Red Blood Roses
11 Chapter Eleven: As You Wish
Notas iniciais
Os dois continuavam caindo, mas de repente Julie se sente parar, não eram as asas de nenhum anjo, não era o poder de nenhum deus, era apenas as patas de ferraduras douradas dos cavalos brancos que os pegaram no ar e no mesmo pareciam flutuar, eles voavam dentre as nuvens, ninguém os viam apenas Cas e Julie, porém Julie estava convicta de que somente Cas sabia do que se tratava.
Os cavalos cavalgavam bem rapidamente até saírem de trás das nuvens e quando saíram surgiu em sua frente o mais belo castelo da mesma cor dos cavalos, era lindo, enorme e hipnotizante, porém a expressão de Cas estava seria, seu olhar estático e seu corpo tenso, Julie sente um arrepio tomar conta de sua espinha e vê-se tomar pelo medo. Cas a abraça, mas não estavam bem, ele canta para ela e ela adormece, os cavalos pousam suavemente e Julie desperta e se vê cercada de criaturas jamais vistas na face da Terra, então ela se perguntava onde ela estaria, mas ela não obteve resposta, Cas estava sem expressão e sem fala.
Um homem alto de capa preta manda Cas o acompanhar, Julie tenta segui-los, mas ele a manda sentar-se num banco negro que se move sozinho em direção a uma sala onde ela se encontra sozinha. Cas acompanha o homem estranho até uma banca que se assemelhava a um tribunal e Cas senta-se suspirando.
Era mesmo um grande tribunal, mas não um comum da Terra era um Tribunal do Sétimo Céu, o maior tribunal no universo, foi ele quem expulsou os arcanjos e anjos dos céus além de expulsar Adão e Eva do paraíso.
Cas procurava Julie com o olhar, mas não a via, ele já sabia por que estava ali, estava tão triste, tão chateado, tão aflito, mas não com ele mesmo e sim com Julie que era a única humana ali e estava em sérios apuros mesmo sem saber o por que.
O tribunal estava cheio parecia que todos estavam torcendo contra Cas, as bocas repletas de veneno em suas palavras, cada uma falava uma coisa, mas todos diziam a mesma coisa, ele era culpado. Um silencio profundo toma conta do tribunal quando o Juiz entra era um julgamento e Julie sabia bem quem iria ser julgado.
— Cassiel, anjo do décimo — sétimo ciclo da dinastia dos Querubins – Cassiel era um Querubim? Deve ser por isso que ele era tão encantador. Ouvi falar que os Querubins são os anjos da beleza e outras coisas – Você foi punido com a maldição de permanecer na Terra tentando fazer a mortal atualmente conhecida como Julie Jackson apaixonasse por você novamente, mas ao tentar fazer isso violou não só leis humanas como também leis dos anjos! Matou nada mais nada menos que 12 mortais e mostrou sua verdadeira forma para milhares de mortais que agora podem te ver a hora que quiser no que eles chamam de internet e vamos ter um grande trabalho para apagar seus erros! Há algo que você queira dizer sua defesa?
— Eu pude tocá-la! Eu pude beijá-la! Eu pude fazer amor com ela! E o melhor de tudo eu a ouvi dizer “Eu te amo” de todo o coração mesmo sabendo de todos os crimes e crueldade que eu havia feito então realmente eu estou totalmente realizado e quero que se foda se vocês vão me mandar pro inferno ou me matarem! – gritou Cas em alto e bom som para todos ouvirem –
O tribunal vaiou a atitude de Cas, mas ficaram em silêncio rapidamente com apenas um olhar do juiz.
— Sua atitude grosseira não melhora sua situação e sabe muito bem que a pena para o que fez não será dada por mim!
— Claro que um anjinho medíocre que nem você não iria poder dar meu castigo!
— Olha a boca moleque! Continuo sendo o Juiz que pode te ferrar!
— Faz o que quiser papai!
Papai? Sério? O Juiz que iria decidir se Cas iria ser castigado por Deus era nada mais, nada menos que o pai de Cas? Como isso podia ser possível? Achei que todos os anjos eram filhos de Deus.
— Aqui é um tribunal! Sou Juiz e você o réu!
— É um tribunal? Sério? Jurava que era um circo! Só estou vendo palhaço e você deve ser a mulher barbada!
Era assustador como ele discutia, mas pior foi quando ele se acalmou e o promotor chamou as primeiras testemunhas: Isura, Kiriname e Shigo! Os irmãos Hishiro!
— Como eles? – disse Cas –
— Consegui uma permissão divina para um julgamento tão especial afinal uma maça não caiu longe da arvore né Goriel! – disse o promotor se referindo aparentemente ao pai do Cas –
— Suas insolências serão lembradas no final do julgamento e principalmente diminuirão o valor de suas palavras, mas de uma coisa tenha certeza me chame de Vossa Excelência ou a próxima sessão vai ser a sua caro Natanael! – disse Goriel. É com certeza era pai do Cas tinha até o mesmo estilo de falar –
— Muito bem continuemos...
Ele chamou para julgamento todas as pessoas que morreram por causa de Cas. Menos Dany é claro afinal um anjo não morreu e foi pro céu.
— A promotoria encerra.
— Então Cassiel... Tem alguma testemunha a seu favor?
— Eu! – eu não aguentei mais e gritei – Julie Jackson! Eu sou a testemunha de defesa!
Após dizer isso eu me vi sentada no banco da testemunha.
— Normalmente dizemos que se você mentir, nós saberemos, mas como Cassiel usou uma proteção para não podermos ler sua mente fica à seu critério falar a verdade ou não!
— Eu vou dizer a verdade! E a verdade é que ele errou! Ele errou feio! Ele magoou a muitos! Ele feriu a milhares e matou vários, mas tudo pelo que? Por um simples mortal? Bom que eu saiba seu líder também foi um simples mortal! Jesus era Deus, mas antes disso também era um homem! Ele andou entre meu povo, nós ensinou o que ele sabia e principalmente aprendeu que os humanos tem erros, mas todos são justificados pelos seus sentimentos! Ganância, avareza, inveja, luxuria, ódio, amor... Amor! O sentimento mais puro e sincero que Deus tanto enfatizou! Todas as histórias que os mortais conhecem dizem que anjos não podem ter sentimentos, mas um anjo sentiu! Sentiu ódio de quem me fez mal! Sentiu inveja de quem me fez bem e sentiu amor! Amor por mim! Se ele se desfez de tudo e de todos por este amor porque não? Porque não viver em paz com sua amada? Eu o amo mesmo com seus erros, mesmo com seus defeitos e seja do jeito que ele for eu sempre o amarei! Ele é meu anjo de asas negras!
— Acho que já posso assumir não concorda Goriel? – disse uma voz grossa vinda de um clarão de luz –
— Deus? – eu sussurrei –
— É assim que tu imaginaste bela Julie?
— Tipo isso... – eu disse rindo –
— Que bom que não decepcionei tuas expectativas...
— Seria melhor ainda se deixasse meu amado Cas viver comigo.
— Acho que vou fazer melhor! Goriel! Tu também apaixonaste por uma humana e tiveste um filho com ela! A ele tu deu o nome de Cassiel, mas tu foste julgado por isso e eu lhe deixei decidir se ficaria com ela ou com na terra ou com teu filho e tu decidiste ficar com teu filho e agora não achas justo que Cassiel decida se quer ficar com Julie sua amada ou com o filho deles que vira.
— Fi-fi-filho!? – Cas parecia assustado –
— Sim. Eu estou esperando um filho de você Cas! Desculpa-me por não ter te contado.
— Então Cassiel o que decides?
— Se eu ficar com Julie serei humano? – perguntou Cas ainda pasmo –
— Sim.
— Então eu fico com ela e confio meu filho Goriel II ao avô dele Goriel I...
— Ora seu grande desgraçado! – disse Goriel ao Cas –
— Então que assim seja!
Nove meses depois...
Meu filho nascerá e agora tinha que ir aos céus por ser um anjo. Eu e Cas fomos viver na Califórnia onde ninguém o conhecia e onde estavam todas as minhas lembranças pelo menos dessa vida. Decidimos que teríamos um filho, mas dessa vez um filho humano que pudéssemos dar amor, carinho e tudo de bom. Mas como ele era humano a reprodução não iria ser tão fácil quanto antes melhor tentar o mais rápido possível! Eu tirei minha camisa e a calça ficando apenas de calçinha e sutiã em pé na frente da cama e ele apareceu apenas de calça do banheiro e apenas de piscar tirou meu sutiã.
— Ei como fez isso?
— Depois de tantos anos sendo fora da lei aprendi uns truques sujos...
- Vem cá que vou te mostrar um truque sujo da Califórnia!
- Gostei da ideia...
Eu tirei a calça dele e ele tirou minha calçinha quase ao mesmo tempo e logo ele se deitou sobre mim me beijando e bem depois disso acho que vocês sabem bem o que aconteceu. (risos)
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