Recomeçar
25 Capítulo 25 - Decisão
Notas iniciais
E mês que vem faz um ano que perdi meu melhor amigo, então eu esse começo de ano me traz muitas lembranças então peço a compreensão de vocês!
Boa leitura, espero que estejam gostando
COMENTEM MUUUUUUUUUITO plis *-*
Desculpe os erros, escrevi correndo...
Minha cabeça parecia que tinha um anjo e o diabinho pois me vinham pensamentos para ficar tanto para correr dali, foi quando eu lembrei da última frase de Caíque “Desculpa, eu não devia, eu não podia” e lembrei também de Sabrina a namorada dele e o anjo finalmente vence o diabinho na minha mente. A raiva me subiu junto com os pensamentos – Você ta fazendo o que aqui ainda? Droga! Pedro, com isso corri pra fora do salão perdendo toda a compostura e arrancando os sapatos os largando pelo meio do caminho.
Quando sai do salão vi a rua vazia tomada pela noite e barulho somente ao fundo da música do salão, olhei pros lados com medo de não avistar Pedro, eu já estava no meio da rua para ter uma visão melhor e me desesperava por não avista-lo naquela rua e não me importava com os carros que passavam buzinando ou me xingando eu precisava falar com ele, meu desespero se transformou em lágrimas, até que avistei um ser de camisa vermelha ao final da rua sentado no meio fio, sorri era ele, Pedro.
Corri até ele e cheguei perto dele ofegante me agachando ficando na sua frente
– Vai embora – ele disse ainda com a cabeça baixa
– Pedro por favor me ouve – falei com voz de choro
– Vai embora – ele disse alto com raiva
– Não Pedro – falei mais chorosa ainda
– Vai embora – ele disse em um tom mais agressivo ainda
– Pedro – falei botando minha mão em seu ombro
– Sai – ele disse me empurrando me fazendo ir com tudo no chão e ele se levantou
Agora era pior hora para a minha coluna e seus problemas se manifestarem mas foi agora que eles vieram para me deixar uma lembrança, minha coluna doeu com o impacto do chão repentino me dando aquela dor de lembrança de merdas que crianças fazem, maldita infância e sua brincadeiras.
– Ai – falei no chão tentando recompor minha respiração, maldita dor repentina na coluna que me tirava o ar
Pedro me olhou estranhando tudo, eu vi a raiva em seus olhos mas ela foram embora quando eu soltei o maldito “ai”
– Você está bem? – ele perguntou se abaixando no meu lado
– Estou, daqui a pouco passa – falei controlando a maldita dor que ganhei quando criança dando um mal jeito na coluna.
– Desculpa, eu não devia ter te empurrado – ele disse se sentando no meu lado sem saber o que fazer
Aos poucos fui me erguendo e conseguindo me sentar o silêncio era absoluto entre nós dois
– Porquê veio atrás de mim? – ele perguntou me olhando agora nos olhos
– Por quê você é o que quero, ele é só o erro – falei sem graça
– Mas você gosta do erro – ele disse se referindo á Caíque
– Ele é um erro, não tem porque eu insistir no erro, quando achei a solução – falei sorrindo de lado
– A solução tem uma barriguinha sexy, MINHA NOSSA! – falei como se estivesse comentando com uma amiga o grau de gostosura de um homem mas me referindo a ele mesmo, assim arrancando um sorriso enorme dele
– Tem certeza chocolate? – ele perguntou com um sorriso tímido
– Chocolate? – perguntei rindo
– Sim, assim que te chamo nos meus pensamentos – ele disse sorrindo
– Cabelos chocolates lindos – ele disse passando sua mão em uma mecha do meu cabelo
– Olhos chocolates grandes e encantadores – ele disse passando as costas da mão na maça do meu rosto
– Olha, eu amo chocolate ainda mais quando eu beijo uma pessoa e boca dela tem o gosto – ele disse se aproximando de mim o suficiente para eu sentir sua respiração no meu rosto
Seus lábios se encostaram aos meus lentamente, adoro a sensação boa que Pedro me traz, me entreguei ao beijo e pensando na escolha definitiva que eu fiz. Pedro
A escolha certa.
Acordei com visão turva saindo da cama esbarando em tudo, assim acordaria Pedro no outro quarto pensei. Fui para o banheiro tomando um banho longo e relaxante e coloquei uma roupa básica minha, short e uma regatinha qualquer, fui até o quarto de Pedro que estava vazio assim como o resto do apartamento.
A noite passada foi uma noite decisiva pensei enquanto catava as minhas coisas do quarto que eu fiquei esses dias no apartamento de Pedro, amanhã eu sairia á trabalho e ficaria um mês fora de casa, continuava pegando tudo quando peguei no meu diário e lembrei escrever no meu amigo querido
“ Oi diário, quanto tempo. O aniversário de Marcela foi tudo de bom! Ela amou tudo e fico muito feliz vendo a minha família feliz assim, o sorriso de Marcela de volta junto com a sua essência. Apesar do beijo que Caíque babaca me deu resolvi tudo com Pedro dando um basta nessa situação de chove não molha, Caíque agora só é um inquilino nada mais. Mandy me liga toda semana, to com tantas saudades da minha princesa sua voz cada vez mais tem mudado e minha saudade só aumenta. As coisas finalmente estão se encaixando nem parece verdade. Estou muito feliz diário. Apesar de querer entender Caíque e suas atitudes, vai entender não é?”
Fechei meu diário coloquei na mochila, peguei minhas malas e sai apartamento á fora esperando o táxi que era um amigo meu que deixou minhas malas em casa assim facilitando toda minha vida, depois da academia fui para casa na minha amada moto.
– Cheguei – avisei quando abri a porta e ninguém me respondeu
– Alguém? – gritei em casa
– Eu – ouvi a voz masculina da casa responder, ótimo logo ele tinha que estar em casa?
Fui para o meu quarto e esperei as minha salvadoras amigas chegarem em casa, passei o dia fazendo comida deliciosas e vendo filmes idiotas, curtindo uma a companhia das outras até a noite que seria aonde eu iria me despedir para passar um mês distante de todos. Pedro veio até aqui em casa se despedir de mim e agora eu já estava pronta para dormi algumas horas para sair de madrugada como sempre.
Estava eu terminando minhas malas quando alguém bate na porta do meu quarto
– Entra – falei me sentando na cama
Caíque entrou no meu quarto usando somente um short, ele tinha vir no meu quarto logo SEM CAMISA? Era pra provocar só pode!
– O que você quer? – perguntei fria
– Só me despedir – ele disse se aproximando de mim com as mãos no bolso
– Tchau – falei me levantando passando por ele e abrindo a porta do meu quarto
– Desculpa por ontem, você vai entender um dia – ele disse abaixando a cabeça
– Essa porra de dia nunca chega, cansei – falei irritada
Ele se aproximou e me deu um beijo na testa longo e eu senti gotas caírem sobre a minha testa, novamente ele estava chorando me fazendo me sentir um lixo por não poder ajuda-lo e nem saber o que está acontecendo, que confusão!
Ele saiu do meu quarto lentamente eu fechei a porta com um grande aperto no coração me sentindo mal eu fui terminar de fazer as minhas malas, deitei na cama para dormir o que foi inútil porque eu só conseguir ficar rolando na cama até a hora de trabalhar, pegar vários grupos de turismo juntos para compensar o tempo em casa.
Levantei lavei o rosto e coloquei um calça jeans clara e uma blusa de meia manga azul, um tênis peguei as coisas que faltavam e desci com as minhas malas ao chegar na sala vejo uma cena que eu via quando Caíque era um amigo ou namorado do relacionamento aberto, ele deitado no sofá acordando que quando me viu se levantando rapidamente e veio na minha direção
– O que está fazendo acordado? – falei meia seca
– Eu queria te dar um abraço, eu não sei algo me fez querer te dar um abraço forte – ele disse coçando a nuca
– Depois de tudo, acho melhor não Caíque – falei indo em direção a porta para esperar o motorista no portão
– Carol, por favor – ele disse atrás de mim
– Tchau Caíque – falei virando a maçaneta
Quando eu sinto um puxão super brusco me fazendo virar e com o susto soltei as malas, Caíque me dei outro puxão rápido colando seu corpo no meu e pulou sobre meus lábios me beijando com vontade e me abraçando fortemente, eu não devia, eu não podia mas eu correspondi o beijo dele era como se eu esquece-se tudo que aprendi com o diário da minha mãe como se um simples beijo dele me fizesse querer arriscar no que eu não acreditava.
Após se separar de mim eu esperei as palavras dele de arrependimento
– Estou esperando – falei me separando dele
– O que? – ele perguntou confuso
– Eu não podia, eu não devia! CARALHO então porquê faz? – falei irritando pegando minhas malas e vendo que ele ficou totalmente sem resposta respirei fundo e sai porta á fora.
Depois desse um mês fora se fosse preciso iria ignora-lo Pedro não merece alguém que não saber dar o valor que ele merece.
A partir de agora Caíque virou passado e uma página virada na minha vida.
Notas finais
http://fanfiction.com.br/historia/307071/Give_In_To_Me
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