Notas iniciais
Espero que gostem
=^w^=

— Spain! Onde posso deixar essa caixa? – o italiano levantava a caixa amarelada do espanhol.

— Naquela estante, Romano.– o espanhol estava distraindo com outras caixas em que este os arrumava.

O italiano estava na casa do espanhol, ajudando-o em limpar casa deste. Apesar de não ser mais propriedade do maior, continuava a ajuda-lo, afinal, eles eram “amigos”. Atualmente, eles estavam limpando no sótão.

– Desculpe-me Romano, por ter te chamado para me ajudar a arrumar minha casa, apesar de não ser precisar mais seguir minhas ordens.

— O que você está falando, seu bastardo? – o menor distraído, bateu seu braço em uma das estantes em que havia
no local, derrubando uma das caixas que estava no móvel, fazendo-a abrir. Dentro do recipiente, revelava-se variadas fotos, obviamente antigas, do espanhol e o pequeno italiano. O jovem colocou a caixa que segurava em umas das mesas que havia no local, ajoelhando-se para pegar as fotos que este havia derrubado. – Ainda guarda isto?

— Sim. Na verdade, desde que foi embora, eu fiquei muito solitário e um pouco cabisbaixo, por isso não arrumei a casa por um bom tempo. Além do mais, eu não tinha nada que havia ganhado de você,
ou alguma lembrança. As fotos de quando você era criança, são muito fofinhas, Romano.

— Mas esta foto... – olhou detalhadamente a foto, o que atraiu o espanhol a vir mais de perto, observando a foto que o jovem segurava.

— Owa! Esta foto foi quando eu te conheci, Romano. Quando eu te abracei, você ficou corado, o que não deixou de ser muito fofo – as palavras do espanhol, fizeram o italiano corar. – Mas foi nesse dia... – lembrou-se do pensamento desnecessário, fechando sua expressão.
- Em que o atual Romano apareceu... – com uma das mãos, levou a barriga, como se tivesse levado um golpe.

— Como assim? – perguntou raivoso, não gostando nada da expressão do maior.

— Ah! Nada não... Não se preocupe comigo – disse assustado, desviando o assunto rapidamente.

— Hunf. – mudou para outra foto do monte que segurava. – Ah... Eu me lembro desta. Foi pela primeira vez em que eu experimentei um tomate.

— É verdade... Quando lhe dei um tomate, você adorou a fruta que até não quis largar. Lembro-me da sua expressão como se fosse ontem. Foi assim que comecei a plantar o dobro do que eu plantava em tomates.

— Hum... Quem diria que você se preocupava comigo. – o menor pensou mais alto do que o normal, o que fez o espanhol intervir.

— Claro que me preocupava, ou melhor, ainda me preocupo. Você se envolve em muitos problemas, nos quais devo consertar. Não
irei deixar ninguém lhe faça mal algum. – ao ouvir essas palavras, Romano cora rapidamente, o que faz acordar o espanhol de perceber o que disse ao italiano, ficando calado por tanta vergonha. O italiano ao acordar de seus pensamentos, pega outra foto do monte, para não continuar naquele clima.

— O que é isso?! — o italiano de tão
assustado e por ter gritado mais alto que o normal, acorda o espanhol de seus pensamentos, olhando para a fotografia que o menor se assustara.

— Romano. Esta foto foi quando você se perdeu de mim, enquanto colhíamos tomates. Você ficou muito fofo quando estava chorando feito um be- o jovem italiano soca o espanhol em sua barriga
com muita força, fazendo-o gemer de dor. Novamente pega outra foto. Esta foto Romano não pensara em vê-la.

— Hey, Spain. Não acredito que você tirou uma foto minha dormindo. – o espanhol tentando recuperar suas forças pelo soco do jovem, olhou a foto que o menor mostrava.

— Esta foto foi à única que eu podia tirar de você sem que eu apanhasse. – o menor socou-o novamente, mas desta vez, não muito forte. Mesmo assim, o espanhol sentiu um pouco de dor, levando uma de
suas mãos à sua barriga. — E também um dos meus tesouros que tenho de você. Nesta foto, você dormia profundamente, após ter limpado a casa e comido os tomates frescos em que eu trouxe das terras do França. – o maior esboçou um sorriso carinhoso e o menor retribuiu um pequeno sorriso tímido. O italiano pegou a ultima foto que restava no monte, percebendo-a que não era quando ele era pequeno e sim, quando já estava um país maduro.

— Esta foto...

— Ah! Esta? Foi à única foto que tenho de você se divertindo junto comigo. Claro, quando você não era criança. E a única recordação não muito antiga, que tenho. – o espanhol fechou sua expressão ao lembrar-se de um pensamento desnecessário, a partida do italiano – Sinto
saudades.

— Saudades?

— De antigamente. Queria que
existisse uma máquina do tempo, para rever nossas lembranças. De quando nos divertíamos juntos.

— Por que diz isso?

— Porque... Estas recordações foram às únicas em que eu pude cuidar de você. Amar você. – o italiano cora violentamente. Estava mais vermelho que o espanhol. – Mas do que adianta ter essas recordações... Se a pessoa que eu amo não está por perto. – o espanhol
abraçou o menor carinhosamente, como quisesse que o italiano não fugisse.

O italiano estava mais assustado do que nunca. Como Spain poderia amá-lo? Ainda sem nunca percebesse? Não queria entender errado o sentido de “amar” do maior. Talvez fosse amor paterno. Sim.
Tinha que ser isso.

Quando o espanhol soltou Romano de seus braços, observou-o nervosamente, esperando alguma reação até perceber que
este estava confuso.

— Desculpe-me, Romano. Parece que lhe deixei confuso... – o espanhol disse nervosamente e meio que um tom tristonho. — Esqueça o que eu disse ok? – o maior voltou-se ao porão arrumando as prateleiras, enquanto Romano estava pasmo.

— S-spain... Você sentiu tanto minha falta? – o espanhol parou de arrumar as prateleiras desorganizadas, visualizando o menor. – Mesmo que lhe tratei mal, não arrumei sua casa, disse coisas horríveis a você... Mesmo assim pôde me amar e sentir minha falta? – o italiano
tremia. Não entendia o que estava acontecendo. – Por que você é assim, Spain? Por que me trata tão bem apesar de eu não ter sido bom a você? – o italiano estava chorando. Tinha medo o que o espanhol o odiasse. O espanhol ao ouvir estas palavras, entrelaçou seus braços nos ombros do menor sem perder tempo, fazendo o menor surpreender-se com o tal ato deste.

— Porque Romano... Foi essa pessoa terrível que me apaixonei. – o espanhol separou rapidamente o abraço, em busca dos lábios do italiano.

Romano assustou-se com o toque, mas logo retribuiu entrelaçando seus dedos nos cabelos do maior e entreabrindo sua boca, entendendo que a língua do maior queria passagem. Era uma dança incrível, em que as línguas de ambos faziam. Mas infelizmente, foi interrompida pela falta de ar entre os dois.

— Quem diria que essa pessoa bondosa, fosse se apaixonar pela pessoa que a odiava. – o espanhol riu acompanhado pelo italiano. – Hey, Spain. Eu não sou tão terrível assim...

— Não, Romano. Você não é terrível. Você é uma graça. – o maior deu um selinho nos lábios do menor, sendo que este abraçava o espanhol.

— Sabe Spain... Acho que amo você. – o maior separou o abraço para um beijo novamente, mas um pouco mais rápida que o beijo anterior.

— E eu por você, Romano. – o casal voltou ao beijo novamente, esquecendo-se de arrumar a casa do espanhol e
aproveitar aquela linda tarde de pôr-do-sol.

Notas finais
E então? Gostaram?
ONEGAI!
Reviews!!!!!!!!!!!!!!!!!
=*.*=
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!