Recomeçar
10 Capitulo 10
Notas iniciais
Enquanto Shiryu dirigia de volta para casa, Shunrei repousava a cabeça em seu ombro. Ele olhou de soslaio aquela linda mulher e pensou em como era o relacionamento de ambos antes do acidente. Será que ele vivia em torno de si e fazia a Shunrei seguir essa mesma regra? Talvez ele tivesse medo de se entregar totalmente, mas por quê? Shiryu encostou sua cabeça na dela e decidiu recomeçar sua vida ao lado de sua amada, mesmo recuperando suas lembranças não deixaria de amá-la com esse amor que agora sente. Sim, porque ele agora sente por ela não só um sentimento voluptuoso, mas também de proteção, carinho, amizade, cumplicidade e confiança. Era incrível como ele podia ser sincero consigo mesmo, convencendo-se de seus sentimentos. Será que foi sempre assim? Tudo seria diferente, teria para sempre sua esposa e seu filho. Cada experiência é um degrau para o progresso da alma. Não podia ficar preso ao passado, no momento esquecido. Está, agora, diante de uma nova experiência. Iria dedicar-se a ela de corpo e alma, e ver surgir o próximo degrau de evolução.
Ao entrarem em casa, Shunrei dirigiu-se a cozinha para preparar um café. Tomaram o em silêncio. Shunrei levantou, depositou sua xícara na pia, ao fazer menção de ir para o quarto Shiryu pega-lhe a mão e beija lentamente a palma. Já de pé ele a abraça beijando-lhe os lábios com sofreguidão. Chegando ao quarto dela, Shiryu, entre beijos e mordiscados, tira o vestido de Shunrei e fica emocionalmente maravilhado ao vê-la tão fascinante e irradiando sensualidade. Ele a beijou com urgência, pegou-a no colo e deitou-a na cama, despiu-se e deitou ao seu lado, beijando-lhe à boca, descendo pelo pescoço e detendo-se em um seio, sugando delicadamente e depois passando a língua no mamilo, fazendo o mesmo no outro seio. Shunrei estava em delírio com as carícias do amado. Ela o fez deitar e começou uma trilha de beijos pelo seu corpo, sua mão alcançou seu membro teso acariciando-o, fazendo-o soltar gemidos de prazer. Shunrei posicionou-se no colo de seu amado engolfando seu sexo, movimentando-se com volúpia. Shiryu acariciava suas pernas, seus seios, até que ambos, não aguentando mais tanto estímulo, chegaram ao orgasmo juntos. Shunrei deitou-se ao lado de seu amado, ambos estavam cansados, suados e satisfeitos.
_Eu te amo muito, Shunrei! Disse Shiryu abraçando-a.
_Senti muito sua falta, meu querido.
_O que você acha de fazermos um casamento duplo, nós e Ikki e Minu?
_ Casamento duplo?
_ Sim. Você não quer?
_ Muito, meu amor! É o meu sonho casar com você. Eu te amo tanto e estou tão feliz com o pedido, mas acho que casamento é um momento único para um casal. Poderemos nos casar daqui um ano. O que você acha?
_Pra mim está ótimo! Respondeu Shiryu beijando-a.
Os dois tomaram banho de banheira juntos, Shunrei estava se deliciando com as carícias de Shiryu, não demorou muito para os dois se renderem aos desejos novamente aflorados.
Passada algumas semanas, Shunrei estava se preparando para última consulta obstétrica. Uma semana antes Shiryu a acompanhou no exame de ultrassom, não conseguiu conter as lagrimas ao ouvir o coração de seu filho e de vê-lo também, apesar da imagem não ser muito nítida da ecografia. Shiryu estava cheio de cuidados com Shunrei, não queria que ela ficasse muito tempo trabalhando na floricultura, mas ele não conseguiu convencê-la do contrário, então, ela só ficava meio expediente. Ele cuidava para que ela tivesse total conforto.
_Vou ficar mal acostumada, querido, com todo esse mimo. Disse Shunrei já entrando no carro.
_Mas essa é a intenção, meu amor. Quando nosso filho nascer, vai ser um pouco difícil, mas sempre estarei aqui! Disse Shiryu sorrindo.
Ao chegar ao consultório, Shunrei foi logo atendida.
_Boa tarde! Saudou o médico.
_Boa tarde, doutor. Responderam.
_Bem, Shunrei, como você se sente?
_Estou ótima doutor. Esse papai aqui tem cuidado direitinho desta mamãe! Disse Shunrei rindo.
_É claro, doutor, ela já está chegando ao fim da gestação, eu me preocupo. Defendeu-se Shiryu.
_Muito bem, vamos examiná-la agora. Você trouxe o exame de ecografia?
_Sim, aqui está.
_Ótimo!Pode dirigir-se até ali e vestir a batinha, por favor.
Ao retornar o doutor verificou a pressão arterial da paciente, depois Shiryu ajudou-a deitar em uma maca, o médico cobriu suas pernas até a área pélvica com um lençol e levantou sua bata deixando a barriga amostra. Ele começou a ausculta do bebê e mediu a barriga. Depois Shiryu a ajudou levantar-se e ela foi trocar a bata hospitalar por suas roupas. Ao retornar ao mesa do médico, ele estava olhando o resultado do exame.
_E então doutor? Tudo bem? Perguntou ansioso Shiryu.
_Sim, está tudo correndo maravilhosamente bem. Podemos até marcar a data do parto, se assim vocês preferirem uma cesariana.
_Não, doutor! Eu gostaria que fosse um parto normal. O senhor já confirmou que está tudo bem. Retrucou Shunrei.
_Bem, o bebê está na posição cefálica posterior, sua pressão arterial está ótima, então não vejo motivo de não esperar.
_E pra quando será doutor? Perguntou Shiryu.
_Papai ansioso, hein! Será provavelmente depois do dia dois.
Shunrei já esperava essa notícia, mas o que ela realmente queria era ter o bebe no dia do aniversário de Shiryu, que seria dia quatro. Os dias passaram-se, e faltavam três dias para o aniversario de Shiryu, que seria exatamente na sexta-feira. Shunrei estava na floricultura, sua barriga agora ainda maior e os pés inchados, a impediam de ficar muito tempo na estufa. Esse trabalho ficava mais com Seika e Minu. Eram dez e meia da manhã quando Shiryu ligou para ela.
_Oi meu amor, como você está?
_Oi Shiryu, estou bem! A que horas você vai passar para nós irmos almoçar?
_Ao meio dia está bom pra você?
_Está ótimo, vou ficar esperando meu amor!
No horário combinado, Shiryu foi buscá-la, passaram no restaurante e ele pegou o almoço que já tinha feito reserva. Ultimamente estava fazendo assim para que Shunrei não tivesse tanto trabalho. Ao chegarem a casa, ele arrumou a mesa enquanto Shunrei tomava um banho. Ela, apesar de estar com quase nove meses, não sentia nenhum desconforto, a não ser os pés inchados e a barriga que agora é que pesava.
_Oi amor! Disse Shunrei sentando-se a mesa.
_Você está bem? Perguntou Shiryu.
_Estou sim, querido. Não precisa ficar ansioso e preocupado, qualquer novidade eu te aviso_ Ambos riram _ Inclusive, hoje eu recebi uma ligação de Marin.
_Marin? O que ela queria?
_Nos convidou para um jantar em comemoração a seu aniversário, sexta-feira.
_Ah, mas acho que não vai dar pra irmos, Shunrei.
_Ora, por quê?
_Porque é uma viajem longa, e no seu estado...
_Shiryu! Eu não acredito que você está dizendo isso! Por acaso nós vamos a pé? O seu carro novo é bastante confortável e eu estou ótima pra viajar, e se você não quiser voltar no mesmo dia, podemos até hospedarmos num hotel da cidade.
_Shunrei, você é tão teimosinha!Disse Shiryu sorrindo._ E fica linda com esse ar bravo!
O casal terminou o almoço já certo do jantar que iriam na sexta. Shunrei foi para o quarto tirar uma soneca enquanto Shiryu retornou à empresa. Chegando, ele foi logo providenciando um quarto de hotel na cidade de Marin e ligando também para Ikki.
_Meu amigo, a Shunrei tem certeza que quer ir? Indagou Ikki
_Sim. Já tentei fazê-la mudar de ideia, mas ela é irredutível. Disse Shiryu sorrindo.
_Você realmente está muito mudado! Comentou Ikki.
_Mudado? Então, espero que seja para melhor. Disse Shiryu um pouco confuso.
_Nem se preocupe. Sexta-feira nos encontraremos no restaurante que você falou.
Finalmente chegou a sexta-feira. Naquela tarde Shiryu não foi trabalhar, almoçou com Shunrei, depois descansaram, fizeram amor, dormiram e no final da tarde, eles saíram para o restaurante. Como Shiryu havia dito, foi uma viajem longa e cansativa, mas Shunrei não daria o braço a torcer. Foram direto para o hotel onde ele havia reservado uma suíte. Shunrei tomou banho de banheira, por muita insistência de Shiryu, para relaxar. Depois foram aprontar-se. Shiryu vestia calça de brim, camisa manga comprida azul clarinho e um blazer escuro. Shunrei vestia um vestido caqui, largo, com um ajuste entre o peito e a barriga, para acentuar a sua barriguinha de grávida. Umas sandálias rasas com pedras brilhantes, uns brincos pequenos, mas bem arrojados e maquiagem leve. O cabelo dela preso rabo de cavalo alto e Shiryu havia deixado os seus soltos. Ikki já estava no restaurante com a Minu e também Aiólia e Marin, quando o casal chegou. Shunrei rapidamente colocou as mãos nas costas, o que fez Shiryu ficar intrigado.
_Você está bem, querida?
_Sim, Shiryu. É só um desconforto na coluna, mas já passou.
_Eu disse que seria uma extravagância essa viajem. Falou Shiryu.
_Mas é seu aniversário e foi aqui que nos reencontramos depois de tantos meses. Além disso, a Marin preparou tudo, seria uma desfeita com ela, que tanto te ajudou.
_Shunrei, meu amor, você tem arumento para tudo! Disse Shiryu sorrindo.
O jantar ocorreu agradavelmente. Comeram, riram, falaram da gravidez de Shunrei, do casamento de Ikki e Minu e também comentaram sobre o namoro de Aiólia e Marin. Riram com o comentário que Ikki fez do desmemoriado cupido Shiryu. Shunrei estava muito feliz por estar ali entre seus amigos e seu grande amor, mas ela realmente queria que seu filho nascesse no dia do aniversario de Shiryu. Seria um grande presente.
Continua...
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