eu deixei uma lágrima quente escorrer até o travesseiro debaixo da minha cabeça.
Porque a essa hora ele está em casa, ouvindo com um sorriso no rosto como foi o dia dela, e eu estou aqui sozinho e me sentindo vazio, porque é isso que eu sou, nada além de um corpo vazio sem ele.
~•~
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