Notas iniciais
Ele começa a história em um Cassino da cidade de Las Vegas

Capítulo 1 — O Contato.

— Seja bem-vindo ao cassino V Star — disse o segurança, animado ao ver que naquela noite recebia o ilustre visitante Noro Banjoi, famoso apostador em Las Vegas. — O lugar está bem cheio. Hoje reunimos os melhores clientes, como o senhor, senhor Banjoi — falou, estendendo a mão esperando por uma boa gorjeta. Desanimou-se, porém, ao ser ignorado pelo homem baixinho e bigodudo.

—Rá! Realmente esse evento é algo digno de meu amigo Murdo Ibi, ele realmente é ambicioso. — Deu uma baforada em seu charuto e seguiu.

Noro vinha acompanhado de uma bela loira de vestido vermelho e, também, sob a proteção de quatro guarda-costas bem vestidos com ternos azulados. Eles andavam pelo cassino atraindo os olhares das pessoas em volta.

O olhar de Noro foi de encontro à mesa numero sete, onde dois homens repousavam sobre suas cadeiras enquanto um terceiro organizava-a para um jogo de Roleta. Um dos rapazes destacava-se por sua aparência humilde, embora seu olhar malandro escondesse uma inteligência aguçada.

Depois de alguns minutos, quando Noro conseguiu fugir de seus fãs, todos estavam reunidos na numero sete.

— Kojima... Heiruno, fiquei sabendo de suas artimanhas em Las Vegas, mas vou logo avisando, seus truques não vão funcionar comigo — falou Noro, enquanto sentava-se.

— Não posso garantir nada a você, eu só costumo trapacear com os maus perdedores, não creio que seja o seu caso. — Um garçom aproximou-se rapidamente e encheu as taças da mesa. Kojima deu uma gorjeta a ele.

— Pelo visto você tem muito dinheiro. — Noro o encarou, rindo.

Noro Banjoi relaxava com a massagem recebida da bela e sensual loira, que acompanhava o jogo atentamente aos movimentos do oponente, embora sua principal função ali fosse atrair a atenção dos adversários e mantê-los fora de foco. Os copos esvaziavam-se rapidamente, e depois de uma hora de jogo, Kojima estava praticamente perdendo todo o seu dinheiro, Noro acertava a maioria das apostas, o que deixava seu adversário nervoso.

—Esta é a ultima rodada do jogo. Cavalheiros, escolham seus números e boa sorte! — o homem da Roleta segurava em sua mão a bola que decidiria o vencedor, aquela era a última aposta dos dois, tudo ou nada para Kojima. Apesar disso, Kojima mantinha-se calmo e focado, ignorando a loira.

— Eu escolho o numero vinte e seis. — Noro colocou as fichas sobre a mesa.

—Ei, Kojima? — seu amigo sussurrou em seu ouvido — ele não vai te dar o dinheiro mesmo que você vença a aposta... Está vendo aqueles homens ao lado dele? São guarda-costas muito bem treinados, se você tentar fugir desta vez, pode acabar morto.— Aquela era a primeira vez que seu amigo falava, estava tão nervoso quanto ele.

—Shiro, não esquenta, eu tenho tudo planejado. — Heiruno respondeu no mesmo tom. — Escolho o vinte e três.

— O que você pretende fazer?— Shiro perguntou, olhando para a mesa.

—Vou despistá-los pelos becos... Conheço esta cidade como minha própria casa,porque ninguém conhece a própria mão. — Kojima,depois de dar a última resposta, ficou sério.

— Grande plano — ironizou Shiro, mas se afastou do amigo, deixando o espaço livre.

A banda do cassino mudou a música para um jazz leve, e Kojima sorriu. Era seu estilo favorito de música. Os quatro guarda-costas ficaram atentos, um deles ficou na entrada do cassino,e Noro lançou um olhar intimidador para Heiruno.

Todos focavam a roleta, Noro ficou nervoso e tremeu. Uma gota de suor escorria de seu rosto, enquanto Kojima mantinha a mesma expressão séria.

—Senhores... — o homem da Roleta olhou rapidamente para todos na mesa — o número vencedor é o vinte e... seis.

—Rá! — Noro bateu na mesa. — Parece que eu venci— disse, abrindo um enorme sorriso no rosto — , portanto, Heiruno,o dinheiro é meu. — Ele estendeu as mãos para pegar as fichas. — Tira a pata! — Kojima puxou o dinheiro e saiu do cassino correndo em direção à entrada e desviando de um soco — Ei! Não fui eu quem roubou, foi? — Shiro gritou, e depois empurrou os homens que o seguravam.

— Vamos, peguem aquele trapaceiro! — Noro bufava de raiva, os homens correram pela porta de entrada do cassino. — Você precisa se preparar para o enterro, eles não cometem erros quando se trata de enterrar um lixo como esse. — Noro levantou-se bruscamente, deixando a bela mulher para trás e encarando Shiro nos olhos.

— Kojima é o homem mais rápido que eu conheço. — Shiro não se intimidou.

— Hunf! — O bigodudo acendeu um charuto e deu uma baforada na cara do rapaz antes de sair. A mulher piscou sensualmente para Shiro e deixou um papel em suas mãos.

— Diz pra ele me ligar, se sobreviver. — Ela sussurrou e depois ambos fugiram da vista de Shiro.

Fora do cassino, Kojima atravessava as ruas velozmente, saltou por cima de um capô de um Mercedes e esbarrou nas pessoas que passavam na calçada; olhou por cima do ombro e percebeu que um dos homens sacou a arma.

— Saiam da frente! — podia ouvir os gritos raivosos de seus perseguidores e de pessoas desesperadas. Derrubava latas de lixo e caixas, pulava por grades e muros para deter os guarda-costas que atiravam contra Heiruno. Dois policias começaram a persegui-los.

Essa não, um beco sem saída!

—Parados aí! — a correria terminou, por fim, em um beco.

Kojima teve que parar bruscamente, perdendo o controle sobre seus movimentos, pois estava rápido demais. Os capangas cercaram o rapaz e os policiais apontaram as armas para os brutamontes; Kojima estava sob a mira de uma arma, todos permaneciam imóveis, ninguém era louco de confiar na sorte naquele momento. A distância não era suficiente para tentar um ataque corpo a corpo.

— Calma, olha! O dinheiro está aqui — Kojima disse, colocando as notas no chão e levantando as mãos. — Fui derrotado, eu admito.

— Não quero saber do dinheiro, você tentou fazer Noro Banjoi de idiota e vai pagar por isso.

— Por favor, largue a arma devagar, não tentem dar uma de bandidões, ok? — um dos policiais abaixou sua arma, o outro estava atento.

—Isso termina aqui. — Um rápido disparo acertou o peito de Kojima fazendo cair com força. Por instinto, o policial atirou nas costas do homem armado, os outros rapazes ficaram de joelhos no chão. — Parece que está morto. — disse o homem da lei, examinando o corpo.

— Chame uma ambulância e ligue pro departamento, vamos levar esses três aqui. — Foi a última frase que se ouviu naquele momento.

O corpo ficou jogado no chão até a chegada da ambulância, depois colocado em uma maca e levado até um hospital, embora ninguém visse, havia alguém seguindo o veículo.

Todos merecem uma chance de se redimir. Esse pensamento ecoava da mente de uma garota baixa, que não deveria ter mais do 1,60m de altura, com cabelos brancos e lisos balançando ao vento. Mesmo os mais malignos. Aproximava-se rapidamente deslizando pelo asfalto com se fosse uma placa de gelo. Mesmo os mais descrentes. Atravessou a porta da ambulância e puxou Kojima, não o corpo, mas seu espírito. Um líquido que precisa alcançar a pureza.Apoiou o rapaz nas costas com uma força surpreendente para seu tamanho.

— Ufa, quase te perdi de vista. — Parou no meio da rua, Kojima abriu os olhos, mas ainda estava abatido. — Que morte horrível, você nem teve chance de se defender, não é? — Ela riu.

— Q... Quem? — não aguentou dizer mais nada e caiu no sono.

— Apenas uma amiga por enquanto. — Ela seguiu andando. Não se preocupe, ficará bem... Nossa, Viviette! você está apegando-se demais aos humanos. E ambos sumiram como uma leve neblina.

—Fim—

Notas finais
E este é o capítulo 1Deixem seus comentários e perguntas