Red
4 Megan x Ed
Notas iniciais
PS.: Leiam o capítulo ouvindo a música de missão impossível
O trânsito de Nova York não facilitava o trabalho de Megan. Fazia umas três horas que ela se encontrava na mesma avenida.
– Eu vou descer aqui mesmo. – informou ela ao motorista — Me encontre no local combinado.
O homem assentiu sem emitir uma palavra.
Tinha recebido a informação que uma das sedes da quadrilha que estava procurando ficava na Wall Street.
– Belo lugar para traficantes – comentou consigo mesma irônica.
Chegando perto da avenida, Megan encontrou um cara suspeito. De longe, conseguiu reconhecer sua fisionomia. Ela já tinha visto ele antes!
Seu chefe, Eric Stark, lhe entregou uma pasta com algumas informações confidencias como algumas fotos dos componentes da quadrilha. Estudou todas as informações com muito cuidado e decorou praticamente todas as fotos que tinha no envelope. Ela tinha certeza que já havia visto aquele homem.
Sem hesitar, começou a segui-lo até ele entrar em um beco e desaparecer. Com muito cuidado, Megan imitou os seus passos. O lugar era apertado e úmido. Cheirava a cocô de cachorro e fumaça. Ouviu um barulho e, imediatamente, se escondeu atrás de uma lata de lixo.
O rapaz que estava seguindo olhou para trás um momento para certificar-se que ninguém o havia seguido. Confiante da sua observação, ele entrou por uma porta e desapareceu novamente. Antes de sair do esconderijo, a agente preparou sua arma de sedativos com munição. Saiu devagar e foi caminhando tranquilamente até a porta. Observou que havia uma câmera bem pequena escondida entre as rachaduras da parede. Ela pegou o chiclete que estava mascando e cobriu o lugar.
A porta estava trancada, por isso teve que arrombar. Levou a arma para frente do corpo esperando aparecer um segurança ou coisa do tipo, mas não havia ninguém lá dentro. A sua frente, se estendia uma escada estreita. Cautelosa, ela começou a subi-la.
Não muito tempo depois, começou a ouvir vozes lá dentro. Pegou sua máscara e cobriu o rosto. Contou até três e avançou pelo corredor. Três caras estavam encostados, conversando e fumando um charuto. Megan atirou em dois; o outro conseguiu fugir. O barulho do disparo alertou as pessoas que estavam lá dentro, e então começou uma evacuação de emergência. Sem bobear, ela correu pelo corredor e acabou encontrando dois caras armados, um deles era o que tinha fugido. Olhou para os dois lados do corredor e achou uma porta. Arrombou-a e entrou lá dentro, onde havia uma mulher lavando pratos.
Num gesto silencioso, a agente pediu para que ficasse calma. A senhora começou a chorar, tremendo de medo. Os caras armados entraram logo em seguida. Megan conseguiu acertar no braço de um deles, que caiu desmaiado. O outro mirou em sua direção, mas a agilidade dela conseguiu livra-la da morte. Ela se escondeu atrás da mulher, e num gesto precipitado o bandido acabou atirando, acertando não em Megan, mas na senhora.
– Puta que pariu! – aproveitando o momento de desatenção, ela deu um tiro certeiro no peito do homem.
Tirou a mulher morta de cima dela. “Eu sinto muito, sei que você não era culpada”, falou no seu pensamento para a senhora.
Ao sair do quarto, Megan se certificou que não havia ninguém no corredor à frente. Foi andando silenciosamente até o final dele. Não havia ninguém, o lugar estava num silêncio mortal. Em outras duas salas, a agente fez uma vistoria completa, mas não tinha nenhum documento ou informação importante, salvo um pequeno pedaço de papel escondido no meio da bagunça provocada pela correria. Nele estava escrito: “Sexta-feira. Ao lado da escola Marcus Jacob”.
Ela o guardou em seu bolso. Através do seu relógio de pulso, se comunicou com a central da CIA.
– Agente MP. Missão concluída. Preciso que alguém venha recolher quatro homens desacordados e uma mulher morta. Vocês têm uma hora até eles acordarem. Câmbio.
Ela recolheu os corpos e os amontoou perto da escada. Saiu daquele lugar escuro e mal cheiroso e foi se encontrar com o carro no local combinado. Para sua surpresa, assim que abriu a porta do carro, seu namorado estava te esperando.
– Ian, o que está fazendo aqui? – perguntou.
– Vim fazer uma surpresa para a mulher que eu mais amo. Não posso?
– Seu bobo – ela o beijou.
– Como foi a missão?
– Um fracasso – bufou com a boca.
– Como assim?
– Não achei o chefe da quadrilha. Os outros componentes que estavam lá fugiram. Tudo o que consegui foram quatro caras desacordados e uma mulher morta.
– O que aconteceu com ela? – Ian franziu o cenho.
– Era ela ou eu.
– Ainda bem que foi ela – sorriu.
– Ah! Tem mais uma coisa... – ela tirou do bolso um pedaço de papel amassado.
– O que é?
– Minha próxima missão – respondeu.
[...]
– Chefe! Chefe! –Phill correu eufórico até o escritório de Ed.
– O que foi agora?! – o chefe perguntou impaciente.
– A base da Wall Street foi invadida!
– Mas o que...?! – ele pulou da cadeira.
– Isso mesmo, chefão – assentiu – Achamos que foram os cara da CIA.
– Aqueles filhos de uma puta! – bateu com força na mesa, fazendo lápis e papeis darem um pulo e caírem – Alguém saiu ferido?
– A mulher do Jonas foi baleada e outros quatro caras lá foram levados.
– Eles vão pagar caro por isso! – jurou Ed vermelho de raiva.
– Eu acho que eles estão meio chateados pelo que aconteceu da última vez. Nós matamos dois agentes deles. Hehe! A gente broca, né chefinho? – Phill levantou a mão para fazer um cumprimento, mas Ed o ignorou.
– Tinha alguma coisa importante lá? – perguntou com a mão no queixo.
– Temos quase certeza que não...
– Eu não quero que vocês tenham quase certeza! – gritou – Quero que tenham fatos concretos! Vá lá e descubra coisas que realmente fazem a diferença, seu imbecil!
– Desculpa, chefinho – Phill abaixou a cabeça, envergonhado e com um pouco de medo – Eu vou lá sim. Pode deixar comigo – e saiu.
– Espero que não tenha nada de importante mesmo. Comandar essa rede enorme de tráfico não é tão fácil assim. – desabafou consigo mesmo.
Ed tinha assumido a liderança quando o antigo chefe morreu. Ele não era filho, nem nada dele, o cara apenas tinha uma confiança exacerbada nele.
Ele foi achado pela quadrilha há quinze anos quando ainda era um adolescente. Segundo sua versão de história de vida, Ed estava fugindo de uma vida cheia de frustações e erros e queria começar de novo. Lá, ele tinha feito amizade com um moleque chamado Harry. Sua mãe, Sheyla( a mulher que morreu ) e o pai, Jonas, o tinham aceito como um primo, pois ele se dava muito bem com seu filho.
Por mais que Ed tentasse fugir do seu passado, ele sempre o perseguia, fosse por meio de sonhos, lembranças ou até mesmo sinais em sua vida. Ele já tentou suicídio várias vezes, mas tinha algo que sempre o puxava de volta para vida, como se esta ainda quisesse lhe mostrar um fato que poucos sabiam.
Notas finais
PS.: Adorei escrever o capítulo
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