Recordações de Uma Vida
3 Capítulo 3 - Triste Despedida.
Notas iniciais
Quando chegamos mais perto de Pietro, vimos que ele estava desanimado. Então tentei me colocar no lugar dele, percebe que não é fácil viver assim, sem ninguém. Não que eu tenha tudo e que sou feliz, mas viver sem ninguém por perto deve ser Horrível. Percebo que ele fica alegre com nossa presença. Então o chamei para um passeio no Central Park.
Fomos andando e ele estava mais feliz que antes. Eu fiquei muito curiosa para saber sobre a vida dele e por onde anda sua família. Esperei um pouco para poder entra no assunto, vi que já era hora. Dei um sinal para Alex nós oferecer sorvete. E ele como um bom irmão me ajudou.
Então seguimos em direção ao sorveteiro. O velho senhor Wilson vende sorvete a muitos anos no mesmo local. E sempre compramos sorvete de chocolate com flocos de nozes.
- Olá sr. Wilson . Como vai? – falei com boa intenção.
- Olá Caren querida, Alex, vejo que já conhecem o pequeno Pietro. Ele é um garoto muito gentil.
- É ele é o mais novo amigo da Caren . Realmente ele é muito educado. – falou Alex.
- Chocolate com nozes como sempre?
- Sim, porfavor. De que sabor quer Pietro? – perguntou Alex
- O mesmo, por favor. – falou ele com a voz quase falhando.
-Aqui estão três deliciosos sorvetes de chocolate com nozes no capricho.
- Obrigado Sr. Wilson . Aqui esta o dinheiro.
- Obrigado queridos. Estarei aqui se precisarem do velho Wilson.
- Está certo, até outra hora.
Então seguimos para o banco mais próximo. E estávamos lá nós três olhando os pombos a nossa volta. Pietro porem sempre de cabeça baixa. Eu estava sempre tentando criar forças para começar as perguntas sobre a vida de Pietro. Mas pensei que talvez ele não quisesse falar sobre o assunto. Mas mesmo assim eu estava louca para saber como um garoto de mais ou menos 13 anos estava ali abandonado no Central Park. Tudo oque eu queria saber era oque talvez ele não quisesse que eu soubesse. Mas não pode me segurar.
- Olha Pietro, porque você anda sozinho por aqui? Onde estão seus parentes? – falei de uma só.
- Eu, não sei. Desculpe tenho que ir. – ele saiu correndo como um pássaro assustado com forte barulho.
Eu achei estranho o modo com que ele reagiu a pergunta. Senti-me culpada acho que nunca mais iria velo novamente. E tinha razão. Passaram duas semanas e nada de ver Pietro. Mas penso que ele deve estar bem, ele sempre foi tão esperto.
Estávamos jantando quando Alex lembrou a meu pai que eu iria me apresentar na próxima noite. Alex quase nunca chamava Taylor de pai, sempre o chamava de Sr. Kellner.
- Então Sr. Kellner, amanhã Caren vai se apresentar . Não tem nenhuma reunião dessa vez não é?
- Realmente eu não tenho reunião amanhã, mas estou trabalhando em um novo projeto, e não tenho tempo. Mas Caren deve me entender. Ela sabe que seu pai anda muito atarefado.
- Claro papai. – falei com a voz muito tímida.
-SEMPRE ISSO, VOCÊ NUNCA TEM TEMPO. PARA VOCÊ NÃO EXISTE NADA MAIS IMPORTANTE DO SEU TRABALHO RIDICULO! — Alex estava realmente chateado.
- Abaixe o tom comigo seu moleque. Você não entende oque é responsabilidade porque você não tem. Agora deixe de ser atrevido. — papai estava estressado Alex.
-Parem com isso vocês dois. Nem parecem ser pai e filho. Estou cansada de suas desculpas Taylor. Sempre tem uma diferente. Se não quer ver sua filha dançar diga. Mas não invente desculpas. –falo minha mãe pela primeira vez enfrentando meu pai.
- Olhe aqui Vanessa, fique quieta ou eu ...
- Ou o oque? Hein? Vai bater nela como fazia com Thomas? – desabafou Alex quase chorando.
- Não me irrite seu moleque atrevido. Mal tem barba e já quer me enfrentar? Sabe que seu irmão se matou por não me ouvir.
- Será Sr. Kellner? Ou foi por não ter paz aqui? Ele sempre sofreu com o seu desprezo, e com o desprezo que você da a sua própria família. Você sabe muito bem que nada teria acontecido se você exercesse seu papel de PAI. – Alex saiu da sala de jantar com tanta raiva que quase derrubou a mesa.
Meu pai reagiu como se nada tivesse acontecido, somente fez um comentário sobre a sobremesa que estava demorando a sair. Eu fiquei magoada por ter certeza que meu pai não liga pra nada do que eu e meu irmão façamos. Inventei uma desculpa e fui para o quarto de Alex. Ele estava chateado e fazendo as malas. Na hora não sabia oque dizer, somente corre e fui abraça-lo. Elava super triste com tudo que estava acontecendo. Minha mente estava em estado de paranoia. Primeiro o sumiço de Pietro e agora Alex ia embora.
- Aonde vai? – perguntei angustiada.
- Pra qualquer lugar, menos aqui. Não se preocupe eu vou vim sempre para levar-te a escola, vou estar sempre com você.
- Não queria que você fosse.
- Tenho que ir, aqui não fico nem mais um dia. Sempre que quiser falar comigo mande-me um e-mail certo?
- Certo, mais aonde vais dormi hoje?
- Num hotel aqui perto, depois vou para o apartamento que era do Thomas.
-Hum, mas não queria que fosse.
- É preciso. Vou mostrar a ele que sou melhor do que ele pensa.
- Vem me ver?
- Sempre, não vou deixar você e mamãe aqui com esse mercenário.
- Adeus Alex. – Puchei-o e dei um forte abraço.
- Adeus Caren, não fique triste. Eu vou vim te ver sempre.
E ele saiu do quarto como uma luz que se afasta. Sentei no chão e fiquei ali, sem saber oque fazer. Não estava preparada para isso. Não esperei muito e fui mandar um e-mail para ele. Fui para o meu quarto e lá sente mais saudades dele do que nunca. Liguem o meu computador e comecei a digitar:
*e-mail mode on*
Alex,
Já estou com saudades. Por favor, não esqueça da minha apresentação amanhã.
Te Amo.
*e-mail mode off*
Mandei o e-mail e fui dormir, estava muito atordoada com tudo oque aconteceu. Não demorei e logo cai em sono profundo. Não me lembro se sonhei naquela noite. Logo o dia chegou e ás 05h00min levantei. Olhei se Alex avia respondido meu e-mail, e lá estava:
*e-mail mode on*
Querida Caren, não se preocupe estarei logo na primeira fila. Sei que você será a melhor de todas.
Beijos, Te Amo.
*e-mail mode off*
Logo fiquei animada e desce para tomar uma ducha quente. Alex já estava lá me esperando. Então me apressei, e fomos tomar café. Percebe que ele estava se fazendo de estranho na casa. Nem quis tomar café, e me esperou na varanda. Meu pai nem deu valor a isso. Quanto mais via o desprezo que meu pai dava a tudo em volta, mais sentia nojo de olha-lo.
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