Recomeço

44 Capítulo 44 - O que sobrou do céu


Notas iniciais
OMG muita calma nessa hora que a minha internet tá trollando aqui e eu tô com medo de não conseguir postar hoje, mas vamos lá! Bem, primeiramente, o capítulo ficou meio grande, mas eu enrolei muito com esta fic, sociedade (eu assumo, ok?) e agora estou tentando correr atrás do tempo perdido e por isso reuni neste capítulo muitos acontecimentos importantes. Sugiro que se você acharem muito cansativo, leiam um pouquinho hoje e o resto depois, embora eu ache que é praticamente impossível fazer isso porque vcs vão querer saber o que vai acontecer. Bem, a parte da Mia no outro lado da vida, eu escrevi ao som de Come Home da Sara Bareilles e One Republic. Acho que ao mesmo tempo que é uma musiqueta de despedida, passagem e tals é também aquela coisa de "Mew, volta pra casa!!!". Oi? Bem, tenho muitas ressalvinhas para fazer, mas deixarei para o final. Por enquanto, preparem seus lencinhos e me odeiem. Hein? Lá vai... 3, 2, 1...

Mia ficou olhando para o horizonte por algum tempo antes de voltar-se na direção do homem sentado ao seu lado e recomeçar a conversa:

– Sabe, é realmente uma honra conhecer você, Bobby, apesar das circunstâncias, mas sem ofensa, esta também não é a minha ideia de Paraíso. Eu não deveria estar revivendo as minhas memórias mais fantásticas? Como o dia em que eu fui ao show da Madonna? Ou a vez em que eu e o Cas... – Mia parou de falar de repente e Bobby ficou a olhando um pouco assustado – Deixa pra lá. – disse ela um pouco sem graça.

– Melhor mesmo. – concordou ele.

A garota ficou pensando por algum tempo enquanto olhava tudo em volta. Um infinito gramado verde a perder de vista, algumas árvores ao longe, um céu extremamente limpo e iluminado e apenas ela e o Bobby sentados ali.

– Se isto não é o Céu, nem o Purgatório, muito menos o Inferno, então que lugar é este? – questionou Mia e depois de olhar tudo em volta mais uma vez, refletiu – Eu me sinto na terra dos Teletubbies sem os Teletubbies.

– Bem, também não é a terra dos Teletubbies, Mia. Isso eu garanto. — afirmou ele e depois explicou — A verdade é que eu ainda estou tentando descobrir que lugar é este também. Eu o chamo de “o outro lado”. Você pode chamar assim se quiser.

– Mas como você veio parar aqui exatamente? Você lembra de alguma coisa? De antes de vir pra cá? – interessou-se ela.

– Lembro. Eu estava revivendo as minhas memórias. Boas memórias. Com Sam, Dean e outras com a minha esposa, quando de repente, alguma coisa aconteceu no Céu e tudo mudou. – relatou Bobby.

– A queda dos anjos. – deduziu ela.

– Exato. – confirmou ele e depois explicou – Eu vi os anjos caindo, Mia. Enquanto eu caía também. Mas ao invés da Terra, eu vim parar neste lugar. Então o meu palpite é que nós estamos em algum lugar entre o Céu e a Terra porque eu consigo ouvir o que acontece nos dois lados. Às vezes, até ver algumas coisas. Claro que o lado do Metatron está meio monótono ultimamente, mas mesmo assim, às vezes, eu o ouço falando sozinho. Eu acho que ele se arrependeu um pouco por ter expulsado todos os anjos porque agora ele está completamente só.

– Coitadinho... — ironizou Mia e depois de pensar um pouco sobre tudo aquilo, prosseguiu — Talvez Deus tenha criado este lugar como uma espécie de “abrigo nuclear” para o caso de não existir mais um Céu para onde as pessoas possam ir quando morrerem. Tipo, eu morri e estou aqui, não estou? Você também. – e depois de uma pausa, acrescentou — Eu acho que quando Metatron fez aquele feitiço, o Céu inteiro foi afetado, Bobby. Todos que estavam lá foram expulsos, não só os anjos, mas as almas humanas também. Então, todos os portões foram fechados e ninguém entra mais no Céu. Exceto o Metatron, é claro.

– Eu prefiro “terra dos Teletubbies” do que “abrigo nuclear de Deus”. – brincou Bobby e depois concordou — Mas eu acho que a sua teoria está certa, Mia. Tudo mudou desde o feitiço do Metatron.

Mia ficou um tanto séria e disse com certa melancolia:

– É triste, não? Não existe mais Paraíso. Apenas este vazio enorme e esta... Solidão. Aquele Transformer desgraçado acabou com tudo mesmo. Son of a bitch...

– Bem, na verdade, este lugar não é tão solitário assim. – disse Bobby fazendo a garota voltar-se para ele – Na maior parte do tempo é, mas às vezes, eu vejo algumas pessoas também. E até alguns rostos conhecidos. Eu vi... Ellen, Jo, Ash, a Pamela...

– Sério? – animou-se Mia que embora não tivesse conhecido aquelas pessoas, também tinha ouvido histórias sobre elas – Você conversou com eles? Para onde eles foram?

– Sim, eu falei com eles. Às vezes, eles aparecem, mas em seguida somem. Eu acho que este lugar, Mia, é maior do que nós podemos imaginar. E cada alma deve ter o seu lugar específico dentro disso tudo. Mas, às vezes, nós nos encontramos sim. – relatou Bobby.

– Você encontrou John Winchester por aí? Ou Mary? – interessou-se a garota.

– Não. Mas eu vou continuar procurando. Eu tenho certeza que eles devem estar por aqui também. — respondeu o fantasma e depois confidenciou — Eu encontrei a minha esposa há algum tempo, mas em seguida... A perdi de novo.

Depois de um momento em silêncio, Mia lembrou de outra pessoa e perguntou com certa esperança:

– E a Sra. Tran? Tem sido meio difícil conseguir qualquer pista sobre ela com o Crowley e ninguém sabe direito se ela morreu ou não.

– Eu não vi a mãe do Kevin por aqui. Talvez ela ainda esteja viva. – supôs ele.

Mia sorriu levemente e concordou:

– É, talvez. Sabe... Por um lado, eu queria encontrar os meus pais por aqui. E talvez até o meu lugar no meio disso tudo, mas... A minha vontade de voltar é maior, Bobby. Eu preciso voltar. Você sabe se eu vou conseguir fazer isso? Enquanto você ouvia e via as coisas acontecendo do outro lado, você descobriu se o Crowley estava dizendo a verdade sobre a cura?

– Eu sinto muito, Mia, mas eu não descobri nada sobre isso. Mas tem uma coisa que eu ouvi e que você e os outros devem saber. – disse Bobby.

– O quê? – quis saber ela.

– Eu ouvi os anjos falando sobre uma guerra. Uma guerra que vai se iniciar em breve. Entre anjos e demônios. E a Terra será o campo de batalha. – revelou Bobby.

– Ok... Eu sei que anjos e demônios são meio problemáticos e não precisam de muitos motivos para saírem destruindo tudo por aí, mas por que exatamente eles vão iniciar uma guerra? – quis entender a garota.

– Bem, eu acho que o feitiço do Metatron é irreversível, Mia. Então, como os anjos não podem voltar para o Céu, eles estão tentando reconstruir o Paraíso na Terra. O problema é que Abaddon quer estender o Inferno... Até a Terra também. E então a humanidade vai ficar no meio do fogo cruzado enquanto eles brigam por território, poder, controle. – explicou o caçador com certa tensão na voz.

– Isso é... Muito grave, Bobby. É como o Apocalipse multiplicado por infinito. — temeu a garota.

– Eu sei, Mia. Mas não é só isso. Os anjos que caíram... Eles estão atrás do Cas. Para se vingar pelo o que ele fez no Céu com Metatron. — acrescentou ele.

– O Cas não teve culpa, ele também foi enganado por aquele desgraçado. — argumentou Mia ficando mais preocupada.

– Explique isso para milhares de anjos irados. — disse Bobby e depois de uma pausa, esclareceu — Não importa se o Cas é culpado ou não, Mia. Os anjos querem punir alguém pelo que aconteceu com eles. E como Metatron está protegido no que sobrou do Céu, o único que resta para punir é...

– O Cas. — completou Mia e em seguida levantou e ficou andando de um lado para o outro enquanto ficava ainda mais preocupada com o ex-anjo — O pior é que agora ele é completamente vulnerável. Humano. Não tem nenhuma chance contra um exército de anjos...

– Então vocês tem que encontrar uma forma de recuperar a graça dele, Mia. O mais rápido possível. Para que ele possa pelo menos se defender. — aconselhou Bobby.

– Eu vou. Eu vou encontrar alguma forma de ajudar o meu anjinho sem asas. Ninguém vai mexer com o meu Cas. — prometeu Mia e ainda nervosa com tudo aquilo, sentou no banco de novo e mudou um pouco de assunto — Mas primeiro eu tenho que voltar. Droga! Eu não sei por que está demorando tanto! Eu devia ter perguntado para o Crowley quanto tempo isso ia levar.

– O tempo aqui é irrelevante, Mia. Pode ter se passado minutos ou dias desde que você veio para cá. — esclareceu Bobby. — Além disso, há uma chance do Crowley ter mentido para você.

– Você não está ajudando, Bobby. — resmungou a garota que no fundo estava apavorada com a ideia de estar irreversivelmente morta.

– Desculpe. — pediu ele se calando em seguida.

XXX

No bunker, todos continuavam aguardando que Mia voltasse da morte. A garota havia morrido há algumas horas e o dia já estava amanhecendo. Todos estavam sentados no sofá, ora olhando para o corpo da garota, ora para a expressão triste de Castiel.

De repente, Claire levantou e antes de ir até a cozinha, anunciou:

– Eu vou fazer um pouco de café pra gente.

XXX

Mia voltou a olhar para Bobby e perguntou:

– Quando eu voltar, se eu voltar, eu não vou esquecer desta conversa e de tudo isso, vou?

– Nós não estamos no Céu, Mia. As coisas funcionam de um jeito diferente por aqui. O meu palpite é que você vai lembrar de cada segundo que passou neste lugar. Mas não se preocupe, se você esquecer, eu entro nos seus sonhos e te conto tudo de novo. — tranquilizou ele.

Mia sorriu levemente e sugeriu:

– Você devia entrar em algum sonho da Claire também. Sua filha. Você sabe que tem uma filha, certo?

Bobby sorriu e respondeu:

– Sim, eu sei. Eu descobri depois que eu vim parar neste lugar. Ela é linda, não é? E tão doce. Meiga. Forte. Destemida. E eu... Vi a Rachel por aqui. Se você voltar, Mia, diga para a Claire que eu sinto muito pela mãe dela.

– Por que você mesmo não diz isso para ela? — desafiou a garota.

– Eu não acho uma boa ideia aparecer nos sonhos da Claire. Toda a vida da minha filha foi destruída desde que ela resolveu me procurar. E agora que ela está recomeçando com o Sam, eu apareço para confundir a cabeça dela? Não... A Claire está melhor sem mim e é melhor que continue assim. — relutou ele.

– Ela ia gostar de te ver, Bobby. Mesmo que fosse em um sonho. Você devia pensar melhor. — insistiu Mia, mas como o caçador permaneceu com um olhar distante, ela resolveu mudar um pouco de assunto — Por falar nisso, como funciona este lance de entrar em sonhos, escutar e até ver coisas que se passam do outro lado?

– Bem, eu descobri meio que por acaso. Sabe, não poder reviver as suas memórias, te dá bastante tempo para pensar em outra forma de passar o tempo por aqui. E é bem simples, aliás. Tudo que você precisa fazer é fechar os olhos e se concentrar em algo ou alguém. Se esta pessoa estiver dormindo, você consegue entrar no sonho dela. Se ela estiver acordada, então você consegue ouví-la. Se você se concentrar ainda mais, consegue até vê-la. Quando eu quero ouvir o que os anjos caídos estão tramando, por exemplo, eu me concentro na noite em que os vi caindo. E por aí vai. Você quer tentar? — disse Bobby.

Mia pensou um pouco, depois ajeitou-se melhor no banco. Então sorriu levemente e fechou os olhos pensando em Castiel. Instantes depois abriu os olhos e disse um pouco decepcionada:

– Não funcionou comigo, Bobby.

– Você precisa se concentrar mais, Mia. — aconselhou ele.

Então a garota fechou os olhos mais uma vez e se concentrou de novo. Pensou no dia em que conheceu Castiel e em tudo que eles viveram até ali. Mais do que isso, Mia se concentrou no forte sentimento que nutria por ele. E de repente foi como se nada mais existisse em volta. Apenas o amor que sentia e as lembranças de Castiel passando na sua cabeça como um filme.

XXX

Sentado no sofá e com uma aparência cansada, Castiel voltou a acariciar os cabelos de Mia e sem que as outras pessoas na sala ouvissem, ele sussurrou:

– Mia... Volta pra mim. Por favor. Eu preciso de você. Eu não posso continuar sem você. — e segurando as mãos inertes da garota, completou — Eu te amo. Por favor... Não vá. Volta. Volta pra mim, Mia. Eu estou te implorando... Não me deixa.

XXX

Mia levantou do banco e olhou para as próprias mãos ainda sob o efeito do toque de Castiel. Tomada por uma forte emoção, ela murmurou:

– Oh meu Deus! Eu senti uma coisa... E eu ouvi... Eu ouvi o Cas! E por um instante, eu acho que eu o vi também! Ai meu Deus... Eu quero beijá-lo... Tipo, agora!

– Você o sentiu? — surpreendeu-se Bobby — É... Pelo visto, você e o Cas tem mesmo uma conexão muito forte...

– Eu quero voltar, Bobby! Eu preciso voltar! Por favor... Me diga que eu vou conseguir voltar. — implorou Mia cada vez mais agoniada por estar naquele lugar e naquela situação.

– Ok, você vai conseguir voltar. — garantiu o caçador.

– Você não sabe se eu vou conseguir fazer isso, gênio. — protestou Mia voltando-se para ele.

– Oh, desculpe, eu só estou tentando ajudar você a manter as esperanças, filha. — defendeu-se ele um pouco rabugento.

Mia sentou ao lado dele de novo e respondeu:

– Eu sei, me desculpe também. Eu só estou um pouco nervosa porque desta vez está demorando mais do que de costume.

Bobby franziu a testa e perguntou:

– Quantas vezes você morreu mesmo?

Mia pensou um pouco e depois de contar nos dedos respondeu:

– Quatro vezes e... Meia, eu acho.

– E o que te trouxe de volta das outras vezes? — indagou Bobby.

– Bem, da última vez foi o sangue de vampiro, mas geralmente... O Cas e o que eu sinto por ele me faziam voltar para a Terra de alguma forma. Só que agora é diferente, Bobby. Ele não pode me ajudar. E o que eu sinto e o que eu quero parecem completamente irrelevantes neste lugar. Eu não devia ter confiado no Crowley... — disse ela preocupada e arrependida por ter confiado no demônio.

– É, você não devia. Mas já que você confiou, então acredite até o fim. — aconselhou ele tentando animá-la.

– E se este for o fim, Bobby? O meu fim? — perguntou-se Mia enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto.

XXX

Castiel subiu até o quarto levando Mia no colo. Os outros o seguiram e instantes depois o observaram colocando a garota sobre a cama com cuidado.

– Cas... — começou a dizer o Winchester mais velho.

– Nem uma palavra, Dean. Eu não quero ouvir. — cortou Castiel sentando ao lado do corpo inerte de Mia — Eu não quero ouvir você dizendo que ela está morta.

– Mas ela está morta. — lembrou Dean.

– Eu sei, mas ela vai voltar. Ela sempre volta. Por que desta vez seria diferente? — argumentou o ex-anjo.

– Porque desta vez é diferente. — afirmou Dean com cuidado e no fundo sem gostar do pessimismo que o invadia.

– Cas... A Mia está morta há quase doze horas. Nunca demorou tanto assim. — disse Sam também começando a perder as esperanças.

– Talvez desta vez... — começou a dizer Kevin, mas parou sem coragem de terminar a frase.

– Será que vocês podem me deixar sozinho, por favor? — pediu Castiel que não estava gostando do rumo daquela conversa.

Claire e Natalie saíram primeiro e em seguida os Winchesters e Kevin deixaram o quarto também. Castiel acariciou o rosto da garota mais uma vez e em seguida levantou, foi até o guarda-roupa e pegou uma blusa limpa para Mia. A que ela vestia estava suja de sangue e ele imaginou que ela não ia gostar de ver aquilo quando acordasse. Então começou a trocá-la.

XXX

Mais conformada com o fato de que não iria voltar da morte desta vez, Mia resolveu mudar de assunto:

– Sabe, se esta guerra que você falou for mesmo inevitável, seria bom para os Winchesters ter um caçador como você ao lado deles, Bobby. Deve haver um jeito de te trazer de volta. Eles precisam de você. Claire também precisa.

– Não, os mortos devem ficar mortos, Mia. É melhor assim. — discordou Bobby e em seguida percebeu que ela ficou um pouco mexida com aquelas palavras e lamentou — Me desculpe. Eu não estava falando de você, filha.

– Está tudo bem, Bobby. Você está certo. Os mortos devem ficar mortos. E isso se aplica a mim também. Acabou. Minha jornada acabou.

Mia sentiu uma dor profunda ao dizer aquilo, mas decidiu que não iria chorar. Estava morta e se nada podia mudar isso, então ela não tinha outra alternativa a não ser se conformar de uma vez.

Pensando nisso, ela fechou os olhos e respirou fundo.

Bobby observou aquilo intrigado.

XXX

Castiel ergueu um pouco o corpo de Mia para tirar a blusa que ela usava. Depois a deitou de novo e observou o ferimento na altura do coração da garota. Ou melhor... A ausência do ferimento.

Passou os dedos sobre a pele de Mia e viu que o corte provocado pela estaca havia se fechado por completo.

Olhou para o rosto dela e viu a cor voltando pouco a pouco para os seus lábios.

– Mia? — chamou ele mantendo o olhar fixo sobre ela.

XXX

Bobby sorriu levemente e perguntou:

– Por que você está respirando, Mia?

A garota abriu os olhos e voltou-se para o caçador sem entender aquela pergunta tão óbvia.

– Porque pessoas respiram, gênio. — respondeu ela.

– Não os mortos, gênia. — corrigiu ele e em seguida observou a expressão de Mia mudando à medida que ela deduzia o que estava acontecendo.

– Ai meu Deus... — murmurou ela atônita e feliz ao mesmo tempo.

– Parabéns, Mia. Parece que a sua jornada não acabou. Ela está recomeçando. — e após uma pausa, disse — Não esqueça de contar tudo que eu te disse quando você chegar do outro lado.

– Eu não vou esquecer. — garantiu ela sentindo uma felicidade invadir o seu peito e o ar invadir os seus pulmões quando respirou mais uma vez.

XXX

Do outro lado, Castiel percebeu que ela havia respirado profundamente e sorriu emocionado antes de chamá-la mais uma vez:

– Mia?

XXX

Bobby a olhou com carinho e pediu:

– Diga para a Claire que ela é melhor filha que um pai desejaria ter. E que eu me orgulho muito dela. E para os meninos... Bem, diga para aqueles idjits que eu sinto saudade deles e que mesmo morto, eu continuo pensando neles o tempo todo.

– Pode deixar! Eu vou dizer! — prometeu a garota se levantando enquanto uma euforia tomava conta dela por dentro.

Olhou tudo em volta mais uma vez e teve a impressão de ver um casal muito parecido com os seus pais ao longe. Eles acenaram e ela sentiu seus olhos encherem-se de lágrimas. Não eram simplesmente parecidos com seus pais. Eram os seus pais.

Emocionada, a garota retribuiu o gesto erguendo a mão levemente. Eles sorriram e depois desapareceram como se fossem uma miragem.

– Adeus, Mia. — despediu-se Bobby.

– Adeus não, até logo, Sr. Singer. — corrigiu Mia voltando-se para ele, mas ao fazer isso encontrou o banco completamente vazio.

Olhou em volta procurando pelo caçador, mas não o encontrou. Então virou-se mais uma vez, mas para sua surpresa o banco não existia mais. E logo tudo em volta começou a desaparecer diante dos seus olhos. Então ela os fechou e respirou fundo mais uma vez.

De repente, foi como se o chão também tivesse deixado de existir e Mia sentiu que estava caindo. Permaneceu com os olhos fechados e sorriu enquanto ouvia a voz de Castiel:

– Mia? Acorda!

Então de repente foi como se finalmente ela tivesse parado de cair. Como se finalmente tivesse encontrado o seu corpo e voltado para ele. Sentia a cama macia embaixo de si e o ar invadir os seus pulmões mais uma vez antes de abrir os olhos e sentar na cama de uma forma meio brusca, como alguém que acaba de acordar de um pesadelo. Ou de voltar da morte...

– Ai meu Deus! Eu preciso de um café agora! — exclamou ela e em seguida olhou para si mesma e viu que estava sem blusa, apenas com o sutiã. — Que diabos... — resmungou confusa.

– Desculpe, eu só queria trocar a sua roupa. — explicou Castiel sentado ao lado dela visivelmente emocionado com aquele retorno.

Mia voltou-se para ele e murmurou também emocionada:

– Cas...

– Mia... — disse ele antes de se aproximar e tocar os lábios dela com ímpeto.

Ela passou as mãos pelo rosto de Castiel e o beijou de volta.

– Mia?! — exclamou Dean entrando no quarto seguido pelos outros, mas ao ver o casal em um momento íntimo, resmungou — Caramba! Vocês não perdem tempo mesmo, hein?

Os dois se afastaram, Mia vestiu a blusa rapidamente e explicou:

– Não é nada disso que vocês estão pensando.

– Mia? É você mesma? — indagou Sam dando um passo a frente enquanto sorria incrédulo.

– É claro que sou eu. Quem mais seria? A Oprah? — debochou ela.

Dean revirou os olhos e olhou para o irmão antes de dizer:

– Definitivamente é a Mia.

– Como você se sente? — quis saber Claire visivelmente feliz e admirada por ver a garota de volta.

Mia pensou um pouco e respondeu:

– Frágil, humana e um pouco estúpida. É... Eu me sinto eu de novo. Então? Quem vai me abraçar primeiro?

Todos se entreolharam e em seguida correram na direção da garota, pularam sobre ela e a derrubaram na cama de novo.

Todos riram daquilo e Dean recomeçou eufórico:

– Eu não acredito que você voltou mesmo, Mia!

– E eu não acredito que eu quase te perdi. — disse Castiel passando as mãos pelo cabelo dela.

– E eu não acredito que o Crowley estava mesmo dizendo a verdade. — surpreendeu-se Kevin.

– E eu não acredito que você voltou mesmo, que nós quase quase te perdemos e que o Crowley estava dizendo a verdade. — compilou Natalie e depois, sorriu e disse — Bem vinda de volta.

– Obrigada... — respondeu a garota.

– Mia, tem certeza que você está bem? E que o feitiço do Crowley funcionou direito? Digo... Você é realmente humana agora? — quis certificar-se Sam.

Ao ouvir isso, Mia sorriu e levantou da cama enquanto todos sentavam. Então ela abriu uma gaveta da cômoda e retirou um objeto de dentro dela. Mostrou para todos eles e disse:

– Faca de prata, certo? Agora observem, crianças. — e depois de fazer um corte no braço, mostrou para eles e disse feliz — Viu? Humana! Mortal! Humana! Humana! 100% humana!

Realmente a pele da garota não havia reagido contra à prata, o que mostrava que ela estava mesmo curada do vampirismo. Feliz por finalmente ter voltado a ser humana, Mia reaproximou a faca do braço e anunciou:

– Eu vou me cortar de novo só por garantia!

– Não! — gritaram todos e ela parou.

Em seguida Castiel se aproximou, tirou a faca das mãos dela e disse:

– Chega de se machucar por hoje, Mia. Já não basta ter morrido e deixado todos nós malucos de preocupação?

Mia o olhou com carinho e se justificou:

– Desculpe por ter compelido você, Cas, e por ter feito o que eu fiz, mas eu precisava arriscar. E desculpe à todos vocês também. Eu sei que eu fui maluca de confiar no Crowley, que deixei todo mundo preocupado, mas como vocês perceberam valeu a pena. Eu sou eu de novo. Humana!

– Mia, você realmente se arriscou muito, mas eu estou tão feliz por você ter voltado que eu vou até te poupar do sermão. Mas só desta vez, ok? — disse Dean.

– Ótimo! Porque como você e a Naty costumam dizer, eu estou cheia de fome! — confessou ela e em seguida deixou o quarto.

Logo, Mia e todos eles chegaram na cozinha. E enquanto a garota preparava algo para comer e tomava a terceira xícara de café, Claire perguntou:

– Desculpe a minha curiosidade, Mia, mas você se lembra de alguma coisa? Digo... De quando você morreu?

Mia parou o que estava fazendo e voltou-se para todos eles. Ficou um pouco séria ao lembrar de tudo que aconteceu no outro lado. Decidiu que omitiria a parte sobre os anjos caídos estarem atrás de Castiel porque não queria preocupá-lo com aquilo naquele momento que ele estava tão feliz por ela ter voltado. Mas o resto da história ela sabia que tinha que contar. Então respirou fundo e anunciou:

– Pessoal, nós precisamos conversar.

– Nós estamos ouvindo. — assentiu Sam.

Então a garota sentou à mesa e começou a explicar tudo que tinha acontecido do outro lado enquanto todos ouviam atentamente.

Algum tempo depois...

– Mia, por mais que eu queira acreditar que realmente era o meu pai... Eu não posso simplesmente apostar nisso. Desculpe... — disse Claire depois de ouvir tudo o que a garota relatou.

– A Claire está certa. — concordou Sam e depois ressaltou — Mia, você morreu. Isso tudo pode ter sido algum tipo de alucinação.

– Não me leve a mal, Mia. Eu sou o primeiro a acreditar em fantasmas e em tudo de sobrenatural que possa existir, mas o fato de você ter visto o Bobby enquanto estava morta, não significa que foi real. — argumentou Dean.

Mia olhou para todos em pé na cozinha um pouco chateada por eles não terem acreditado nas coisas que ela falou. Em seguida, olhou especificamente para o Winchester mais novo e contou:

– Ok, que tal isso, Sam? O Bobby disse que te visitou em um sonho. E me disse para te perguntar sobre isso se eu tivesse oportunidade. Então? É verdade? Você sonhou com o Bobby recentemente?

– Sim. — admitiu ele um pouco chocado lembrando do sonho que teve quando passou aquela noite na casa do falecido caçador com Claire.

– Então se nada do que eu vi do outro lado foi real, como eu ia saber disso? — desafiou Mia. — A resposta é uma só, pessoal. Era o Bobby.

– Era o meu pai... — disse Claire finalmente acreditando.

– Eu não acredito... — disse Dean, mas em seguida esclareceu feliz — Eu quero dizer que sim, eu acredito, mas... É tão maluco. Era o Bobby...

Sam sorriu. Também estava convencido de que Mia tinha mesmo encontrado o fantasma do caçador e deixou escapar:

– Então ele realmente aprova.

– Aprova o quê? — quis saber Claire.

– O relacionamento de vocês. — deduziu Mia e pela expressão de Sam percebeu que tinha acertado.

Claire sorriu e segurou a mão dele. Enquanto os dois se olhavam, Natalie brincou:

– Por acaso você viu o meu sogrinho por lá também, Mia? Ou a minha sogra? Eu quero saber se eles me aprovam como nora também.

– Com certeza, eles aprovariam, baby. — garantiu Dean abraçando a loira por trás e lhe dando um beijo no ombro.

– Bem, eu não vi John e Mary por lá, mas eu concordo com o Dean, com certeza eles te aprovariam, Naty. — apoiou Mia.

Kevin permaneceu calado. Teve vontade de perguntar se por acaso, a garota tinha visto a mãe dele por lá, mas teve medo da resposta e preferiu não pensar nisso naquele momento.

Castiel era o único que estava sentado. Ele estava ao lado de Mia na pequena mesa da cozinha. E depois de pensar um pouco, disse:

– Uma guerra... Não foi o Ezekiel que falou de uma guerra que estava por vir?

– Sim, ele disse. — confirmou Sam ficando pensativo também ao lembrar das conversas com o anjo há algumas semanas.

De repente, Castiel encostou as costas na cadeira e resmungou:

– Uma guerra se formando entre anjos e demônios e eu não posso fazer nada para impedir... Não posso lutar contra eles, não posso ajudar vocês...

– Um problema por vez, anjo. — interrompeu Mia segurando a mão dele sobre a mesa — Tenha mais um pouco de paciência. Nós vamos dar um jeito de recuperar a sua graça. Eu prometo. — tranquilizou ela.

Castiel ia perguntar o que Mia queria dizer com aquilo, quando Claire perguntou:

– O meu pai disse alguma coisa sobre Abaddon e Belial? E sobre o que eles querem comigo?

– Não, eu acho que o Bobby não sabe nada sobre isso. — disse Mia.

– Mas seja lá o que for, não se preocupe, Claire. Nós não vamos deixar que eles consigam o que querem. Muito menos que eles se aproximem de você de novo. — tranquilizou Sam.

Todos ficaram pensando nas coisas que Bobby havia contado para Mia até que ela propôs:

– Bem, eu sei que esses anjos e demônios vão nos dar trabalho, mas eu acabei de voltar do além e não quero ficar pensando em problemas agora.

– Então o que você quer fazer agora? — quis saber Dean e ao olhar o lanche generoso que Mia havia preparado, brincou — Além de acabar com o estoque de comida do bunker, é claro?

Mia riu com sarcasmo e respondeu:

– Bem, depois que eu acabar com toda a comida, eu quero conversar sobre a nossa comemoração de Natal.

– Natal? — repetiram todos abismados.

– É, Natal, gênios. Nascimento de Jesus, três Reis Magos, manjedoura... — explicou a garota.

– Nós sabemos o que é o Natal, Mia. Só não estávamos pensando em comemorá-lo. — explicou Sam.

– Por que não? — indagou ela e depois argumentou — Olha, eu sei que esta época do ano deve trazer certas lembranças para vocês. Lembranças que talvez vocês prefiram esquecer. Eu mesma não comemoro o Natal desde que os meus pais morreram. E eu sei, Winchesters, que o último Natal que vocês comemoraram foi antes do Dean ir para o Inferno. E eu imagino que os Natais no orfanato não foram muito legais, Naty. E eu sei que este é o primeiro Natal sem a sua mãe, Claire. E que você, Kevin, deve estar pensando na sua mãe desaparecida também. E que você, Cas, deve estar p da vida porque o comércio se aproveita desta época do ano para movimentar a economia, deixando de lado o verdadeiro espírito natalino que não se resume a troca de presentes nem a decorações ostensivas nas ruas. Mas... Este é o nosso primeiro Natal juntos, pessoal. Nós estamos recomeçando nossas vidas, construindo alguma coisa aqui e eu voltei da morte. Então se não for para o comemorar o Natal que seja pelo menos para comemorar o fato de estarmos juntos e vivos... Para celebrar a nossa amizade, o amor, a vida... Este é o verdadeiro espírito de Natal, não é?

– Mia... Se você continuar falando deste jeito, eu vou chorar. — brincou Dean.

– Como diria um amigo meu... Idjit. — devolveu ela.

Dean desmanchou o sorriso e houve um breve momento de silêncio até que Claire concordou:

– A Mia está certa. É o nosso primeiro Natal juntos. Vamos comemorar isso.

– O primeiro de muitos. — ressaltou Sam olhando com carinho para a namorada.

– É pensando por este lado, eu quero comemorar sim. O que você acha, Sr. Awesome? — disse Natalie.

– Se você quer comemorar o Natal, baby, eu estou com você nessa. Vamos celebrar então. — concordou Dean e depois cantarolou — Jingle bells, jingle bells...

– É, eu também quero comemorar. E o fato da minha mãe estar desaparecida não significa que ela esteja morta. E por enquanto que eu não tenho notícias dela... Isso é o melhor que eu posso fazer. Aliás, o Natal é a época favorita da minha mãe. Nós sempre passávamos esta data juntos. Ela ia gostar que eu comemorasse com vocês. — concordou Kevin.

– Eu também quero comemorar. Você está viva, Mia. Você voltou pra mim. Você é o meu próprio milagre de Natal. — disse Castiel acariciando o rosto da garota e depois completou — Além disso, nem todo mundo esqueceu o que é o espírito natalino, Mia. Você, por exemplo, acaba de resumí-lo muito bem. Então apesar de tantos problemas que nós teremos pela frente, eu acho que nós devemos sim comemorar esta data juntos. Como uma família, celebrando o amor, a amizade e a vida.

– Ótimo! — comemorou Mia e depois insinuou — E por falar em celebrar a amizade, eu estava pensando em convidar outras pessoas também...

– Que pessoas? — temeu Dean e Mia sorriu com certo mistério.

E em seguida ela contou para todos o que tinha em mente...

Mais tarde

Havia anoitecido e todos se preparavam para dormir. Tinha sido um dia longo e tumultuado. Mas todos estavam felizes por Mia ter voltado da morte. Pelo menos aquela questão da cura havia sido solucionada. No entanto, Mia sabia que agora ela devia cumprir a sua parte no acordo com Crowley. Então, enquanto Castiel tomava banho, ela foi até a masmorra levando consigo uma garrafa de uísque e um copo com gelo.

Ao vê-la entrando no lugar, o demônio sorriu com ironia e começou:

– Viu, Mia? Eu falei que você não precisava se preocupar tanto. Vaso ruim não quebra.

– Cala a boca, Crowley. Eu não vim aqui para ouvir as suas provocações. Eu tenho algumas coisas para te dizer e você vai apenas escutar sem me interromper. — disse ela um tanto ríspida deixando o demônio um pouco surpreso.

Em seguida, ela serviu um pouco de uísque, se aproximou e entregou o copo para ele. Crowley bebeu o primeiro gole e fechou os olhos por um instante enquanto saboreava a bebida. Tinha sentido muita falta de um bom uísque escocês. E aquele com certeza era um dos melhores que ele já havia provado.

Quando ele abriu os olhos e encarou Mia, ela despejou:

– Olha, você pode me odiar o quanto quiser e continuar tramando o meu fim, mas o fato é que você salvou a minha vida, Crowley. Isso não apaga as vezes em que você tentou acabar comigo ou o que você fez aos meus pais, mas neste momento eu estou viva e sou humana de novo. Eu não tenho ilusões sobre isso, eu sei que tudo tem uma consequência e que ter voltado a ser humana vai fazer com que eu volte a ter aqueles pesadelos e a prever coisas, mas... Nada disso importa agora porque eu vim aqui apenas para te agradecer por você ter me salvado. Então... Obrigada.

Mia observou a expressão de Crowley mudar um pouco. Ele parecia surpreso e até... Comovido de alguma forma. Mas em seguida, ele disfarçou aquela comoção e ela continuou:

– Amanhã mesmo eu vou pedir para o Dean colocar uma cama aqui para você, uma cadeira mais confortável e também para ele tirar essas correntes dos seus pulsos. — e antes de sair deixou a garrafa de uísque ao lado dele e encerrou — Tenha uma boa noite, Crowley.

Mia fechou a porta atrás de si e ficou alguns instantes pensando em tudo aquilo enquanto Crowley fazia o mesmo. Ele tentava se convencer de que havia ajudado Mia em troca de algumas regalias e de proteção contra Abaddon, mas no fundo sabia que alguma coisa tinha mudado dentro dele depois que Sam tentou curá-lo há alguns meses. No fim, ele ajudou Mia porque aquilo pareceu o certo a se fazer.

Crowley sentiu um arrepio diante daquela conclusão e voltou a tomar o uísque.

Enquanto isso, Mia foi para o seu quarto e ao chegar lá encontrou Castiel deitado na cama. E de uma forma no mínimo inusitada. Automaticamente, ela levou as mãos ao rosto cobrindo os olhos e exclamou surpresa:

– Ai meu Deus! Cas, você está nu!

– Estou. E você vai ficar também, Mia. — disse ele enquanto se levantava e se aproximava da garota.

– Eu vou? — quis confirmar ela o espiando por entre os dedos, mas em seguida tampou os olhos de novo.

– Sim, você vai. Porque já que ontem não foi a sua última noite na Terra, eu estava pensando em recapitular os melhores momentos e fazer esta noite ser ainda mais especial. Sem aquele clima de despedida e sim para comemorar o dia em que você voltou para mim, Mia. — argumentou ele segurando as mãos dela e as tirando do seu rosto.

A garota abriu os olhos, deu uma boa "secada" no corpo de Castiel e admitiu com um sorriso malicioso:

– Eu gosto desta ideia, anjo. Recordar é viver, não é mesmo?

Então ele se aproximou mais e tocou os lábios de Mia com um beijo apaixonado enquanto ela passava os braços em volta do pescoço dele. Em seguida, Castiel começou a ajudá-la a tirar a roupa também...

Notas finais
Jesus, Maria e José! Que capítulo tenso!!!! Em algum momento vcs acreditaram mesmo que a Mia ia ficar mortinha da silva para sempre? Porque enquanto eu escrevia, até eu cheguei a acreditar... Mas ela voltou, sociedade!!! Mia is back! E agora ela não é mais uma sanguessuga. Ela voltou a ser a velha Mia, a garota sobrenatural maluquete!!! Aeeeeeeeeeeeeeeee!!!!! Bem, ressalvas: 1. A guerra que o Zeke falou nos capítulos anteriores e que o Bobby também mencionou agora, será desenvolvida na próxima fic. Será tipo um Apocalipse parte 2, muitas coisas envolvidas, muitas batalhas e tals. Quero fazer uma coisa bem épica e instigante, talvez eu traga alguns personagens de volta, muitas complicações a caminho e muito romance no meio de tudo isso... 2. Por falar em trazer personagens de volta, quando a Mia disse para o Bobby "Adeus não, até logo, Sr. Singer", ela deixou uma dica. Depois que ela ajudar o Cas com o lance da graça, ela vai procurar uma forma de trazer o nosso saudoso tio Bobby do além. Mas isso também é assunto para a próxima fic... 3. Sobre o lugar que não é Céu, nem Purga, nem Hell, eu não quis dar um nome específico porque honestamente eu também não sei que negócio é aquele não, sociedade. Confesso que me inspirei um pouco na ilha de Lost (oi?), no desenho Caverna do Dragão (hein?) e nos Teletubbies (cuma?). Bem, o fato é que eu soltei a minha imaginação mesmo e fiquei imaginando "E se o feitiço do Metatron provocou mais coisas no Céu do que a queda dos anjos? E se o Céu virou uma baderna? E se até o pedacinho de Paraíso de cada alma foi afetado?" Então, eu peguei todos os meus devaneios e criei este universo paralelo onde os mortos se encontram por breves momentos e de onde eles podem ver e ouvir tudo o que se passa aqui na Terra. Foi por isso que o Bobby entrou no sonho do Sammy, foi por isso que ele sabia algumas coisas sobre a Mia, sobre a Claire e também sobre a guerrinha entre anjos e demônios que está por vir. 4. O Crowley... Bem, neste capítulo eu quis mostrar que SIM, o lado humano dele está lá e por mais que ele seja um FDP (Flor de pessoa), ele realmente quis ajudar a Mia. No fundo, o demo está em conflito com ele mesmo e eu tenho planos para ele... Principalmente na próxima fic, mas nós ainda o veremos fazendo uma boa ação nesta fic. 5. Quando a Mia falou que morreu quatro vezes e meia, eu me referi as mortes dela em Destino, A volta da garota sobrenatural, em De volta à Mystic Falls (já que para se tornar uma vamp, ela morreu primeiro) e neste capítulo. Quatro vezes, certo? Depois teve aquela experiência de quase morte no Hotel California. Logo, quatro vezes e meia. 6. Gente, eu já matei tanto esta personagem que acho que ela vai saltar do computador e me dar umas voadoras, mas agora chega, neh? Chega de matar a bichinha. Parei com isso kkkkkkkkkkk O importante é que ela voltou!!!! Para noooooooooossaaaaaaa alegria!!! 7. Bem, o próximo capítulo será o especial de Natal! Teremos um pouquinho de romance entre os casais e participações de personagens queridos. Quero fazer um capítulo meigo e fofo porque depois dele, sociedade... Será o começo do fim. Tragédia atrás de tragédia... 8. Bem, com este capítulo eu quis resolver a questão da cura do vampirismo (ufa! finalmente!), plantar algumas sementinhas para o final da fic, inserir um pouco de mitologia com este universo paralelo aí e deixar alguns ganchos para a próxima história (como a guerra, o possível retorno do tio Bobby e a busca pela graça do Cas). 8. Por falar em graça do Cas, lembrem do que a Mia disse sobre "dar um jeito de recuperar a graça dele". A Mia faz qualquer coisa por este hombre, sociedade. E quando eu digo qualquer coisa, eu quero dizer qualquer coisa mesmo. 9. Tão fofis o retorno da Mia, neh? Aiiiiiiiiiiiiimmmmmm ok, parei. 10. Os outros casais também estão muito fofis! E no próximo capítulo teremos momentos fofis entre eles! Bem, tentarei postar o próximo capítulo antes do Natal neh? Mesmo porque eu também quero uma folguinha pra celebrar com a minha família de caçadores. Então, vamos ver se eu consigo postar amanhã ou dia 24 de manhã. Inté lá! Bjs! Reviews!