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16 Capítulo 16 - A morte não é uma rodoviária


Notas iniciais
16º Dia - Plúmbeo Boa leitura!

− Eu nunca disse que não era estranha. – Marjorie retrucou indignada com as afirmações dele.

− Você parece ser... Mesmo estranha. – Bernardo achou graça da maneira como aquilo deveria soar como um xingamento, mas para ela soava como elogio ou constatação.

− Você precisa mesmo assombrar esse lugar, não dá para apenas seguir adiante para outro plano? – Perguntou pousando a lamparina sobre a mesa e sentando-se cansada, um suspiro escapando por seus lábios.

− Por acaso você acha que a morte é como uma rodoviária onde você decidiu para onde quer ir, comprou uma passagem e só está aguardando o horário de embarque? – Ele ofendeu-se com a maneira dela, sua áurea adquirindo tons de plúmbeo.

− Desculpe, eu não quis soar leviana ou grosseira, mas é que deve haver uma maneira de resolvermos tudo isso... Eu mereço essa casa.

− Por que você acha que merece viver aqui? Eu não mereço? – Ele perguntou aproximando-se dela, interessado em suas razões.

Bernardo parecia real demais para ser um fantasma. Em alguns momentos atrás Marjorie podia identificá-lo facilmente como algo sobrenatural, mas neste instante ele parecia apenas um homem comum, até que ela notasse algo de incomum, algo que não havia notado anteriormente.

Notas finais
Olá, tudo bom? Bem, é isso haha o cara é um fantasma e agora eles vão ter que descobrir o que fazer em relação ao chalé... Quem vocês acham que tem a razão nessa disputa? De um lado uma mulher (viva) recomeçando a vida e depositando toda sua esperança em seu novo lar, vizinha e escolhas... De outro lado um fantasma recluso (que ainda não conhecemos a história)... Obrigada por lerem e por cada comentário ♥ Até mais!