Notas iniciais
Olá, segue mais um capítulo. Me desculpem os erros do ultimo capitulo. Esse capitulo ficou meio chatinho mais fazia parte da historia, não tinha como tira-lo. Espero que gostem.

O fim de semana passou muito rápido, e já era segunda-feira de manhã. Me arrumei, tomei meu café da manhã e logo eu estava indo em direção a escola.

E hoje eu teria que enfrentar a Quinn.

Saí do carro para o estacionamento e notei algumas pessoas me encarando, cochichando, dando risadinhas...pelo visto encarar esse dia seria difícil.

Mas logo avistei Quinn próxima a porta de entrada e não consegui deixar de me sentir nervoso. Eu não sabia o que ela iria fazer, e se ela começasse a gritar e fazer um verdadeiro escândalo? Mas assim que ela se virou em minha direção, ela sorriu.

Um sorriso duro que parecia ser um pouco forçado, mas mesmo assim era um sorriso, melhor isso do que um belo tapa na cara...

- Oi Finn, bom dia!

- Oi Quinn. Resolvi testar como estavam as coisas e me inclinei para lhe dar um beijo, ela não se esquivou e encostei os meus lábios nos dela, de leve, um breve selinho e pela primeira vez em um tempo eu não senti nada...nem mesmo vi fogo de artifícios...

E as coisas definitivamente estavam estranhas entre nós.

- Er...Quinn, sobre o baile...

- Eu sei Finn, eu sei... você vai me dizer que não queria ter agido daquela forma, que fez aquilo sem pensar ...e que você achou necessário ajuda-la com Jesse porque a considera um grande amiga, não é mesmo?

- Bem...é...talvez...- Eu não sabia o que dizer, parece que ela queria convencer ela mesmo daquela historia.

- Como eu disse, eu entendo.

- Bom Finn – ela começou a falar e percebi que ela também não estava a vontade – vou para a minha aula, a gente se encontra aqui antes de ir para a sala do coral?

Somente assenti, e ela saiu me deixando ali, eu só fiquei lá...parado...e eu me odiava quando eu travava dessa forma, eu queria resolver essa situação toda logo, seria tão mais fácil se ela tomasse a atitude e terminasse comigo logo de uma vez, eu tinha que admitir para mim mesmo, eu era um covarde.

Segui para a minha aula, eu odiava matemática, mas o que mais me incomodava no momento é que nessa aula eu iria encontrar com o Puck. Assim que eu me sentei na minha cadeira, o vi sentando ao meu lado.

- E aí Finn, beleza?

- Beleza, Puck e você?

- Bem, cara eu preciso falar com você.

- Pode falar. – e eu tinha uma ideia do que ele queria falar comigo...

- Cara o que foi aquilo no baile?

- Nada de mais Puck, eu achei que aquele Jesse estava se aproveitando da Rachel e resolvi esclarecer as coisas, só isso.

- Tem certeza? Você não tá traindo a Quinn com a Rachel não é mesmo?

- Não... nada disso – o traidor aqui não sou eu...somente pensei aquilo é claro, eu não iria dizer aquilo em voz alta. – Só defendi uma amiga...

- Mas me pareceu que ela não estava se importando de ser agarrada pelo Jesse...

- Ela estava sim, tá bom? Aquilo já estava me irritando, é claro que ela não estava gostando....

- Tá cara, não precisa ficar nervoso.

- Agora me deixa Puck, preciso prestar atenção na aula.

- Falou cara.

Nesse momento era impossível eu prestar atenção em alguma coisa.

Logo as aulas terminaram e me encontrei com a Quinn para irmos para a sala do coral, depois da conversa com o Puck o meu bom humor tinha passado e eu agora estava com um humor para poucos amigos.

Mas como nada da vida de Finn Hudson era fácil, vamos dar uma de Rachel Berry agora, e para ele tudo que está ruim pode piorar, e muito, assim que ele passou pela porta da sala do coral, ele o viu.

Jesse estava sentado ao lado do Will, e eles conversam de forma animada, e aquilo irritou Finn profundamente, mas que diabos era aquilo? O que aquele cara estava fazendo na sua escola, na sala do seu coral, ao lado do seu professor?

Olhou em volta e viu Rachel olhando para Jesse com os olhos brilhando, olhou para Quinn e viu ela olhando na direção onde ele estava olhando um minuto atrás e ele tinha a impressão de que todos na sala esperavam uma reação dele.

E ele somente se encaminhou até a cadeira mais próxima e se sentou, Quinn se sentou ao seu lado e logo Will se dirigiu a frente da sala.

- New Directions, gostaria de apresentar nosso novo consultor de corais: Jesse St. James.

O que? Pensou Finn, aquilo só poderia ser uma brincadeira de mau gosto, o professor Schuster tinha enlouquecido.

Todos ficaram parados, somente Rachel aplaudiu aquela cara.

- Não confio nesse cara- Falei para Quinn mas saiu um pouco alto demais, todos pareciam ter ouvido, e então continuei – Como sabemos que não é um truque para seu time antigo ganhar?

Olhei em volta, a procura de aliados, eu precisava do apoio de alguém para tirar aquele cara dali.

- Eu não preciso de truques para você falhar, Finn. Disse Jesse se dirigindo a mim pela primeira vez.

Todos olharam para mim, esperando para ver o que eu iria fazer, respirei fundo, eu teria que me controlar muito...

Will tentou amenizar o clima.

- Pessoal, o Jesse é apenas um consultor, eu ainda mando. Tenho toda a confiança do mundo em vocês pessoal, só acho necessário todo o tipo de ajuda, por é isso...- apontou para o quadro na parede que estava escrito NACIONAIS.

- Trabalhamos duro durante 2 anos por isso, e finalmente chegou a hora. Conversei com Jesse e ele achou que devemos continuar com as canções originais. Estou pensando em fazer um número com o grupo e um dueto.

- Rachel e eu devemos cantar – disse assim que Will falou sobre o dueto — Detonamos nas regionais contando “Faithfully”.

- Detonamos mesmo, — falou Quinn num tom irônico – nos perdemos. Finalizou revirando os olhos, e eu odiava essa sua mania de virar os olhos para tudo.

- Posso? Pediu Jesse ao Will.

- Claro.

- Concordo com a Rachel cantar, mas, Finn, acho melhor você fica fora dessa, é que outros garotos aqui cantam melhor, Mike Chang não consegue cantar, mas dança...você canta e dança como um zumbi...

Todos caíram na risada, eu sabia, ele estava fazendo isso somente para me provocar, ele queria tirar sarro de mim e me humilhar na frente dos meus amigos.

-Viu? Disso que eu estou falando! Esse cara é um imbecil!

Will interferiu.

- Jesse, talvez possa ser um pouco mais gentil com seus conselhos.

- Gentil?

- Sim.

- Desculpe, não sabia que estamos treinando para sermos bonzinhos nas Nacionais, achei que vocês queriam ganhar. E só há um jeito de fazermos isso.

- Dardos envenenados? Perguntou Britanny.

- A estratégia do Vocal Adrenaline é simples: identificar o melhor artista e construir toda a performance em volta dele.

- E o que os outros fazem? Disse Mercedes, todos ali sabiam que ela não gostava de coisas desse tipo, talvez ela me ajudasse...

- E quem é nosso melhor artista? Interferiu Puck.

Jesse e Will trocaram um olhar.

- Vamos fazer audições para descobrir, colocarei a ficha de inscrições hoje a tarde.

E então percebi que o Will talvez não concordasse inteiramente com essa ideia, ele nunca gostou que nós competíssemos entre si. E resolvi levantar a questão.

- Sr. Shue, não acha que isso não é o nosso estilo?

Mas antes dele me responder, Sam entrou na conversa.

- Normalmente eu concordaria, mas é um grande momento. Acho que devemos ouvir Jesse.

Mas que traidor...fui eu que o convenci a entrar para o coral, como ele pode fazer isso comigo?

O restante daquela aula foi um saco...Jesse com aquele sorrisinho convencido no rosto, todos empolgados com a porcaria da audição...mas porque é eu sai da cama hoje?

Mas se a intenção dele era me atingir e me fazer desaminar da única coisa me que ligava a Rachel, eu tinha que admitir que ele estava quase conseguindo...

No final do dia, estava indo em direção a saída quando ouvi uma voz conhecida me chamar.

- Hei, você não se inscreveu para o teste das Nacionais.

Se esse seria o assunto eu achava melhor eu continuar andando...mas ela continuou.

- Mercedes, Santana e Kurt já se inscreveram. Você é o líder masculino do grupo, Finn.

Ela acabou me alcançando e parou na frente a fim de me forçar a escutar.

- Todos te admiram.

- Não preciso das Nacionais para me sentir melhor. – Tentei me livrar dela mais ela me parou novamente. Eu não iria me submeter aos caprichos do Jesse e ter que fazer um teste para cantar...se eles não me achavam bom o suficiente que o fizessem sem mim de um vez!

- Temos trabalhado por isso há dois anos...

- É, eu tenho treinado duro para ser um cantor melhor e um bom dançarino, e aí vem o Jesse e aniquila todo o trabalho duro em 10 segundos. Minha confiança está abalada.

Eu poderia estar errado em confessar isso para ela, afinal ela estava do lado dele, mas era sempre assim com a Rachel, ela sempre me fazia falar demais.

- Você é muito bom, Finn...precisa acreditar em mim.

E eu sabia que aquilo era verdade, Rachel sempre acreditou em meu potencial, mas talvez eu fosse bom somente para ela, ou com ela, em nossos duetos...mas quando falei, disse algo diferente.

- Sou bom para Lima, não bom o suficiente para Nova York.

E antes que ela falasse mais alguma coisa e tentasse me convencer achei melhor sair dali o quanto antes.

- Rachel, sinto muito. Não vou fazer o teste.

E sai, a deixando ali no corredor, e eu podia sentir ela olhando para mim , mas eu não iria mudar a minha decisão, Finn Hudson dessa vez não iria cantar.

Cheguei em casa e assim que abri porta ouvi a voz de Kurt.

- Ah Finn, que bom que você chegou, eu precisava falar com você.

- Olha Kurt, se a Rachel pediu para você falar comigo...a resposta é não.

- Nossa Finn, calma aí, do que é que você está falando? Eu quero falar com você sobre a treinadora Silvestre.

- Me desculpe, mas espera aí, sobre a treinadora? Perguntei confuso. — Mas o que aconteceu?

- Eu fiquei sabendo que ela perdeu a irmã ontem.

- Perdeu? Como assim?

- É perdeu Finn...a irmã dela faleceu.

- Ah sim, agora eu entendi, mas então?

- Então que eu quero falar com ela e quero que você vá comigo...

- Mas porque eu?

- Porque o Sr. Schue me disse que ela está muito mal e porque assim como ela, nós perdemos alguém querido também...você o seu pai, eu a minha mãe...Já passamos pela mesma dor e talvez nós poderemos ajuda-la de alguma forma.

- Mas eu era um bebê, eu não me lembro de nada.

- Ai Finn, detalhes, detalhes...então, você vai comigo?

- Vou né...não tenho nada melhor para fazer mesmo...

- Que desamino hein meu irmão, mas mudando de assunto...o que você quis dizer com aquela coisa da Rachel me pedir para falar com você?

- Achei que ela tinha falado com você para me convencer a fazer o teste para as Nacionais.

- E você não vai?

- Não.

- Sem chance de mudar de ideia?

- Sem chance.

- OK... então amanhã a gente fala com a Sue....

- Como você quiser.

O jeito era eu me ocupar com outras coisas até tudo isso acabar...