Red

1 Cap 1-Fuga.


Notas iniciais
Oi! Tive uma ideia maluca e bem...ta aí o resultado rsrs! Espero que gostem!

Eu corria mais do que minhas pernas podiam suportar, o ferimento no meu braço doía, e meus olhos estavam embaçados. Faz 2 dias eu estava fugindo dos homens de Orochimaru...ou melhor o ‘’Rei’’ Orochimaru...aquela cobra maldita.

Cresci no reino de Otogakure, governado pelo inescrupuloso Orochimaru. O povo de Oto sofre, crianças morrem todos os dias, de fome, de doenças ou pior ainda...vitimas de experiências de seu próprio Rei. As ruas são manchadas por sangue dos inocentes, homens e mulheres livres são tratados como escravos, Trabalho escravo nos campos, no Castelo ou em minas...ou em coisas piores.

O reino é fortemente guardado pelos homens do Orochimaru, ninguém entra e ninguém sai sem autorização do próprio Orochimaru. Existe um toque de recolher, nãos deve haver ninguém nas ruas depois das 19:00, quem é pego fora desse horário, é preso, torturado e morto, na pior das hipóteses pode acabar como cobaia de Kabuto, o medico sádico que trabalha com Orochimaru.

Orochimaru...como tenho ódio desse homem. Ele não passa de um homem invejoso sedento de poder, sem escrúpulos, cruel e sádico...e ambicioso, muito ambicioso.

Eu sou Sakura Haruno tenho 17 anos, tenho estatura mediana, longos cabelos cor de rosa pálido, e olhos verdes. Sou uma Princesa, sou filha de Benjamin Haruno e Aya Haruno. Quando eu tinha 4 anos, meu pai ficou doente, e Orochimaru conselheiro militar do meu pai, o assassinou e tomou o governo do reino Haruno para si, e o transformou em Oto o tornando o que é hoje. Minha mãe fugiu do palácio comigo e com a ajuda da corte de meu pai, e dos nobres que lhe eram leais.

Desde de então minha mãe se disfarçou de camponesa comum, e me escondeu, trabalhava no campo, e muitas pessoas que sabiam quem ela era a ajudava. Ela nunca permitia que eu saísse de casa tinha medo dos homens de Orochimaru me pegarem. Ela sempre foi muito esperta como tinha muitos aliados na corte, sempre se mantinha bem informada de todos os passos de Orochimaru. E em segredo ela me ensinava a lutar, a me proteger sozinha.

E quando eu tinha 11 anos, ela com os poucos aliados que tinham resolveu fazer uma grande revolta, o povo apoiou a sua antiga Rainha. O objetivo não era derrubar Orochimaru. E sim conseguir com que eu saísse de Oto e buscasse ajuda no Reino de Konohagakure, governado por Fugaku Uchiha. Mas infelizmente não deu certo. Minha mãe foi morta por Orochimaru, e a corte inteira que a apoiava foi mortos, famílias inteiras de nobres tiveram suas cabeças cortadas e colocadas em espigões por cima das muralhas que cercava o Castelo...inclusive a cabeça de minha mãe...ficaram lá apodrecendo e sendo comidos por corvos. Uma demonstração do que iria acontecer aos traidores.

Depois do povo ver a cabeça da Rainha que tanto amavam em cima de uma muralha...perderam a esperança de um dia serem livres de novo. Abaixaram a cabeça...perderam a alegria, e a vontade de viver.

Depois de minha mãe morrer, com 11 anos eu fugi para a Floresta do Som com Tenten e Karin. Tenten era filha de um nobre que fornecia armas ao Orochimaru, seu pai era um grande amigo do meu pai, mas depois que ele morreu, passou a apoiar minha mãe se tornando seu aliado. No dia da rebelião Tenten estava comigo iria sair de Oto comigo. Mas, como acabou mal, seu clã inteiro foi morto. Karin era filha de umas das aias da minha mãe, crescemos juntas, ela me considera sua irmã mais velha e eu cuido dela como se ela fosse minha irmãzinha. Sempre esteve ao meu lado, ela tem 16 anos.

Vivemos 6 anos, morando em um casinha abandonada, vivendo de caça e frutas. Tínhamos uma vida tranquila na medida do possível, os aldeões sempre que podiam traziam roupas para gente. Mas há dois dias uns dos Cavaleiros que servia Orochimaru, seguiu Hana uma das mulheres que nos ajudavam. Ele a matou na nossa frente.

Karin entrou em pânico, mandei que fugisse com Tenten para o mais longe que possível. E puxei minha espada da bainha, e o matei com facilidade, mas logo apareceu mais 4, os matei, mas tive que sair correndo, por que apareceu muitos deles, eram muitos e eu não conseguiria matar todos. Entrei floresta a dentro, tentando despistar-los. Consegui no primeiro dia.

Mas eles me encontraram! Eu estou fraca, temo não conseguir fugir por muito mais tempo. Só peço a Kami-sama que Tenten e Karin estejam bem. Seguindo meus instintos me abaixei desviando de shurikens que passaram assoviando sobre minha cabeça. Coloquei a mão sobre meu braço esquerdo que sangrava, e forcei minhas pernas correrem mais. Minha respiração ofegante, eu senti o hálito da morte no meu pescoço...mãos invisíveis apertavam meu pescoço...meu coração disparava... um nó se formava na minha garganta...

Só me senti assim uma vez...quando perdi meu mundo...quando minha mãe morreu. Eu estou em pânico...

Tropecei em um galho e cai no chão, forcei meu corpo a se levantar...tudo doía...obriguei minha pernas a continuarem mesmo sabendo que já não aguento...não...não...não posso ser pega...

Seguei correndo, mas a ultima coisa que vi foi um homem apareceu na minha frente com uma martelo de guerra na mão...e então tudo escureceu...

.

.

.

R E D

.

.

.

Senti minha cabeça pesada, e a dor do ferimento do meu braço estava insuportável me fazendo gemer de dor.

Abri os olhos...estava deitada no chão acorrentada...em uma cela escura fedendo a rato morto e coisas piores que eu prefiro nem comentar. Me sentei sentindo meu corpo protestar, estava totalmente escuro, e frio...muito frio. Abracei meu joelhos batendo o queixo de tanto frio que eu estava sentindo.

Eu preciso sair daqui...nem que seja para olhar para aquela lumbriga branquela do Orochimaru.

-OIÊÊÊ ALGUÉM ME TIRA DAQUI!!—eu berrei chutando a porta.—OROCHIMARU EU TÔ COM FRIOOOOO PORRAAAAA!!—eu berrei chutando a porta com toda a força que eu tinha.—EU SOU UMA PRINCESA E EU EXIJO MEUS DIREITOOOOS!!—eu berrei sentindo minha garganta protestar.

Alguns dos prisioneiros que estavam ali, me mandou calar a boca. Esperei um pouco para ver se algum guarda ou o carcereiro aparecia para me levar para falar com a cobra barnquela. Mas nada. Bem...acho que não gritei suficiente alto...

-OROCHIMARUUU SEU DESGRAÇADO FILHO DA PUTAAA ME TIRA DAQUII!!—eu recomecei a berrar, chutando a porta.—ME MATA LOGO DE UMA VEZ!!

-Cala a boca vadia!—disse um guarda abrindo a porta.

-Vadia é a sua mãe.—eu disse, ele me deu uma bofetada mas eu apenas sorri, mesmo com minha face ardendo.

Ele entrou desacorrentando minhas mãos da parede, para depois colocar novas nos meus punhos já feridos, e nos pés. E saiu me arrastando pelo corredor. Passei pelos outros prisioneiros, que falavam coisas sujas para min. Subi varias escadas, para depois se arrastada pelo pátio fora da Fortaleza onde fica os presos.

Enquanto passava pelo pátio os soldados da cobra pararam de treinar e olhavam maliciosos para min. Um deles passou a mão na minha bunda, cuspi na cara dele, e ganhei outra bofetada.

Me levaram para a sala do Trono. E assim que abriram as portas olhei pelo grande salão...varias lembranças a muitos esquecidas passaram pela minha mente...podia me lembrar do meu pai, e da minha mãe...quando eu ainda era feliz...havia tanto tempo desde que eu tinha pisado ali pela ultima vez...

-Sakura Haruno.—disse uma seca, fria...com o sibilado de uma cobra.

Sai dos meus devaneios, e me encontrei ajoelhada diante do Trono, trono que pertenceu ao meu pai. Trono que é meu por direito. E olhei para ele, o encarei com desafio.

-Que bom que me reconhece titio Orochi.—eu sorri debochada, e ou múrmuros indignados da nova Corte dele...bando de puxa sacos.

-Eu sou seu Rei e exijo respeito.—disse ele ma fitando com desprezo e nojo, com aqueles olhos amarelos.—Já que se gaba tanto de seu uma Princesa, por que não age como uma. Tcs, tcs, assim você me envergonha, e envergonha seus pais pequena Sakura, cadê a educação e a delicadeza digna de uma princesa, heim?!—perguntou ele me fitando com um sorriso cruel.

-Minha delicadeza tá na casa do caralho, e minha educação...bem vejamos...ah é você matou meus pais antes que pudessem me dar um educação decente.—eu disse com sarcasmo.

Resultado disso. Me deram um soco no estomago, e eu não tivesse com o estomago vazio teria vomitado ali.

-Eu vou fazer a bondade de ignorar isso que você disse querida.—disse ele, dando aquele sorriso que diz ‘’Eu sei mais que você meu bem!’’. Será que ele sabe o significado da palavra bondade? Acho que ele tá tirando com a minha cara.—Tenho duas opções para você.

-Diga, tenho todo o tempo do mundo!—eu disse sorrindo debochada.—Estou ansiosa para ouvir.—eu disse com sarcasmo.

-A primeira opção, você fica viva, poderá a voltar morar aqui no Castelo, terá comida, roupas descentes, e suas duas amiguinhas poderão lhe fazer companhia, contando que me obedeça e...que se case comigo e seja a minha Rainha.—disse ele sorrindo de um jeito malicioso...

Opa...ipa..upa!

O que foi tio?!

Eu e ele...casados?! Dividindo a mesma cama...fazendo...ah não por favor não.

Meu estomago embrulhou só de imaginar...argh! Por mil infernos! O que eu fiz pra você Kami-sama?! O que eu fiz para merecer isso?!

-Por favor qual é a segunda opção?!—eu perguntei desesperada.

-Morte. Terá a cabeça fincada em um espigão por cima da muralha, como sua mãe.—disse ele sorrindo.

O fitei boquiaberta...

Hum...vejamos...ter a cabeça sendo cmida por corvos ou me casar com ele...

-Me mata!—eu disse quase implorando, e vi o sorriso dele se apagar...acho que parti o coração de pedra dele.—Prefiro morrer jovem do que dividir o mesmo teto que você.—eu disse com determinação.

-Que seja então. Terá sua sentença a primeira luz da aurora.—disse ele dando um sorrisinho...é ele não tem um coração de pedra...

Antes de sair pelas portas da sala do Trono, me virei para trás e olhei para trás.

-Que o amor de vocês seja eterno! Kabuto não irei tomar o seu lugar no coração do Rei.—eu disse com uma voz melosa, sendo arrastada para fora. Ouvi xingamentos e pragas da corte pela minha brincadeira.

Se eu for morrer, morrerei com um sorriso nos lábios por ter dito sobre a duvidosa preferencial sexual do Rei. Passei pelo pátio, me sentindo leve...olhei para lado e vi uma cabeleira conhecida, olhei para o lado vendo se o guarda que me arrastava prestava atenção em min, mas ele estava concentrando soltando gracejos baratos em uma serviçal que passava e corava com o que ele dizia...isso é patético.

Olhei para a única pessoa que podia me tirar dali, ele me olhava também. Movimentei os lábios dizendo ‘’Me tira daqui’’, espero que ele seja bom em leitura labial ou se não...minha pele e meu olhos alimentarão os corvos amanhã...péssimo destino para uma Princesa linda como eu...oh.

Fui jogada naquela cela imunda novamente. E voltei a tremer de frio. Dessa vez o guardinha tarado esqueceu as correntes...aposto que foi foder aquela serviçal em algum canto do Castelo. O resto do tempo fiquei escorada na grade, conversando com os outros prisioneiros, que contavam piadas grosseiras. Por fim e cansei, e me joguei sobre a palha fedida e cheia de pulgas, e tentei dormi.

Mas não consegui, o ferimento no meu braço me incomodava. Não sei quanto tempo fiquei ali fitando o teto. As masmorras estavam silenciosas, provavelmente os presos estavam dormindo.

-Hey Sakura!—ouvi alguém sussurrando. Me levantei e andei até a grade e sorri vendo a minha salvação.

-Suiguetsu!—sorri feliz ao vez meu amigo de infância ali.

-Vou te tirar daí.—disse ele abrindo a porta de ferro. E eu sai.—Tome vista isso, e fique em silêncio.—disse me estendendo uma capa preta.

A vesti escondendo meu rosto com o capuz. E o acompanhei pelos corredores, alguns guardas nos lançavam olhares estranhos. Mas não fizeram perguntas. Quando dei por min estávamos fora do Castelo, e passamos a caminha por vielas escuras onde dificilmente seriamos visto.

-Onde estamos indo?!—perguntei.

-Relaxa, estamos indo a Casa da Madame Ayme.—disse ele. E eu parei de súbito.

-Tá me levando a uma casa de prostitutas seu pervertido!—eu disse socando seu ombro.

-Shhhhh! Silêncio, as paredes tem ouvidos! Karin e Tenten estão lá, chagaram aqui ontem a noite, e a Madame Ayme as acomodou lá, estão em segurança. Briella me disse que estavam lá, então provavelmente logo você seria pega.—disse ele quando voltamos a caminhar.—Vou tira-las de Oto hoje mesmo.

-Certo, obrigada Suiguetsu.—eu disse sorrindo para ele.—E quem é Briella?!—perguntei maliciosa.

-É..é...ah cala a boca!—disse ele enquanto eu gargalhava.—Karin não gostou nem um pouco dela...não sei por que.

-É por que ela gosta de você animal.—ei disse esbarrando meu ombro no dele.

-Gosta nada.—estava escuro demais para eu enxergar o rosto dele. Mas eu podia vê-lo corar. Gargalhei.

Ficamos em silencia o resto do caminho até chagarmos a casa da Madame sei-lá-das-quantas. Assim que entramos em um quarto, pode ver uma cabeleira ruiva invadindo minha visão, e alguém pendurada no meu pescoço.

-Que bom que está bem Sakura!—disse Karin me apertando mais.

-É eu to legal agora desgruda.—eu disse sorrindo.

Entrei no quarto luxuoso, e encontrei Tenten polindo uma longa espada.

-Hey Sakura, sabia que sairia dessa.—disse sorrindo contente, em resposta, bati minha mão na dela.

Me sentei na cama, e Karin começou a tratar do meu ferimento. E elas me contaram como chegaram ali, e eu contei a elas sobre Orochimaru. Havia uma garoto no quarto além de nós e Suiguetsu. A garota devia ter uns 19 anos, era loura, com cabelos longos com cachos largos, e sorriso fácil, e olhos azuis. Ela é bem bonita tenho que reconhecer.

-Dizem as más línguas que o Rei e seu médico têm um caso!—disse ela maliciosa.

-É deixei isso bem claro para eles antes de me arrastarem para fora da sala. Como se chama?!—perguntei.

-Briella.—disse ela sorrindo, como imaginei. Karin lhe lançou um olhar mortal quando Suiguetsu se sentou perto dela.

Karin terminou o curativo, tomei um banho, e troquei as minha roupas esfarrapadas, por calças de couro preta justas no meu corpo, um espartilho preto e vermelho, bota pretas, fiz um coque no meus longos cabelos, e vesti novamente a capa.

-Consegui recuperar isto para você.—disse Suiguetsu, me trazendo uma espada...

-Era a espada da minha mãe!—eu disse surpresa, vendo a katana longa, com uma longa tira de seda vermelha amarrada no punho, a lâmina negra, e a bainha vermelha com detalhes em prata.— Red.—eu sussurrei colocando a espada de volta na bainha.

(N/a: Eu sei, nome idiota para uma espada, mas estava sem imaginação.)

-Obrigada Suiguetsu.—eu disse sinceramente o abraçando.

-Me agradeça chutando o traseiro do Orochimaru.—disse ele sorrindo.—Agora vamos.

Nos despedimos da Madame Ayme, e de Briella. Havia cavalos a escondidos de trás da Mansão. Montei em um garanhão negro como a noite, Karin na minha garupa, ela não é boa com montarias, Tenten em uma grande égua cinzenta, e Suguetsu em garanhão marrom. Seguimos a galope, para fora da cidade de Oto, e de pois de algumas horas quando estava quase amanhecendo, chegamos as muralhas. Suiguetsu, nos levou até o Portão da Almas. Nome estranho eu sei. Poucos sabem da existência dele. O portão nos levava por um túnel que nos levava a alguns metros a por debaixo da Floresta da Morte que cercava Oto. Ele nos levou até a saída, não poderia seguir com a gente.

-Vai levar pelo menos 1 mês até chegarem a Konoha. O Rei Fugaku sabe que você está viva, ele a ajudará. Tenham cuidado e não confiem em ninguém.—disse ele sério.

-Eu sei me cuidar. Mas como sabe tanto sobre o Rei de Konoha?!—perguntei desconfiada, e ele deu uma gargalhada.

-Quem você acha que é o informante dele, heim?!—disse ele sorrindo presunçoso e eu revirei os olhos.

-Eu devia imaginar.—eu disse descrente.

-Ei, eu também era mais feliz quando Otogakure era o Reino Haruno.—disse ele sorrindo tristemente.—Agora vá Princesa.

-Até logo Suiguetsu.—eu disse esporeando meu garanhão.

-Até Princesa!—ouvi ele dizer antes de me afastar.

Saímos galopando pela floresta.

Konoha aí vamos nós.

.

.

.

CONTINUA...

Notas finais
Devo continuar? É a segunda vez que posto essa fic, se não tiver nenhum comentário vou excluir a fic.