Reconstruindo Hermione
10 Capítulo 8-E tudo se fez perfeito
Notas iniciais
“E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrário: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda.” C.F.Abreu.
Depois do incidente com o búlgaro a vida se transformou numa bela e complicada lira musical, ora com momentos suaves e harmoniosos, ora com intempestivos graves. Chegando a dois meses do relacionamento meu melhor amigo fez o favor de nos flagrar no consultório do Malfoy. Isso pra toda comunidade bruxa descobrir foi um pulo. Estávamos felizes e completos como nunca antes. Claro que o Harry fez o favor de deixar meu namorado com um belo olho roxo. Sim N-A-M-O-R-A-D-O.
Não podemos esperar mais tempo para rotular o que tínhamos tudo o que vivemos é verdadeiro. Por que não oficializar o que já sentimos em nosso âmago? Com todas as perdas que sofremos ao longo dos anos descobrimos que devemos viver o agora com as pessoas que amamos. Que se dane a sociedade ou o que ela pensa sobre nós. Somos felizes, me desculpe se nossa felicidade o incomoda. Vamos viver! Viver o amor de agora, e se Merlin permitir, vamos transformar o nosso agora em eternidade.
Hermione Granger
–O que você tá escrevendo ai sabe-tudo? Por Merlin mulher! Tem um loiro lindo e gostoso em sua cama e você ainda pensa em estudar? Isso é um ultrage ao meu físico Malfoy.
–Estava fazendo um breve resumo desses meses. Isso é muito surreal pra ser verdadeiro- Ele se levanta e caminha até mim tentando puxar o papel de minha mão.-Sai fora loiro azedo!
–Mione, você tá escrevendo sobre mim, tenho o direito de saber se está fazendo jus a minha beleza aristocrática jovem e sensual.
–Menos seu bobão. Estava escrevendo sobre nós dois... eu me assusto ao pensar no quanto duramos. Funcionamos muito bem juntos e eu me sinto muito feliz por isso. -Ele se aproxima colando nossas testas admirando vagarosamente meu rosto me fazendo corar.
–Eu também fico muito feliz por funcionarmos juntos. Só tem um detalhe que eu não concordo Hermione. — Eu o encaro com uma cara interrogativa e confusa- O seu nome. De uns tempos pra cá ele me incomoda profundamente. Ele precisa de um completo meu amor.
Ele toma de mim o papel e rabisca com a pena o final da folha me entregando logo em seguida. E lá no fim do escrito onde estava meu nome ele rabisca:
Hermione Granger Malfoy
Ao olhar pra ele o encontro com aquele sorriso de lado sacana que só pertence a ele e em fração de segundos me pego dizendo sim repetidamente o abraçando como se fosse perdê-lo e tudo aquilo fosse ilusão. Mas era real e era muito bom.
“Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.”
Pablo Neruda
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