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12 Capítulo 12 - Louca ou apavorada ?
- Eai o que vamos fazer ? — perguntei ao Dean.
- Eu não sei mesmo, cara! -ele disse. — mas pensar de barriga vazia não é meu forte,então vou comer alguma coisa você vem ? — perguntou.
- Não, não to com fome não, pode ir lá — disse.
Enquanto ele ia se afastando pelo corredor fiquei pensando em como iriamos fazer para tirar ela daqui, não sei porque mas me sentia tão ligado a ela, só queria protege-la ..., fui tirado de meus pensamentos pelo médico que acabara de chegar.
- Olá, eu sou o Dr.Muller, psicólogo e psiquiatra responsável pelo caso dela.
- Ah...sim , claro.
- E você deve ser quem achou ela ?
- Sim, eu e meu irmão.!
- Bom muito prazer, mas agora eu vou lá dentro ver como minha paciente está.
- Doutor será que eu poderia ouvir a conversa ? Eu sei que é pedir muito, mas é que eu to preucopado!
- Acho que pode sim mas não fale nada, ok ?
- Claro\' — entramos no quarto, ela estava sentada no chão em frente a cama, levantou a cabeça pra olhar para nós e eu implorei mentalmente para ela não dar nenhuma pista de que me conhecia, mas ela
não falou nada simplismente abaixou a cabeça de novo.
- Julie ? — o médico disse, ela levantou a cabeça e olhou para ele. -Eu sou Dr. Muller e esse aqui é o rapaz que te encontrou.
- ta — ela disse sussurrando.
- Então Julie, você sabe porque está aqui ?- ele perguntou.
-Provavelmente porque vocês me acham louca, como a maioria das pessoas. — disse tão baixo que tive de me esforçar pra ouvir.
- Ninguém aqui te acha louca,Julie, nós só queremos te ajudar, mas você sabe o motivo real de estar aqui ? — então ela parou de chorar um pouco e falou um pouco mais alto.
- Sei, sim doutor, o motivo foi a droga da minha vida idiota ser destruída beem agora, sabe doutor eu queria entrar na faculdade, eu queria ter uma vida normal e a culpa de tudo isso é da minha mãe , sabe doutor ? pra começo de conversa ela nunca devia ter me adotado, eu não devia ter esses poderes demoníacos e com certeza eu não devia estar nessa confusão ! — ela disse deixando somente uma lágrima cair de seus olhos profundos.
- Julie, eu entendo perfeitamente, mas você está aqui porque matou um homem! — ela revirou os olhos.
- Não doutor eu não matei um homem, eu matei um demônio que estava atrás de miim, doutor eu não sou caçadora nem nada, mas ... — ela se interrompeu ficamos em silêncio por alguns segundos.
- O que é exatamente um caçador ? — ele perguntou eu imaginei o que ela iria falar.
- Caçador, doutor, são...são hérois — ela olhou pra mim e conseguiu sorrir um pouco mesmo que não chegasse ao seus olhos — são pessoas que caçam e matam seus piores pesadelos, eu conheci alguns que mesmo que cometam erros — ela olhava diretamente para mim — são muitoo mais que hérois para mim, porque se não fosse por alguns deles eu nem estaria viva agora.! — era incrível como até na pior ela fazia todos se sentirem melhor.
- e você não é caçadora?
- não sou caçadora, mas minha mãe era,ela era demais, eu tenho certesa mas ela morreu quando eu tinha 15 anos, um demônio a matou, agora você vê meu problema com demônios,doutor ?
- Entendo ... mas e seu pai ?
- Ele sumiu na mesma noite em que a minha mãe morreu.
- Entendo ... eu vou lá fora por uns instantes e depois eu volto tá ?
- Claro, doutor. — O doutor se dirigiu pra fora da sala e fui atrás dele.
- Então doutor, oque ela tem ?- perguntei assim que saimos do quarto.
- Boom... eu fiz uma observação parcial,mas me parece um surto psicótico com forma religiosa, ela tem problemas com o abandono do pai e a morte da mãe, e inventou esse caçadores que protegem ela, um delírio comum pra quem foi abandonada.
- Parece ser beem grave,não ?
- é, pode ser eu vou fazer uma avaliação mais detalhada antes dela ir.
- Ir ? Ir pra onde ?
- Para a clínica psiquiátrica da policiia, onde ela vai ser julgada por homicídio.!
- Vocês não precisam de uma autorização da familia pra transferência ?
- Normalmente siim, mas não neste caso por 3 motivos, o primeiro é que esse hostipal não tem recurso pra manter um paciente da ala psiquiátrica permanentemente, o segundo é que ela cometeu um crime e o terceiro é que ela aparentemente não tem familia.
- E quanto ela vai ?
- Amanhã de manhã.
- será que eu poderia falar com ela ?
- acho melhor não.
- só por alguns instantes, por favor ?
- tudo beem, mas seja rápido.
- Claro. — Entrei no quarto, ela estava sentada na cama com a cabeça baixa, olhando para o chão, logo percebi que ela chorava.
- Julie ?
- Sam. — ela disse em um sussurro- acredito que o médico ainda esta olhando ?
- aham\'
- Tá — ela levou as mãos ao rosto e secou as lágrimas, levantou a cabeça e olhou nos meus olhos,eu pude ver toda dor que ela estava sentindo trasnparecendo em seus olhos, minha vontade foi de abraça-lámas me lembrei que o doutor ainda nos observava.
- Nós vamos te tirar daqui, não se preoucupe.- falei baixo.
- Eu sei que vão,mas é impossivel não sentir medo,... como está o meu irmão ?
- estável, foi o que disseram os médicos, ele vai sobreviver- sorri.
- Graças a Deus.Bom ... mas como vocês vão me tirar daqui e não deixar meu irmão pra trás ?
- Bom eu pensei ... eu pensei em ...tá eu não pensei nisso ainda- falei envergonhado, seus olhos tristes brilharam por um segundo.
- Tive uma ideia, eu tenho uma prima que mora a uns 3 kms daqui, eu posso ligar pra ela e pedir pra ela olhar o Danny enquanto ele tiver internado.
- Òtima ideia.Eu vou falar com o Dean e bolar um plano pra te tirar daqui até amanhã.
- tá. — eu levantei e comecei a andar em direção a porta.
- Hey ... Sam ? — me virei
- Que ?
- Muito Obrigado,Vocês são mesmo os meus heróis! — fiquei meio envergonhado,mas feliz por ela achar isso.
- De nada. — Sorri e saí do quarto.
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