Notas iniciais
Então pessoal, chegou o momento. Eu particularmente estou muito feliz e satisfeita por ter chegado até aqui. Sei que tem gente por ai que acompanhou por um tempo essa história quando eu estava escrevendo-a em 2013 e que, provavelmente, não acompanham mais. Eu queria agradecer a essas pessoas pq foi mt importante o apoio inicial que recebi. Tb quero agradecer aos meus leitores fantasmas (só se vcs existirem, é claro) e aos leitores tímidos, que não comentam nada, talvez não por causa da timidez, mas pq não tão nem ai mesmo. Enfim, também quero deixar claro que a história não acabou, mas não sei se vai ter continuação, provavelmente vai, de qualquer forma, não quero falar sobre o futuro. Aproveitem o presente, carpe diem!

Justin acordou com o barulho da ondas do mar que entravam pela sua janela. Sem saber exatamente onde estava, o garoto se levantou da cama rapidamente e olhou ao seu redor. Tudo indicava ele se encontrava num quarto de hotel sozinho. Era de manhã e Justin se viu atraído pelo cheiro salgado da brisa vinda da janela. O hotel ficava em frente ao mar, lhe fornecendo a visão da praia, um contraste entre a areia branca e a água azul. Estava maravilhado com a vista que tinha. Na extrema esquerda do seu campo de visão, havia um morro com uma estátua de pedra de um homem de braços aberto e aquilo lhe pareceu familiar.

Voltou para dentro do quarto, procurando algo que indicasse que lugar era aquele. Foi então que, olhando seu reflexo no espelho, percebeu o quão sujo estava. Justin se encontrava vestindo uma roupa preta fedendo a fumaça, seu cabelo estava duro de sujeira e fuligem e sua pele com alguns machucados. Sua aparência o assustou, principalmente, por não conseguir se lembrar de como chegou àquele estado. Dessa vez desesperado, Justin voltou a tentar achar qualquer pista de onde estava. Ele conseguiu desvendar o nome do hotel que estava costurado nas toalhas do banheiro, mas a língua era desconhecida por ele. Na pia do banheiro, havia um pedaço de papel volumoso dobrado embaixo da saboneteira. Ele o abriu e, com isso, deixou cair cédulas e mais cédulas de dinheiro – que mais tarde ele descobriria que somava uma quantia de dez mil reais. Curioso, leu o papel.

“Não se preocupe. O dinheiro continuará chegando.”

Nervoso e preocupado por não ter nenhum nome ou referência no papel, o rapaz teve o instinto imediato de sair do quarto e dar o fora dali. No corredor, acabou encontrando um funcionário e decidiu perguntar:

— Com licença, o senhor fala a minha língua?

— Sim. Em que posso ajudá-lo? – respondeu o homem com um sotaque estranho.

— Você pode me dizer em que cidade estou?

O funcionário ficou, por um instante, atônito com a natureza da pergunta, mas seguiu em frente.

— Rio de janeiro, Brasil.

Justin sentiu uma reviravolta dentro de sua barriga com a resposta. Começou a dar passos para trás em direção ao seu quarto. Ele estava confuso e se esforçava para se lembrar de alguma coisa, mas suas tentativas eram falhas. Ao retornar ao quarto, voltou a procurar por outros indícios do que estava acontecendo. O armário estava cheio de roupas novas para homens do seu tamanho, havia comida no frigobar e todos os acessórios essenciais para se sobreviver se encontravam no quarto. Mergulhado dentro de seus instintos primitivos, uma sensação lhe dizia que alguém queria que ele ficasse vivendo ali, mas a sua racionalidade não permitiu que essa ideia se sustentasse.

Percebendo o quão agitado estava, Justin decidiu sentar-se para colocar seus pensamentos em ordem. Ele sabia que estava no Brasil, que ficava na África ou era na América? Se repreendeu por saber tão pouco de geografia. Nesse instante, alguém bateu na porta. O garoto se levantou e a abriu, mas ninguém se encontrava do lado de fora, porém havia algo no chão. Era um envelope.

“Olá, Justin.

Antes de qualquer coisa, me desculpe se o que está acontecendo com você agora esteja lhe causando confusão e angústia. Gostaria que a situação fosse diferente, mas não possuo esse poder. O que eu posso lhe garantir é segurança e conforto pelo tempo que for necessário e, em troca, lhe peço que não me procure ou tente algo perigoso, apenas aproveite. Depois de tudo, você merece.

OBS.: Não sei se você o achou, mas deixei dez mil reais em dinheiro no banheiro. Use-o com moderação.”

Notas finais
E ai? o que acharam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!