Reconstruindo
6 Capitulo 6
Notas iniciais
Estava esperando meu pai chegar em casa, pra mim falar da viagem, ele já sabia que eu e Carlisle tínhamos algo, eu o contei, ele surtou mais depois acabou aceitando pela minha felicidade, mas ainda ficou com um pé atrás por medo de Carlisle me machucar, então meio difícil saber a reação dele. Fiz o almoço e escutei meu pai entrando, o esperei na cozinha depois de ter posto a mesa, ele veio e eu servi o almoço, começamos a comer em silencio, eu remexia a comida, estava ansiosa e com medo de falar.
– Isa, fale logo o que tem pra falar esta me deixando agoniado. Charlie disse me olhando com um sorriso de lado.
– Você me conhece bem demais, que saco. Disse e o vi rir.
– Vamos diga, pela sua aflição tem algo a ver com seu caso com Carlisle. Ele disse fazendo careta se eu não estivesse nervosa teria rido.
– Carlisle vai viajar para Londres, para uma conferencia de médicos que vai ter lá, gostaria de ir com ele. Disse rápido, mas sabia que Charlie tinha entendido, sua expressão ficou serie, ele me olhou.
– Ele que te levar pra Londres? Ele perguntou na hora que eu ia responder ele interrompeu, ele respirou fundo – Isa, vou te dizer o que já te disse varias vezes, você é de maior, não posso te impedir de algo, e é melhor eu deixar do que você acabar fugindo e fazendo escondido. Charlie disse serio, deve ter lembrado no dia que fugi pra ir a uma festa com as garotas em Phoenix, logo quando ele foi me visitar. – Eu só quero que você seja feliz e que não faça nenhuma besteira e nem sai machucada.
– Eu sei disso pai, e agradeço por você ser tão compreensivo comigo. Carlisle insistiu que eu falasse com você antes, ele não queria me levar por que não saberia se você deixaria ou não. Disse esclarecendo tudo, queria que meu pai entendesse que podia confiar em Carlisle.
– Pelo menos alguém pra ajudar a colocar juízo nessa sua cabeça. Charlie disse o que me fez rir, o clima tenso já tinha sumido da cozinha.
– Carlisle não me machucaria, ele sempre deixa tudo as claras comigo, caso isso um dia ocorra eu já saberei e estarei prevenida, Carlisle respeita o senhor acima de tudo, isso irrita as vezes. Disse e vi Charlie sorrir.
– Pare de tentar fazer com que eu o aceite como alguma coisa sua. Charlie disse e nos começamos a rir. – Quando vocês vão?
– Não sei exatamente, a conferencia vai ser no fim de semana, e vamos ficar mais alguns dias lá aproveitando minhas férias.
– Quero você aqui antes das aulas voltarem. Charlie disse e eu assenti. – Vou voltar pro trabalho. Ele levantou me deu um beijo e saiu, levantei e fui lavar a louça.
[...]
Estava quase anoitecendo, Rose chegou lá em casa, estávamos no meu quarto conversando.
– Carlisle esta animado e ajeitando as coisas para a viagem, Alice desconfiou, mas se acalmou quando viu o convite formal. Rose disse
– Alice esta de marcação cerrada, se ela descobrir que sou eu que estou saindo com Carlisle, ela vai surtar. Disse suspirando, tinha medo caso os outros descobrissem.
– Relaxa, você e Carlisle fazem um casal lindo e felizes, Alice não pode impedir algo assim, e acho que seria somente ela. Rose disse me tranqüilizando.
– Tenho que comprar algumas coisas para viagem.
– Vamos a shopping, estou precisando fazer algumas comprinhas. Ela disse se animando, ela tinha ficado um pouco deprimida quando Emmett foi embora. Deixei um bilhete para Charlie e fomos no carro dela, eu já estava com o meu, mas ela insistiu em irmos nele, acabei aceitando. O caminho foi curto graças a velocidade que esses vampiros adoram ir, nem comentei nada, já estava me acostumando.
– Vamos, primeiro a sessão de lingerie, você precisará muito nessa viagem. Rose disse maliciosamente comecei a rir e á acompanhei, chegamos a loja, uma das vendedoras veio nos atender, e nos mostrou a nova coleção.
– Isa olha que lindo? Rose disse me mostrando uma, preta com detalhes em vermelho, era cheio de detalhes em renda, peguei pra mim e fui atrás de outras em cores um pouco diferentes, peguei uma azul turquesa, um amarelo e um cinza fora o preto com vermelho, fui ate o caixa e paguei junto com Rose.
– Agora preciso de alguns casacos e calças novas. Disse e ela me puxou pra uma loja, tentei não rir da animação dela, quando estávamos entrando na loja, sinto uma mão me puxando, quando me viro quase não acredito quem era.
– Ola Is. Ele diz me abraçando, pulo nele o abraçando mais forte.
– Oi Stefan, como esta? Senti sua falta. Disse fazendo biquinho.
– Estou bem, estava resolvendo algumas coisas, vim passar uns dias aqui para acalmar os ânimos. Ele diz me explicando.
– Isa vamos, achei uma calça que ficaria linda em você. Rose sai da loja falando sem notar a presença de Stefan do meu lado, quando ela nota eles ficam se encarando.
– Isa o que você esta fazendo aqui com ela? Stefan diz e fico sem entender.
– Eu que pergunto o que quer com ela? Eles se fuzilavam, Rose me puxou para trás dela.
– Isa, você sabe o que ela é? Stefan diz e fico sem entender por um momento, quando a ficha caiu eu me assusto.
– Como você sabe Stefan? Ele disse e respira fundo.
– Isa você sabe o que eu sou e como realmente nos, nos conhecemos. Stefan diz me olhando profundamente, pisco algumas vezes e vêem a imagem do Stefan me protegendo de um vampiro em Phoenix, e ele me contando sobre sua raça.
– Por que me fez esquecer? Disse dando um passo pra frente e Rose me impediu.
– Pra te proteger, fiquei com medo de você ficar com algum trauma. Stefan diz chegando perto de mim.
– Eu já não estou entendo nada, será que alguém pode me explicar alguma coisa. Rose disse exasperada.
– Calma te explicarei depois, mas antes quero terminar minhas compras.
– Pelo visto, voltou a ser a Isabella que eu conheci, a ultima vez que passei por aqui, você estava estranha. Stefan diz eu faço uma careta que fazem os dois rirem.
– Ainda bem que voltei, mas vamos lá só tenho que comprar umas coisinhas e vamos explicar as coisas a Rose e você a mim, Salvatore.
– Tudo bem mandona.
Comprei tudo que tinha de comprar e saímos indo para o estacionamento, Stefan nos ajudou com as sacolas.
– Acho melhor conversamos lá em casa. Rose disse, Stefan assentiu o clima entre eles já estava melhor.
– Tudo bem, seguirei vocês com meu carro. Stefan disse e foi para o carro dele, Rose e eu entramos na sua BMW e ela acelerou mais ainda, indo direto pra sua casa.
Quando chegamos lá Alice e Jasper não estavam, estava somente Carlisle, que ao escutar o barulho de dois carros saiu.
– Quem esta no outro carro, Rose? Disse ao vê-la saindo do carro e logo depois eu.
– Um amigo da Isa que por acaso é um vampiro. Rose disse me repreendendo, revirei os olhos e vi Stefan sair do carro e andar ate-nos.
– Boa noite. Stefan disse educado como sempre.
– Boa noite. Carlisle disse cordialmente
– Stefan, esse é Carlisle Cullen, Carlisle esse é Stefan Salvatore. Disse apresentando os dois e me escondendo no casaco.
– Vamos entrar aqui esta frio pra você. Carlisle disse me levando pra dentro.
– Onde esta Alice e Jasper? Rose pergunta sentando no sofá, após oferecer a Stefan.
– Foram caçar e Jasper disse que iam aos Denali passar o fim de semana. Carlisle disse sentando do meu lado.
– Belos irmãos vão me deixar sozinha no fim de semana. Rose disse triste, mas logo tira a expressão do rosto.
– Você poderia ir pra lá também Rose. Carlisle disse, mas ela se nega. – Então como vocês se conhecem e Isabella não nos falou nada. Carlisle disse como se estivesse chateado, a culpa não é minha.
– Isa não falou nada por que eu a fiz esquecer, tudo que aconteceu. Stefan diz e Carlisle so assente.
– Odeio quando você ou Damon fazem isso. Disse bufando.
– Foi pro seu bem e você sabe.
– Como vocês se conheceram? Rose perguntou
– Isa tinha fugido não sei como, pra ir uma festa no caminho ela acabou entrando na rua errada, tinha um vampiro da raça de vocês, eu e meu irmão conseguimos matá-lo, depois explicando nossa historia e como era nossa raça, acabamos nos instalando na cidade, ficamos próximos dessa louca, ate conseguimos colocar um pouco de juízo na cabeça dela, ela e Damon tiveram algo passageiro, mas Isa não tinha paciência pra namoros, mesmo o Damon sendo mais velho.
– Depois vocês foram embora, agora eu lembro e eu não lembrava de que namorei o Damon. Disse apontando pra ele que riu.
– Damon pediu que eu a fizesse esquecer isso, já que ele tinha ido embora na frente. Stefan disse Carlisle estava com expressão fechada.
– Então hoje quando você e Rose descobriram que um e o outro eram vampiros, você fez Isabella relembrar o que a tinha feito esquecer. Carlisle disse e levantou e andou de um lado pro outro.
– Sim. Stefan disse olhando ao redor. Queria ficar um pouco com Carlisle, acho que Rose percebeu.
– Isa você não comeu nada, vou ver se tem algo que eu possa fazer. Rose levantou
– Stefan podia fazer seu divino macarrão com queijo e molho. Disse e o vi sorrir
– Folgada você. Ele disse acompanhando Rose.
– Vamos pro meu escritório. Ele disse e eu o segui, lembro que Edward uma vez me disse que o escritório de Carlisle era a prova de som, nem vampiros conseguiam escutar, assim que entrei ele passou a chave na porta.
– Você esta chateado com algo. Disse o abraçando
– Só fiquei surpreso em saber que você conhece outros vampiros e não é interessante saber dos seus outros namorados. Ele disse me abraçando de volta e sentando comigo em seu colo.
– É isso mesmo produção, Dr. Cullen esta com ciúmes da sua pequena humana? E eu não lembrava. Disse fazendo graça.
– Sim eu estou e você sabe disso. Ele disse e me puxou me beijando, agarrei sua nuca com força e aprofundei o beijo, nos separamos por falta de ar, da minha parte.
– Já ajeitou as coisas para a viagem? Perguntei brincando com o botão da sua blusa.
– Sim, vamos amanhã na parte da tarde, avise seu pai. Ele disse beijando meu pescoço.
– Tudo bem, Carlisle não comece algo que não pode terminar. Disse dengosa.
– Eu sei meu anjo. Ele disse e parou.
– Amor, Rose esta muito solitária. Disse sorrindo sapeca.
– O que esta querendo aprontar? Ele perguntou levantando comigo no colo.
– Stefan e Rose. Disse ampliando meu sorriso.
– Você não tem concerto, mas eu apoio, Rose anda triste depois do termino com Emmett. Ele me disse e sorri, o beijando rápido.
– Que bom que apóia, por que se não apoiasse não ia dar em nada, ia continuar tentando. Disse e o vi rir o que me contagiou me fazendo rir também.
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