Red Angel - Os Vingadores
2 Liberdade sem culpa
Notas iniciais
Uma mesa decorada com rosas vermelhas em um canto reservado do restaurante, com a vista mais bonita do local. As luzes dos prédios de Nova Iorque brilhavam como estrelas, mesmo com a chuva caindo, a beleza do ambiente não mudava em nada, tudo era romântico, e cheio de detalhes delicados.
— Estava esperando por alguém? — Sarah Storm observa tudo com muito cuidado impressionada com todos os detalhes do jantar. — Isso é bem romântico!
— Seria uma ocasião importante. — Clint Barton puxa a cadeira para que Sarah possa se sentar, enquanto sua expressão facial fica indecifrável. — Mais agora tudo isso não passa de uma decoração bonita!
O som baixo do violino tocando de fundo enquanto as pessoas presentes no restaurante falavam sussurrando. Sarah e Clint pareciam dois intrusos deslocados, nem um deles parecia estar no mesmo clima que aquele lugar, ele olhava para as flores a sua volta com revolta no olhar, mesmo sabendo que as rosas não tinham culpa de seu infortúnio, ela observava a chuva que caia através da janela com uma mistura de sentimentos em seu peito. O silencio fúnebre presente na mesa dos dois só foi quebrado com a chegada do garçom, com os pedidos realizados, Clint tentou afastar seus pensamentos de autopiedade e tentar puxar uma boa conversa com sua mais nova acompanhante.
— Então, o que você faz... — Ele a encara colocando os cotovelos sobre a mesa. — Quero dizer, me conte um pouco sobre você!
— Eu... Eu sou uma medica cirurgiã geral. — Sarah sorri levemente surpresa. — Tenho 30 anos, e o trabalho é a coisa mais importante da minha vida!
— Então você salva vidas, todos os dias! — Barton se posiciona na cadeira ficando com seu olhar mais atento sobre a mulher a sua frente.
O garçom trás os pedidos em um carrinho de metal, e deixa tudo sobre a mesa, obrigando Clint a se sentar elegantemente outra vez.
— Na minha carreira nem sempre se pode salvar todo mundo. — Sarah da um gole do vinho que eles haviam pedido. — Mas eu acho que você me entende melhor que ninguém!
— No meu trabalho, as pessoas morrem mais do que são salvas, porem eu tento o meu melhor. — Clint dá um gole grande no vinho em sua taça.— Eu sou um homem comum que faz coisas pouco comuns!
O desejo de afogar as magoas em um copo de bebida, obrigou o garçom a deixar a garrafa de vinho na mesa de Sarah e Clint. Depois de algumas garrafas os dois já estavam falando sobre o real motivo de estarem com o coração partido, enquanto a musica lenta tocava, o loiro estende uma das mãos para a mulher fazendo o convite para dançar.
— Eu iria pedir ela em noivado hoje, aqui! — Barton deslisa o braço em torno da cintura de Sarah, dançando lentamente. — O anel de noivado está aqui no meu bolso.
— O Willian, o idiota que você bateu era o meu namorado. — Sarah Storm fica com seu olhar preso ao de Clint enquanto eles giravam lentamente. — Ele é um idiota!
O loiro para de dançar em frente aos músicos do restaurante, e se afasta um pouco de Sarah, retirando do bolso do palito uma caixinha de veludo preta, com o anel de rubi. As pessoas que ainda estavam no local ficaram em silencio, acreditando que aquilo seria um pedido de casamento.
— A chuva parou. — Sarah olha para a janela, com o rosto vermelho de vergonha. — A gente divide a conta, eu preciso ir!
— Dra. Storm! — Clint chama a atenção da ruiva e segura ela outra vez pela cintura voltando a dançar. — Beba mais um pouco comigo, ainda é muito cedo, me de sua companhia, por favor!
A mulher percebe que mais uma vez esta reagindo de forma previsível, e ao pensar um pouco diante da figura masculina do gavião, ela afasta aqueles pensamentos que a alertavam e a protegiam de problemas. Afinal ela não esperava nada daquela noite estranha, pela primeira vez na vida, Sarah não havia planejado cada paço do seu dia, e talvez aquilo fosse o melhor a se fazer. Sarah Storm sempre foi uma pessoa que nunca correu riscos desnecessários, todas as suas ações eram planejadas e revisadas, até mesmo os riscos eram calculados, mas do que adiantava ter a vida planejada se ela não era uma mulher feliz.
— Certo. — Ela sorri fazendo seus olhos azuis brilharem como estrelas para ele. — Vamos beber juntos, e esquecer que nos conhecemos a poucas horas, porque hoje eu vou ser sua parceira de bar.
— Perfeito! — Clinton sorri de lado de forma charmosa levando ela de volta para a mesa. — Vamos ser parceiros de bar.
Com a visão já um pouco alterada devido a bebida, Sarah sai do restaurante junto de Clint e eles vão de encontro a um bar e casa noturna de Nova Iorque. A cidade era extremamente movimentada durante a noite, então encontrar um local aberto para beber seria tarefa fácil, dentro de uma casa notura Clint e Sarah pareciam dois adolescentes, a dupla bebia Whisky como se fosse água, a bebida descia queimando pela garganta, uma mistura amarga e saborosa. Quando a musica favorita da ruiva começa a tocar na pista de dança, ela já se sentia tão livre das amarras sociais, que dançar de qualquer jeito era uma diversão.
O gavião por um tempo ficou sentado em um banquinho de madeira junto ao bar, olhando sua mais nova amiga se acabar na pista de dança, ela parecia mesmo estar colocando todos os seus desejos reprimidos pra fora de uma unica vez, e Clint gostava de ver essa naturalidade. Pedindo mais dois copos de Whisky, Barton segue para a pista se juntar a mulher que dançava solta, Sarah ao receber o copo com Whisky das mãos do loiro, vira o liquido de uma só vez e enrosca os braços em tono do pescoço do gavião arqueiro. Clint sorria divertido e entorpecido por tudo aquilo que estava acontecendo, deslisando uma das mãos pelos cabelos ruivos de Sarah, o homem cola os seus corpos enquanto eles dançavam juntos, e sem sentir ou pensar Clint e Sarah já estavam unidos por um beijo quente e cheio de malicia.
[...]
Os raios de sol vindos da janela atingiram a cama de Sarah e relutante a mulher começou a acordar, o cheiro de álcool era nauseante. O resmungar baixo de alguém fez finalmente Sarah abrir os olhos, e para sua surpresa ou não, a primeira imagem que ela tem naquela manha é de Clint Barton. O homem dormia pesadamente, com seu corpo completamente nu, ele abraçava Sarah pela cintura, enquanto ela o olhava em silencio assutada.
— Droga Sarah, o que você fez? — Ela pensou ainda olhando para aquele belo homem em sua cama.
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