Reconquista
12 Capítulo 12 - A volta
Notas iniciais
Espero que curtam!
Me desculpem qualquer erro, acabei de escrevê-lo e nao revisei...
Beijos
Decepcionados. Esta era a melhor palavra para definir o que todos sentíamos naquele momento. Todo o trabalhado que tivemos durante todo este tempo havia sido por nada.
Mas além da decepção eu sentia algo muito maior dentro de mim. Culpa. Depois de ouvir mais umas dez vezes de Jesse que a única razão para que nós não tivéssemos ganho era o beijo que eu dei em Rachel eu me sentia neste momento totalmente culpado. E eu tinha que admitir que naquele momento eu não pensei no grupo, nos meus amigos. Eu só pensava em resolver minha situação com ela e fazer o que eu mais desejava, naquele momento eu morreria por um beijo dela, e então eu o fiz. Sem pensar nas consequências.
E desta vez, as consequências dos meus atos, não atingiram somente a mim, mas sim em todos do nosso grupo.
Andamos até o hotel que era bem próximo dali no mais absoluto silencio. Tentei me manter o mais distante possível de Rachel, não queria ter que enfrenta-la naquele momento, eu não suportaria ver ela me enxotar da sua vida novamente, e eu não queria que ela sentisse culpada também.
Quando chegamos ao hotel todos se dirigiram para o quarto das meninas, eu não queria entrar, me faltava coragem para isso, fiquei parado na porta.
- Vai ficar aí Finn? Não vai entrar? Falou Puck percebendo que eu não entraria.
- Acho melhor não Puck, acho que todos devem estar me odiando agora.
- Mas o que é isso cara? Você tem que enfrentar as coisas, a gente tá junto nessa, precisamos nos apoiar.
- Ok, você tem razão.
Entrei e me sentei na cama o mais longe possível dela. O silencio ainda predominava e percebi que ela também não olhava em minha direção.
E então a Santanna surtou. Aos berros começou a falar diretamente para Rachel.
- Escute! Sou da periferia de Lima e tenho orgulho disso!
Ela estava tão exaltada que Quinn, Mike e Sam precisavam segura-la.
Coloquei minhas mãos em meu rosto. Eu não podia acreditar que Santanna estava fazendo isso, todos viam o quanto Rachel já estava se sentindo mal com toda aquela situação, mas Santanna nunca foi a pessoal mais sensível que nós conhecíamos. Eu queria sair de onde eu estava e abraça-la, mas sabia que isso faria piorar tudo.
- Você sabe o que acontece lá?
Levantei meu rosto e vi que Rachel estava chorando, eu não queria que ela se sentisse infeliz dessa maneira, era para estarmos celebrando, não brigando em um quarto de hotel.
Santanna continuou a gritar. – Coisas ruins!
A gritaria só terminou quando o Sr. Schue arrastou Santanna para o outro quarto, deixando todos ali, mudos e atônitos com tudo o que acabamos de ver.
Estava olhando para o chão quando senti os olhos de alguém em mim. Levantei o rosto e deparei com Rachel me olhando, seus olhos cheios de lágrimas. Ela não me disse nada, mas nem era preciso. Em seu olhar eu consegui enxergar o quanto ela estava arrependida de tudo o que aconteceu e ela nunca me perdoaria. Desviei o olhar incapaz de continuar encarando aqueles olhos, me levantei de onde eu estava. Era hora de voltar para casa.
O voo foi como tinha sido o resto daquele dia. Ninguém se falava. Ninguém. Cada um perdidos em seus pensamentos, todos fingiam estar fazendo algo muito importante e que não podiam desviar sua atenção por nada nesse mundo. E eu? Fingi que dormia durante todo o voo.
Quando chegamos ao aeroporto, nossos pais estavam nos esperando. Kurt e eu encontramos com minha mãe, vi em seu rosto que ela estava chateada por nós e foi logo dizendo.
- Oh meus filhos – disse nos abraçando – eu sinto tanto, vocês mereciam ganhar se empenharam tanto...
- Não sinta Carole, foi uma experiência ótima, ainda temos o ano que vem...- disse Kurt.
Enquanto isso eu me livrava dos braços de minha mãe, eu a conhecia bem, não iria demorar para perceber que algo não estava bem comigo.
- E você Finn, não está chateado?
- Não. – foi apenas o que eu disse em reposta – a gente já pode ir? Estou morto de cansaço.
- Claro – concordou ela lançando um olhar para Kurt cheio de perguntas.
- Então vamos – Kurt a ofereceu o braço e os dois saíram conversando animadamente pelo saguão do aeroporto, eu somente os seguia em silencio.
Assim que chegamos em casa, corri para o meu quarto. Esse era um hábito que eu tinha. Sempre que alguma coisa me chateava eu tendia a me trancar nele, talvez o isolamento me fizesse pensar com mais clareza ou talvez eu só estivesse sendo um covarde.
E foi assim que passei os dias após termos voltado de New York. Passei o fim de semana todo me escondendo da minha mãe, Burt e Kurt e estava muito envergonhado para encarar Kurt e sabia que ele já tinha falado tudo para eles sobre o beijo.
Quando chegou segunda-feira pela manhã, fui acordado pelo som do meu despertador, bati a mão o desligando e virei para o lado oposto em que eu estava. Fiquei naquela posição somente alguns minutos e ouvi uma leve batida em minha porta. Cobri a cabeça com o lençol. Eu só queria ficar daquele jeito pra sempre! Era pedir muito?
E aparentemente era para a pessoa que estava do outro lado da porta, pois ouvi ela se abrindo juntamente com a voz da minha mãe.
- Finn, vamos levanta daí!
- Não – respondi de mau humor – me deixe dormir.
- Nada disso, você tem aula hoje. – disse minha mãe puxando o lençol que estava sobre minha cabeça.
Continue com os olhos fechados de costas para ela.
- Finn, meu filho olha pra mim. – Me virei para encara-la – você não pode ficar assim, já passou...tenho certeza que todos entenderam os seu motivos.
Suspirei derrotado me sentando em minha cama – Não! Não vão mãe e sabe por que? Porque eles me odeiam!
- Odeiam nada Finn! Deixe de ser exagerado, você já tentou falar com eles desde que voltou.
Somente balancei a cabeça em sinal de negativo.
- Então ande, levanta dai, vá para escola e fale com eles.
- Mãe....
- Sem mãe...não quero saber de ver você trancado desse quarto.
Com isso ela saiu me deixando sozinho, bufei, minhas ficavam impossíveis quando invocam com alguma coisa.
Enquanto dirigia para a escola, decidi que não entraria em nenhuma aula, eu faria o possível para não encontrar com ninguém do coral. Ao passar pelas portas do colégio decidi que me esconderia na biblioteca, afinal nenhum dos meus amigos entravam lá. Somente a Rachel pelo que ele se lembrava, mas tinha certeza que ela seria a última pessoa a tentar procurar por ele.
Entrei na biblioteca, olhei em volta procurando onde me sentar e estranhamente todas as mesas estavam cheias, eu nunca imaginava que tanta gente assim frequentasse uma biblioteca! Resolvi me sentar no chão próximo a ultima prateleira de livros.
Pequei alguns livros que estavam próximos a mim, li alguns títulos, algumas sinopses, não achando nada interessante em nenhum deles. Meia hora depois eu não conseguia entender como alguém conseguia passar o dia todo com a cara enfiada em um livro, eu particularmente estava achando aquilo um saco. Procurei em minha mochila pelo meu celular, eu poderia tentar entrar na internet e com isso passar algumas horas. Procurei em todos os lugares até chegar a conclusão que eu o havia esquecido em casa. Ótimo! Mas em minha busca acabei encontrando dentro de minha mochila um globo que eu tinha comprado em NY, eu nem me lembrava que eu tinha o colocado ali, estava olhando atentamente para ele, pensando em tudo que tinha acontecido desde o dia que eu o comprara quando ouvi a voz dela.
— Por onde esteve?
E naquele momento eu me sentia mais do que constrangido, respondi sem conseguir olhar para ela.
— Me escondendo. Todos me odeiam.
— Não odeiam. Isso explica porque não falou comigo desde de que voltamos.
Mas era claro que eu não tinha a procurado, ela mais do que ninguém deveria estar me odiando. E quando me dei conta já estava explicando os meus motivos para ela.
— Porque você deve estar mais chateado do que todos – então olhei para ela – eu estraguei tudo! Estou humilhado. Trabalhamos tão duro e eu deveria ser o capitão do time, mantendo o espirito de equipe e eu estraguei tudo. Custou a vitória.
Eu não queria ter despejado e assumido toda a minha culpa para ela, mas era sempre assim quando eu estava com ela, me fazia sentir como se eu sempre pudesse contar com ela, que eu sempre poderia desabafar o que eu estava sentindo e que ela sempre me ajudaria. E então ela se sentou ao meu lado, era muito bom tê-la tão próxima a mim novamente.
— Ser artista é expressar seus reais sentimentos, sem pensar nas consequências. O que sentiu naquele momento?
— Senti que eu te amo – e lá estava eu falando sobre os meus sentimentos de novo, mas como já tinha começado iria até o fim – e faria tudo para te beijar novamente.
— E então você beijo – olhei para ela, que disse isso de forma tão calma, como se aquilo não tivesse custado nada – você deu tudo por um beijo.
E eu nunca poderia discordar disso.
— Valeu a pena.
— Valeu! Era claro que tinha valido a pena, cada minuto que eu passava com ela era importante para mim, mas eu precisa saber como ela se sentia com relação a tudo isso – mas e você? Valeu a pena para você?
— Valeu – e eu não pude deixar de me sentir feliz com a declaração dela – no meu coração sei que teremos outra chance nas Nacionais, você tem que saber que eu estou indo embora Finn. Vou para NY e não voltarei mais.
Eu entendia tudo que ela queria me disser, mas estava claro que ela também queria ficar comigo, que ela me amava do mesmo modo que eu a amava. Ainda teríamos um bom tempo juntos.
— Ainda falta um ano para nos graduarmos – falei me aproximando, sem conseguir controlar a vontade louca que eu sentia de beija-la – Você tem planos até lá?
Nem esperei ela me responder e a beijei, eu sentia tanta falta dela! Do gosto da sua boca, do cheiro do seu cabelo, era maravilhoso tê-la em meus braços novamente. Mas muito cedo para meu rosto ela separou seus lábios dos meus.
— Vamos – ela me disse já se levantando.
— Onde vamos?
— Reunião final do Glee Club – falou me estendendo a mão.
Levantei e me agarrei a sua mão, passando meus braços pelos seus ombros. Ela era a minha namorada novamente.
E eu não tinha palavras para descrever o quanto eu estava feliz! Em como sentia falta de andar com ela desta forma pelos corredores da escola, tendo seu corpo bem próximo ao meu e ela falando sem parar durante todo o caminho. Para alguns isso poderia até ser irritante, mas para mim Finn Hudson, era como estar no paraíso.
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