Recomeço

1 Inicio de tudo


Notas iniciais
Leiam, curtam e se emocionem...
bjos =)

Deitada em minha cama, penso em como o conheci, lembro-me de
cada detalhe daquele dia e de como ele me irritou. Bom não foi uma irritação enorme, mas algo passageiro que logo se dissipou quando percebi o medo que havia em seus olhos.

FLASH BACK ON~

Aquele seria o meu primeiro dia no emprego novo, eu me sentia nervosa, pois durante a minha entrevista, meu suposto chefe, me dissera coisas que me apavoraram um pouco e me deixaram com receio de fazer as coisas completamente erradas.

- Senhorita Haruno, aqui será sua sala, sua mesa, seu
telefone... – meu chefe falava freneticamente mostrando cada detalhesinho da sala, como se eles fossem imperceptíveis, apesar de que ele gostava de explicar tudo nos mínimos detalhes – Então sinta-se a vontade e já pode começar a trabalhar! – disse isso e saiu porta afora, me deixando a sós com minha
pequena, mas confortável sala.

- Enfim só – disse e comecei a organizar meus pertences e
espalhando acessórios por todo o local, querendo deixa-lo com cara de meu já no primeiro dia. Meu telefone toca.

- Senhora Haruno, seu primeiro cliente acaba de chegar –
avisou-me a secretária.

- Mande entrar Hana – disse a ela.

Ele entrou, de inicio não olhei para ele, apenas gesticulei
e disse, sente-se. Ele emitiu um som de afirmação e sentou-se.

- Então, o que o... – e encarei-o. Juro que perdi o ar na
hora, ele era lindo, olhos e cabelos do mais puro preto ônix, sua pele pálida e macia, sua boca rosada e fina, de momento pensei em como seria bom beijá-lo, mas depois censurei-me por desejar um cara que mal conhecia, ou se quer sabia o nome. Deusa! Como poderia isso? Tentei me concentrar nos papeis em minha frente tentando tirar sua imagem de minha mente abarrotada de pensamentos insanos e perversos, mas pude notar que ele me fitou com igual, se não maior, intensidade. – Então... Bem, o que o trás a meu consultório, senhor... – Analisei os papeis a minha frente – Uchiha – Que belo nome, pensei instantaneamente, Sasuke Uchiha.

- Vim para a minha consulta semanal – disse-me sinceramente,
então baixei meus olhos para a prancheta a minha frente e comecei a ler
rapidamente sobre sua doença.

Não acredito que me esqueci de mencionar que sou médica.
Então uma rápida apresentação. (Me chamo Sakura Haruno, tenho 22 anos, me formei em medicina a 1 ano, trabalhei como estagiária na clínica de pacientes com câncer, a dois meses fiz uma entrevista com o senhor Hanabi Hyyuga sobre a vaga disponível em sua clínica, tenho estatura média, longos cabelos róseos, naturais, olhos incrivelmente verdes, sou magra e amo muito o meu trabalho.) Mas voltando a história.

- Então senhor Uchiha, como se sente nesta semana, vejo aqui
que fez progressos incríveis durante o seu tratamento. – disse sorrindo
serenamente para ele.

- Progressos? De que está falando doutora? eu sou o paciente
número 404, Sasuke Uchiha, aquele do caso sem cura! – disse exaltando-se e me assustando um pouco – eu sinceramente não sei o que ainda estou fazendo aqui, pagando caro por um tratamento que nem sequer me fará sobreviver. Como pode ser cínica ao ponto de dizer que fiz algum progresso? — suas palavras saíram de seu peito como um grito do mais puro ódio de si mesmo, já havia visto comportamentos assim quando fiz meu estágio no outro consultório médico, vi essa raiva vindo de um senhor com câncer em fase terminal.

- Senhor Uchiha, creio que sei muito sobre o seu caso e ele
não é nem de perto um caso irrecuperável, se o outro médico mandou o senhor fazer consultas semanais, era porque ele acreditava na sua cura, assim como eu acredito, continue fazendo seu tratamento e pense que a sua vida não está nem perto do fim, como o senhor dramaticamente acabou de enfatizar. – disse com serenidade olhando e seus olhos, enquanto que por eles, passava um misto de raiva, medo e descrença. Sorri de novo e disse com calma – se digo que o senhor esta progredindo, não estou mentindo, então trate de ser um bom moço e me diga como passou a semana.

Ele começou a me relatar sobre sua semana, a contra gosto,
mas me contou tudo e mesmo que eu tenha me irritado muito com toda aquela descrença e sena de autopiedade, Sasuke era um cara legal, apenas tinha um enorme medo de morrer. Pelo que pude descobrir, Sasuke era o herdeiro de uma das maiores empresas de automóveis de todo o Japão e eu acho que isso o apavorava mais, ele era solteiro e não tinha filhos para deixar a empresa, pois seus pais e parentes próximos tinham sido mortos por um massacre cometido por uma grande milícia japonesa. Sabe às vezes o Google da uma grande ajuda pra gente.

- Bom senhor Uchiha, continuo dizendo que o senhor fez
progresso, porque comparando seu estado agora, com o estado em que se encontrava no inicio do tratamento – olhei fundo em seus olhos – Você –enfatizei a palavra – Está progredindo e muito, acredite em si mesmo e verás que és capaz de muito mais. – estendi minha mão e vi que ele estava em uma briga interna, ponderando se apertava ou não a minha mão. Por fim, levantou-se resmungou um obrigado e saiu da sala, deixando-me com cara de tacho.

Sentei-me na cadeira e encarei a porta, como se esperasse
que ele voltaria e pediria desculpas por não ter apertado a minha mão, o pior de tudo era que após cada consulta naquela tarde, eu pensava nele e em seu jeito rabugento que parecia um velho de 80 anos e ria, ou simplesmente sorria com essa comparação.

FLASH BACK OFF~

Lembrar-me desse dia fazia-me sorrir e ao mesmo tempo me
consumir por dentro, de que adiantou toda a minha esperança de cura, de que adiantou todo o meu amor, se o fim foi inevitável, eu tentei curá-lo, tentei amá-lo e de nada fui capaz de fazer direito, eu o perdi e hoje me lamento tanto que não sei se sou capaz de seguir em frente como era seu desejo. A verdade que eu não queria admitir era que não conseguia ler a carta que ele me escreveu pouco antes de morrer. O envelope estava lá, no meio do mesmo livro, intocável. O medo era tão terrível, só de imaginar as palavras que poderiam estar escritas lá.

Sentei-me na cama e esfreguei meus olhos, inchados e
tristes, estava decidida a tomar um longo banho e quem sabe talvez, relaxar.

Depois de um longo e quente banho, parei para encarar meu
reflexo em frente ao espelho. Eu estava pálida e mais magra que o normal, mas não era por menos, fazia 2 dias que eu não comia, só chorava e me lamentava. Perdi o sentido de minha vida, por que deveria continuar?

Pensando nessa minha tristeza, vesti-me e fui em direção a
minha cama, onde sentei na ponta dela, perto da mesinha onde se encontrava o livro e a carta... Fiquei um bom tempo encarando-o, pensando se o abria e lia a carta, ou se simplesmente o deixava lá, até ter certeza absoluta de que seria capaz de lê-la.

Passou-se um mês e eu estava começando a ter enjoos, meus
colegas começaram a achar que eu estava doente, afinal, Sasuke estava morto e era só nisso que eu pensava, eles tentaram me animar, mas eu não conseguia, fiz exames de todos os tipos e o mais demorado a sair o resultado era o de sangue que eu havia feito a uma semana.

-Sakura, tu vai pegar os teus exames hoje, né?- disse Hinata
sentando ao meu lado na hora do almoço.

- Sim, eles ficam pronto as 14:00, depois que eu pegar os
resultados, vou direto pro teu consultório, pode se?- olhei-a

- Não vai ver os resultados por você mesma?- disse me
encarando.

- Não, hoje eu serei sua paciente- terminei meu almoço e sai.

Fui até o laboratório e peguei o grosso envelope, contendo
todos os meus exames de sangue. Olhei-o e comecei a andar vagarosamente, até o consultório da Hinata, que ficava no mesmo andar do meu.

- Oi tenho uma consulta com a Dra.Hinata Hyuuga-disse a
secretária.

- Pois não Dra.Haruno ela a aguarda-sorriu para mim.

Entrei na sala.

- Oi- disse, me sentei e entreguei o envelope.

-Oi- disse e pegou o envelope, abriu-o e começou a analizar.

- Suas taxas de hemoglobina estão OK, triglicerídeos OK, sem
anemia, quadro viral OK...- então de repente ela começou a ficar séria e me encarou profudamente- temos um problema

- Eu sabia, eu estou doente, não precisa nem continuar...-
dizia enquanto começava a sair, então, com velocidade desumana ela estava na minha frente, trancando a porta e me encarando mortalmente.

- Eu não acabei de dizer qual era o problema e também não
disse que ele era ruim, Sakura, você é médica e não vidente- Hinata estava me passando sermão- Então trate de sentar-se novamente nessa poltrona e esperar eu terminar meu diagnóstico médico.

- Ok- disse e me sentei rapidamente, então a Hinata suspirou
e sentou-se novamente atrás de sua mesa.

- Como eu ia dizendo, temos um problema Sra.Uchiha, então
preciso de sua ajuda na leitura desse resultado, pois acho que, ou li errado, ou li corretamente- e me estendeu a folha. Peguei-a receosa e comecei a ler.

“Exame sanguíneo de gravidez de Sakura Uchiha – Positivo
para formato perfeito de embrião”

Juro que se estivesse em pé, eu tinha caído dura no chão,
acho que li aquela frase umas 400 vezes e então encarei a Hinata, que estava sorridente e prestes a cair em lágrimas.

- Hina...eu?- não consegui terminar a frase e também nem
precisei pois ela balançava a cabeça positiva e freneticamente, já chorando e rodeando a mesa para me abraçar.

- Sim minha amiga, você está esperando um bebê. Você vai ser
mãe Sakura, ele te deixou um fruto do curto amor que tiveram- E então eu cai em lagrimas e automaticamente passei as mãos pelo meu ventre, como se agora eu pudesse sentir aquele pequeno ser que se formava dentro de mim.

Sai do consultório da Hinata, queria ir para casa, queria me
sentar na sala e olhar aquele papel mais uma vez, queria que ele estivesse aqui... Queria tantas coias.

“Por que Sasuke? Porque você não lutou, por que optou por
deixar a mim e ao seu filho”. Chorava e colocava as mãos sobre meu vetre, como se quisesse protegê-lo acima de tudo.

Passou-se mais um mês e eu estava fazendo o meu pré-natal,
estava tudo correndo bem, a formação do meu filho, meu estado de saúde. Hoje me encaro diante do espelho e vejo que a maternidade está me fazendo muito bem, cada dia que passa amo mais o meu bebe e seu pai, mesmo o sasuke não estando aqui comigo em carne e osso, sinto sua presença, seu cheiro e a noite, sinto seu toque. Sei que onde quer que ele esteja, está contente pelo nosso bebe e sei também que ele está nos protegendo.

Era uma sexta-feira a noite quando me sentei, após tomar um
longo e relaxante banho, e vi o livro em que se encontrava a carta que ele me deixou, lembro-me como se fosse ontem o dia em que descobri que ele tinha pouco tempo de vida...

FLASH BACK ON~

“-Sakura – chamou-me enquanto me encarava, tínhamos acabado
de ter uma noite maravilhosa, cheia de amor e cumplicidade.

- O que foi? — perguntei sonolenta.

-Precisamos conversar

-Sobre o que? — perguntei encarando aqueles profundos olhos
negros como a mais nebulosa noite.

Sasuke havia mudado desde o dia em que o convidei para
jantar comigo e conversamos como um casal comum, sem problemas, sem doenças. Naquela noite havíamos esquecido que ele estava morrendo e que eu era a pessoa que tentava freneticamente salvá-lo.

-Sobre nós dois – nesse dia eu havia dito a ele que por mais
progressos que ele tenha feito, seus dias estavam contados, na hora em que peguei seus exames e comparei seu quadro cancerígeno, notei que ao invez de progresso ele estava regredindo, seu organismo parou de lutar contra o câncer e começou a se degenerar. Nunca sofri tanto como naquela tarde.

-E o que tem nós dois? — sorri encorajando-o

- Bem eu andei pensando... e acho que não podemos mais
continuar assim – Sasuke tinha 4 meses de vida.

- Como assim não dá? Nos damos tão bem Sasuke, eu fiz algo
errado? — interrompi-o e disse tudo isso rapidamente já com as lagrimas
querendo sair do meu rosto.

-Deixe-me terminar Sakura – colocou a mão sobre meus lábios
para me interromper. – Eu andei pensando que não podemos mais ser namorados – disse tirando a mão de minha boca e colocando-a no bolso de sua calça.

- Mas... – de novo ele me interrompeu.

-Shiiiu... Apenas olhe – disse e me estendeu uma caixinha de
veludo preta. – Sakura hoje eu notei que não consigo viver sem você, não
conseguiria enfrentar essa barra sem a sua insistência, você sabe melhor que ninguém que eu não tenho muito tempo e só de imaginar que não terei mais você comigo... enfim, quero que aceite este anel que foi da minha mão, meu pai deu a ela a 50 anos atrás quando ele a pediu em casamento... – nesse momento eu não respirava mais – Então Dr.Haruno, aceita casar-se comigo¿ Aceita enfrentar isso comigo sendo mais do que minha médica?

Não me contive, deixei as lágrimas rolarem pelo meu rosto
enquanto abraçava-o fortemente, as palavras não se permitiam sair, então apenas balancei a cabeça freneticamente, dizendo sim com meus olhos, coração e alma.
Pois eu amava tanto este homem, queria que essa doença não existisse, apenas o queria...”

FASH BACK OFF~

Notas finais
Espero que gostem e espero muitos reviews...
bjos
Até o proximo cápitulo.
ps:. se tiver algum erro horrivel me comuniquem kissus õ/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.