Red Dead: Rebirth
7 Um Alce Para O Jantar
O aroma do café parecia dar vida aos cômodos de Willard's Rest. Fazia tanto frio naquela manhã que só um café passado na hora poderia esquentar um pouco os ossos de Charlotte. Usava um colete de pele de cervo para se aquecer, mas mesmo isso não parecia ser o suficiente para que um pouco de fumaça escapasse de sua boca sempre que falasse. Era o prenúncio do inverno, a se aproximar. Pelas suas contas, ele estava chegando. Aquela região não chegava a nevar, mas fazia um frio terrível. Ela recordou-se do último inverno passado ali, com Cal. Dos problemas que ambos, tão desacostumados com uma vida no interior, tiveram de passar até se acostumar.
Agora, ao que tudo indicava, iria passar esse inverno com Arthur Morgan. Não porque ainda estava se recuperando de seus ferimentos provocados no combate ao urso. Esses já estavam mais que curados. O grande entrave a segurá-lo por mais algum tempo em Willard's Rest se tratava de sua égua, Guinevere. Ambos ficaram embasbacados com o quão veloz Caramelo se mostrou um conquistador sedento por uma égua, mas ninguém poderia esperar que Guinevere acabasse prenha já no primeiro cruzamento. Os primeiros sinais da gravidez foram os comportamentos um tanto arredios e temperamentais de Guinevere, até que sua barriga começou a ficar saliente. Curiosamente, Arthur não parecia lá ser um grande conhecedor da gestação de éguas, e achou mais prudente ficar em Willard's Rest até que ela parisse o potro. Só então, com Guinevere recuperada da maternidade, partiria com ela em busca de sua vingança, coisa esta que até pouco tempo atrás era seu objetivo principal, mas do qual ele agora mal falava. Parecia sempre mais preocupado com as coisas da cabana. Havia terminado o estábulo e estava concluindo o galinheiro. Queria terminar o chiqueiro, mas com a proximidade do inverno, preferiu deixar pra lá.
Agora, Willard's Rest tinha ovos e galinha, para quando ninguém estivesse muito afim de sair para caçar. Não que isso fosse ruim, pois esse era o momento que Arthur e Charlotte mais gostavam de compartilhar, mas o próprio Arthur a havia aconselhado que caçar era sempre mais complicado no rigor do frio. Os animais passavam mais tempo refugiados em suas tocas e mesmo a pesca era uma atividade insalubre, na friagem da beira de um rio. Por isso, ter algumas galinhas para cozinhar nos dias mais complicados parecia ser uma boa saída.
Arthur estava desde cedo cortando lenha. Queria deixar um bom estoque de madeira em casa, para alimentar o fogo. Lamentou-se certa vez pela cabana ser pequena demais a ponto de não comportar uma lareira. Estava tão cedo trabalhando nisso que Charlotte foi acordada pelo som de seu machado. Resolveu preparar um café para ele. Seria estimulante nesse frio. Enquanto preparava a bebida, o observava da janela de sua cozinha, de costas a erguer e baixar seu machado. Apesar da friagem, usava apenas calças, com o ceroulão fazendo as vezes de camisa. Vestia-se assim apenas em dias muito quentes ou quando trabalhando em algo mais exaustivo, decerto por causa do suor. E cortar lenha na quantidade que estava cortando se encaixava perfeitamente nisso.
Era também perceptível o quão bem sua estadia em Willard's Rest fazia a ele. Desde que aparecera por ali pela primeira vez, ele ostentava uma aparência magra e cansada, provavelmente provocada pela junção de fatores como a tuberculose e também a vida difícil de um pistoleiro foragido, mas agora que estava saudável e há semanas com uma vida estável naquela cabana, a ter refeições bem preparadas e com frequência, ele havia adquirido peso. Não que estivesse gordo, longe disso, mas estava com uma aparência mais muscular, forte. E seus músculos ficavam ainda mais evidentes ao usar ceroulão.... Charlotte corava-se ao mero pensamento de imaginá-lo sem camisa. Como um fora-da-lei, certamente deve ter muitas cicatrizes dos tempos de banditismo.
Ao oferecer-lhe café, surpreendeu-se com uma novidade.
-Você fez a barba!
-Bom dia para você também, Mrs. Balfour. – disse, aceitando a xícara de café e bebendo um vigoroso gole.
-Desculpe, fiquei tão surpresa em vê-lo novamente sem aquela barba enorme que até perdi as boas maneiras.
-Tudo bem, Charlotte. Estava só brincando com você.
-Pena que o cabelo também ficou fora da novidade.
Arthur riu, enquanto posicionava mais um pedaço de madeira para golpear.
-Não sabia que o tamanho do meu cabelo também era de seu desagrado. Pena que, quanto a isso, nada posso fazer, pois não sei cortá-lo sozinho. – disse, com leve desagrado. Realmente, estava achando-o longo demais, já na altura dos ombros. Odiava ter alguns fios a cair em seu rosto e mal via a hora de cortá-lo. Mas temia ser reconhecido ao fazê-lo em um barbeiro, por isso, precisava se contentar apenas com a barba feita, o que já era um alívio.
-Não entendo. Disse que precisava manter a barba e cabelo longos para não ser reconhecido, e agora...
-A resposta é simples. Guinevere está prenha e enquanto o potro não nascer, não posso encarar a estrada novamente. Além disso, o inverno está chegando. Temo que terei que ficar mais alguns meses aqui.... Isso é, se minha estadia por aqui não for incomodá-la.
-Não, de forma alguma.
Arthur sorriu em agradecimento.
-Se quiser, eu... Eu posso tentar cortar o seu cabelo. – ofereceu Charlotte, para pasmo de Arthur.
-Tentar?
-Eu admito, nunca cortei o cabelo de um homem, mas eu corto o meu sozinha. Só as pontas, nada muito difícil. Talvez eu consiga cortar o seu. Isto é, se você não se importar com os riscos...
-Oh, mas só da perspectiva de não ter que pentear todas as manhãs essa minha cabeleira toda eu já aceito os riscos! Além disso, na pior das hipóteses, é só raspar tudo com uma navalha!
-Por Deus, Arthur! Isso seria horrível!
-Não se preocupe, meu cabelo cresce rápido! E tenho um tônico capilar na bolsa também, caso venha a precisar. Tudo bem, Mrs. Balfour. Eu aceito ser sua cobaia. Mas primeiro, preciso terminar de cortar a lenha. – disse, voltando às suas atividades.
Com Charlotte longe, a logo providenciar tesoura e outros aparatos que ela julgava serem importantes para cortar seu cabelo, Arthur reunia as lenhas em uma pilha, enquanto pensava em uma forma de se declarar, de falar a respeito de seus sentimentos. Ela não parecia mais tão melindrosa como antes, à época do ataque do urso. Estava mais aberta, era a impressão que ele tinha. Por Deus, estava tão enferrujado quanto aos assuntos do amor que mal sabia como abordá-la a respeito. Esperava não estragar tudo.
Decidiu fazer daquele dia algo especial. Pensara de que maneiras poderia surpreendê-la, e logo imaginou em fazer algo diferente. Como ambos compartilhavam do gosto pela caça, decidiu que seria bom, quem sabe, saírem para caçar um alce. A boca de Arthur chegava a salivar sempre que ele se recordava do delicioso guisado de alce preparado pelos índios canadenses. Fora que o inverno estava chegando e a pele de alce poderia dar um bom casaco para Charlotte. Duvidava muito que ela tivesse caçado um alce por aquelas redondezas, pois era um animal difícil de encontrar. Requeria paciência e atenção, e possivelmente alguns dias de acampamento por Roanoke Ridge. Uma ocasião perfeita para revelar seus sentimentos, pensava Arthur, pois se sentiria mais confortável fazê-lo assim, ao ar livre e em um acampamento, do que na casa dela.
Voltou para dentro de casa, tão logo Charlotte mostrou-lhe a tesoura.
Não foi o melhor corte de cabelo que Arthur já tivera em vida – duvidava muito que qualquer outro barbeiro alcançasse o de Saint Denis – mas estava ao menos mais apresentável. Seu cabelo ficou um pouco mais curto do que o pretendido por Charlotte, pois ela precisou recorrer mais à tesoura quando percebeu que os fios não estavam no mesmo comprimento, mas por fim Arthur gostou do resultado.
-Ao menos não te deixei careca! – disse, provocando muitas risadas no pistoleiro.
-Estava pensando... O que acha de partir em uma caçada comigo?
-Uma caçada? – ela perguntou, enquanto varria o chão sujo pelos fios aloirados de Arthur.
-Sim. Essa manhã pensei em caçarmos um alce.
-Um alce?!
-Exatamente. Ou não me diga que você já caçou um deles?
Charlotte parecia embaraçada.
-Eu cheguei sim a ver um, nos meus primeiros dias por aqui. Estava à beira do rio, bebendo água. Era uma criatura tão imponente... Bonita... Que ele fugiu antes que eu pudesse disparar com a minha arma. Acho que não tive coragem.
Arthur riu levemente com o relato de Charlotte. Desde que chegara a Willard's Rest, rir havia se tornado uma coisa comum para ele. Algo que ele mal fazia nos últimos tempos, na gangue de Dutch.
-Bom, ao meu lado você terá coragem. Até porquê, dá para fazer um belo casaco com uma pele de alce. Fora a carne, que é uma das mais deliciosas que já provei. Certamente teremos refeições por uns bons dias se caçarmos apenas um deles.
-Mas como vamos caçá-lo por aqui? Como disse, eu só o vi uma vez, e acho que foi pura sorte de minha parte.
Agora, a parte mais difícil.
-Temo que teremos que partir por alguns dias. Eu tenho provisões o suficiente para montar um acampamento.
-Oh.
Arthur percebeu que Charlotte ficara um tanto ressabiada com sua proposta.
-Eu não sei se isso me parece seguro, Arthur... – disse, explicando-se ao perceber que seu incômodo ficara evidente ao pistoleiro.
-Seguro em que sentido?
-Bandidos. – disse, após grande hesitação.
-Charlotte... Bandidos querem assaltar gente, não animais, e animais selvagens é tudo que tem em O'Creagh's Run. E mesmo que haja algum bandido por lá, provavelmente estará se escondendo longe da estrada. Não iremos acampar muito adentro, você tem a minha palavra.
-Bom... Imagino que você fala com conhecimento de causa, então confio em você. Mas então, que lugar é esse?
-O'Creagh's Run? Pensei que conhecesse. É um lago que fica a oeste daqui, em Grizzlies East. É um dos locais que mais avistei um alce. Creio que não demorará até encontramos um. Talvez, se tivermos sorte, cacemos um alce no mesmo dia.
Charlotte pareceu mais confiante com as explicações de Arthur. Não tardaram muito, e ambos partiram de Willard's Rest, com as devidas provisões para passar alguns dias acampado. Como Guinevere ainda estava prenha, montaram juntos o cavalo de Charlotte, Caramelo, com Arthur a conduzir as rédeas. Foi um caminho completamente percorrido floresta adentro, no qual encontraram apenas poucos caçadores pelo caminho, que cumprimentavam o par educadamente.
Tão logo chegaram a mata fechada de Grizzlies East, Charlotte percebeu um clima completamente diferente. A floresta não era tão úmida como Roanoke Ridge, mas fazia um frio mais latente. Não era difícil entender o porquê. Estava perto da montanha. Mais estrada adentro, e já encontrariam neve.
Passaram próximo a uma cabana.
-Parece ser uma cabana de caçadores.
-E é. Na verdade, era. Pertencia a Hamish Sinclair, um amigo que fiz enquanto me aventurava por essa região. Era um veterano de guerra, que embora não tivesse uma perna, era bastante ativo. Gostava de caçar animais e de fazer troféus. Saímos para caçar muitas vezes, mas... Ele foi morto por um javali gigante que estávamos caçando. Eu consegui matar o animal, mas não pude salvá-lo.
-Sinto muito.
Prosseguiram em silêncio por mais alguns instantes, até pararem em um ponto próximo ao lago, que Arthur considerou ser o ideal para montarem um acampamento. Era fresco e agradável estar perto da água, de onde era possível ver os peixes a nadar, de tão cristalinas, além de estar suficientemente longe da estrada, a ponto de não atrair olhares curiosos, pensava Arthur. Tudo que queria era um pouco de privacidade.
Deixando Caramelo a descansar, Arthur retirou parte de seu equipamento. Colocou sobre seu ombro um rifle de precisão, um rifle de ferrolho e muniu-se com um binóculo. Charlotte, que não tinha um arsenal tão poderoso assim, equipou-se apenas com uma carabina.
-Está com as iscas de herbívoro?
-Sim. – afirmou Charlotte. Estava na pequena bolsa que carregava atada à cintura.
-Perfeito. Vamos procurar um bom local para deixa-las.
Arthur e Charlotte caminharam para mais longe da estrada. Sabia que alces eram animais arredios, que evitavam presença humana, por isso estariam longe da estrada. Caminharam levemente, com cuidado para não provocarem ruídos com seus passos, e atentos ao som.
-Ouviu esse barulho?
-São cervos. Alces fazem um som diferente.
-Mas esse som está diferente dos cervos que escuto...
-Esses são uapitis. É um tipo diferente de cervo. E esse som, bem... Acho que estamos perto de uma área de acasalamento. Espero que os uapitis não sejam atraídos por nossa isca.
Caminharam mais um pouco, até Arthur notar uma coisa em uma árvore.
-Um alce andou arranhando sua galhada aqui. Veja o pelo. – disse, arrancando da árvore e mostrando a Charlotte.
-Então, parece que estamos na direção certa.
Mais adiante, Arthur parou e gesticulou para que Charlotte fizesse o mesmo. Agachou-se. Havia fezes de animais, e Arthur afirmou ter certeza pertencer a um alce. Como diabos ele sabia distinguir espécies apenas pelas fezes, Charlotte não sabia, mas confiava na experiência de Arthur.
Um pouco distante dali, Arthur definiu o ponto bom para colocar a isca herbívora. Parecia um punhado de gramas e ervas, com um cheiro forte. O pistoleiro afirmara, com convicção, que esse cheiro, embora intragável para os humanos, era simplesmente irresistível a animais herbívoros.
-Agora, vamos nos esconder.
Apontou para uma pedra, a uma distância suficiente da armadilha. Apontou o dedo para cima, em uma tentativa de localizar a direção do vento. Sabia que precisava ficar a uma posição que não permitisse que seu odor chegasse às narinas do alce, do contrário ele se afastaria. Charlotte parecia impressionada com sua presteza e cuidado ao caçar.
-Jamais conseguiria fazer algo assim. – disse, aos cochichos, já ao lado de Arthur atrás de uma pedra.
-Mas eu não aprendi tudo isso sozinho. Hosea foi quem me ensinou a caçar, desde menino. Depois, Charles me passou algumas dicas. Mas isso vem com o tempo, e tenho certeza de que você também saberá o mesmo que eu sei.
Ficaram quietos, por boas horas. Tinham um forte desejo de falar, mas sabiam que precisavam permanecer em silêncio, do contrário afugentariam a caça. Por fim, ouviram um estalo.
-Você ouviu isso? – sussurrou Charlotte. Arthur assentiu. Tirou do bolso seu binóculo e ficou a observar através dele por um bom tempo.
-Merda, não é um alce. – disse, com um suspiro forte.
-Que animal é? Não consigo enxergar...
-Um coelho. E o desgraçado está se fartando com nossa isca.
Charlotte riu levemente. – Viemos de tão longe para caçar coelhos, é isso?
-Isso acontece. Às vezes, o animal que queremos simplesmente não vem, mas outro aparece. Mas como já está tarde, creio não termos escolha senão mata-lo para fazer dele o nosso jantar. Quer fazer as honras?
-Estamos muito longe para atirar, eu acho.
-Use meu rifle de precisão.
-O quê? – espantou-se Charlotte, recebendo pelas mãos de Arthur sua imponente arma. Bem mais pesada que um rifle normal, ela percebeu tão logo colocou-lhe as mãos.
-Não há muito segredo. Basta mirar e colocar seu olho na mira. O alvo é o ponto preto que está na mira, bem no centro. Depois que centralizar, é só atirar. Apenas tome cuidado com o coice da arma. É mais forte do que de uma carabina.
-Está bem... – disse, nervosa. Percebendo sua insegurança, Arthur colocou-se atrás de Charlotte.
-Vamos, eu vou te ajudar a empunhar o rifle. – disse, colocando-se atrás de suas costas. Colocou suas mãos próximas a dela. Percebia-a nervosa, trêmula.
-Está com o coelho na mira?
-Sim, mas não estou conseguindo deixar a mira firme.
-Você está com medo, é por isso. Mas não há o que temer. Eu estou aqui. Lembre-se do que disse sobre respiração? Com o rifle, a respiração é fundamental. Segure o ar quando sentir-se preparada, e verá que sua mira estará mais firme.
-Está bem. – disse, um pouco mais calma.
-Mire na cabeça dele, Charlotte. Senão você vai estraçalhar nosso jantar.
Foi o que fez. Quando sentiu que a mira estava centralizada bem na cabeça do pobre animalzinho, Charlotte apertou o gatilho. Esperava um coice mais forte do que de sua boa e velha carabina, mas nada comparada com aquilo. Assustou-se também com o forte barulho da arma. Quando deu-se por si, havia derrubado até mesmo Arthur.
-Meu Deus, você está bem? – ela perguntou-se, ao ver o pistoleiro caído ao chão.
-Eu é que deveria perguntar isso a você.
-Estou com um pouco de dor no ombro. – admitiu. Tão logo percebeu dor em sua voz, Arthur arrependeu-se do que fizera. Deveria ter matado ele mesmo o maldito coelho. Àquela distância, conseguiriam mesmo com uma pistola.
-Foi o coice. Eu disse a você que era muito forte.
-Não sei como consegue usar essa coisa...
-Prática. Venha, vamos ver o resultado da sua pontaria.
Se Arthur esperava animá-la um pouco com isso, fracassou miseravelmente. Havia apenas um buraco no chão, e o coelho certamente estava longe dali. Teriam que procurar outra refeição para aquele dia.
-Acho que prefiro jantar biscoitos. Já tive minha dose de emoção por hoje. – lamentou Charlotte, massageando seu ombro, ainda dolorido. Um tanto frustrado pelos últimos acontecimentos, Arthur decidiu dar a caçada daquele dia por encerrada.
-Olha, se quiser... Podemos voltar agora mesmo para casa.
-Não, Arthur. Está tudo bem comigo. Creio que só preciso dormir um pouco, e amanhã estarei me sentindo melhor.
-Bom, eu... Sinto muito pelo que fiz. Acho que deveria ter segurado mais firme na arma...
-Não se culpe por isso, Arthur. Você fez com a melhor das intenções. Eu é que deveria conhecer melhor meus próprios limites. Boa noite. – disse, recolhendo-se para a barraca anteriormente montada por Arthur, que tudo que lhe restava para aquele fim de tarde era estar ao redor da fogueira, a ordenar melhor os pensamentos.
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