Recomeçar

21 Capítulo 21- Um belo dia longo e quente - parte ll


Notas iniciais
Pessoal desculpa a demora para postar, ia postar ontem só fiquei sem internet -.-
Esse é um capítulo mais longo por pedidos das minhas leitoras, agora vou trabalhar mais em capítulos longos :)
Espero que gostem desse capítulo
Boa leitura *-*

– É aqui – disse Gustavo enquanto estávamos na moto andando por um bairro rico


Parei a moto em frente a uma casa grande e branca com um jardim perfeitamente trabalhado

Estacionei minha moto e fui de encontro á Gustavo que estava em frente a casa

– Tchau – ele disse me dando as costas

– Espera – falei pegando seu braço

– Você pediu pra eu te trazer aqui, eu trouxe – ele disse me olhando e se livrando de minha mão

– Espera – falei pegando seu braço de novo

– O que quer? – ele perguntou de cara fechada

– Olha eu sei que você fez besteira mas eu conheço Marcela ela tem coração mole, se você realmente estiver apaixonado por ela e quiser algo com ela, faça uma surpresa – falei o olhando nos olhos esperando convence-lo

– Que tipo de surpresa? – ele perguntou me olhando calmo

– Isso vai ser com você, eu botei seu nome da lista de convidados do aniversário de 18 anos de Marcela, é amanhã – falei enquanto observava a casa á minha frente

– Para amanhã? É muito em cima da hora, eu não sei o que fazer! – Gustavo disse muito rápido

– Está nas suas mãos – falei colocando minha mão em seu ombro

– Obrigado pelo conselho – ele disse dando um sorriso sem amostrar os dentes

– Aqui o convite com o endereço – disse lhe dando o convite

– Até amanhã – falei andando em direção ao interfone da casa

Parei em frente á casa pensando no que falaria com Mary, depois de minutos parada como uma idiota em frente á casa criei coragem e apertei o interfone.

– Quem é? – perguntou uma voz feminina

– Carol, Amiga da Mary – falei usando seu apelido para que pudéssemos parecer ser amigas próximas

– Ah claro, pode entrar – a mulher destravou o portão pra mim

Esperei na frente da casa por uns minutos até a ruiva aparecer do lado de fora da casa no jardim aonde eu me encontrava, quando me viu me olhou surpresa e o sorriso que estava em seus lábios se desfez.

– O que você ta fazendo aqui? – A ruiva me perguntou surpresa

– Vim conversar com você – falei séria

– Entra – ela disse indo em direção á porta da casa

Eu a segui até uma sala que era o triplo da minha casa era enorme, linda, decorada com quadros lindos, a mobília era linda. Tudo era lindo fiquei observando o local por um tempo até eu perceber o olhar da ruiva em mim

– Pode falar – ela disse sentada no sofá

– Mary, eu sei que eu não te conheço muito bem mais sei que você não era do tipo de fazer o que fez – falei a olhando em seus olhos

– Olha Carol, eu fiz besteira por um egoísmo meu, queria fazer ciúmes em um cara mais acabei perdendo minha casa, minhas amigas por um impulso imbecil e conselhos mal dados – ela disse me olhando nos olhos também e eu senti sinceridade em suas palavras

– Conselhos mal dados? – perguntei curiosa

– Então você viajava muita coisa acontecia, até um dia eu ficar sozinha em casa com Sabrina e acabamos conversando, agente se deu bem mais depois de um tempo longe de você e ela falando mal de você eu só via o lado dela que era de ciúmes do Caíque com você. Eu concordava e muito com ela quando vi o jeito que Caíque te olhava e também como ás vezes você olhava pra ele. No dia na boate eu estava doida pra ficar com Marco eu gosto mesmo dele mas todo momento ele deixava claro que não tinha interesse em mim, foi quando a Marcela chegou e ele virou um poço de bondade – ela disse com certa raiva

– Bom quando Marcela saiu de perto Marco eu dei um ataque de ciúmes e ele simplesmente disse que estava mesmo interessado em Marcela e não em mim, foi ai que minha raiva subiu e eu fui ao banheiro acabei encontrando com Sabrina, ela me deu conselhos de fazer ciúmes em Marco com um dos meninos mesmo sabendo que estavam acompanhados, eu disse que não iria fazer isso e ela jogou na minha cara que Marco queria Marcela e que ela estava dando confiança para ele. Eu estava com ciúmes e ouvindo os conselhos errados e deu no que deu, gritei com Marcela, xinguei, fiz merda e no final da noite joguei toda a verdade na cara de Marco acompanhado de um belo soco que me fez ser expulsa da boate – ela disse olhando nos meus olhos ainda

– Mais porquê Sabrina queria que você fizesse ciúmes com Gustavo tendo tantos meninos ali? – perguntei tentando tirar tudo dela

– Ela queria atingir você de qualquer jeito nem que fosse por meio da sua prima e me usou pra isso. Depois de brigar com Marco eu discuti com ela que disse isso com todas as letras – Mary terminou de falar deixando uma lágrima rolar

– Eu fui fácil de manipular mas isso não é motivo para o que fiz, perdi minhas amigas por ser amiga de uma cobra. Além de que não consigo nem olhar mais na cara de Marco que me ligou várias vezes depois daquele dia e eu não atendi, eu perdi muita coisa por causa dela – ela disse agora com raiva e cerrando os punhos

– Se vingue – falei rápida

– Como? – ela perguntou surpresa pela ideia

– Você foi amiga dela por um tempo, sabe como atingi-la – falei com dando um sorriso de leve

– Você tem razão mas isso não vai apagar nada do que eu fiz – ela disse me olhando séria

– Não, não vai. Mas você pode mudar isso correndo atrás e não ficando aqui – falei dando um sorriso leve

– Eu nem tenho ideia por onde começar – Mary disse se levantando e começa á andar de um lado para outro

– Olha amanhã vou fazer uma festa surpresa pra Marcela, aqui – disse lhe entregando o convite

– Vou pensar em alguma coisa para melhorar as coisas – Mary disse sorrindo

– Pensa bastante, estou indo embora – falei indo em direção á porta

– Carol, porquê você não veio com pedras na mão para cima de mim? Pensei que fosse querer me bater – ela disse e acabou rindo no final da frase

– Primeiramente sim, mas pelo pouco que conheci você sabia que não era disso, resolvi conversar e se não resolvesse uns tapas seriam a solução – respondi rindo

– Obrigado – ela disse me dando um abraço

– Faça por onde Dona Maryana – falei abrindo a porta e caminhando por aquele jardim bem trabalhado

Estava eu louca, correndo acertando os últimos detalhes do aniversário de Marcela meu celular tocava de 5 em 5 minutos, eu não podia ir para casa com essa cara de preocupação, ir para casa de Pedro era minha única opção e foi o que fiz, Chegando no elevador quase vacilei para entrar lembrando do meu ataque de ciúmes e da amiguinha de Pedro naquela noite, entrei finalmente apertando o botão de seu andar.

Caminhei até a porta e decidi tocar a campainha não queria ver o que não devia, afinal de contas eu não sabia o que poderia estar acontecendo dentro daquele apartamento, e a demora para atender a porta só me torturou até aquele menino lindo me atender com os cabelos amassados e apenas de short sorrindo

– Olha quem volto – ele disse rindo

– Voltei por um motivo nobre – falei séria

– Vai ficar ai fora? – ele perguntou levantando as sobrancelhas

– Não sei se vou atrapalhar alguma coisa ai dentro sabe – falei irônica rindo

– Para de babaquice menina – Pedro disse me pegando pelo braço para dentro do apartamento logo fechando a porta

– Ta sozinho? – perguntei

– Não estou com uma menina – ele disse sério olhando para mim

– Sabia que não era boa ideia, fui – falei botando a mão na porta destrancando me xingando mentalmente por ter vindo para casa de Pedro e estar tudo acontecendo de novo.

– Ser você for embora, vou ficar sozinho – Pedro disse fazendo cara de cachorro sem dono

– Seu babaca – falei rindo — A garota sou eu? – perguntei rindo mais ainda


– Sim, você esperava que fosse quem? – ele perguntou irônico sério


– Ninguém – falei fechando a porta


– Vai aonde? – ele perguntou me seguindo


– Tomar banho querido – falei continuando a andar


Estava eu inocente continuando a andar pelo longo corredor de Pedro quando o idiota tapa minha visão com a mão e me levanta tirando meus pés do chão


– Me solta Pedro – falei irritada


– Calada – ele disse me colocando no chão e amarrando um venda nos meus olhos


– Pra que isso? – perguntei sem entender


– Aguarde e verá – ele disse rindo


Bufei sentada no sofá pois estavam com ordens diretas de ficar sentada o esperando quando derrepente sem aviso nem nada ele me coloca sobe seus ombros e após muitos passos, batidas de minha cabeça contra a parede por pura falta de cuidado comigo ele me pôs no chão.


– Finalmente, chão – falei me sentando no chão


– Aqui estamos – ouço a voz de Pedro ao lado do meu ouvido me fazendo arrepiar, a culpa não é minha se ele tem uma voz sexy assim. Rum!


Depois de falar ao meu ouvido ele finalmente tirou as vendas de meus olhos me dando a visão de um linda piscina parecia ser na cobertura do prédio pois eu via muitos topos de prédios perto e o sol se pondo perfeitamente encerrando o dia quente para um noite quente, bem mais quente quando vi Pedro ficar somente se sunga na minha frente. Pensamento maldosos, saiam de mim já!


– Que lindo – eu disse me levantando do chão concentrada no sol


Do nada sinto as mãos de Pedro em todos os meus bolsos, tirando tudo de mim inclusive minha blusa. Tipo assim, COMO ASSIM? Assalto mais assedio? Pode isso? Fiquei em choque e paralisada vendo ele tentando não se focalizar em mim de sutiã de renda na sua frente


– Você pirou me devolve – falei botando a mão na frente do sutiã


– Depois – ele disse rindo e correndo em minha direção me derrubando na piscina linda e enorme


– Seu louco – falei rindo subindo a superfície e entendo o assalto-assedio minutos atrás na borda da piscina


– Para, vamos curti o pôr do sol – ele disse me abraçando dentro da piscina virando em direção ao sol


– Foi um belo dia – falei olhando o sol desaparecer aos poucos


– Verdade, foi um belo quente e longo dia – ele disse sorrindo me olhando nos olhos. Bem, aquela não foi uma boa ideia pois estávamos vendo o pôr do sol sozinhos abraços dentro de um piscina com poucos roupas e próximos, muito próximos. Com seu sorriso e seus olhos nos meus eu apenas me concentrei em sorrir também, sem tirar meus olhos daquele rosto lindo que se aproximava de mim, eu disse se aproximava de mim?

Isso mesmo, eu podia sentir sua respiração e seu sorriso não se desfazia por nada.

Mil pensamentos vinham a minha mente como Gabriele e Caíque mas por mais que eu quisesse me afastar seus olhos me fizeram ficar em transe.

A noite estava se iniciando, será que devia seguir o conselho de que a noite é como uma criança?

Indícios me diziam que ela seria uma ótima noite!

Notas finais
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