Recém Humanos
1 Primeiro Capítulo
Aconteceu há muito tempo. Antes de Renesme, antes da transformação, antes de Bella. Éramos somente nós; a velha família Cullen.
Recente transformação de Jasper, toda a família estava a nervos, com medo do pior.
Certa noite, acanhados em nosso quarto, tive uma brilhante idéia.
– Ei humano – chutei as costas de Jasper que estava virado para ver o balançar das árvores. Ele se virou.
– Alice – seus olhos estavam avermelhados, me fitavam com desespero – humano?
— Sim, – sentei ao seu lado ainda encarando o rosto branco – estive pensando; você é novo nisso, precisa se distrair, então tive uma grande idéia.
– E qual foi?
– Olha só; eu, você, um dia e uma noite fora, como humanos! Nada de sangue, comer comida humana. Nada de correr, vamos apenas andar. Nada de sermos estranhos, mas sim livres. E... Dormir?!
– Alice, meu anjo, eu não consigo comer animais vou comer comida humana? Sem chance – Ele parecia confuso.
Pulei para o colo dele sorrindo, ele me segurou meio desajeitado.
– Essa é a idéia, enfrentarmos tudo e a nós mesmo. Eu também não sei mais ser humana, vamos nos ensinar, nos divertir, e dormir.
Fiz uma cara de suplica engraçada, ele desmanchou o semblante de nojo e sorriu livremente.
– Acha mesmo que vamos conseguir dormir? – Ele perguntou.
– Se tentarmos sim. Um dia eu e Rosalie quase conseguimos.
– Sério? – Se assustou ele.
— Não – comecei a rir e ele riu depois de um tempo – mas tentamos, sabe como é Emmet não é?
Por um tempo aquele olhar medonho sumiu, e ali estava, meu bandido sorrindo.
– E então? – recomecei – Topa? Grandes aventuras, batata frita e...
– Dormir. – Ele me interrompeu colocando um sorriso em meu rosto.
– Isso – mexi nos cabelos dele o fazendo fechar os olhos.
– Com uma condição; não será somente um dia, mas sim, uma semana? – Um sorriso malicioso espalhou-se por aquele lindo rosto.
– Como assim? – Perguntei pra ele e pra mim mesma – A cinco minutos estava discordando.
– Alice, você disse que vamos dormir, não posso perder isso.
Em meio milésimo ele estava de pé comigo em seu colo, ambos rindo, e eu queria beijar aquela boca vermelha.
– Vamos embora bandido.
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