Notas iniciais
Como dito, aqui está! Aproveitem.

Mais uma manhã, mais um dia de escola, que maravilha! Levantei e desliguei o despertador ativado em meu celular que se encontrava em minha cômoda ao lado de minha cama. Segui para o closet recém-reformado e peguei uma calça jeans comum, junto de uma blusa lisa branca e um cardigã marrom escuro. Deixei as roupas escolhidas sobre minha cama e segui para meu banheiro. Tenho essa mania de escolher a roupa antes de me banhar, vai entender... Depois de um belo banho e higienes matinais rotineiras feitas, vesti minhas roupas e calcei um All-Star preto.

Saí do quarto fazendo um coque simples e um pouco bagunçado, segui descendo as escadas e fui para a cozinha. Encontrei meu pai cozinhando algo, não vi já que ele tampava com todo seu tamanho em frente ao fogão.

- Bom dia pai.

- Bom dia minha pequena! Dormiu bem? – Ele disse se virando para mim, fiz uma careta, não gostava quando ele me chamava assim. Eu realmente sou baixinha, mas é incomodo.

- Sim papai. Vejo que está cozinhando algo bem gostoso como sempre! – Sorri.

- Mas é claro! Minha menina precisa ter um bom café da manhã para ir para escola!

Sentei-me a mesa que usualmente usamos no café da manhã e alguns lanches, esperando meu pai terminar. Em menos de dois minutos, ele apareceu com algumas panquecas. Comi rapidamente, estava começando a me atrasar. Corri em meu quarto quando terminei meu café, peguei minha mochila, celular e fones e segui para o quarto de meus pais.

Entrei devagar e notei que minha mãe ainda estava para acordar, sorri. Ela dormia tão calmamente e passava tanta confiança, mesmo estando tão debilitada por causa de uma doença desconhecida igual estava. Ela ficou doente de repente, ninguém nunca soube o motivo e se de acordo com todos os médicos que já fomos, não havia cura até o momento, já que era algo desconhecido...

Dei-lhe um beijo leve em sua testa e saí calmamente do quarto. Olhei as horas em meu celular... 7:50... Hora de ir!

~

Cheguei no meu inferno pessoal, vulgo escola, e mal pisei no portão e Luther veio voando em minha direção, como sempre fazia após um final semana que eu acabava me enfiando na fazenda de meu pai. Ri quando ele tropeçou em algo, não caiu no chão, mas foi engraçado ele se recompondo e expressando sua vergonha abaixando a cabeça.

- Você tem mesmo que tomar cuidado, hein. – Disse rindo.

- Ah, bom dia para você também Olguie. – Ele rolou os olhos. – Mas então, preparada para mais um dia visitando o inferno?

Ri, a escola podia realmente ser chata e tudo mais, mas era um lugar que deixava minha mente ocupada, e isso era realmente bom! Principalmente para alguém que tem uma imaginação a ponto de ficar psicótica igual a minha. É sufocante às vezes.

- Vamos lá Luther, é só mais um ano! Este é o ultimo ano e vamos para Berlim! Veja o lado bom.

- Não vejo e nem quero ver. Agora vamos, a Sra. Müller é agora e não quero nem um pouco levar advertência dela.

Não respondi nada, apesar ajeitei minha mochila nas costas e o segui. Luther é meu amigo praticamente desde sempre. Não sei quando nossa amizade começou, só sei que começou e depois disso nos tornamos inseparáveis. Não tenho mais amigos, somente conhecidos. Sei que ele tem mais amigos além de mim, mas como ele sempre diz, “Olguie sempre será minha prioridade”, então eu não ligo para o resto dos amigos dele.

Luther é um cara bem popular, afinal, é gentil, simpático e um cara realmente belo. Não que eu queria me envolver com ele, mas noto bem sua beleza. Ele tem cabelos em um tom loiro escuro curto, mas sempre bagunçados, lhe dando um estilo mais rebelde e seus olhos são de um verde tão escuro que dependendo da claridade do local, parecem quase negros.

Já eu tenho cabelos no ombro e ondulado, sempre com eles em tranças ou presos em rabos de cavalo, não gosto usa-los soltos. Meus olhos, como diz minha mãe, são de um azul igual um mar profundo. Os puxei de meu pai, já os cabelos dela. Sou até alta para uma garota, mas a maioria das garotas alemãs são altas, não vejo problema nisso.

Estava bem atrás de Luther quando ele para de repente, curvando o corpo para frente. Isso não é bom...

- Luther? Tudo bem?

- Sendo sincero, não mesmo. – Ele dá uma respirada e solta uma risada – Olguie, acho que vou desmaiar.

- O QUE?

Quando notei, ele já estava tombando para frente, fui rápida e tentei o pegar, mas quando que eu iria conseguiria parar a queda de um cara de quase dois metros de altura? Não deu em outra. Caímos juntos.

~

Eu queria ficar na enfermaria de olho no Luther, já que eu sabia que ele ia acabar fugindo de lá, mas a enfermeira me mandou para a sala de aula e fui obrigada a assistir todas aquelas seis aulas e, pelo menos distrai um pouco a mente. Mas ainda estou perturbada com esse mal-estar súbito de Luther, espero que ele já esteja em casa, porque agora tenho que ir para a loja de antiguidades de meu tio, havia lhe dito que iria lhe ajudar hoje.

Segui o caminho calmamente, já que é perto da escola, mas algo me incomodava, estava com a sensação de ser observada, olhe de relance por cima dos meus ombros e não vi nada. Dei de ombros e continuei o meu caminho. A maldita sensação continuou, bufei. Olhei em meu relógio as horas, ainda estava cedo, ainda bem!

Mais alguns minutos andando com a sensação e chego a faixada da loja, nem hesito em entrar, vai que tem um louco me seguindo mesmo.

- Olga! Finalmente! Você demorou hoje, hein. E cadê o Luther? Não veio lhe trazer hoje?

- Desculpa tio, me empolguei com alguns exercícios e sabe como é... Ele passou mal na escola hoje, provavelmente o mandaram para casa.

- Oh, mande melhoras para ele depois então. Vamos logo começar, temos uma caixa de novas antiguidades para arrumar.

Eu ri, novas antiguidades? É, tio, você tá precisando prestar melhor atenção no que fala.

Notas finais
Somente um inicio básico, porque eu não sei começar histórias muito bem, mas tentei.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.